quinta-feira, 14 de junho de 2012

QUINTA FEIRA DA 11ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 

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1ª Leitura Eclo 48, 1-15

Salmo 96 (97) Ó Justos, alegrai-vos no Senhor”

Evangelho Mt 6, 7-15

“Oração recheada de palavratório desnecessário...”

Todo nós sabemos como discursa um político, principalmente em época de campanha eleitoral, há aqueles que têm uma boa oratória, apresentam suas propostas de maneira sincera e autêntica, não vamos aqui desmerecer os que exercem dignamente sua missão na política, mas há aqueles que fazem belos discursos e nada dizem, fazem mil e um rodeios para no final da fala, implorar que o eleitorado vote nele. Infelizmente esses tipos ainda existem nos meios políticos. Tudo o que esses querem é PEDIR votos para ele e sua agremiação partidária. Na medida em que o nosso povo for tomando consciência política esses tipos vão encerrando a carreira bem cedo, pois acabam caindo no ridículo.

É essa forma de fazer oração que Jesus fala nesse evangelho, ainda voltando aos maus políticos, eles não conhecem o eleitorado a quem se dirigem, nada sabem sobre ele, seus sofrimentos e dificuldades, seus anseios, e começam a falar com o eleitorado como se o conhecesse há tempos. A nossa oração só é eficaz e têm qualidade quando conhecemos a Deus, isso é, quando fizemos a experiência em Jesus Cristo e com Ele aprendemos a viver na comunhão e na intimidade do Pai. Sem essa experiência, sem esse colóquio espiritual, a oração vira discurso e lista de pedidos onde quem ora determina e planeja, exigindo que Deus faça daquele jeito, ou seja, é uma oração arrogante e orgulhosa, onde quem reza, se julga no direito de determinar para que Deus atenda seus pedidos.

Oração sem humildade, não consegue tocar no coração de Deus, podem ter certeza. É preciso que saibamos quem é Deus e quem somos nós. É preciso que a Vontade Divina seja por nós conhecida e se torne soberana em nossa vida. É preciso que tenhamos coragem de assumir os desafios na solução de problemas que nós mesmos criamos. Por isso a oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus a seus discípulos e a todos nós, é a mais bonita e completa de todas.

O Pai Nosso manifesta o nosso desejo de que o Reino venha, e que seja feita a Vontade de Deus . Há aqui um pedido, que o Reino venha....e que a Vontade Divina seja feita, entretanto, é ao mesmo tempo um comprometimento de quem reza, de fazer esse Reino acontecer e colaborar para que a Vontade do Pai seja aceita, vivida por todos nós. O que se pede no Pai Nosso não é algo pronto e acabado, mas um empreendimento que vai depender da nossa colaboração, do nosso testemunho.

A segunda parte da oração é completada com o nosso compromisso com Deus, realizado com fidelidade em nossa relação com o próximo. Uma relação de amor e perdão constante, pois só assim o Reino começará a aparecer e ser notado pelos homens . Não há outra forma.

Por isso o evangelho conclui com essa confirmação de Jesus a esse respeito, nas relações fraternas de amor e perdão para com o próximo, se perpetua e se concretiza o Amor , a misericórdia e o Perdão Divino no meio dos homens.

Diácono José da Cruz

Paróquia N. Sra. Consolata – Votorantim SP

E-mail cruzsm@uol.com.br

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