sábado, 1 de janeiro de 2011

Rio-2016 mostra sua cara e lança em Copacabana a logomarca dos Jogos


Processo de seleção envolveu 139 agências de publicidade de todo o país



 
A menos de duas horas da chegada de 2011, o Rio de Janeiro deu um salto de quase seis anos rumo ao futuro. Diante da multidão reunida na praia de Copacabana para a virada do ano, as Olimpíadas Rio-2016 ganharam uma cara: a logomarca dos Jogos foi divulgada pelo Comitê Organizador. Confira a imagem que simboliza o maior evento da história do esporte brasileiro:

A marca é muito estética , inovadora e criativa. É possivel ver várias coisas nela: Rio, montanha, sol, Copacabana. O que mais me impressiona é que é um desenho leve, que parece flutuar na água - elogiou Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, que viajou ao Rio de Janeiro para o lançamento na noite do réveillon.


O lançamento teve início em Copacabana quando a cantora Daniela Mercury interrompeu seu show de Ano Novo para chamar ao palco dois atletas do salto em distância: a campeã olímpica Maurren Maggi e o jovem Caio Cezar Fernandes. Em seguida, três vídeos foram mostrados nos quatro telões instalados na praia: um sobre o dia em que o Rio foi escolhido como sede dos jogos; outro sobre Caio Cezar; e finalmente o que revelou a logomarca.
Três bandeirões de 1.200 metros quadrados cada foram abertos sobre a multidão que estava na areia, mostrando a logo para o mundo inteiro.


Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador mal conseguia conter a euforia:
- É uma noite de alegria para todos nós e, desta vez, com 2 milhões de pessoas como testemunhas do logo olímpico de 2016. A equipe que trabalhou na marca merece os aplausos. Foi um segredo inacreditavelmete guardado a sete chaves por 400 pessoas. Não tenho dúvidas de que logo vai cair no gosto de todos - explicou.

Em nota oficial, o Comitê explicou o conceito da marca, que representa pessoas de mãos dadas num formato que lembra o Pão de Açúcar, cartão postal do Rio:
- Ela traduz com inspiração o espírito olímpico e seus atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, sentimentos e aspirações. Sabe que são as pessoas que tornam o Rio de Janeiro uma cidade única e fazem dos Jogos Olímpicos um acontecimento realmente grandioso. Por isso, é uma marca essencialmente humana - explicou, em nota oficial, o Comitê Organizador.

O processo de escolha durou nove meses, e 139 agências de publicidade se inscreveram – todas brasileiras. Uma comissão julgadora de 12 pessoas selecionou oito agências finalistas: quatro do Rio, duas de São Paulo e duas de Curitiba. A vencedora foi a carioca Tátil, com 20 anos de experiência no mercado e uma equipe de 105 funcionários.

Fred Gelli, sócio-diretor de criação da Tátil, festejou a vitória.

- Uma marca que não tiver a capacidade de envolver uma experiência profunda e sensorial não chega ao coração das pessoas. O propósito representado nos aros olímpicos invadiu nossa equipe e foi o combustível para a gente chegar até aqui hoje. Esse é o sonho de qualquer designer porque é a marca mais reconhecida no mundo e vai ser vista por milhões de pessoas no planeta, da 5ª Avenida em Nova York até um vilarejo no Himalaia - afirmou Fred.

Os integrantes da comissão julgadora são Carlos Nuzman, Leonardo Gryner (Diretor Geral do Comitê Organizador), Beth Lula (Gerente de Marcas), Ricardo Cota (Subsecretário estadual de Comunicação Social), Marcela Muller (Coordenadora de Comunicação Social da Prefeitura), Jeanine Pires (Assistente do Ministério do Esporte), e os especialistas Michael Payne, Brad Copeland, Theodora Mantzaris, Scott Givens e Roberto Fernandez.
A imagem passou os últimos dias guardada em uma sala a portas fechadas. O acesso ao local era permitido a apenas 11 pessoas, que precisaram passar pela leitura da impressão digital. Quem podia entrar tinha de assinar um contrato de confidencialidade, e dentro da sala não era permitido o uso de internet ou aparelhos que registrem imagens. Tudo para guardar o segredo até o último momento.

Fonte: Globo.com










Oremos pelos novos governantes

A cobertura completa da posse de Dilma Rousseff

Oremos pelos novos governantes que assumem os estados e o Brasil, que juntamente com eles, os novos deputados estaduais, federais e senedores, governem com justiça e pelo bem do povo.

Oração pelos Governantes 
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor nosso Deus, vós governais as vossas criaturas com carinho e amor. Transformastes o vosso poder em presença e serviço no meio dos homens, para salvar a todos.Não quereis que ninguém se perca, mas olhais cada pessoa, como um valor infinito. Senhor, fazei que com essa imagem, manifestada em Jesus Cristo, se grave no coração e nas atitudes de todos os que nos governam: nosso presidente, nossos governadores, nossos prefeitos e todos os seus colaboradores.
Dai-lhes sabedoria, para que descubram novos caminhos para o desenvolvimento sem sacrificar a paz e a unidade dos homens.Dai-lhes amor, para que protejam e promovam a vida humana acima de todos os outros valores. Dai-lhes amor, para que protejam e promovam a vida humana acima de todos os outros valores.Dai-lhes força , para que façam respeitar os direitos universais dos homens, acima de todos os partidos, ideologias ou instituições. Que assumam os seus cargos como uma missão de serviço, que tenham a coragem de ser honestos em todas as situações e decisões.
Senhor, ajudai-os a bem governar, com o povo e para o povo, tornaí-os sensíveis diante daqueles que mais necessitam.
Abençoai tudo o que fazem de bom e recompensai generosamente todos aqueles governantes, que exercem sua missão com sabedoria e amor.É o que vos pedimos por meio de nosso Senhor Jesus Cristo e unidos no mesmo Espírito Santo.
Amém

Alckmin promete fazer trabalho ligado a Dilma



Em um evento para mais de 4 mil pessoas no Palácio dos Bandeirantes, a posse do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, contou com figuras de peso. O novo governador fez um discurso de meia hora e fez questão de citar seu dois companheiros de partido, Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Alckmin ressaltou o crescimento da economia paulista e prometeu fazer um trabalho ligado a presidente Dilma Rousseff. Confira os detalhes na reportagem de Thiago Uberreich.

Romaria de Aparecidinha reforça a fé de sorocabanos

Romaria de Aparecidinha reforça
a fé de sorocabanos

Evento é realizado há 112 anos


Fernanda Ikedo Agência BOM DIA

Fotos: Gilson Hanashiro/Agência BOM DIA

Uma comoção de fé e de esperança tomou as ruas de Sorocaba nas primeiras horas da manhã deste sábado, com a tradicional romaria de Aparecidinha, realizada há 112 anos. Alguns levavam rosas e santos nas mãos, outros, descalços, caminharam 16 quilômetros, saindo do Santuário Nossa Senhora Aparecida, no bairro Aparecidinha, até a Catedral Metropolitana.

O aposentado Benedito Esteves, 70 anos, devoto da santa, faz esse trajeto há 50 anos. “Eu também faço a caminhada do segundo domingo de julho”, conta Benedito, referindo-se ao retorno da santa ao Santuário de Aparecidinha.

Além de agradecer as graças alcançadas, os fiéis também pedem, no primeiro dia do ano, Dia Mundial da Paz, saúde e harmonia familiar. “Hoje eu recebi mais uma benção. Dentro da igreja Santo Antonio, da Árvore Grande, uma rosa foi jogada do andor da santa e eu a peguei”, afirma Maria Nilce da Silva Camilo, 49 anos, que começou a participar das procissões há seis anos.

A romaria teve início no Santuário às 5h, com missa realizada pelo arcebispo dom Eduardo de Sales Rodrigues, e depois seguiu pela estrada, passando pelo Alto da Boa Vista, avenida 3 de Março e Carlos Reinaldo Mendes. Os fiéis passaram pela avenida São Paulo, parando na igreja Santo Antonio e na Santa Casa, no bairro Árvore Grande.

Próximo das 10h, os passos dos romeiros alcançavam as ruas XV de Novembro e São Bento. Muitas pessoas já aguardavam na praça coronel Fernando Prestes a chegada do andor com a Santa. Abraildes Almeida Ferreira, 70 anos, que até pouco tempo ia de três a quatro vezes para Aparacida do Norte, ao lado do marido, era uma das fiéis que aguardavam a santa em uma sombra da praça. Quando lembrou de algumas de suas trajetórias de fé, sua fala foi marcada por forte emoção, confessando sua devoção à Nossa Senhora Aparecida.

Na chegada à Catedral Metropolitana de Sorocaba, a santa foi recebida pelo padre Tadeu, que em seguida realizou a missa. 

A imagem fica no altar da Catedral até o segundo domingo de julho, quando uma nova romaria  reconduzirá a santa à igreja de Aparecidinha.









Milhares de católicos participam da Procissão de Aparecidinha

Os fiéis saíram do Santuário de Aparecidinha, com a imagem de Nossa Senhora nos braços, ainda no final da madrugada.


Milhares de católicos madrugaram neste sábado (1) para acompanhar a Procissão de Aparecidinha. Sob o comando do arcebispo dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, a imagem de Nossa Senhora retornou à Catedral Metropolitana de Sorocaba.


Cada uma delas carregava uma história diferente e um motivo para participar da procissão. Os fiéis saíram do Santuário de Aparecidinha, com a imagem de Nossa Senhora nos braços, ainda no final da madrugada. Depois de percorrerem 16 quilômetros, os romeiros chegaram à Catedral para a missa, que aconteceu por volta das 10h.

fonte:TV TEM 


Papa Bento e o dia Mundial da Paz





O papa Bento XVI pediu, durante a tradicional benção de ano novo, que os chefes de estado combatam a perseguição a cristãos, depois que mais de 20 pessoas morreram num templo de Alexandria, no Egito, numa explosão de um carro-bomba.

Geraldo Alckmin assume o governo do Estado de São Paulo

André Mascarenhas

Em discurso pontuado por acenos à adversários e afagos em aliados, o governador Geraldo Alckmin retornou hoje ao Palácio dos Bandeirantes, para o quinto governo consecutivo do PSDB em São Paulo, prometendo trabalhar em parceria com o governo federal pelos interesses do Estado e do País. O novo governador disse que terá com “a presidente Dilma a melhor das relações”, mas se comprometeu com a defesa do legado de seu partido e o de seus antecessores, desde Mário Covas.

Com as presenças dos principais caciques tucanos do Estado, Alckmin se apresentou como “homem humilde” que irá trabalhar “desde o primeiro dia” pela “continuidade e a inovação característicos desses dezesseis anos”. Foi generoso ao se lembrar do ex-governador José Serra. “O brilho da sua inteligência, a consistência do seu pensamento, sua criatividade e enorme capacidade de trabalho, além do inarredável compromisso com a ética fizeram também dele uma grande liderança nacional”, disse. Fortemente aplaudido, Serra agradeceu de pé aos elogios.

Ao término do discurso, o ex-governador e candidato derrotado à Presidência retribuiu ao correligionário, e exemplificou a tese do bom relacionamento com o governo federal. “As pessoas não querem o governador brigando com o presidente ou o prefeito brigando com o governador. Elas querem entrosamento em função do interesse público”, disse Serra em breve entrevista.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também presente na cerimônia, foi lembrado por Alckmin como o responsável por assentar, “de uma vez para sempre, as bases políticas e econômicas para o desenvolvimento do Brasil”.  O governador usou a memória do alinhamento entre FHC e o ex-governador Mário Covas para destacar a “preocupação com as desigualdades sociais, enfrentadas com significativas reformas, sobretudo nas áreas da saúde e da educação”. FHC também foi muito aplaudido.

Promessas. Alckmin usou o discurso para sublinhar o compromisso com suas promessas de campanha e para convocar seu secretariado, uma equipe “competente, com sensibilidade para ouvir as pessoas e vontade de trabalhar”, para apoiá-lo na tarefa de honrar sua palavra. “Fiquem certos de que São Paulo vai dar um grande salto nos próximos quatro anos.”
O governador procurou ainda destacar a importância do setor privado e do empreendedorismo para São Paulo e garantiu que “dará incentivos, crédito, segurança jurídica” aos negócios. “Vamos promover a desburocratização, o treinamento e a qualificação dos trabalhadores. E, mais que esperança, vamos dar todo empenho à construção de um futuro mais próspero para todos os paulistas.”

Alckmin terminou o discurso citando o compromisso com o meio ambiente, a responsabilidade fiscal e o avanço nas obras de infraestrutura e logística no Estado. Para isso, disse que contará com o “ativismo” de sua equipe, meta que “deverá envolver, também, toda a máquina estatal, todo o serviço público, pois o funcionalismo é quem, na prática, realiza as ações de um governo”.
Veja como foi a posse do novo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

13h25 - Termina a cerimônia de posse de Geraldo Alckmin.
13h24 – Geraldo Alckmin, Guilherme Afif e todo o secretariado possam para a foto oficial do governo.
13h12 -a O novo secretariado do Estado toma posse. Novo secretário do Meio Ambiente e deputado mais votado do Estado, Bruno Covas, é muito aplaudido. Sílvio Torres, Júlio Semeghini e Edson Aparecido também são aplaudidos.
13h03 - Termina o discurso de Geraldo Alckmin, que acompanha Alberto e Deuzeni Goldman para a saída principal do Palácio. Alckmin é, oficialmente, o governador de São Paulo.
12h58 – Alckmin destaca “o protagonismo” de São Paulo nas questões ambientais. “Essa ativismo se traduzirá no avanço das obras de logística e infraestrutura.” O governador se compromete ampliar o saneamento básico do Estado. “Vamos fazer um governo ativo, solidário e sustentável”, diz. “São Paulo é uma fábrica de sonhos, mas é também uma oficina de conquistas e realiações. Aqui se pensa, se cria e se faz. É isso que dá a grandeza do nosso Estado. E é isso o que todos juntos faremos, por São Paulo e pelo Brasil”, conclui Alckmin.
12h55 – Alckmin volta a citar a necessidade de parceria com o governo federal e das políticas voltadas para o social. “Assumi o compromisso de melhorar o atendimento de saúde, com mais reformas, capacitação e melhorias”, afirma. Alckmin se compromete ainda com melhorias na educação e segurança. “Formei uma equipe competende, com sensibilidade de ouvir as pessoas e vontade de trabalhar”, continua Alckmin, que diz contar com sua equipe para “São Paulo avançar mais”.
12h53 – Alckmin destaca também os “novos paradigmas da comunicação”, exaltando a web 2.0 e a participação do público. “A cidadania tem na tecnologia um novo aliado”, diz. “Nosso trabalho e nossas propostas foram colocados para o povo, e ele aprovou”, continua Alckmin, que promete cumprir o programa integralmente. Alckmin também cita o ex-presidente FHC. “Me permita. Vamos deixar a modéstia de lado. O presidente Fernando Henrique mudou o Brasil”, diz. FHC também é ovacionado e se levanta, acompanhado por Serra e Kassab. Alckmin cita Mário Covas, que “esteve alinhado com essa conduta republicana”.
12h45 – Alckmin cita José Serra. “Para a sorte de São Paulo, ele trouxe para o Estado as características de sua atuação parlamentar”, sublinha Alckmi. Ele destaca que o “grtande compromisso com a ética”, que faz de Serra “uma liderança nacional”. Ovacionado pelo auditório, Serra, que está sentado ao lado de FHC, levanta-se, vira para a plateia e levanta as mãos, em agradecimento.
12h38 – Alckmin inicia seu discurso. Agradece as autoridades presentes e seu secretariado. “Em momentos como este, em que olhamos para o futuro, cabe-nos contemplar, mais uma vez, a história de que fazemos parte e as pessoas que sonharam e lutaram nesta terra antes de nós”, são as primeiras palavras do governador eleito. Ele cita o jesuíta Baltazar Fernandes, que inspirado no  José de Anchieta, sintetizou o “espírito que movia os primeiros paulistas”. “A lembrança dos esforços dos jesuítas revigora minha convicção de que é a vida pessoal modesta que forma o homem público responsável”, continua, atribuindo a “pujança de São Paulo” às “gerações de trabalhadores” . O governador diz começar seu governo inspirado em versos de Renato Russo: “Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem.” Alckmin continua seu discurso acenando para a presidente Dilma Roussefff. “São Paulo é a síntese do trabalho em favor do Brasil, e esse será o espírito e o fio condutor de meu governo. Nesse sentido, vamos ter com a Presidente Dilma a melhor das relações”, diz. “Mas sem deixar de reivindicar aquilo que é direito do povo paulista”, continua. “Ser governador de São Paulo é uma honra. Assumir esse compromisso pela terceira vez é responsabilidade”, diz. Defende o “estilo de governar” do PSDB. Cita Mário Covas, José Serra, Alberto Goldman e Claudio Lembo. “Agora me foi dada a responsabilidade de continuar esse caminho.”
12h34 – Goldman entrega o Pavilhão do Governador do Estado para Alckmin, simbolizando a transmissão do cargo.
12h29 - Goldman continua o balanço do governo lembrando os trablhos da secretaria de Saúde e de Habitação, com a construção de hospitais e moradias. “Tivemos uma secretaria de Segurança Pública que com sua Polícia Militar continou a diminuição da criminalidade no Estado”, diz. Sobre a pasta dos Transportes Metropolitanos, diz que foi pionera no maior programa de expansão dos transportes sobre trilhos no Estado. “Cabe aqui também citar nossas parcerias com as prefeituras municipais, sem preferências partidárias”, diz. Goldman elogia também o governo federal para a aprovação de empréstimos internacionais, mas cobra maior participação da União através da liberação de emendas do Orçamento. Segundo o governador que deixa o cargo, Alckmin pega um Estado com as contas em dia, o que lhe permitirá avançar mais. “Ao novo governador Geraldo Alckmin e toda a sua equipe desejamos sorte”, continua. “E eu me comprometo sempre a colaborar, embora não diretamente, de todos os passos para que São Paulo continue crescendo”, continua.
12h25 – Goldman cita as principais realizações de seu secretariado. Lembra, entre outros, o papel da secretaria da Casa Militar no combate às enchentes, da secretaria de Justiça na contenção das rebeliões na Fundação Casa, e do Meio Ambiente na criação de metas de redução de emissões no Estado.
12h17 – O governador em exercício Alberto Goldman abre os discursos. O auditório do Palácio dos Bandeirantes encontra-se lotado, com várias pessoas de pé. Goldman cumprimenta, nominalmente, todos os seus secretários. “Eu completo agora 40 anos de atividade política profissional. Antes disse, eu fora um militante político em consonância com as causas democráticas”, inicia Goldman. “Combati o bom combate nos oito mandatos legislativos, estadual e federal”, continua. Ele lembra sua passagem pela vice de Serra e diz ter honrado todos os cargos pelos que passei. “Nunca busquei posições de destaque ou de comando. A elas fui sempre impelido pelos meus companheiros”, continua. “Termino o mandato de governador após esses 40 anos sem nunca ter sido processado em nenhuma instância”, afirma. Agradece a formação dos pais. “Cuja maior herança foi a integridade de conduta e o amor pelo nosso povo”, diz. “Orgulho-me de ter trabalhado ao lado do governador José Serra”, continua. “É uma equipe brilhante, capaz, ousada, atuante e eficaz”, diz Goldman.
12h13 – O cantor Agnaldo Raiol entoa o hino nacional, acompanhado pela banda da Polícia Militar do Estado.
12h10 – Começa a cerimônia de transmissão de cargo. Geraldo e Lu Alckmin sobem ao palco acompanhados dos governadores em exercício Alberto e Deuzeni Goldman.
12h07 – O ex-governador José Serra também acompanha a transmissão do cargo no Estado. Ele deixou o mesmo cargo que Alckmin ocupará em março para concorrer à Presidência da Repúlica.
12h05 – Acompanhado pela mulher Lu, Alckmin chega para o encerramento da cerimônia.
12h03 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chega para a cerimônia. Ele é seguido pelo senador eleito do Estado Aloysio Nunes Ferreira.
11h30 – Depois da passagem em revista de um batalhão da Polícia Militar no estacionamento da Assembleia Legislativa, Alckmin chega ao Palácio dos Bandeirantes, onde ocorrerá a transmissão do cargo pelo governador em exercício Alberto Goldman.
10h55 – O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, classificou como “limpo, claro e centrado” o discurso do governador Geraldo Alckmin e enfatizou a necessidade de interlocução com o governo federal para o futuro de sua pasta. “São Paulo é o dreno do Brasil pelo Porto de Santos. Se existem gargalos, eles são de logística e terão de ser solucionados”, afirmou Aníbal. Ele sublinhou ainda que os desafios da sua secretaria serão limpar a matriz energética do Estado e brigar pela reversão de recursos do pré-sal.
10h33 – “Sou grato a essa equipe de secretários de Estado que me acompanhará nos próximos anos”, diz Alckmin em discurso. “Conto com uma oposição responsável”, enfatiza o governador. Alckmin cita sua passagem pelos legislativos municipal, estadual e federal. “Quero fazer um governo que possa ser noticiado por suas boas práticas e possa ser criticado por suas faltas”, diz Alckmin, que exalta os meios de comunicação. O novo governador promete “trabalhar intensamente” para os “mais humildes”. “Trabalharei para o desenvolvimento de São Paulo da única forma que os paulistas admitem, que é trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil”, encerra o discurso.
10h24 – Começa com os cumprimentos de praxe o discurso de Geraldo Alckmin para Parlamento paulista. O governador faz menção ao ex-governador Orestes Quércia, morto na última semana. “Uma saudação muito afetiva a Alaíde Quércia e à sua filha Andrea Quércia”, diz. “‘É com emoção que volto a esta casa. Aqui cheguei, pela primeira vez, como deputado estadual, em 1983. São Paulo e o Brasil viviam, então, momentos de grande entusiasmo e efervescência. A esperança renascia. O horizonte se desanuviava, pela participação intensa de lideranças políticas e da sociedade nas causas democráticas. O povo se mobilizava”, diz o novo governador, que começa a ler o discurso. “É uma grande honra assumir o governo de São Paulo em sucessão aos governadores José Serra e Alberto Goldman. Mas é, sobretudo, uma grande responsabilidade”, diz Alckmin, que exalta o tamanho da economia paulista. Ele cita áreas em que pretende trabalhar, como a Cultura e a infra-estrutura. “Vou trabalhar com a mente e o coração voltados à trabalhadora que deixa os filhos em casa, um cuidando do outro, e vai trabalhar nas fábricas, escritórios e outras casas”, discursa. “Vou trabalhar para que todos os jovens tenham oportunidade para trabalhar”, continua. “Nenhum paulista será deixado para trás”, afirma o governador, que cita a parceria com os prefeitos do Estado.
10h22 – “Estamos vivendo, por todos os motivos, um momento histórico. Porque, pela primeira vez, um paulista assina pela quinta vez o termo de posse”, diz Barros Munhoz, em referência às vezes em que Alckmin cumpriu o protocolo como governador e vice-governador. Segundo o presidente da Alesp, Alckmin supera a marca de Mário Covas. “Que o Sr. possa fazer mais uma vez cumprir o slogan de São Paulo: ‘Para o Brasil, esse Estado faz sempre o máximo.’”
10h18 – O vice-governador, Guilherme Afif Domingos, também é empossado na Assembleia Legislativa e assina o termo de posse.
10h17 - Alckmin assina o termo de posse. No plenário, além de alguns parlamentares, o secretariado do novo governador e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acompanham a cerimônia.
10h14 – Barros Munhoz: “Declaro o governador Geraldo Alckmin empossado.”
10h09 - Alckim entra é aplaudido pelo plenário da Assembleia.
10h07 - Começa na Assembleia Legislativa a cerimônia de posse do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Sob a proteção de Deus, iniciamos o nosso trabalho”, diz o presidente do Parlamento Paulista, Barros Munhoz, que presidirá a cerimônia. Alckmin e Afif estão no salão Nobre acompanhados por lideres de bancadas e devem entrar em instantes.
9h40 – Pela rampa do Hall Monumental da Assembemleia, chega a comitiva de Geraldo Alckmin, que inclui o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, familiares e os 26 secretários que formarão seu governo a partir de hoje. São recepcionados pelos lanceiros do Regimento de Cavalaria 9 de Julho. Praticamente na mesma hora, numa porta lateral do Parlamento, chega o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
9h23 – Na Assembleia Legislativa o movimento ainda é tranquilo, com a presença de jornalistas e algumas poucas autoridades. A comitiva que trará Alckmin já saiu da casa do governador, mas ainda não chegou a Assembleia. A expectativa é de que ela chegue por volta das 9h30.
8h30 – O vice-governador eleito de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM), deixou sua residência, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, dando início ao cerimonial da posse. A comitiva que buscará o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) em sua casa, no Morumbi, zona sul da capital, é formada por três carros, escoltados por cerca de dez policiais em motocicletas da Polícia Militar (PM).
As informações são do cerimonial do governo de transição. Num dos automóveis, Afif Domingos é acompanhado dos atuais secretários da Casas Civil, Luiz Antônio Marrey, e Militar, coronel da PM Luiz Massao Kita. Os outros dois veículos são ocupados por familiares, assessores e segurança das autoridades. Sem o trânsito habitual da cidade, por causa do feriado do Dia de Ano-Novo, a expectativa é de que o trajeto até o apartamento do governador eleito de São Paulo seja percorrido em 20 minutos. Após chegar ao prédio de Alckmin, a comitiva seguirá para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde será declarada a abertura da sessão solene de posse.

Com informações de Solange Spigliatti e Gustavo Uribe

Goldman transmite cargo para Geraldo AlckminGoldman transmite cargo de governador de São Paulo para Geraldo Alckmin (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Dilma Rousseff assume a presidência do Brasil

Paulo Whitaker/Reuters
Dilma Rousseff recebe de Lula a faixa de presidente em cerimônia no Palácio do Planalto; veja Dilma Rousseff recebe de Lula a faixa de presidente em cerimônia no Palácio do Planalto;


Como no discurso do Congresso, a presidente da República, Dilma Vana Rousseff, 63, voltou a destacar o governo Lula em sua fala após receber a faixa no parlatório do Palácio do Planalto. 

"A alegria que sinto com a minha posse como presidente se mistura com a emoção de sua despedida", afirmou, em discurso de 12 minutos e 48 segundos que seguiu a mesma linha do feito no Congresso.

Evaristo Sá/AFP
A presidente chamou Lula de "o maior líder popular que este país já teve". 

Ela disse que Lula seguirá contribuindo com o governo, mesmo após deixar o cargo. 

"Lula estará conosco. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade", afirmou. "Ter a honra de seu apoio, privilegio de sua convivência, aprendido com sua imensa sabedoria são coisas que se guarda para a vida toda." 

Segundo ela, suceder Lula é uma tarefa desafiadora. "Hoje o presidente lula deixa o governo depois de oito anos, período que liderou as mais importantes transformações deste país." 

Dilma também falou de novo sobre a sua condição de primeira mulher presidente. De acordo com ela, o governo Lula é que permitiu o avanço do Brasil eleger uma mulher. 

A presidente prestou ainda uma homenagem ao vice-presidente José Alencar, que não participou da posse por estar internado.
Com a voz embargada, Dilma teve que parar o discurso para não chorar. 

Ela disse estar feliz -- "como raras vezes estive"-- e fez uma homenagem aos "companheiros que tombaram na caminhada", referindo-se à resistência política durante o período da ditadura militar (1964-1985), quando foi presa e torturada. 

Ela afirmou que irá governar "para todos os brasileiros". "Cuidarei com muito carinho dos mais frágeis". 

A presidente fez uma referência religiosa. "Que Deus abençoe o Brasil e o povo brasileiro. Que todos nós juntos possamos construir um mundo de paz." 

Dilma finalizou sua fala, dizendo que o Brasil tem condições de se tornar o "maior e o melhor país para se viver". 

Após passar a faixa, o presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, saíram do parlatório. 

Com o fim da chuva, Dilma conseguiu andar em carro aberto na Esplanada dos Ministérios. Como a Folha adiantou, ela estava acompanhada da filha Paula Rousseff Araújo, 34. 

No carro de atrás, seguiu o vice-presidente Michel Temer, que estava acompanhado da mulher, Marcela. 

Após o discurso, Dilma recebe o cumprimento dos chefes e representantes de Estado

fonte: folha.com.br

Salmo 134



Salmo 134

1 Eis aqui, bendizei ao Senhor, todos vós, servos do Senhor, que de noite assistis na casa do Senhor.

2 Erguei as mãos para o santuário, e bendizei ao Senhor.

3 Desde Sião te abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra.

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 44° DIA MUNDIAL DA PAZ

 

1º DE JANEIRO DE 2011

Liberdade religiosa, caminho para a paz

1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis atos de violência e de intolerância religiosa.

Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdá, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.

Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De fato, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, atualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.

De fato, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a própria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; obscurecer a função pública da religião significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria desproporcionada à verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana.

Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este é o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema: Liberdade religiosa, caminho para a paz.

Direito sagrado à vida e a uma vida espiritual

2. O direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.

A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa própria experiência, revela o valor profundo da dignidade humana: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submetestes a seus pés» (Sl 8, 4-7).

Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admiração expressa pelo salmista. Esta se manifesta como abertura ao Mistério, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como íntima ressonância do Amor supremo de Deus, princípio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos. A dignidade transcendente da pessoa é um valor essencial da sabedoria judaico-cristã, mas, graças à razão, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a própria materialidade e buscar a verdade, há de ser reconhecida como um bem universal, indispensável na construção duma sociedade orientada para a realização e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito à vida e o direito à liberdade religiosa, é uma condição da legitimidade moral de toda a norma social e jurídica.

Liberdade religiosa e respeito recíproco

3.A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coação mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade.

Existe uma ligação indivisível entre liberdade e respeito; de fato, «cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum».
Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e não garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se crê radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objetivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma «identidade» a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim não pode reclamar o respeito por parte de outras «vontades», também estas desligadas do próprio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras «razões» ou mesmo nenhuma «razão». A ilusão de encontrar no relativismo moral a chave para uma pacífica convivência é, na realidade, a origem da divisão e da negação da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimensão na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, é inconcebível que os crentes «tenham de suprimir uma parte de si mesmos – a sua fé – para serem cidadãos ativos; nunca deveria ser necessário renegar a Deus, para se poder gozar dos próprios direitos».

A família, escola de liberdade e de paz

4.Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído.

A família fundada sobre o matrimônio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio patrimônio de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz.

Um patrimônio comum

5.Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e reforça-se a índole e as instituições dos povos. Pelo contrário, quando a liberdade religiosa é negada, quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apoiam sobre a reta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem.

Neste sentido, a liberdade religiosa é também uma aquisição de civilização política e jurídica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma. Neste âmbito, revela-se emblemático e é uma referência essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto não consente alguma derrogação da liberdade religiosa, salvo a legítima exigência da justa ordem pública. Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito à vida e à liberdade pessoal, comprovando a sua pertença ao núcleo essencial dos direitos do homem, àqueles direitos universais e naturais que a lei humana não pode jamais negar.

A liberdade religiosa não é patrimônio exclusivo dos crentes, mas da família inteira dos povos da terra. É elemento imprescindível de um Estado de direito; não pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois é a sua síntese e ápice. É «o papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos». Ao mesmo tempo que favorece o exercício das faculdades humanas mais específicas, cria as premissas necessárias para a realização de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em cada uma das suas dimensões.

A dimensão pública da religião

6.Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros. Uma liberdade sem relação não é liberdade perfeita. Também a liberdade religiosa não se esgota na dimensão individual, mas realiza-se na própria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza pública da religião.

O relacionamento é uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece única e irrepetível e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimensão comunitária.

Inegável é a contribuição que as religiões prestam à sociedade. São numerosas as instituições caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante é a contribuição ética da religião no âmbito político. Tal contribuição não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum. Nesta perspectiva, é preciso mencionar a dimensão religiosa da cultura, tecida através dos séculos graças às contribuições sociais e sobretudo éticas da religião. Tal dimensão não constitui de modo algum uma discriminação daqueles que não partilham a sua crença, mas antes reforça a coesão social, a integração e a solidariedade.

Liberdade religiosa, força de liberdade e de civilização: os perigos da sua instrumentalização

7.A instrumentalização da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subversão da ordem constituída, a apropriação de recursos ou a manutenção do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes às sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as práticas contrárias à dignidade humana não se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religião. A profissão de uma religião não pode ser instrumentalizada, nem imposta pela força. Por isso, é necessário que os Estados e as várias comunidades humanas nunca se esqueçam que a liberdade religiosa é condição para a busca da verdade e que a verdade não se impõe pela violência mas pela «força da própria verdade». Neste sentido, a religião é uma força positiva e propulsora na construção da sociedade civil e política.

Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades cristãs, com o seu patrimônio de valores e princípios, contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres.

Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados – não só através de um responsável empenhamento civil, econômico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé – a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do reto ordenamento das realidades humanas. A exclusão da religião da vida pública subtrai a esta um espaço vital que abre para a transcendência. Sem esta experiência primária, revela-se uma tarefa árdua orientar as sociedades para princípios éticos universais e torna-se difícil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se propõem os objetivos – infelizmente ainda menosprezados ou contestados – da Declaração Universal dos direitos do homem de 1948.

Uma questão de justiça e de civilização: o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam a laicidade positiva dos Estados

8.A mesma determinação, com que são condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar também a oposição a todas as formas de hostilidade contra a religião, que limitam o papel público dos crentes na vida civil e política.

Não se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo são formas reverberadas e extremas de rejeição do legítimo pluralismo e do princípio de laicidade. De fato, ambas absolutizam uma visão redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contrário, negar a religião por meio da violência, é injusta para com a pessoa e para com Deus, mas também para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário. Sendo assim, também a sociedade, enquanto expressão da pessoa e do conjunto das suas dimensões constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura à transcendência. Por isso mesmo, as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas – através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito.

O ordenamento jurídico a todos os níveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta à sua própria missão, que consiste em tutelar e promover a justiça e o direito de cada um. Tais realidades não podem ser deixadas à mercê do arbítrio do legislador ou da maioria, porque, como já ensinava Cícero, a justiça consiste em algo mais do que um mero ato produtivo da lei e da sua aplicação. A justiça implica reconhecer a cada um a sua dignidade, a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua essência, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predomínio dos ídolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto expõe a sociedade ao risco de totalitarismos políticos e ideológicos, que enfatizam o poder público, ao mesmo tempo que são mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorrência, as liberdades de consciência, de pensamento e de religião.

Diálogo entre instituições civis e religiosas

9.O patrimônio de princípios e valores expressos por uma religiosidade autêntica é uma riqueza para os povos e respectivas índoles: fala diretamente à consciência e à razão dos homens e mulheres, lembra o imperativo da conversão moral, motiva para aperfeiçoar a prática das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande família humana.

No respeito da laicidade positiva das instituições estatais, a dimensão pública da religião deve ser sempre reconhecida. Para isso, um diálogo sadio entre as instituições civis e as religiosas é fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade.

Viver no amor e na verdade

10.No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multiétnicas e pluriconfessionais, as grandes religiões podem constituir um fator importante de unidade e paz para a família humana. Com base nas suas próprias convicções religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros são chamados a viver responsavelmente o próprio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto há que rejeitar tudo aquilo que é contra a dignidade do homem e da mulher, é preciso, ao contrário, valer-se daquilo que resulta positivo para a convivência civil.

O espaço público, que a comunidade internacional torna disponível para as religiões e para a sua proposta de «vida boa», favorece o aparecimento de uma medida compartilhável de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que são fundamentais para uma convivência justa e pacífica. Os líderes das grandes religiões, pela sua função, influência e autoridade nas respectivas comunidades, são os primeiros a ser chamados ao respeito recíproco e ao diálogo.

Os cristãos, por sua vez, são solicitados pela sua própria fé em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irmãos que se encontram na Igreja e colaboram para a edificação de um mundo, onde as pessoas e os povos «não mais praticarão o mal nem a destruição (...), porque o conhecimento do Senhor encherá a terra, como as águas enchem o leito do mar» (Is 11, 9).

Diálogo como busca em comum

11.Para a Igreja, o diálogo entre os membros de diversas religiões constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A própria Igreja nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens».

A estrada indicada não é a do relativismo nem do sincretismo religioso. De fato, a Igreja «anuncia, e tem mesmo a obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas». Todavia isto não exclui o diálogo e a busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais, porque, como diz uma expressão usada frequentemente por São Tomás de Aquino, «toda a verdade, independentemente de quem a diga, provém do Espírito Santo».

Em 2011, tem lugar o 25º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, que o Venerável Papa João Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasião, os líderes das grandes religiões do mundo deram testemunho da religião como sendo um fator de união e paz, e não de divisão e conflito. A recordação daquela experiência é motivo de esperança para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justiça e de paz.

Verdade moral na política e na diplomacia

12.A política e a diplomacia deveriam olhar para o patrimônio moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objetivo e integral dos fatos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural. Tudo isto é necessário e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organização das Nações Unidas de 1945, que apresenta valores e princípios morais universais de referência para as normas, as instituições, os sistemas de convivência a nível nacional e internacional.

Para além do ódio e do preconceito

13.Não obstante os ensinamentos da história e o compromisso dos Estados, das organizações internacionais a nível mundial e local, das organizações não governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registram perseguições, descriminações, atos de violência e de intolerância baseados na religião. De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida.

Temos depois, como já disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religião, que nos países ocidentais se exprimem por vezes com a renegação da própria história e dos símbolos religiosos nos quais se refletem a identidade e a cultura da maioria dos cidadãos. Frequentemente tais formas fomentam o ódio e o preconceito e não são coerentes com uma visão serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das instituições, sem contar que as novas gerações correm o risco de não entrar em contacto com o precioso patrimônio espiritual dos seus países.

A defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os líderes das grandes religiões do mundo e os responsáveis das nações renovem o compromisso pela promoção e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas não constituem uma ameaça contra a identidade da maioria, antes, pelo contrário, são uma oportunidade para o diálogo e o mútuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o espírito de benevolência, abertura e reciprocidade com que se há de tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as áreas e regiões do mundo.

Liberdade religiosa no mundo

14.Dirijo-me, por fim, às comunidades cristãs que sofrem perseguições, discriminações, atos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e abençoado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a expressão do meu afeto paterno e asseguro a minha oração, peço a todos os responsáveis que intervenham prontamente para pôr fim a toda a violência contra os cristãos que habitam naquelas regiões. Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição.

Meditemos no nosso coração as palavras do Senhor Jesus: «Felizes os que choram, porque hão-se ser consolados. (...) Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (...) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentido, vos acusarem de toda a espécie de mal. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa» (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos «o compromisso por nós assumido no sentido da indulgência e do perdão – que invocamos de Deus para nós, no “Pai Nosso” – por havermos posto, nós próprios, a condição e a medida da desejada misericórdia: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”(Mt 6, 12)». A violência não se vence com a violência. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela fé, pela esperança e pelo testemunho do amor de Deus. Faço votos também de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo fato de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com as próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história; saberá assim experimentar justiça, concórdia e paz, cultivando um diálogo sincero com todos os povos.

Liberdade religiosa, caminho para a paz

15.O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição preciosa na sua busca, para a construção de uma ordem social justa e pacífica a nível nacional e internacional.

A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projeto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou econômico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos à própria voz interior, para encontrar em Deus a referência estável para a conquista de uma liberdade autêntica, a força inesgotável para orientar o mundo com um espírito novo, capaz de não repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarividência se deve a instituição do Dia Mundial da Paz, «é preciso, antes de mais nada, proporcionar à Paz outras armas, que não aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. São necessárias sobretudo as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observância dos pactos».A liberdade religiosa é uma autêntica arma da paz, com uma missão histórica e profética. De fato, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperança num futuro de justiça e de paz, mesmo diante das graves injustiças e das misérias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos níveis e nos vários ângulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2010.

BENEDICTUS PP XVI