domingo, 18 de novembro de 2012

Grupo Alpha realiza plantio de cerejeiras

 

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Na manha do ultimo sábado (10), os Escoteiros Gp Alpha realizou o plantio de mudas do projeto “Adote uma Cerejeira” em sua sede no Bairro Cidade Jardim. Estiveram presentes o empresário Lucas Palmieri, o vice-prefeito eleito Miguel Arcanjo, os vereadores eleitos Rodrigo Peixoto e José Luís, familiares e amigos do grupo, como também a comunidade local.

Fruto de uma parceria entre o Grupo de Voluntários de Porto Feliz – GP Alpha e o Mercado Super Bem, a realização do projeto “Adote Uma Cerejeira” é uma ação que aborda temas como sustentabilidade e meio ambiente, além de envolver as crianças e adolescente no comprometimento com a cultura de outras nações, já que o Hanami é a contemplação do florescimento cultuada pelos japoneses uma vez por ano, além de embelezar a entrada de Porto Feliz.

O evento contou também com a participação especial de Marlene de Fátima de Ângelo Ribaldo, presidente do Rotary Clube de Porto Feliz, o Cabo da PM Marcelo Marino e o 3º Sargento Reformado José Fernando Brizoti, representando o Projeto Pelicano, como também Roberto Bretzel Martins do Instituto Florestal e Adilson Giuli do empório do Porto que abrilhantou o evento com a sua voz.

Em meio a guerras e desastres, Cristo é o ponto firme, diz Papa

 


Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

Rádio Vaticano

'Também hoje precisamos de um fundamento estável para a nossa vida e a nossa esperança', destacou Bento XVI no Angelus deste domingo, 18

É Cristo a “base estável” em um mundo instável pela violência e desastres. Esse é o ensinamento que o Papa Bento XVI propôs em suas palavras antes da oração mariana do Angelus neste domingo, 18. Reunido com os fiéis na Praça São Pedro, Bento XVI refletiu sobre o Evangelho do dia, no qual Cristo fala aos Apóstolos sobre sua segunda vinda no fim dos tempos.
Sol que escurece, lua que não brilhará mais, estrelas caindo do céu e os poderes do céu que serão “abalados”. É o fim do mundo, segundo as imagens do Evangelho. Mas o Papa explicou que também há uma visão mais poderosa, a “vinda do Filho do Homem sobre as nuvens”.
“O ‘Filho do Homem’ é o próprio Jesus, que liga o presente ao futuro; as antigas palavras dos profetas encontraram finalmente um centro na pessoa do Messias nazareno: é Ele o verdadeiro evento que, em meio aos levantes do mundo, permanece o ponto firme e estável”.
O Santo Padre explicou ainda que o cenário descrito por Cristo é baseado no entendimento de que “tudo passa”, mas que “a Palavra de Deus não muda, e diante dessa cada um de nós é responsável pelo próprio comportamento”, a única coisa que verdadeiramente contará no fim dos tempos.
“Jesus não descreve o fim do mundo, e quando usa imagens apocalípticas não se comporta como um ‘vidente’. Ao contrário, Ele quer tirar de seus discípulos de todas as épocas a curiosidade pela data, pelas previsões, e quer, em vez disso, dar a eles uma chave de leitura profunda, essencial, e, sobretudo, a via certa sobre a qual caminhar, hoje e amanhã, para entrar na vida eterna”.
Todos os elementos do cosmos, reiterou o Papa, “obedecem à Palavra de Deus” e é também por Jesus, Palavra de Deus feita carne, que o homem é chamado a colocar a sua confiança em Deus, sem medo:
“Queridos amigos, também nos nossos tempos não faltam desastres naturais, e, infelizmente, até guerras e violência. Também hoje precisamos de um fundamento estável para a nossa vida e a nossa esperança, ainda mais por causa do relativismo no qual estamos imersos”.

Evangelho do dia!

Ano B - Dia: 18/11/2012

Expectativa e esperança
Leitura Orante
Mc 13,24-32


Jesus disse:
- Depois daqueles dias de sofrimento, o sol ficará escuro, e a lua não brilhará mais. As estrelas cairão do céu, e os poderes do espaço serão abalados. Então o Filho do Homem aparecerá descendo nas nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os escolhidos de Deus de um lado do mundo até o outro. Jesus disse ainda:
- Aprendam a lição que a figueira ensina. Quando os seus ramos ficam verdes, e as folhas começam a brotar, vocês sabem que está chegando o verão. Assim também, quando virem acontecer essas coisas, fiquem sabendo que o tempo está perto, pronto para começar. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer antes de morrerem todos os que agora estão vivos. O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.
E Jesus terminou, dizendo:
- Mas ninguém sabe nem o dia nem a hora em que tudo isso vai acontecer, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai.

Zoológicos de Limeira e Sumaré funcionam em situação precária

 

Recintos improvisados e com sujeira predominam nos dois espaços. Em Limeira, ativistas denunciaram condições inadequadas em vídeo.

Do G1 Piracicaba e Região

 

Fechado para visitação há mais de dois anos, o Zoológico Municipal de Limeira (SP) abriga pelo menos 200 animais de maneira inadequada, conforme denúncia da Associação Limeirense de Proteção aos Animais. Um vídeo gravado de madrugada no local por ativistas mostra as condições precárias dos recintos, além da falta de iluminação e de segurança.

Há jaulas sem cadeados ou com o fechamento improvisado com arame. Em outras, predominam paredes com mofo, rachaduras e sujeira, o que facilita a fuga dos bichos. "Os animais que vivem aqui recebem comida e água, mas os recintos são inadequados", disse Milena Pacheco, representante da associação, que defende o fechamento do espaço e a destinação dos animais para um santuário. "Tem um mico-leão-dourado com pneumonia aqui. Limeira não tem condições de manter um zoológico", afirmou Milena.

Zoológico de Limeira (Foto: Reprodução/EPTV)Zoológico de Limeira enfrenta condições
inadequadas (Foto: Reprodução/EPTV)

Desde o início do ano, foram registrados cinco casos de furtos no zoo de Limeira. Nas ocorrências, foram levados 150 quilos de carnes que deveriam alimentar os animais. A Prefeitura abriu sindicância para apurar os furtos e informou, na época dos crimes, que reforçaria a segurança no local, que fica na região central da cidade.

Um novo zoológico está em construção em Limeira, em área próxima ao Horto Florestal. O projeto executado até agora, no entanto, ficou fora dos padrões exigidos pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e precisa passar por adequação antes de ser inaugurado.

Vizinho incômodo
Em Sumaré (SP), o zoológico é um vizinho inconveniente para moradores do Jardim Franceschini. Fechado há três anos, o espaço é motivo de indignação. "Metade dos bichos que viviam aí já morreu. É uma situação complicada", disse a dona de casa Rosângela Gonçalves. Um córrego que atravessa o bosque também é motivo de reclamação por causa do mau cheiro.

Macacos fogem de zoológico em Sumaré (Foto: Reprodução / EPTV)Macacos fugiram do zoológico de Sumaré no final de outubro passado (Foto: Reprodução/EPTV)

No final de outubro, macacos que vivem no local fugiram e deram trabalho para o Corpo de Bombeiros, a quem coube resgatar os bichos. Vândalos teriam entrado no zoológico e assustado os primatas. Obras para a ampliação dos recintos tiveram início, mas as condições precárias persistem: há vidros quebrados, pichação nos muros, falta de manutenção e sujeira nas jaulas.

Outro lado
A equipe da EPTV entrou em contato com as Prefeituras de Limeira e Sumaré em busca de um posicionamento oficial sobre a situação dos zoos, mas por conta do feriado prolongado ninguém foi localizado para falar.

Chácara onde pintinho foi adotado vira atração em Cerqueira César, SP

 

História de pintinho adotado por gatas vira atração em Cerqueira César. Voluntária abriga animais abandonados, que estão disponíveis para adoção.

Do G1 Itapetininga e Região

 

A chácara que abriga o pintinho que foi adotado por três gatas e que virou atração turística em Cerqueira César (SP), também abriga outros animais com relação curiosa. Lá, cães e gatos convivem em perfeita harmonia.

O pintinho foi adotado pela dona da chácara, Marina de Souza Gonçalves, depois de ter sido comprado e rejeitado por uma família. “Coloquei o pintinho no local mais quente da casa, perto dos gatinhos, para proteger do frio, mas não sabia que ele saía da casinha dele e ia dormir com os gatinhos. Isso me surpreendeu porque geralmente pinto e gato não combinam”, disse ela.

A chácara tem um galinheiro e outras aves, mas o pintinho, que foi batizado de Willian, sente-se à vontade entre os gatos. A relação dos animais tem atraído curiosos, como mostrou o G1 Itapetininga no sábado (10). “Eu não acredito. Só acreditei vendo. Quando vi a cena comecei a fotografar porque o mundo animal sempre nos surpreende. Enquanto os seres humanos se destroem, os animais querem bem uns aos outros”, disse o técnico em segurança do trabalho José Antonio de Almeida, que visitava o local.

A senhora de 67 anos de idade é protetora dos animais e, além do pintinho, cuida de 23 gatos.

Cães e gatos convivem em harmonia na chácara onde pintinho foi adotado por felinas (Foto: Reprodução TV TEM)Cães e gatos convivem em harmonia na chácara onde pintinho foi adotado por felinas (Foto: Reprodução TV TEM)

Número de divórcios aumentou nos últimos anos em Sorocaba, SP

 

Especialista recomenda que casal opte por uma separação amigável. Se isso não ocorrer, caso passa por processo litigioso e pode demorar anos.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de divórcios no país aumentou 20% nos últimos 10 anos. Novas regras facilitaram o processo e os casais não precisam mais cumprir prazos para oficializar a separação e tudo pode ser resolvido no cartório.

Muitos casais aproveitaram as novas regras, bem menos burocráticas, para oficializar a separação. Íris Lippi, advogada especialista em direito familiar em Sorocaba (SP), explica que a mudança, em vigor há quase dois anos, deixou tudo mais fácil.

Os casais que não aceitam a separação amigável levam o caso para a Justiça. É o chamado divórcio litigioso. Nesses casos, a espera pode ser longa e durar até dez anos. A orientação é tentar acertar as contas amigavelmente.

Um ponto que atrapalha muito a negociação entre os casais é o pagamento da pensão alimentícia. Quando os pais se separam, por lei, os filhos têm direito a receber uma quantia, determinada pela Justiça, de acordo com as condições financeiras.

Mas não são apenas os filhos que tem direito a este benefício. As mulheres e os homens também podem exigir o pagamento, mas pra isso tem de provar que não tem condições de se manterem sozinhos.

Crer em Deus ainda faz sentido?

 

No dia 11 de outubro passado, o papa Bento XVI abriu um “Ano da Fé” para toda a Igreja Católica; a iniciativa coincide com o 50° aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, aberto a seu tempo pelo papa João XXIII. São objetivos do Ano da Fé o reencontro dos fiéis com as raízes e as razões da fé da Igreja, sua melhor compreensão e um novo impulso na transmissão do patrimônio da fé, que os cristãos vivem e partilham com a humanidade há 20 séculos.

Pareceria que não faz mais sentido crer em Deus em nossos dias, sobretudo diante da afirmação da racionalidade científica e tecnológica. Há idéias bem diversas sobre a fé, nem sempre compatíveis entre si; há uma fé natural, que se confunde com um desejo intenso; há fé nos projetos humanos e até fé na ciência e na tecnologia. Sem entrar no mérito de cada uma dessas formas de uso do conceito “fé”, e respeitando a forma como cada um crê ou não crê, desejo tratar aqui da fé sobrenatural em Deus e daquilo que decorre dessa fé, no sentido cristão de crer; mais exatamente, da Igreja Católica, à qual me dedico.

As perguntas que o próprio papa Bento XVI fez na abertura do Ano da Fé, provavelmente, são as mesmas que mais de um leitor já se fez alguma vez: ainda tem sentido crer, quando a ciência e a técnica conferem ao homem uma sensação próxima à onipotência? O homem ainda precisa da fé? A fé não humilha a razão? Que significa crer?

Razão e fé, ciência e religião foram e são contrapostas com freqüência, como se fossem inconciliáveis. Sobre esse tema, o papa João Paulo II escreveu a carta encíclica Fides et ratio (A fé e a razão), de grande profundidade, que permanece plenamente atual. Razão e fé não precisam nem devem, necessariamente, ser contrapostas; são duas vias de acesso à única realidade, percebida de maneiras diferentes; abordagens diversas quanto ao método e complementares, quanto ao seu objeto, que é a verdade.

O ato de crer, no sentido cristão, vai além da mera adesão intelectual a uma verdade, ou a um ideal ético elevado; nem se restringe à afirmação de doutrinas sobre Deus ou sobre realidades sobrenaturais. A fé é um dom de Deus, que se manifesta ao homem e o atrai a si, dando-lhe a capacidade de entrar em sintonia e diálogo com Ele. Ao mesmo tempo, é um ato que envolve plenamente o homem e o faz reconhecer os motivos para crer e a razoabilidade da adesão livre a uma realidade que se lhe apresenta luminosa e forte. A fé, nesse sentido, não é um ato irracional, nem contrário à razão; nem puro sentimento, podendo ser compreendida e explicitada com argumentos, embora não seja fruto desses argumentos.

Nossa fé está ligada a fatos e eventos, mediante os quais Deus envolve o homem e se manifesta a ele; ao longo da história, de diversos modos Ele veio ao encontro do homem, sobretudo por Jesus Cristo; a fé é, portanto, a resposta livre e pessoal do homem a Deus; por ela, nos abrimos para esse encontro misterioso e aderimos a Deus, que é mais que uma verdade intelectual, uma energia ou mesmo o grande caos... Ele se dá a conhecer como um “tu” pessoal, o grande Tu, em referência ao qual tudo passa a ter uma compreensão nova. De fato, a fé, no sentido cristão, oferece uma percepção própria da realidade, à luz de Deus.

O ato de fé é mais que um “crer em qualquer coisa”; é, acima de tudo, abrir-se a Deus e crer nele e, como conseqüência, naquilo que decorre desse ato de fé primeiro; por isso, a fé se traduz numa relação pessoal com esse grande Tu, que Jesus Cristo ensinou a reconhecer como um pai e a ter com Ele uma relação filial. Apesar de parecer a suprema ousadia da parte do homem, isso corresponde, de fato, ao anseio mais profundo do seu coração, que consiste em relacionar-se de maneira próxima e familiar com Deus.

No ato de crer, a dignidade do homem não é anulada; mas supera-se a freqüente tentação de contrapor Deus ao homem. Deus não é a suprema ameaça à autonomia do homem, nem representa o grande obstáculo para ele seja feliz. O ato de fé em Deus, no sentido exposto, proporciona ao homem a máxima possibilidade de compreensão dos mistérios de sua própria existência e de seu ser.

De fato, por muito que explique o mundo e a si mesmo pela ciência e a filosofia, o homem não se dá por satisfeito, nem pode abafar algumas questões de fundo, que permanecem sem resposta: quem somos? Por que somos capazes de pensar, querer, decidir? Que significa essa inquietude, essa espécie de saudade interior, que nos impele a procurar a felicidade, o amor, a liberdade, a vida, algo que nos faz falta, como se um objetivo nos atraísse de maneira sutil, mas irresistível? Como orientar nossas escolhas livres para um êxito bom e feliz na vida? E a morte? Haverá algo além desta vida?

Responder de maneira peremptória a essas interrogações com um seco “não me interessa”, seria levar pouco a sério o próprio mistério humano e fazer um ato de fé negativo, da mesma forma como faz um ato de fé positivo quem crê em Deus e, à sua luz, procura compreender melhor a si mesmo e ao mundo. E a contraposição inconciliável entre fé e razão, entre ciência e religião pode ser cômoda e simplista, levando a reprimir as interrogações humanas mais angustiantes e a estreitar o horizonte da compreensão do mundo e do ser humano; seria diminuir a própria dignidade homem.

Nossa inteligência é “capaz de Deus” e não está fechada para Ele. Crer é um ato humano livre por excelência, mediante o qual nos abrimos ao supremo Tu, ao Deus pessoal, e podemos alcançar uma certeza interior não menos importante que aquela que nos vem das ciências exatas ou naturais. Reduzir nossa capacidade racional às certezas verificáveis seria diminuir essa mesma capacidade. Crer em Deus continua tendo muito sentido.

Publicado em O Estado de São Paulo ed. de 10 11 2012

Cardeal D.Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo