quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Usuários reclamam de academia aberta!

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Inaugurada no primeiro semestre de 2012, a primeira Academia Aberta da cidade no bairro Cidade Jardim, agradou muito o seu público alvo: a terceira idade.

Sete dias da semana tem gente usando os aparelhos, seja idosos, adultos e até crianças (oque não é muito apropriado). Para os usuários mais assíduos, existem queixas que são fáceis de solucionar, como por exemplo, um bebedouro que não tem no local e é muito importante para a reposição de líquidos.

No local, foi plantado árvores de Pau-Brasil, considerado como belo exemplo para as novas gerações conhecerem a sua importância histórica para o país. Infelizmente, devido as chuvas, o local já está sofrendo com o avanço do mato que está cada vez maior e necessita de corte.

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Obras da agência do INSS serão retomadas em Porto Feliz

 

A construção da agência do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) será retomada em Porto Feliz. No dia 13 de dezembro, a empresa M&G Empreendimentos, vencedora do processo de licitação, assinou o contrato com o Governo Federal e já se prepara para dar prosseguimento às obras.

De acordo com o gerente executivo regional do INSS, Décio Araújo, cerca de 30% da construção já foi realizado. A previsão é de que a agência seja concluída num prazo de seis meses.

A construção da unidade da Previdência Social em Porto Feliz é resultado da parceria entre Governo Municipal e Governo Federal. O Município entrou com a doação do terreno no valor estipulado em R$ 350 mil. Já a União ficou responsável pelo investimento na construção do prédio.

A agência de Porto Feliz ficará na Rua Milton Bistafa, entre a sede da Companhia da Polícia Militar e o Centro de Especialidades II "Simone Habice Prado Mattar". A unidade deverá oferecer serviços como perícia médica, concessão de benefício, acerto cadastral, aposentadoria por idade e tempo de contribuição, requerimento auxílio doença, concessão salário maternidade, entre outros. Com isso, os beneficiários do INSS não precisarão se deslocar até outras cidades para receber atendimentos, tirar dúvidas e se aposentar.

“Fico feliz em saber que o Governo Federal vai continuar a obra da agência do INSS, pois Porto Feliz e os porto-felicenses merecem esse beneficio”, afirma o prefeito Cláudio Maffei (PT).

Histórico da obra

Em abril deste ano, o contrato com a empresa inicialmente responsável pela construção do prédio em Porto Feliz foi rescindido em virtude de sérios atrasos no cronograma de obras estabelecidos pelo INSS. Na época, mesmo com os prorrogamentos e aditivos concedidos pelo instituto, a empresa ficou impossibilitada de continuar o trabalho.

A Previdência Social então elaborou o inventário da obra e a realizou medições no local, relacionando quais etapas foram cumpridas e os itens necessários para concluir o prédio. Uma nova licitação foi aberta para contratar a nova construtora.

O prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei (PT), chegou a ir até Brasília para pedir agilidade do Ministério da Previdência Social no processo de retomada das obras e reuniu-se com o secretário-executivo do departamento, Carlos Eduardo Gabas, e com a secretária-executiva adjunta, Elisete Berchiol da Silva Iwai.

Vale lembrar que, por se tratar de uma obra federal, a Prefeitura teve impedimentos legais que não permitiram que o próprio município desse continuidade aos trabalhos e finalizasse a agência.

AIPF

Missa de Natal, matriz Mãe dos Homens

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Foi celebrado neste dia 25, a Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, na matriz Mãe dos Homens. Missa foi presidida pelo pároco Antonio Carlos Fernandes, o padre Toninho.
No altar auxiliado pelo diácono Silvio, coroinhas, cerimoniários e ministros extraordinários. Na homilia, o sacerdote refletiu sobre o mistério da encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, enviado pelo Pai, para executar o projeto de Salvação da Humanindade, escrevendo com á própria vida e testemunho o Evangelho.
Fotos: Lucas Araújo/Pastoral da Comunicação

Centro esportivo fica no meio do mato

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O Centro Esportivo do bairro Residencial Porto Feliz, apesar de novo, já está sofrendo com o mato alto e assim impedido seu uso adequado. No parque (aparelhos recreativos) é impossível alguma criança brincar por causa do mato alto. Até cavalos estão ficando no local para dar uma ajudinha.

Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Ano C - Dia: 27/12/2012

O discípulo amado

Leitura Orante
Jo 20,2-8
Domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi até o túmulo e viu que a pedra que tapava a entrada tinha sido tirada. Então foi correndo até o lugar onde estavam Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse:
- Tiraram o Senhor Jesus do túmulo, e não sabemos onde o puseram!
Então Pedro e o outro discípulo foram até o túmulo. Os dois saíram correndo juntos, mas o outro correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro. Ele se abaixou para olhar lá dentro e viu os lençóis de linho; porém não entrou no túmulo. Mas Pedro, que chegou logo depois, entrou. Ele também viu os lençóis colocados ali e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas estava enrolada ali ao lado. Aí o outro discípulo, que havia chegado primeiro, também entrou no túmulo. Ele viu e creu.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Últimas chuvas provocaram desmoronamento na estrada Porto Feliz-Boituva

 

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Diversos pontos da estrada acumula água, uma ameaça aos motoristas

 


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Depois a liberação da pista:

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Com as últimas chuvas, que caíram entre Porto Feliz e Boituva, conseguiram provocar um desmoronamento próximo a Uniporto (empresa de britagem).

No sábado, 22, a DER providenciou a liberação completa da pista sentido Boituva-Porto Feliz, porém, o problema e a possibilidade de novos desmoronamentos ainda existe. São dois pontos vulneráveis.

Fotos: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação


Ano C - Dia: 26/12/2012

Assumir a cruz, por causa de Jesus

Leitura Orante
Mt 10,17-22
Tenham cuidado, pois vocês serão presos, e levados ao tribunal, e serão chicoteados nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles e aos não-judeus sobre o evangelho. Quando levarem vocês para serem julgados, não fiquem preocupados com o que deverão dizer ou como irão falar. Quando chegar o momento, Deus dará a vocês o que devem falar. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito do Pai de vocês, que fala por meio de vocês.
- Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais entregarão os filhos. Os filhos ficarão contra os pais e os matarão. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas quem ficar firme até o fim será salvo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Menino Joseph Ratzinger escreve carta para o Menino Jesus

 


Gaudium Press

Gaudium Press

"Queria ganhar um missal, uma casula verde e o coração de Jesus. Serei sempre um bom menino", escreveu o menino Ratzinger.

"Amado Menino Jesus! Em pouco tempo você descerá sobre a terra. Queria ganhar um missal, uma casula verde e o coração de Jesus. Serei sempre um bom menino. Saudações - Joseph Ratzinger". São os desejos de um garoto de sete anos, o futuro Papa da Igreja, em uma carta encontrada na casa Pentling, na Alemanha durante obras de reestruturação. A carta foi resgatada graças à irmã Maria, que a possuía como recordação.
Em 1934, os irmãos Georg e Joseph e a irmã Maria, escreveram uma carta ao Menino Jesus, fazendo pedidos de presentes de Natal. Na Baviera existe a bela tradição católica de que o Menino Jesus é quem traz os presentes e os deixa na árvore de Natal. As crianças escrevem as cartinhas com uma lista de seus presentes preferidos.
Georg, que tinha dez anos, queria ganhar a partitura de uma música e uma casula branca, enquanto Maria, que tinha treze anos sonhava com um livro cheio de desenhos. Joseph, que tinha sete anos, com uma escrita muito precisa, pediu um missal, uma casula verde e o coração de Jesus. As cartas foram escritas numa única folha para economizar, pois na época o papel custava caro e a família Ratzinger não era rica.
O caráter "eclesiástico" dos pedidos não deveria surpreender, pois na Alemanha nesta época, a Missa era um tema presente nas brincadeiras infantis, e isso também acontecia na casa da família Ratzinger. "Nós dois montávamos juntos o presépio, e entre as brincadeiras, digamos espirituais, tinha a "brincadeira do padre", que nós fazíamos juntos, minha irmã não participava. Celebrávamos a missa e tínhamos casulas feitas pela costureira de nossa mãe", contou Dom Georg Ratzinger, no livro-entrevista com Michael Hesemann intitulado " Meu irmão, o Papa".
A carta ficará exposta até o dia 6 de janeiro em Munique.

Como os cristãos celebram o Natal na Terra Santa?

 

 

Jéssica Marçal
Da Redação

Divulgação/Arquivo Pessoal

O missionário Arley Humberto (esq.) reunido com outros missionários no Natal de 2011 na Terra Santa, junto ao presépio montado por eles

Participar da Santa Missa, depois reunir-se com a família e pessoas queridas para uma confraternização, uma ceia especial. Este é o jeito que os cristãos católicos normalmente têm para celebrar o Natal, comemorando o nascimento de Jesus Cristo. Mas como aqueles que vivem na terra onde de fato Jesus nasceu celebram esta data especial?
Na Terra Santa, os cristãos são minoria, mas nem por isso deixam de comemorar o nascimento do Menino Jesus. O missionário Arley Humberto da Silva Santos, da Comunidade Filhos de Maria, está há um ano e três meses na Terra Santa. Ele contou que onde mora, na cidade de Taybeh, as restrições não são tão perceptíveis, por se tratar de um vilarejo de cristãos. No entanto, ao andar por outros lugares, ele pode relatar uma falta de expressividade maior neste tempo de espera.
“No Brasil, sabemos que todos se preparam, os lugares vão tomando as cores das luzes, dos enfeites. Nas casas há muita expectativa e preparações. Aqui não é bem assim. Vamos observando o esforço dos cristãos por viverem esse tempo, mas até mesmo pelo próprio costume imposto por sermos minoria, isso não é tão claro, ou tão expressivo como se poderia esperar por estarmos na Terra de Jesus”.
Mas se por um lado as restrições causam a falta de expressão neste tempo natalino, por outro Arley diz que essa situação pode auxiliar a ler o Evangelho com um novo olhar. Isso implica em entender o nascimento de Jesus como um fato memorável que ultrapassa o campo visual e leva à contemplação do mistério.
“Deus escolheu esse lugar para apresentar a sua luz e nós somos convidados a sermos esses pequenos sinais em meio às adversidades”, disse.
E sendo minoria na Terra Santa, os cristãos, sejam eles evangélicos, ortodoxos ou católicos, por exemplo, costumam ser bem unidos. Isso também acontece no Natal. Arley contou que, embora não se tenha uma celebração comum, toda a vivência do tempo é feita de modo bastante unido. “Por exemplo: a iluminação da cidade é feita com a presença maciça das igrejas que preparam tantos os seus lugares como auxiliam na preparação de toda a cidade”.

 


A noite de Natal

No Brasil, na noite da véspera do Natal, as famílias costumam ir à Santa Missa e depois se reúnem para algum tipo de confraternização. Segundo o missionário, essas comemorações também acontecem na Terra Santa, mas a maioria das pessoas opta por vivê-las em um almoço no dia de Natal, 25 de dezembro.
Um ponto forte destacado por Arley é a visita à Basílica da Natividade em Belém, motivo pelo qual muitos se dirigem a Belém. “Todos querem estar lá na Noite de Natal e por isso mesmo muitas pessoas se dirigem a Belém para celebrarem no Lugar do Nascimento de Jesus essa noite tão especial”.
E essa oportunidade, de vivenciar o Natal na terra onde Jesus nasceu, é para Arley uma alegria indescritível. Ele disse que mesmo que o aspecto exterior, decorativo não seja tão pleno, como as ruas brasileiras, é especial saber que, ao olhar para o lado de fora, é possível contemplar o lugar por onde o “Verbo se fez presente”. “Contemplar, como dizia o Papa Paulo VI, a geografia da salvação, é trazer ao nosso coração uma imensa gratidão”.
Sobre a saudade da família, em especial neste tempo de Natal que sempre é uma ocasião para reunir os familiares, Arley se diz saudoso sim, mas acredita que essa distância tem um motivo maior.
“É claro que dá saudade da família, dos irmãos de comunidade, dos amigos que ficaram no Brasil. Lembramos das músicas, das celebrações e comemorações. Mas há um sentido maior em tudo isso, saber que estamos aqui servindo. Estamos na Terra de Jesus para aprendermos a imitá-Lo em todas as coisas, em um desejo profundo de Amar sem limites, e Servir sem Fronteiras”, concluiu.

Bispos do Brasil enviam mensagens de Natal aos fiéis

 

 


CNBB

Bispos de várias partes do país dirigem uma mensagem sobre o Natal e renovam os desejos de um ano novo abençoado aos brasileiros. Confira algumas iniciativas natalinas e trechos de artigos, mensagens e cartões assinados por arcebispos e bispos que estão no pastoreio de várias capitais, como também de bispos auxiliares e eméritos.

Belém (PA)
“Jesus, Menino prometido durante séculos, esperança do povo, dos pobres e dos pequenos, Menino Deus, aqui estou para me entreter contigo, trazendo os sonhos de nosso tempo e de toda a história, para louvar-te, agradecer-te, pedir-te perdão e apresentar-te muitas súplicas. É que pela tua graça, ouço muita gente que, confiante nas orações de uma pessoa consagrada a ti, me faz portador de seus problemas e de suas alegrias. E tu sabes o quanto minha vida é sustentada justamente pela oração do povo maravilhoso que me foi confiado pela Igreja. Peço-te licença para entrar na casa de teu coração, pois quero ser como os pastores que foram a Belém para conferir os acontecimentos, ou como os magos, vindos de longe, trazendo esperanças” (trecho da mensagem do arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira).


Macapá (AP)
“Neste Natal, ofereçamos como dom aos nossos amigos verdadeiros o testemunho simples e singelo da nossa fé. Nem precisa colocar o nosso nome no embrulho do presente, serão suficientes o nosso sorriso e o nosso abraço. Pensando bem, não vai ter embrulho, bastará desejar a todos um Feliz Natal... de Jesus e oferecer-lhes a coerência luminosa de nossa vida cristã” (trecho de artigo de dom Pedro Jose Conti, bispo de Macapá).


São Luis (MA)
“Que a Virgem de Nazaré, Senhora da Vitória, continue apontando a direção por onde devemos seguir. Elevemos o nosso olhar para a imensidão azul do nosso céu e sobre o verde das nossas matas e reencontrando aquele olhar de esperança dos primeiros habitantes, ousemos acreditar que o Natal pode ser tempo de uma nova esperança. Como eles, também nós, não estamos passando por tribulações e incertezas? Assim unidos de coração, lutemos por mais solidariedade, mais justiça, mais respeito ao direito de cada um, mas sem esquecer que temos deveres. E o principal destes deveres é trabalhar por um mundo mais fraterno, mais humano. Que o Natal nos permita recuperar a capacidade de amar e de gerar paz” (trecho da mensagem de dom José Carlos Chacorowski, bispo auxiliar de São Luis).


Natal (RN)
“Exorto a todos a viverem o Natal neste Ano da Fé, com o desejo renovado de um crescimento na fé, acolhimento de Deus e entrega de nossa vida a Ele. De fato, pela fé somos feitos participantes de toda a sua vida e toda a sua missão. Eis o que nos alegra. Que a alegria do Natal que se aproxima nos fortaleça na nossa experiência de fé, pois “conhecer Jesus pela fé é a nossa alegria, segui-lo é uma graça e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confia” (trecho de artigo de dom Jaime Vieira Rocha, arcebispo de Natal).


Olinda e Recife (PE)
“No Natal, Deus chama a todos nós a ser humanos como Jesus. Esse é o caminho para cada um de nós e também para a Igreja como comunidade de discípulos do Senhor. A missão primeira é viver o seguimento de Jesus. Na casa do centurião Cornélio, o apóstolo Pedro resumiu assim a missão de Jesus: “Jesus de Nazaré foi o homem consagrado (ungido) por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos, porque Deus estava com Ele” (At 10, 38). Se a missão de Jesus foi essa; como Igreja, a nossa não pode ser outra: abrir-nos ao Espírito de Deus que nos preenche. Ser cheios do Espírito é a dimensão primordial da fé. Ser cheios do Espírito tem como primeiro sinal fazer o bem e cuidar dos que sofrem. É a dimensão profética e social da fé, essencial e indispensável à missão da arquidiocese. Esse cuidado com os mais pobres é o sinal mais visível e claro da presença e da atuação de Deus em nós. O Natal nos convida a viver isso não como trabalho ocasional, mas como missão que toma a vida inteira e condiciona nosso modo de ser” (trecho de artigo de dom Antonio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife).


Belo Horizonte (MG)
“Jesus deve ser e estar no centro do Natal, sem prescindir de tantas outras coisas que compõem e dão graça especial a este tempo. Vale recuperar e investir na armação de presépios, nas casas, nas igrejas e nos lugares públicos. Uma oportunidade para os pais exercerem a catequese dos filhos, reavivando no próprio coração as lições insubstituíveis aprendidas com Cristo. Assim, o tempo do Natal, respeitando seu genuíno sentido, torna-se época especial de aproximação. Passa-se a viver um encontro que transforma corações e superam-se descompassos como a corrupção, a mesquinhez de ter só para si. O presépio ajuda a dar estatura a quem só tem tamanho, fazendo brotar a sabedoria emoldurada por serenidade, um presente para quem contempla esse sinal e aprende o sentido de sua lição” (trecho de artigo de dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte).


Rio de Janeiro (RJ)
“Ao celebrarmos o Natal, a ‘festa cristã’, não estamos apenas recordando um fato passado, mas sim atualizando para hoje essa realidade. Ao recordarmos que Jesus Cristo nasceu historicamente e que Ele virá um dia escatologicamente, queremos aprofundar o nosso encontro com Ele no tempo que se chama hoje. Ele, que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, tornou-se a nossa “ponte” de encontro. Ele é o Pontífice que nos leva a caminhar para a união com a Trindade, e nos traz a vontade de Deus para que vivamos segundo os planos do Pai. Por isso, o tempo do Advento que acabamos de celebrar foi a oportunidade de purificarmos o nosso coração e a nossa mente para que o Natal seja realmente uma festa cristã” (trecho de artigo de dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro).


Florianópolis (SC)
"Os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da Verdade que o Senhor Jesus nos deixou” (Bento XVI — para o Ano da Fé). Desejamos que em 2013, sejas luz de Cristo a brilhar nos corações dos que contigo partilharem os dias que o Senhor lhe conceder! Feliz Natal e Abençoado 2013!”(Mensagem de Natal de dom Wilson Tadeu Jonck, arcebispo de Florianópolis).

São Paulo (SP)
“Pedimos que Deus nos livre de ficar indiferentes e descrentes diante do Sublime Mistério, como tantos ficaram já naquele tempo! E se fecharam à novidade surpreendente de Deus e nada aproveitaram do dom de amor que Deus enviou do céu à humanidade! Hoje, “Belém é aqui, aqui é Natal!”. Deus é continuamente o “Deus-que-vem” ao nosso encontro, de formas surpreendentes! Diante dele, nós acabamos tomando as mesmas atitudes dos personagens do primeiro Natal. Cabe a nós, acolher ou fechar as portas... Se temos fé, devemos fazer como os pastores de Belém, que ficaram fascinados com tudo o que viram e ouviram e saíram a contar aos outros. Nós somos as testemunhas de Deus na cidade! Faço votos que todos tenham um santo Natal! Natal feliz é Natal com fé. Assim poderemos alegrar-nos verdadeiramente e sentir a paz que o Menino Jesus nos trouxe” (trecho de artigo do Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo).


Brasília (DF)
“O coração e os braços que se abrem, em prece, para acolher o amor de Deus, neste Natal,  se estendam fraternalmente a todos. Que a vida Nova que Jesus nos traz, se prolongue ao longo do  Novo Ano. Feliz Natal, com o presente mais precioso que Deus mesmo nos oferece: o nascimento de Jesus! Feliz Ano Novo, com as bênçãos do Menino Deus, trazendo-nos esperança e paz!”(Mensagem de dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília).


Salvador (BA)
“O Natal nos ensina que há duas maneiras diferentes de manifestarmos nosso amor. A primeira é dando presentes. Foi assim que Deus expressou seu carinho na criação: deu-nos o sol, as flores e o ar; a lua, a água e as sementes. A outra maneira é mais difícil: trata-se de sofre pela pessoa amada. Foi como o enviado do Pai nos amou na encarnação: ‘Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens’ (Fp 2,6-7)”(trecho de artigo de dom Murilo Sebastião Krieger, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil).


Porto Alegre (RS)
“Festejamos a grande festa que é o Natal, motivo de muita alegria. Cada um de nós tem fé e cremos em alguém que veio até nós para estar conosco e transmitir paz, alegria e muita fraternidade. Então nós nos abraçamos neste dia e dizemos: Vale a pena sermos cristãos! Queremos irradiar essa nossa fé para os outros e que todos vejam a nossa alegria e se convençam de que estamos no caminho certo e temos os dons de Deus para serem vivenciados e retransmitidos. Que Deus abençoe a cada um e dê a todos a alegria do Natal” (Mensagem de Natal de Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre).


Campo Grande (MS)
“’Porque Deus amou tanto o mundo que mandou o seu próprio filho, não para condenar o mundo, mas para que fosse salvo por ele’. Meu irmão, minha irmã, é com grande alegria que eu venho desejar a cada um dos nossos queridos diocesanos, de nossas famílias, um santo Natal e um feliz Ano Novo, cheio das bênçãos de Deus” (Mensagem de Natal de Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande).

Manaus (AM)
A Campanha Natal Sem Fome tem como objetivo fazer um Natal mais Fraterno e Solidário onde as famílias todas, tenham um Natal mais feliz  na partilha de alimentos, principalmente. Todas as comunidades católicas são postos de arrecadação e cada Paróquia e Área Missionária deve ter um cadastro das famílias que mais necessitam dessa ação solidária. “A intenção não é as famílias necessitadas irem procurar os alimentos nas igrejas, mas sim a Igreja ir até essas famílias não somente num gesto de compaixão, mas principalmente num espírito Solidário, pois todos somos irmão. É bom ressaltar que este gesto não fazemos só para os católicos, fazemos para todos, pois ser católico é ser universal, é ser para todos”, disse Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo emérito de Manaus.

Artigo do Papa para jornal americano sobre o Natal - 20/12/2012

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Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

Tempo de empenho no mundo para os cristãos

“Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” foi a resposta de Jesus quando lhe foi perguntado o que pensava sobre o pagamento dos impostos. Aqueles que o interrogavam, obviamente, queriam fazer-lhe uma armadilha. Queriam forçá-lo a tomar partido no debate político sobre a dominação romana na terra de Israel. E ainda estava em jogo algo mais: se Jesus era realmente o Messias esperado, então seguramente seria oposto aos dominadores romanos. Portanto a pergunta era calculada para desmascará-lo ou como uma ameaça para o regime ou como um impostor.
A resposta de Jesus habilmente traz a questão para um nível superior, confrontando de forma sutil a politização da religião e o endeusamento do poder temporal, assim como a busca incansável da riqueza. Os seus ouvintes precisavam entender que o Messias não era César, e que César não era Deus. O reino que Jesus vinha instaurar era de uma dimensão absolutamente superior. Como responde a Poncio Pilatos: “O meu reino não é deste mundo”.
As histórias do Natal no Novo Testamento têm o objetivo de exprimir uma mensagem similar.  Jesus nasce durante um “recenseamento do mundo inteiro”, desejado por César Augusto, o imperador famoso por ter levado a Pax Romana em todas as terras submetidas ao domínio romano. No entanto, esta criança, nascida em uma escuridão e distante do império, estava para oferecer ao mundo uma paz muito maior, verdadeiramente universal em seu propósito e transcendente a cada limite de espaço e de tempo.
Jesus nos é apresentado como herdeiro do rei Davi, mas a libertação que ele trouxe ao próprio povo não dizia respeito ao tomar cuidado com o exercito inimigo; tratava-se, em vez disso, de vencer para sempre o pecado e a morte.
O nascimento de Cristo nos desafia a repensar as nossas prioridades, os nossos valores, o nosso próprio modo de viver. E enquanto o Natal é sem dúvida um tempo de grande alegria, é também uma ocasião de profunda reflexão, antes de tudo um exame de consciência.  Ao fim de um ano que significou privações econômicas para muitos, o que podemos aprender da humildade, da pobreza, da simplicidade da cena do presépio?
O Natal pode ser o tempo no qual aprendemos a ler o Evangelho, a conhecer Jesus não somente como a Criança da manjedoura, mas como aquele no qual reconhecemos o Deus feito homem.
É no Evangelho que os cristãos encontram inspirações para a vida cotidiana e para o seu envolvimento nos negócios do mundo – seja isso vindo no Parlamento ou na Bolsa. Os cristãos não devem escapar do mundo; pelo contrário, devem empenhar-se nesse.  Mas o seu envolvimento na política e na economia deve transcender cada forma de ideologia.
Os cristãos combatem a pobreza porque reconhecem a dignidade suprema de cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus e destinado à vida eterna. Os cristãos trabalham por uma divisão igualitária dos recursos da terra porque estão convencidos de que, como administradores da criação de Deus, nós temos o dever de cuidar dos mais frágeis e dos mais vulneráveis. Os cristãos se opõem à ganância e à exploração na crença de que a generosidade e um amor altruísta, ensinado e vivido por Jesus de Nazaré, são a via que conduz à plenitude da vida. A fé cristã no destino transcendente de cada ser humano implica na urgência da tarefa de promover a paz e a justiça para todos.
Porque tais fins são compartilhados por muitos, é possível uma grande e fecunda colaboração entre os cristãos e os outros. E, todavia, os cristãos dão a César somente aquilo que é de César, mas não aquilo que pertence a Deus. Às vezes, ao longo da história, os cristãos não puderam concordar com as exigências feitas por César. Do culto do imperador da antiga Roma aos regimes totalitários do século passado, César procurou tomar o lugar de Deus. Quando os cristãos se recusam a se curvar aos deuses falsos propostos em nossos tempos não é porque têm uma visão antiquada do mundo. Pelo contrário, isso acontece porque estão livres das amarras da ideologia e animados por uma visão tão nobre do destino humano que não podem aceitar compromissos com algo que possa miná-los.
Na Itália, muitos presépios são adornados por ruínas de antigas construções romanas ao fundo. Isso demonstra que o nascimento do menino Jesus marca o fim da antiga ordem, o mundo pagão, no qual as reivindicações de César pareciam impossíveis de desafiar. Agora há um novo rei, que não confia na força das armas, mas no poder do amor. Ele traz esperança a todos aqueles que, como ele mesmo, vivem às margens da sociedade. Traz esperança a quantos são vulneráveis na sorte incerta de um mundo precário. Da manjedoura, Cristo nos chama a viver como cidadãos do seu reino celeste, um reino que cada pessoa de boa vontade pode ajudar a construir aqui na terra.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Presépio na Praça São Pedro será inaugurado nesta vigília de Natal

 

 


Da Redação, com Rádio Vaticano

O presépio montado na Praça São Pedro, no Vaticano, será inaugurado na noite desta segunda-feira, 24, na vigília de Natal.  Ao final da cerimônia, o Papa Bento XVI acenderá a “chama da Paz”, posicionada na janela do seu escritório pessoal.
Este ano, o Presépio, montado aos pés do obelisco no centro da Praça, foi doado pela região Basilicata, sul da Itália. É obra do artista Francesco Artese, considerado um dos mais importantes representantes da escola presepista do país.
A ambientação reproduz os famosos ‘sassi’ de Matera, casas escavadas na rocha que formam a cidade velha e que são desde 1993 patrimônio da humanidade declarado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Dentro do cenário, são reconhecíveis as igrejas de Santo Antônio e São Nicolau dos Gregos. No topo, entre a miríade de telhados, ergue-se o campanário de São Pietro Barisano.
O ambiente humano é o da antiga civilização da Basilicata, baseada em profissões antigas transmitidas de pai para filho. As imagens de barro são vestidas com roupas costuradas à mão e inspiradas nos trajes dos camponeses daquele tempo.

Papa escreve artigo para jornal americano sobre o Natal

 

Jéssica Marçal
Da Redação

Reprodução

Reprodução da página do site do Financial Times onde foi publicado o artigo de Bento XVI

O Papa Bento XVI atendeu, com disponibilidade, um pedido da redação do jornal americano Financial Times, solicitando um artigo com reflexões sobre o Natal. Segundo informou o Boletim da Santa Sé, essa foi mais uma ocasião para falar de Jesus e da Sua mensagem a um amplo público nesse momento do ano litúrgico cristão.
Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Artigo do Papa sobre o Natal

No artigo intitulado “Tempo de empenho no mundo para os cristãos”, Bento XVI lembra que o nascimento de Jesus aconteceu na época do recenseamento ordenado por César Augusto, imperador conhecido por ter levado a paz a Roma. No entanto, ele destacou que aquela Criança, nascida na escuridão e longe do império, estava para oferecer ao mundo uma paz muito maior e verdadeira. 
O Pontífice reflete, então, que o nascimento de Cristo desafia a humanidade a repensar as suas prioridades, o seu modo de viver. “Ao fim de um ano que significou privações econômicas para muitos, o que podemos aprender da humildade, da pobreza, da simplicidade na cena do presépio?”, questionou.
Tendo em vista que o desejo de combater a pobreza, a ganância, a exploração e estabelecer a divisão igualitária dos recursos da terra é comum a tantas pessoas, o Santo Padre acredita que é possível uma grande e fecunda colaboração entre os cristãos e os outros.
Por fim, o Papa lembrou que já não se vive mais em um mundo pagão, no qual as reivindicações de César pareciam impossíveis de ser desafiadas. O nascimento de Cristo, segundo explica o Pontífice, marcou o fim dessa antiga ordem.
“Agora, há um novo Rei, que não confia na força das armas, mas no poder do amor. Ele traz esperança a todos aqueles que, como Ele mesmo, vivem às margens da sociedade. (...) Da manjedoura, Cristo nos chama a viver como cidadãos do Seu reino celeste, um reino que cada pessoa de boa vontade pode ajudar a construir aqui na terra.”

domingo, 23 de dezembro de 2012

Será que o único pecado no Natal é o consumismo?

 

 

Li um comentário num folheto da missa de domingo (04/12/2011), segundo do Advento, quando a liturgia da Palavra coloca a preparação de João Batista para a chegada do Salvador. O Precursor vem pedir a conversão do coração; deixar o pecado.

Neste comentário o autor falou apenas do pecado do CONSUMISMO. É certo que é um grave pecado, mas está longe, muito longe, de ser o único que João veio denunciar e combater. Ele denunciou os pecados das prostitutas, dos soldados, dos fariseus e doutores da lei… Os Apóstolos do Senhor, e o próprio Jesus, colocaram imensas listas de pecados; penso que seja importante recordar algumas delas:

“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

“Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus”.  (1 Cor 6,9-10).

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!”  (Gl 5,21).

“Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção. Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia”. (Ef 4,30-31).

“Nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tm 3, 1-5).

“Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes”. (Cl 3,5-6).

“Baste-vos que no tempo passado tenhais vivido segundo os caprichos dos pagãos, em luxúrias, concupiscências, embriaguez, orgias, bebedeiras e criminosas idolatrias”. (1Pe 4,3)

“São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia.” (Rm 1, 29-31)

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“Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, transviados, escravos de paixões de toda espécie, vivendo na malícia e na inveja, detestáveis, odiando-nos uns aos outros”. (Tt 3,3).

“Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”. (Ap 21,8).

Será que não há mais esses pecados no meio do povo?

Por que no Natal escutamos apenas a mesma cantilena do consumismo? Será que esta “evangelização” não está esvaziada daquilo que Jesus e os Apóstolos pregavam? Será que a sociologia e a ideologia não estão esvaziando o Evangelho? Será que assim o povo não vai continuar buscando as seitas e as comunidades protestantes para se saciar de Deus?

Prof. Felipe Aquino

Deus ama todos e quer para eles uma vida feliz, destaca Papa

 

Jéssica Marçal
Da Redação

Na manhã desta quinta-feira, 20, o Papa Bento XVI recebeu um grupo de meninos da Ação Católica Italiana para os cumprimentos de Natal. Ao saber que a frase guia deste ano para as atividades da Ação foi “em busca do autor”, o Santo Padre destacou que o autor da vida, da alegria, do amor e da paz é Deus.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Palavras do Santo Padre

Bento XVI lembrou que Deus deu a vida ao homem, criou-o à sua imagem, mostrou-lhe o seu rosto e deu-lhe o Seu Filho Jesus, que será contemplado em breve no Natal. “... cresceu (Jesus) como um garoto, como vocês, percorreu as ruas de nosso mundo para comunicar o amor de Deus, que torna a vida bela e feliz, plena de bondade e generosidade”.
Assim como é o autor da vida, Deus é também o autor da alegria. Nesse aspecto, o Papa reconheceu que muita gente faz o outro feliz, mas há um grande amigo que dá alegria a todos e enche o coração com uma alegria que supera todas as outras: Jesus.
“Lembrem-se, queridos amigos, quanto mais vocês aprenderem a conhecê-lo e a dialogar com Ele, mais terão no coração um sentimento de alegria e serão capazes de superar as  pequenas tristezas que às vezes assolam a alma”, explicou.
Além da vida e da alegria, Bento XVI lembrou que Deus também é o autor do amor. Ele destacou que ninguém pode viver sozinho, sempre há a necessidade de se sentir aceito por alguém. “Sentir-se amado é necessário para viver, mas é igualmente importante ser capaz de amar os outros, para tornar bela a vida deles, a vida de todos, também dos vossos pares que se encontram em situações difíceis. Jesus nos fez ver com a sua vida que Deus ama todos sem distinção e quer que todos vivam felizes”, disse.
Por fim, o Santo Padre falou de Deus como o autor da paz, tão necessária para o mundo. Ele lembrou que os homens pensam que podem construir a paz sozinhos, mas é Deus que doa a paz verdadeira e sólida.
“Se sabemos escutá-lo, se damos espaço a Ele na nossa vida, Deus desfaz o egoísmo que sempre polui as relações entre as pessoas e entre as nações e faz surgir desejos de reconciliação, de perdão e de paz, também em quem tem o coração endurecido”, explicou.

 

4º Domingo Advento

Ano C - Dia: 23/12/2012

Maria visita Isabel
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Você entende o significado da oração do Credo?

 

Jéssica Marçal
Da Redação

Canção Nova

Padre Toninho destacou a necessidade de refletir sobre a oração, o que atende ao pedido do Papa Bento XVI neste Ano da Fé

Neste 'Ano da Fé', proclamado pelo Papa Bento XVI para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, o Santo Padre pede aos fiéis para que rezem a oração do Credo. Esta é a profissão de fé dos fiéis, ou seja, expressa qual é a verdadeira crença dos fiéis católicos. Nesta semana, o noticias.cancaonova.com exibe uma série de cinco reportagens que refletem o significado da oração.
Existem duas formas de se rezar o Credo. Padre Antônio Justino Filho, conhecido como padre Toninho da Comunidade Canção Nova, explicou que a primeira, denominada Credo niceno-constantinopolitano, é resultado dos primeiros concílios ecumênicos da Igreja: o Niceno, de Niceia, no ano 325, e o de Constantinopla, em 381.
O sacerdote disse que esta oração ainda é muito comum nas grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Ela pode ser rezada nas Celebrações Eucarísticas dependendo da liturgia, o que acontece, normalmente, em ocasiões solenes.
Mas há uma forma mais resumida desta oração, o qual é chamado 'símbolo dos apóstolos', ou seja, o Credo que se reza normalmente na Santa Missa no momento da Profissão de Fé.
“Nós temos o 'símbolo dos apóstolos', assim chamado por ser considerado o resumo fiel da fé deles, um antigo símbolo da fé batismal da Igreja de Roma e sua grande autoridade vem do seguinte fato: ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela na qual Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua fé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé, opinião comum. Isto quem diz é Santo Ambrósio, um grande Santo da Igreja”, informou padre Toninho.
O sacerdote ressaltou que o Credo niceno constantinopolitano é o mais completo símbolo de fé. Contudo, este resumo de fé dos apóstolos aconteceu para facilitar a vida da Igreja e dos cristãos, já que a oração fruto dos dois Concílio é um Credo um pouco mais extenso.
Ano da Fé
Tendo em vista que o Credo é a profissão de fé dos fiéis, o Papa pede que todos o rezem com atenção neste 'Ano da Fé', isso porque a proposta deste Ano é, justamente, uma redescoberta da fé, de forma que os cristãos saibam entender e dar razões da fé que têm.
Quanto a isso, padre Toninho acrescentou o fato de que, muitas vezes, se reza muito rápido, mas é necessário parar e refletir sobre o que se está rezando.
“A primeira palavra que a profissão de fé nos mostra é o ‘creio’. Em que você crê? Começa daí, pois a fé é você meditar aquilo que você está rezando. Você crê em quem: no Pai, no Filho, no Espírito Santo, na Igreja, na Ressurreição da Carne? Esse crer significa a minha adesão àquilo que eu estou rezando. Então, nesse Ano da Fé, o Papa pede isso: essa maior interiorização naquilo que se reza”, destacou.

Católicos esperam que o Natal marque uma nova era de esperança

 


Agência Ecclesia

A comunidade católica da Sagrada Família, na Faixa de Gaza, espera que a celebração do Natal marque o início de uma era de esperança para todas as pessoas atingidas pelo conflito entre israelitas e palestinos.
Em declarações partilhadas pelo site do Patriarcado Latino de Jerusalém (PLJ), uma “mãe de família” realça que a paróquia começa a “retomar o seu ritmo” depois de “um período muito duro” de morte e destruição.
“A árvore de Natal, o presépio e o nascimento de um quinto filho para breve” na sua família “mostram que a vida está ali”, salienta.
A pequena localidade da Sagrada Família, com 185 habitantes, está inserida num universo com cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas, confinadas a uma faixa de terra com 360 km2.
O número de cristãos naquele território palestino, “maioritariamente ortodoxos”, tem vindo a decrescer desde o início da guerra em 2008 e passou de 3000 para pouco mais de 1500.
Pouco depois da negociação de um período de trégua entre as forças militares de Israel e da Palestina, a comunidade católica da Sagrada Família começou a trabalhar para ajudar as pessoas, sobretudo os mais novos, a lidarem com o drama social e humano que estão a atravessar.
“Para as crianças pequenas, tais acontecimentos são traumatizantes pois afetam o sentimento de segurança. Eles não compreendem o que acontece e sentem-se desprotegidos, mas tornar a dar a uma criança o sentimento de segurança é um processo que demora muito tempo”, sublinha a irmã Davida, diretora da escola católica das Irmãs do Rosário.
Apoiada também pelo Instituto do Verbo Incarnado e pelas irmãs missionárias da Caridade de Madre Teresa de Calcutá, a paróquia da Sagrada Família faz dos momentos de oração e de festa, como o Natal, uma forma de suavizar uma conjuntura difícil, marcada também pelo bloqueio comercial e econômico imposto por Israel e Egito.
Neste âmbito, a Cáritas Internacional colocou em marcha uma campanha de recolha de fundos para ajudar as famílias mais vulneráveis do território palestino, sobretudo devido à instabilidade financeira e à falta de acesso a cuidados de saúde.
A organização católica pretende reunir cerca de 1,6 milhões de euros e, através do seu secretário-geral, Michael Roy, desafia os países ocidentais a contribuírem nesta quadra natalícia para “uma nova era de paz, depois de tantos anos de sofrimento”.
“Gaza fica bem perto de Belém, o local onde nasceu o Senhor. Que isto inspire as pessoas a terem aquela população nos seus pensamentos, orações e ações”, salienta aquele responsável.
No dia 24 de dezembro, a comunidade da Sagrada Família vai festejar o nascimento de Cristo à volta de um presépio vivo, numa iniciativa que contará com a presença do bispo auxiliar de Jerusalém, monsenhor William Shomali.
Segundo o padre Jorge Hernandez, responsável pela paróquia, “muitos não-católicos virão também alegrar-se da vinda à Terra do Príncipe da Paz”.
O sacerdote faz votos de “que o Salvador derrame a sua paz sobre o povo de Gaza e sobretudo sobre os dirigentes da região. E que dê também a todos a força para continuarem a avançar”.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Muro desaba e deixa sete mortos e dois feridos em Sorocaba (SP)

DE SÃO PAULO
DE CAMPINAS

 

A queda de um muro de uma antiga fábrica de tecidos deixou sete mortos e dois feridos na noite desta quinta-feira (20) em Sorocaba (99 km de São Paulo).

O local está em construção para dar lugar a um novo shopping e fica na região central da cidade. O muro caiu em cima de veículos que aguardavam o semáforo abrir, por volta das 19h20.

Chovia no momento do acidente e nenhum pedestre passava próximo do muro, segundo o Corpo de Bombeiros.

Muro desaba e deixa sete mortos em Sorocaba
 

Marília Rocha/Folhapress

Queda de muro atinge carros e deixa ao menos sete mortos e dois feridos na região central de Sorocaba, interior de SP

Crer em Jesus Cristo: verdadeiro Deus e verdadeiro homem

 

Jéssica Marçal
Da Redação

Flickr Canção Nova

Padre Toninho destacou a indissociabilidade entre as naturezas divina e humana de Jesus Cristo

Os católicos vivem atualmente o tempo do Advento, que é uma preparação para o Natal. A data celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, um dos mistérios da fé cristã, que tem Jesus como o Filho de Deus, o enviado pelo Pai para salvar a humanidade. Essa é uma crença que os católicos professam no Credo, oração que pode ser meditada em especial neste Ano da Fé, como forma de entender melhor a fé católica.
Sendo uma das pessoas da Santíssima Trindade, Cristo é chamado pelos católicos como Senhor. O padre Antônio Justino Filho, padre Toninho, da Comunidade Canção Nova, explicou que isso se deve, primeiramente, ao fato de Jesus ser o Filho de Deus Pai. Além disso, Ele habitou entre os seres humanos, sendo a face do Deus que até então ninguém tinha visto.
“A pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo é a imagem visível do Deus invisível (...) por isso ele é o Senhor, porque Ele ressuscitou, e sendo senhor Ele tem esse título de Kyrios: Senhor”.
Essa forma de se referir a Jesus tem um significado especial para os cristãos. O Youcat, recente versão do Catecismo da Igreja Católica voltada aos jovens, explica que dizer que Jesus é o Senhor implica no fato de que um cristão não deve se submeter a nenhum outro poder.  Os cristãos conhecem o poder de Jesus não somente pelas profecias que anunciavam a vinda do Filho de Deus, mas por todos os milagres realizados.
Os fiéis reconhecem em Jesus a divindade, uma vez que é Deus, e a humanidade, pois se fez homem entre os homens. Quanto a isso, padre Toninho lembrou que as naturezas divina e humana de Cristo não se sobrepõem, ou seja, nenhuma é maior que a outra. “Ele não é nem mais Deus e nem mais homem.(...) A divindade e a humanidade de Jesus não se separam, por isso que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem”.
E quando se fez homem entre os homens, Jesus chamou 12 apóstolos para seguir sua missão de difundir a Palavra de Deus na terra. Mas o chamado não parou por aí. A partir dessas 12 pessoas, a Igreja chamou outros para serem apóstolos da Igreja. Exemplo disso, segundo padre Toninho, são os bispos.
“Os bispos, são os sucessores dos apóstolos e nessa sucessão apostólica, a tradição apostólica vai sendo passada de geração a geração dentro da vida da Igreja. Então hoje, o chamado a viver uma apostolicidade, como assim nós chamamos na Igreja, é para todos os batizados, mas de modo especial para aqueles que têm um chamado especial como são os bispos”. 
Mas, afinal, o que mudou no mundo a partir da vinda de Cristo? Padre Toninho lembrou que muita coisa mudou. O ponto destacado por ele foi o grande impulso evangelizador que os discípulos missionários tiveram após a vinda de Cristo, cujas palavras contidas no Evangelho exortam à pregação da Boa Nova a todas as criaturas. 
“Se hoje nós temos essa presença da Igreja em vários lugares do mundo, é devido a isso: após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos foram impulsionados a sair em missão. Então eu vejo essa grande novidade da ressurreição de Jesus: o mundo que começou a conhecer a Palavra de Deus”.