domingo, 17 de junho de 2012

Atendimento em universidades beneficia famílias de baixa renda

 

Com serviços públicos lotados, solução é recorrer às faculdades. Em Jundiaí, fisioterapia e assistência jurídica são bastante procuradas.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Devido à alta demanda, os serviços públicos estão constantemente lotados. Para a população que depende da disponibilidade desses serviços, a solução tem sido recorrer aos atendimentos oferecidos por universidades.

Nesses casos, os serviços são de graça e realizados por alunos dos últimos anos, que precisam do estágio obrigatório para se formar. Por meio de um convênio com os órgãos públicos, eles ainda ajudam a desafogar as filas na rede pública.

Em uma clínica-escola de fisioterapia de Jundiaí (SP), a procura é tão grande que há 300 pessoas aguardando uma vaga. Já em uma faculdade de direito da cidade, os estudantes do 4° e 5° anos prestam assistência jurídica àqueles que não podem pagar um advogado. Como ainda não podem assinar os processos, os alunos são supervisionados por professores.

Para saber os horários de atendimento na faculdade que oferece fisioterapia, o telefone é o (11) 4815-2333. Já o serviço no núcleo de prática jurídica fica na faculdade da rua Marcílio Dias, n° 399, no bairro Bela Vista. Para ser atendido, é preciso comprovar renda de no máximo três salários mínimos.

Fisioterapia é um dos serviços oferecidos nas universidades (Foto: Reprodução/TV TEM)Fisioterapia é um dos serviços oferecidos nas universidades (Foto: Reprodução/TV TEM)

História: Saiba como começou o movimento verde

 

Richard Black

Da BBC News

 

Conferência de Estocolmo (Foto UN Photo/Yutanaka Nagata)

Conferência de Estocolmo: primeiro encontro de cúpula da ONU para tratar do meio-ambiente

1972. Cinco anos depois do chamado Summer of Love em San Francisco, nos Estados Unidos, um marco na história do movimento hippie e da contracultura. Quatro anos depois das revoltas estudantis em Paris, França. A Guerra Fria vive seu auge.

O influente instituto de pesquisas Club of Rome acaba de anunciar um futuro onde as demandas da população humana em crescimento superam a capacidade da Terra de supri-las.

 

A baleia azul, o maior animal que já existiu, foi caçada de tal forma que está à beira da extinção.

Testes com a bomba atômica continuam a banhar o planeta com Estrôncio-90, perigoso material radiativo resultante de explosões nucleares.

E do Japão à Europa e América do Norte, venenos produzidos pelo homem afetam plantas, animais e pessoas.

Economicamente, o mundo nunca esteve tão bem. Mas os governos começam a se dar conta de que a natureza está pagando o preço.

 

Movimento Popular

No dia 5 de junho de 1972, na capital da Suécia, Estocolmo, os países começam a articular uma reação: a Conferência da ONU sobre o Meio-Ambiente Humano, o primeiro encontro de cúpula da organização para tratar do meio-ambiente, evento que realmente colocou a questão na pauta política global.

Fora das negociações, dois grupos completamente diferentes também haviam se reunido.

Um era um pequeno grupo de cientistas que estava cada vez mais preocupado com crescimento populacional, poluição e uso crescente de recursos naturais.

O outro, um conjunto bem maior de pessoas que hoje seria chamado de sociedade civil, que usava recursos comuns hoje em dia - como marchas, canções, manifestações e diálogo - para colocar na pauta política questões variadas como controle da poluição, direitos civis e vegetarianismo.

 

'Primavera Silenciosa'

"O que me motivou foi a mensagem no livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson", lembra Jan-Gustav Strandenaes, um dos cerca de dez mil integrantes do Fórum do Povo.

"(O livro) reuniu uma série de assuntos sobre os quais havíamos lido mas não havíamos refletido. O desastre de Minamata no Japão, onde todas aquelas pessoas morreram envenenadas por mercúrio na água e no peixe. E houve um semelhante na Suécia, onde havia líquidos que afetavam os hormônios enterrados no solo e contaminando a água fresca".

"Eu estava observando esses incidentes isoladamente até ler o livro de Rachel Carson".

Primavera Silenciosa mostrou como a vida selvagem estava sendo dizimada pelas poderosas substâncias químicas.

Mais especificamente, o livro mostrou os danos que o uso indiscriminado de recém criados herbicidas e pesticidas estava provocando sobre a vida selvagem na América.

No entanto, a narrativa mais ampla do livro, englobando Minamata e outros incidentes, era a de que a tecnologia humana estava saindo do controle.

O assunto ganhou destaque com o aparecimento, em Estocolmo, de pessoas que haviam sobrevivido ao desastre de Minamata - trazendo à tona o envenenamento, os sintomas físicos e mentais e o abafamento do caso pela corporação.

Incêndio no Parque Nacional Serra dos Órgãos (Foto: AP/Douglas Engler)

Fogo em parque nacional no Brasil: desafio ambiental

Também estavam presentes veteranos da Guerra do Vietnã, onde o militares usaram substâncias químicas desfolhantes como o Agente Laranja para tentar derrotar um exército guerrilheiro, destruindo, no percurso, florestas e campos, com alto custo para a saúde da população.

O envolvimento desse movimento popular que nascia em uma conferência da ONU era sem precedentes.

 

Agenda Política

Embora o governo sueco e os organizadores da conferência oficialmente dessem as boas vindas ao Fórum do Povo, está claro que nem todos os delegados do governo entendiam o que estava acontecendo.

Mas nas as negociações oficiais, muitos delegados ofereceram mensagens parecidas.

Durante a conferência, a primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi, disse: "A minha percepção é de que pessoas que não se entendem com a natureza são cínicas em relação à humanidade e não estão confortáveis consigo mesmas".

"O homem moderno precisa restabelecer um vínculo com a natureza e com a vida".

Mas países em desenvolvimento - que acabavam de ganhar um aliado com a entrada da China na ONU (em detrimento de Taiwan) - levantaram um novo conjunto de questões que quase puseram fim à conferência antes de ela começar.

"Países em desenvolvimento consideravam boicotar a conferência", lembra Maurice Strong, o diplomata ambientalista canadense que presidiu a conferência de Estocolmo para a ONU.

"Eles achavam que essa nova preocupação com o 'ambiente' era para os ricos e seria uma distração em relação aos problemas principais, que eram o alívio da pobreza e a continuação do desenvolvimento".

"Países em desenvolvimento consideravam boicotar a Conferência de Estocolmo"

Maurice Strong, diplomata canadense

Nacionalismos e divisionismos também emergiram em diversas formas.

A União Soviética e seus aliados, obviamente, ficaram afastados, já que a Alemanha Oriental comunista não tinha um assento à mesa da ONU. Como resultado, apenas 113 nações estavam presentes.

Outra superpotência, no entanto, estava muito em evidência, particularmente quando o primeiro-ministro da Suécia - Olof Palme - destacou, em termos muito pouco diplomáticos, as ações dos Estados Unidos no Vietnã, classificando-as de "ecocídio".

"O bombardeio indiscriminado, o uso em grande escala de escavadeiras, o uso de herbicidas, é um ultraje", ele disse.

Em Estocolmo, os Estados Unidos se recusaram a discutir a questão. Mas fazendo alianças com alguns dos grupos de campanha, os americanos encontraram uma forma de driblar a publicidade negativa que estavam recebendo na imprensa: o país abraçou a causa das baleias.

Os Estados Unidos já haviam, nesse ponto, interrompido sua caça comercial às baleias, portanto, tinham alguns aliados, a Grã-Bretanha, a Alemanha e a Holanda. Os dois únicos países que continuavam com a atividade eram a União Soviética e o Japão - respectivamente, seus principais inimigos políticos e econômicos.

Apesar do fato de que a caça às baleias não havia sido destacada como questão principal nos documentos que os governos haviam preparado para a conferência, foi passada uma resolução pedindo uma moratória na sua comercialização.

Este foi, possivelmente, o resultado da conferência que mais recebeu destaque na imprensa mundial.

A questão pode ter sido justificável ecologicamente, mas há poucas dúvidas de que a motivação principal foi política, pelo menos do ponto de vista do governo.

Não foi, no entanto, o resultado de maior alcance.

Sociedade Sustentável

Uma ação concreta foi a decisão de criar um Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente.

Porém, mais significativa, a longo prazo, foi a nova filosofia evidente na declaração final. Ela dizia que nações tinham de trabalhar juntas em questões ambientais e que um meio ambiente saudável era essencial para a prosperidade, a longo prazo, dos países em desenvolvimento.

Pela primeira vez, governos reconheciam que a tecnologia poderia trazer danos sérios ao meio ambiente.

Eles concordavam que cada país tinha um dever de não poluir os outros e que espécies ameaçadas precisavam de proteção internacional.

George H. Bush na Rio 92 (Foto AP)

George H. Bush participa da Rio 92: discussão sobre biodiversidade e mudança climática

Nem todo mundo estava satisfeito. O importante biólogo americano Barry Commoner, por exemplo, argumentava que a declaração da conferência não ia longe o suficiente. Em vez de concordar em monitorar a poluição, os governos deveriam ter discutido como desenvolver indústrias que não poluíssem - dizia Commoner.

Mas Jan-Gustav Strandenaes lembra que, no plano político, o impacto do acordo de Estocolmo, fruto de longas sessões de negociação noite adentro (hoje comuns), foi imediato.

"Nenhum país no mundo tinha um Ministério do Meio Ambiente antes de Estocolmo e eu sei que a delegação norueguesa correu para Oslo e estabeleceu um ministério. Eles bateram os suecos por algumas semanas".

"Então, Estocolmo deu início a algo, colocou o meio ambiente na agenda política", disse Strandenaes.

Internacionalmente, essa agenda resultaria, em 1987, na Comissão de Brundtland e sua famosa definição de sociedade sustentável como aquela que "atende às necessidades do presente sem comprometer a habilidade de gerações futuras de atender às suas próprias necessidades".

Ela também levaria à Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano no Rio de Janeiro, em 1992, ou Rio 92. Desta última nasceram as convenções sobre mudança climática, biodiversidade e desertificação, além da Agenda 21 para desenvolvimento sustentável.

 

Fazendo História

O próximo marco também acontecerá no Rio. A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que deve trazer cerca de 130 líderes mundiais assim como ministros, diplomatas, empresários e, calcula-se, cerca de 70 mil ativistas para o Brasil a partir desta quarta-feira.

E muitos argumentariam que a necessidade de uma ação decisiva nunca foi tão grande. Governos têm feito tanto desde Estocolmo para aliviar a pobreza e reduzir o declínio do meio ambiente mas, ainda assim, um bilhão de pessoas passa fome e os danos à natureza continuam.

Hoje aos 83 anos, ainda envolvido com a causa, Maurice Strong não tem certeza se a Rio+20 vai de fato trazer mudanças profundas.

"Sou analiticamente pessimista, acredito que corremos perigo de não fazer o que devemos para a sobrevivência da vida humana e sua sustentabilidade", ele diz.

"Mas estou operacionalmente otimista, porque enquanto houver esperança - e ainda há - devemos continuar a trabalhar para (pelo meio ambiente)."

CPP na Paróquia Nossa Senhora Aparecida

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Aconteceu na noite desta sexta-feira (15), a reunião da CPP (Conselho Pastoral Paroquial), momento de mobilizar e reunir coordenadores de pastorais, movimentos e comunidade da maior paróquia de Porto Feliz em número de comunidades e pastoral.

Padre Washington, pároco, abordou sobre a festividades da Natividade de São João Batista, jantar dançante, caminhada do 3PA, possibilidades do Tríduo de São Bento, Festa Julina Paroquial, também avisou os coordenadores presentes da comunidades que em breve marcará reunião com cada comunidade.

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

sábado, 16 de junho de 2012

Da Eco-92 à Rio+20: Duas décadas de debate ambiental

 

 

Em 1992, ano da Eco-92, o mundo havia recém-saído da Guerra Fria e a Europa assinava o Tratado de Maastrich, um marco para a formalização da União Europeia. Ao mesmo tempo, a agenda ambiental ganhava força e passava a ser discutida por toda a sociedade.

Agora, na Rio+20, a discussão ambiental ganhou mais urgência, diante do aumento da temperatura global e da perda de recursos naturais do planeta. O equilíbrio de forças global mudou com a ascensão de países emergentes como China e Brasil. Mas a crise econômica, com seu epicentro na Europa, e as medidas para combatê-la ofuscam as preocupações com mudanças climáticas.

É necessário entender o valor da Santa Missa

 

Na Santa Missa, Jesus vem e nos fecunda com a Sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivemos, tudo isso é assumido por Cristo no Seu sacrifício redentor. Para isso é preciso que nós católicos entendamos o valor da Celebração Eucarística.


O inimigo de Deus tem consciência da importância da Santa Missa, por isso, faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mente para não darmos a devida importância a ela. Distrai-nos com tudo o que está acontecendo à nossa volta no momento da Celebração Eucarística, como as músicas, os instrumentos e as palmas. Passamos a ficar preocupados com a procissão de entrada e do ofertório, com os que vão fazer as leituras e a coleta. E assim, ocupados e distraídos com tantas coisas, ficamos alheios ao sacrifício da Cruz, a grande realidade invisível naquele momento.


Não podemos nos deixar enganar! Precisamos ter uma liturgia bem preparada, com procissões, leituras, músicas, mas tudo deve estar centrado na renovação do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacrifício do calvário. Quando descobrirmos o valor da intercessão de Jesus na Santa Missa, encontraremos um grande tesouro.


Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

30 anos FJPII: missionário testemunha como tudo começou

 


Neste mês de junho, a Fundação João Paulo II completa 30 anos. Foi como inspiração de Deus e com pequenas sementes plantadas no coração de monsenhor Jonas Abib, que a  Comunidade Canção Nova surgiu; só posteriormente foi inaugurada a fundação.

São muitas as pessoas que testemunharam, de perto, essa história e podem recordar, com satisfação, todo processo de criação e organização da Comunidade Canção Nova, pois esta não foi uma tarefa fácil, já que evangelizar exige provações; e no caso desta obra, foram muitas as dificuldades.

Para o missionário da Comunidade Aliança José de Campos, a FJPII surgiu numa manjedoura, ou seja, era algo pequeno, conhecido apenas pelos fiéis das dioceses de Lorena (SP) e Guaratinguetá (SP) no Vale do Paraíba. Muitos destes fiéis vinham até Cachoeira Paulista (SP), sede da Comunidade, para viver uma tarde de louvor. Este foi o início dos encontros constantes e da difusão da Canção Nova como uma obra de Deus.

“Padre Jonas era solicitado pela Renovação Carismática Católica (RCC) para fazer um trabalho de divulgação em todos os Estados do país. Foi neste momento que a Canção Nova nasceu como missão e, depois, como empresa com a venda dos primeiros cassetes”, explicou Campos.

A venda de fitas cassetes foi o primeiro passo para o que temos hoje: o Departamento de Audiovisuais da Canção Nova (DAVI). Naquela época, os programas de rádio eram gravados e levados para serem vendidos na cidade de Aparecida (SP). Após a criação do primeiro departamento, Campos conta que o padre criou o ‘Clube do Ouvinte’, como uma forma de manter a Rádio CN; e as primeiras contribuições das pessoas eram feitas com um carnê.

Todo esse processo de fortalecimento da Canção Nova aconteceu graças à fidelidade e transparência do monsenhor Jonas e dos primeiros membros da Comunidade que acreditaram na obra e na missão.

“Esse crescimento foi, na verdade, um ‘caminho de bandeirantes’. Hoje, a Canção Nova é uma obra consolidada graças à fidelidade a Deus e à prestação de serviço de evangelização com toda a comunidade”, comentou o missionário.

Campos recorda ainda, com carinho, do início da Canção Nova e de como as coisas foram adquirindo proporções ao longo do tempo, com o reconhecimento das pessoas pela Comunidade e a respeito dedicado a ela. Para ele, a rádio é sua maior lembrança, porque ela só foi construída graças à colaboração das pessoas que vinham ajudar no andamento das construções.

A grande responsabilidade da FJPII, ao longo desses 30 anos, é difundir a Palavra de Deus pelo Sistema Canção Nova de Comunicação. Cada meio nasceu com a missão espalhar o amor do Senhor por todos os lugares.

Cientistas fazem mapa de micróbios que vivem no organismo humano

 

Smitha Mundasad

BBC News

 

Bactérias | Foto: BBC

Imagem mostra representação gráfica de bactérias sobre mão humana

"Quando me levanto da minha cadeira, dez vezes mais células bacteriais se levantam comigo do que humanas", diz Bruce Birren.

Ele é um entre centenas de cientistas americanos envolvidos no mapa mais completo já feito dos micróbios que vivem sobre e dentro do nosso corpo.

O Projeto Microbioma Humano catalogou a identidade genética de muitas bactérias, vírus e outros organismos que vivem em contato íntimo conosco.

Não se trata de germes ou criaturas nocivas que precisam ser eliminadas mas, sim, de uma parte fundamental daquilo que nos torna humanos, dizem os pesquisadores.

Ainda assim, até recentemente, pouco se sabia sobre a identidade de trilhões de micróbios que habitavam nosso corpo.

 

Micróbios Benéficos

Durante séculos, o homem só era capaz de investigar micróbios que conseguiam sobreviver em laboratórios. E os estudos tinham de ser feitos isoladamente - frequentemente, um de cada vez.

Mas com o advento de técnicas cada vez mais avançadas de sequenciamento de DNA, o Projeto Microbioma Humano está sendo capaz de descobrir micróbios que nunca haviam sido vistos antes e observar como eles se comportam em comunidades.

Muitos dos resultados do projeto, que terá cinco anos de duração e foi lançado pelo National Institute of Health, nos Estados Unidos, foram publicados pelas revistas científicas Nature e Public Library of Science (PLoS).

Mais de 200 americanos, homens e mulheres, todos saudáveis, tiveram amostras de micróbios retiradas de várias partes de seus corpos.

E os pesquisadores foram capazes de encontrar mais de dez mil tipos diferentes de organismos que integram o microbioma saudável humano.

A maioria desses micróbios, aparentemente, não causa qualquer dano ao organismo. Pelo contrário. Existem cada vez mais evidências de que esses micróbios nos ajudam de várias formas.

Alguns, por exemplo, nos auxiliam a extrair energia da comida e outros nos ajudam a absorver nutrientes como vitaminas.

Benefícios Microbiais
  • Micróbios nos ajudam a obter energia de alimentos
  • Permitem que absorvamos vitaminas
  • Podem ajudar a produzir moléculas que combatem inflamações
  • Há cada vez mais evidências de que eles ajudam a desenvolver nosso sistema imunológico

Funções Compartilhadas

"Estamos aprendendo sobre o papel que eles desempenham em formar - em vez de simplesmente atacar - nosso sistema imunológico", diz a professora Barbara Methe, do J. Craig Venter Institute, também envolvida no projeto.

Uma das questões centrais que os pesquisadores perguntaram foi: existe um grupo básico de micróbios que todos os humanos compartilham?

Os cientistas encontraram uma variedade de micróbios em diferentes seres humanos e comunidades únicas de micróbios vivendo em diferentes partes do corpo.

Mas o que deixou muitos surpreendidos foi que, em partes específicas do corpo, muitos dos micróbios compartilhavam funções semelhantes.

"Talvez eu tenha na minha língua um organismo diferente daquele que você tem na sua língua mas, coletivamente, eles trazem os mesmos genes para a festa - então eles são capazes de desempenhar algumas das mesmas funções, por exemplo, quebrar açúcares", diz Birren.

Essa descoberta implica em uma mudança no modelo atual de se pensar em doenças, onde uma doença é atribuída a um único micróbio.

Lista de Bactérias

Talvez o que importe em algumas doenças não seja um tipo particular de micróbio mas, sim, que a função desse grupo de micróbios tenha de alguma forma desaparecido, explica Curtis Huttenhower, da Harvard School of Public Health.

Bactéria | Foto: WikiCommons

A bactéria Helicobacter Pylori, encontrada no intestino, é um exemplo dos micróbios do organismo

Os pesquisadores descobriram que voluntários saudáveis carregam baixos índices de micróbios, tradicionalmente vistos como causadores de doenças.

Por exemplo, a bactéria Staphylococcus aureus, que pode estar envolvida na infecção MRSA, foi encontrada nos narizes de cerca de 30% dos voluntários.

"Agora temos a agenda de endereços de cem desses micróbios que, no ambiente certo, têm potencial para ficar nocivos".

"Sabemos onde eles vivem nas pessoas saudáveis e que organismos os cercam. Então, talvez possamos começar a entender o que os mantém em cheque e onde estão seus reservatórios", disse Huttenhower.

Projeto Microbioma Humano
  • 300 voluntários saudáveis estudados
  • Cinco áreas do corpo investigadas - nariz, boca, pele, trato urinário e trato intestinal
  • Amostras foram colhidas três vezes durante o estudo
  • Mais de 5.000 amostras coletadas
  • Mais de dez mil micróbios diferentes foram encontrados

Os micróbios carregam muitos genes e esses genes têm tanta capacidade de influenciar nossa saúde e os riscos de sofrermos de doenças como os nossos próprios genes, diz Huttenhower.

A longo prazo, a possibilidade de usarmos esse banco de dados genético como referência e investigar microbiomas que estão fora dele será muito importante, explica.

Terreno Desconhecido

O diretor do projeto, Lita Proctor, diz que há um entendimento cada vez maior de que nós adquirimos os nossos micróbios nos primeiros estágios das nossas vidas.

"O genoma humano é herdado, mas o microbioma humano é adquirido", explica. "Isso significa que ele tem uma propriedade de se alterar, de mudar, que é muito importante".

"Isto nos dá algo com que podemos trabalhar na clínica. Se você pode manipular o microbioma, você pode fazer um microbioma saudável continuar saudável ou rebalancear um que não está saudável".

Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Precisamos descobrir muito mais sobre como o microbioma se comunica com as células do corpo humano, diz David Relman, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

"Isso ainda é território desconhecido. Embora seja território doméstico, ainda estamos descobrindo novas formas de vida nele", diz Relman.

Festa do Sagrado Coração de Jesus, paróquia Nossa Senhora Aparecida

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Nesta sexta-feira (15), foi celebrada as festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, com grande presença e impulso do Apostolado da Oração e seus membros. Recentemente, o Apostolado se instalou na comunidade rural Santa Clara no Bom Retiro, assim, somando-se ao Apostolado da Matriz N. Sra. Aparecida, Santa Rita no Tabarro e Santa Cruz no Avecuia do Alto.

Padre Washington acolheu a todos os membros, a animação dos cantos foi da equipe de canto da Comunidade Santa Cruz. Na homilia o sacerdote ressaltou o chamado que todos tem para o Amor, para a Santidade. Que Deus espera Amor, bondade, mas é preciso obras, gestos simples e testemunhos vivos na comunidade, na família... Citou o Sagrado Coração de Jesus, o todo-Amor, Amor-perfeito. Após a missa aconteceu a procissão e reunião CPP (Conselho Pastoral e Paroquial).

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Papa recebe presidente da Assembleia Geral da ONU

 

Nicole Melhado
Da Redação, com Vatican Information Service (Tradução: equipe CN Notícias)

Rádio Vaticano

Bento XVI recebeu, no Vaticano, o presidente da 60ª Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser.

 

Na manhã desta sexta-feira, 15, o Papa Bento XVI recebeu em audiência, no Vaticano, o presidente da 60ª Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser.
Depois de ser recebido pelo Papa, Al-Nasser se encontrou com o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, e com o Secretário de Relação com os Estados, Dom Dominique Mamberti.
Segundo o Boletim da Santa Sé, a conversa deles teve como tema central o papel das Organizações das Nações Unidas, em especial da Assembleia Geral, na solução dos conflitos, com particular atenção àqueles que acontecem na África e no Oriente Médio, e “as graves situações de emergência humanitária que ali se seguem”.
Por fim, eles destacaram a “importância da contribuição da Igreja Católica para a paz e o desenvolvimento, bem como a importância da cooperação entre religiões e culturas”.

Encerra hoje! Setenário ao Sagrado Coração de Jesus!

 

scj setenário

15 de junho – Celebração do Sagrado Coração de Jesus

As formas de devoção ao Coração do Salvador são muito numerosas; algumas têm sido explicitamente aprovadas e recomendadas pela Sé Apostólica. Entre elas devem ser lembradas: A Consagração pessoal, que, segundo Pio XI, “entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal”; a Consagração da família (…); as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus (…); o Ato de Reparação (…); a prática das Nove Primeiras Sextas-feiras (…).

É preciso, porém, que se instrua de maneira conveniente os fiéis: sobre o fato de que não se deve pôr nesta prática uma confiança que se converta em vã credulidade que, na ordem da salvação, anule as exigências absolutamente necessárias de Fé operante e do propósito de levar uma vida conforme ao Evangelho; sobre o valor absolutamente principal do domingo, a “festa primordial”, que deve caracterizar-se pela plena participação dos fiéis na celebração eucarística.

Consagração individual ao Sagrado Coração de Jesus

Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.

Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.

Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.

Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.

Porto Feliz
Missa na Mãe dos Homens – 19 horas
Missa e procissão na N. S. Aparecida – 19h30m

Cientistas pedem medidas em relação a população e consumo na Rio+20

 

Richard Black

Da BBC News

 

Multidão em estação de metrô em Moscou (Foto: AP)

Segundo cientistas, é preciso agir em relação aos níveis de população e consumo para proteger o planeta

Mais de cem academias de Ciências ao redor do mundo fizeram um apelo a líderes mundiais para que tomem medidas em relação a população e consumo na conferência Rio+20.

Eles dizem que fracassos passados nessas questões ameaçam o mundo natural e as perspectivas para gerações futuras.

 

Entre essas instituições está a Royal Society britânica, assim como seus pares em países em todos os estágios de desenvolvimento.

Encontros preparatórios para a conferência já estão em andamento, mas os relatos são de progresso lento nas discussões.

A declaração pública das academias de ciência é particularmente notável porque especialistas tanto dos países desenvolvidos quanto dos países em desenvolvimento uniram forças no que costumava ser um tema que provocava divisão.

"A mensagem geral é que nós precisamos de um foco renovado tanto em população quanto em consumo – não basta olhar para um ou para outro", disse o professor Charles Godray, da Martin School, na Universidade de Oxford, que coordenou o processo de redação da declaração.

"A população global é atualmente de cerca de 7 bilhões, e a maioria das projeções sugere que provavelmente será de entre 8 bilhões e 11 bilhões em 2050", diz a declaração.

"Os níveis de consumo global estão historicamente altos, em grande parte devido ao alto consumo per capita dos países desenvolvidos."

Se quisermos que o bilhão de pessoas mais pobres tenha acesso adequado a comida, água e energia, dizem as academias, os países desenvolvidos terão de reduzir seu consumo de recursos naturais.

Modelos econômicos

Essas instituições dizem que isso pode ser feito sem reduzir a prosperidade, contanto que sejam seguidos modelos econômicos diferentes.

Um fracasso nessas mudanças "nos colocará no caminho de futuros alternativos com implicações graves e potencialmente catastróficas para o bem-estar humano".

A declaração tem como base um relatório recente da Royal Society.

Hambúrguer

Países desenvolvidos são principais responsáveis por altos níveis de consumo no mundo

Os tópicos de população e consumo são ambos mencionados no texto base de um acordo que os negociadores estão discutindo no Rio.

Mas ambos aparecem de maneira mais suave do que muitos observadores gostariam.

Por hora, a previsão é de que os governos concordem em se "comprometer a considerar de maneira sistemática tendências e projeções populacionais nas políticas e estratégias de desenvolvimento nacionais, rurais e urbanas".

Mas a cláusula que promete "mudar padrões de produção e consumo insustentáveis" até agora está sendo vetada pelos Estados Unidos e a União Europeia.

Mudanças

O novo relatório é um indicativo de como as coisas mudaram na questão da população.

Em décadas passadas, nações em desenvolvimento costumavam ver o tema com desconfiança.

Mas Eliya Zulu, diretor executivo do African Institute for Development Policy em Nairóbi, que trabalhou no recente relatório da Royal Society, disse que as percepções estão mudando.

"Muitos países africanos estão sentindo os efeitos do crescimento populacional e estão percebendo que terão de lidar com isso para continuar se desenvolvendo, assim como abordar as questões ambientais", disse à BBC News.

"Se você olhar para um país como Ruanda, é um dos mais densamente povoados da África, e o governo acredita que uma das razões por trás do genocídio (em 1994) foi a alta densidade populacional e a competição por recursos."

"E a crise econômica que começou no final da década de 80 fez as pessoas perceberem que para atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio, você não consegue se sua população está crescendo rapidamente."

Zulu também disse que evidências acumuladas ao longo da última década mostram que, de maneira geral, as mulheres africanas estavam tendo mais filhos do que desejavam – o que deu aos políticos um incentivo para aumentar os programas de planejamento familiar.

Negociações

Nas negociações formais, delegados de governos se reuniram na quarta-feira para intensas discussões com o objetivo de garantir um consenso sobre temas-chave.

Até o momento, houve concordância sobre somente cerca de 20% do texto.

Os encontros preparatórios deveriam terminar na sexta-feira, mas agora devem continuar ao longo do fim de semana e provavelmente até que os chefes de governo cheguem para a conferência, na próxima quarta-feira.

Sha Zukang, que coordena as discussões, estava otimista de que as diferenças seriam resolvidas a tempo.

"A determinação para trabalhar pelo bem comum é animadora... o mundo todo está olhando para nós e nós não podemos decepcionar", disse.

ACNUR repatria 14 mil angolanos e acelera o processo de retorno de refugiados

 

 

© ACNUR/ G.Dubourthoumieu

Famílias de refugiados angolanos subindo no ônibus que de Kimpese, na RDC, os levará para casa.

GENEBRA, (ACNUR) – O Alto Comissariado da ONU para Refugiados anunciou na última sexta-feira que quase 14 mil angolanos já foram repatriados desde novembro de 2011, acelerando o processo de retorno para antes da cessação do estatuto de refugiado de milhares de cidadãos angolanos, que acontece no final deste mês.

Em Genebra, o porta-voz do ACNUR Adrian Edwards disse que terminará formalmente em 30 de junho o status de refugiado para o grupo de angolanos que deixou o país durante a guerra de independência de Portugal (1965-1975) e a subsequente guerra civil, encerrada em 2002.

“Em 2011, o ACNUR lançou um programa para apoiar os refugiados que estavam em países vizinhos a retornarem para Angola. Estamos acelerando este programa”, disse Edwards. “Desde 2 de junho, cerca de 13.700 angolanos voltaram para casa, incluindo 11 mil que estavam na República Democrática do Congo (RDC). Outros 35 mil pediram ajuda para voltar antes que a cláusula de cessação passe a vigorar”.

A recomendação para o fim do status de refugiado para o grupo de angolanos foi feita em janeiro deste ano depois de verificadas melhorias fundamentais na situação do país. Muitos dos 600 mil que fugiram para países vizinhos já voltaram para Angola.

Segundo Edwards, desde meados de maio o ACNUR dobrou o tamanho dos comboios de repatriados saindo da RDC para o norte da Angola. “Atualmente 1.200 pessoas voltam a Angola por semana. Esses refugiados saem da capital congolesa Kinshasa, de Kimpese – nas proximidades da província de Bas-Congo –  e de Dilolo – na província de Katanga, sudeste do Congo. Os angolanos estão indo para Uige, província ao norte de Angola, de onde a maioria dos refugiados é originária”.

O ACNUR aumentou seus esforços para promover a repatriação voluntária de angolanos também em outros países africanos. A Namíbia relançou os comboios no mês passado e mais de 3 mil refugiados angolanos se registraram.

Os retornos da Zâmbia estão sendo feitos por aviões fretados. Para os refugiados em Botswana foi organizada uma visita a Angola para que eles verifiquem as condições do país e decidam se querem voltar. “Também estamos trabalhando com governos para aumentar o número de comboios rodoviários e de aviões disponíveis para repatriação, particularmente para quem volta da RDC e Zâmbia”, afirmou o porta-voz do ACNUR.

Em Angola, os desafios logísticos são grandes. Em algumas áreas, os retornos por terra são extremamente complicados devido às precárias condições das rodovias e pontes. “Nossos funcionários e parceiros trabalham em difíceis circunstâncias para assegurar que os comboios percorram o trajeto tranquilamente e que as pessoas com necessidades específicas – como grávidas, crianças e doentes – possam voltar para casa em segurança e com dignidade”, afirmou Edwards.

Atualmente, por volta de 120 mil pessoas permanecem refugiadas, a maior parte desta população se encontra na RDC (81 mil) e na Zâmbia (23 mil). Em parceria com governos locais, o ACNUR trabalha para considerar a integração local como opção para os refugiados que escolherem não voltar, principalmente para aqueles que possuem fortes laços com o país de refúgio. Os refugiados angolanos que não querem voltar por medo de perseguição podem requisitar às autoridades a isenção da cláusula de cessação. Se concedida, a pessoa pode manter sua condição de refugiada.

Por: ACNUR

Rio+20 busca alternativa 'sustentável' para indicadores econômicos

 

Richard Black

Da BBC News

 

Trabalhador leva cesto de carvão vegetal produzido a partir de madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica (Foto: Getty Images)

O PIB não mede os custos dos danos ambientais gerados por determinadas atividades econômicas

Um tema em discussão já há bastante tempo por diversos economistas, o uso do PIB (Produto Interno Bruto) como principal indicador econômico estará no topo da agenda da Rio+20.

A qualquer aumento do PIB, por menor que seja, espera-se que todos comemorem – a economia está crescendo e tudo vai bem no mundo. Se ele cai, a economia está encolhendo, e os sinos da ruína começam a badalar.

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Mas diversos economistas há muito questionam se o PIB mede algo significativo. E, em anos recentes, esses questionamentos foram ouvidos por um número suficiente de governos para que o assunto entrasse em pauta.

O texto base de um acordo – que poderá ser aprovado ou não, obviamente – diz: "Nós reconhecemos as limitações do PIB como uma medida de bem-estar e desenvolvimento sustentável".

"Como complemento do PIB, nós resolvemos desenvolver métodos rigorosos e com base científica para medir desenvolvimento sustentável, riqueza natural e bem-estar social, incluindo a identificação de indicadores apropriados para medir progresso (...) e usá-los de maneira eficaz nos nossos sistemas nacionais de tomada de decisões, para melhor informar sobre decisões e políticas."

Natureza

Mas o que há de errado com esse simples conceito cuja ascensão e queda veio a dominar nossas manchetes?

"O PIB é simplesmente uma medida de todo o dinheiro que nós gastamos em todas as coisas que nós compramos – cada transação financeira, tudo isso acrescenta crescimento", diz Andrew Simms, da New Economics Foundation, autor de vários livros sobre o tema.

E é na natureza indiscriminada do PIB que ele vê um problema.

"Digamos que você tenha uma onda de criminalidade, e todos se sintam inseguros e corram para comprar mais cadeados e trancas para suas portas e janelas. Isso apareceria como positivo no balanço, mas não contaria a história de que algo ruim está ocorrendo na sociedade."

No mundo do PIB, uma sociedade que dirige é mais rica do que uma que anda de bicicleta, já que gasta mais dinheiro.

Quanto mais rápido telefones celulares forem trocados por modelos mais novos, mais ricos nós somos. Derrubar uma floresta é um acréscimo para a economia nacional. Quanto mais álcool, cigarros e petróleo são vendidos, melhor nós estamos.

Críticas

Entre as críticas ao PIB, estão a de que mede as coisas "ruins" assim como as "boas"; que é um balanço de curto prazo que não leva em conta fatores de longo prazo, como acumulação de dívida; não leva em conta o "capital natural", ou seja, bens e serviços que a natureza oferece de graça; e também não leva em conta fatores sociais, como o quanto as pessoas são felizes.

Defensores do status quo observam que o PIB nunca teve o objetivo de medir bem-estar social ou ambiental.

Elefante morto em estrada que leva a plantação na Indonésia

Críticos dizem que PIB não leva em conta fatores como bem-estar social ou ambiental

Mas de tanto ser medido e mencionado constantemente por políticos, líderes empresariais, editores de jornais, há quem argumente que o PIB se tornou praticamente o único número em uso diário que pode ser citado como evidência de que as coisas estão ficando melhores ou piores.

Organizações como a New Economics Foundation desenvolveram indicadores que acreditam ser mais abrangentes e mais válidos.

A Comissão Europeia criou um compêndio que relaciona e explica conceitos como como o Indicador de Progresso Genuíno, Índice Ambiental de Rendimento Nacional Sustentável e Índice Planeta Feliz.

O pequeno país do Butão usa o famoso Índice de Felicidade Interna Bruta, que combina aspectos como saúde infantil e nível de educação com medidas de proteção ambiental, valores culturais e boa governança.

Mas muitos outros países começam a trilhar o mesmo caminho.

Capital natural

O economista Dieter Helm, da Universidade de Oxford, acaba de ser indicado para comandar o Natural Capital Committee da Grã-Bretanha (comissão que tem o objetivo de oferecer aconselhamento especializado independente ao governo sobre o Estado do capital natural britânico).

Seu papel será avaliar o valor financeiro presente em árvores, água limpa, todo o reino ecológico, e apresentar isso ao Tesouro – que deverá, então, estar melhor informado para tomar decisões.

Vale a pena lembrar que o projeto Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês), apoiado pela ONU, calculou o valor das perdas florestais ao redor do mundo em entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões (aproximadamente entre R$ 4,14 trilhões e R$ 10,36 trilhões) por ano.

Mas o professor Helm também espera lançar luz sobre outras questões.

"Se você perguntar o quanto temos cuidado dos nossos ativos na economia britânica, em vez de apenas perguntar se o PIB subiu ou caiu um pouco, nós teremos que responder a algumas questões difíceis."

"Por que nós usamos todo o (rendimento de) petróleo e gás do Mar do Norte para beneficiar apenas uma geração? Por que não guardamos nada para gerações futuras? Por que não temos mantido nossas estradas e linhas férreas de maneira apropriada?", pergunta.

'Além do PIB'

A implicação é que um indicador mais sofisticado que o PIB deveria abordar essas questões.

Nem todos, porém, estão convencidos dos argumentos para avançar "além do PIB".

"Todos sabem que os números do PIB não são perfeitos", diz Lord Lawson, ministro britânico das Finanças no governo de Margaret Thatcher.

"Eles são, contudo, extremamente úteis, e quem quer que tente fingir que eles não são úteis será alvo de piadas."

Sobre o capital natural, ele diz que "não há como introduzir objetividade nele" e "é usado apenas para campanhas políticas de um tipo ou de outro".

Até agora, a maioria dos governos está com Lord Lawson. O PIB continua sendo o indicador econômico que faz os leitores ficarem felizes quando sobe meio ponto percentual e sombrios quando cai. O Butão está em minoria.

Mas os ministros reunidos no Rio serão lembrados das palavras de Simon Kuznets, o economista que inventou o PNB (Produto Nacional Bruto) 80 anos atrás: "o bem-estar de uma nação dificilmente pode ser inferido a partir de uma medida de renda nacional".

Da Eco-92 à Rio+20: Duas décadas de debate ambiental

 

 

Em 1992, ano da Eco-92, o mundo havia recém-saído da Guerra Fria e a Europa assinava o Tratado de Maastrich, um marco para a formalização da União Europeia. Ao mesmo tempo, a agenda ambiental ganhava força e passava a ser discutida por toda a sociedade.

Agora, na Rio+20, a discussão ambiental ganhou mais urgência, diante do aumento da temperatura global e da perda de recursos naturais do planeta. O equilíbrio de forças global mudou com a ascensão de países emergentes como China e Brasil. Mas a crise econômica, com seu epicentro na Europa, e as medidas para combatê-la ofuscam as preocupações com mudanças climáticas.

Cientistas pedem avanços em medidas de proteção à vida marinha

 

Richard Black

Da BBC News

 

Grande Barreira de Corais, na Austrália (Foto: Reuters)

Decisão da Austrália de criar maior rede de reservas marinhas do mundo empolgou conservacionistas

Cientistas dizem que desde a Rio-92, pouco foi feito para proteger a vida marinha. Apesar de promessas de proteger habitats-chave e restringir a pesca, eles dizem que os progressos foram "lamentáveis".

Essa análise, presente na publicação científica Science, está em discussão durantes os preparativos finais para a conferência Rio+20, que começa na próxima semana.

 

Conservacionistas ficaram encantados com a decisão da Austrália de criar a maior rede de reservas marinhas do mundo.

Globalmente, porém, eles dizem que o cenário é sombrio.

"Nossa análise mostra que quase nenhum dos compromissos assumidos pelos governos para proteger os oceanos foi cumprido", disse Jonathan Baillie, diretor de conservação da Sociedade Zoológica de Londres

"Para que esses processos internacionais sejam levados a sério, os governos precisam ser responsabilizados e qualquer comprometimento futuro deve vir acompanhado de planos claros para implementação e de um processo para avaliar o sucesso ou o fracasso."

Promessas

Os pesquisadores avaliaram os vários compromissos assumidos na Rio-92 e, dez anos depois, na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Johanesburgo.

Os governos prometeram estabelecer uma rede ecologicamente viável de reservas marinhas até 2012, eliminar subsídios que contribuem para pesca ilegal, proteger habitats cruciais, cuidar das necessidades de pescadores locais e restaurar estoques de pescados a níveis saudáveis até 2015.

Os subsídios não foram eliminados e a pesca ilegal continua sendo grande motivo de preocupação em algumas partes do mundo.

Pouco mais de 1% dos mares estão protegidos. Dois anos atrás, os governos concordaram em aumentar esse índice para 10% até 2020. No entanto, a nova análise mostra que, no ritmo atual, o mundo não deverá cumprir essa meta.

A promessa de restaurar os estoques para níveis viáveis até 2015 também tem apresentado progresso lento. Ministros europeus, em um encontro nesta semana, estabeleceram um prazo até 2020 para cumprir essa meta em águas da União Europeia.

A mais recente exceção a esse cenário sombrio surgiu no início desta semana, quando o governo australiano anunciou que está criando uma rede de reservas marinhas ao longo de sua costa que irá cobrir 3,1 milhões de quilômetros quadrados de água, incluindo o ecologicamente rico Mar de Coral, na costa de Queensland.

Conservacionistas esperam que essa notícia, dias antes da chegada dos ministros no Rio de Janeiro, inspire outros países a se comprometer com salvaguardas fortes.

Preocupação

Os oceanos não estão entre os temas principais da Rio+20.

O "pacote" de resultados que os negociadores dos governos estão discutindo inclui concordar em estabelecer reservas marinhas em águas internacionais, concordar com o uso equitativo dos recursos genéticos dos oceanos e o compromisso de que os países ricos irão ajudar nações pobres com tecnologia.

Uma decisão de eliminar gradualmente subsídios nocivos também é possível.

Mas nas várias rodadas de discussões preparatórias, que começaram seis meses atrás, houve poucos sinais de que todos os governos estejam interessados nessas medidas.

Os Estados Unidos são contra o compromisso de divisão equitativa dos recursos genéticos dos oceanos; países em desenvolvimento dizem que sem essa garantia, eles não vão concordar com áreas protegidas em alto mar.

"Nós estamos preocupados com a possibilidade de que alguns países estejam começando a recuar nos compromissos que assumiram há dez anos, em Johanesburgo", disse Sue Lieberman, diretora de política internacional do Pew Environment Group.

"Mas ainda há tempo para que os países avancem além do que concordaram em 2002, especialmente em relação ao alto mar", disse ela à BBC News.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Doações de sangue em Jundiaí, SP, caem 40% no frio

 

Dia Mundial de Doação, comemorado nesta quinta, incentiva voluntários.
Em 2011, foram realizadas cerca de 842.000 coletas de sangue no Estado.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

Nesta quinta-feira (14) é comemorado o dia mundial do doador de sangue. Em todo o país, os bancos de sangue realizam campanha para aumentar o número de doadores. Na Colsan- Associação Beneficente de Coleta de Sangue- de Jundiaí (SP) houve 40% de redução nas doações. O sangue que mais há falta é o ‘O negativo’, em seguida está o ‘O positivo’.
De acordo com a entidade, a média de doadores por dia é de 50 pessoas, sendo que o ideal seria pelo menos 100 doadores. Por mês, na Colsan, são colhidas 1.600 bolsas de sangue, mas só o Hospital São Vicente absorve de 1.000 a 1.300 bolsas.
Em 2011, foram realizadas cerca de 842.000 coletas de sangue no Estado de São Paulo, o que equivale a 2,1 doações por 100 habitantes/ano, e esta quantidade atende a demanda.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza de 3 a 5 doadores por 100 habitantes, dados apontam que a média de doadores de sangue está entre 3% e 5% em relação à população de todo o mundo. A média brasileira é de 1,9% nos últimos cinco anos; destes, 40% o fizeram pelo menos duas vezes ao ano.
Requisitos para Doação de Sangue
-Estar em boas condições de saúde.
-Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização).
-Pesar no mínimo 50kg.
-Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
-Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
-Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de -Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).


Impedimentos temporários
-Resfriado: aguardar 7 dias.
-Gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
-Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
-Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
-Tatuagem nos últimos 12 meses.
-Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, como não usar preservativo com parceiros ocasionais ou desconhecidos: aguardar 12 meses.


Impedimentos definitivos
-Hepatite após os 10 anos de idade.
-Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue:   Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.
-Uso de drogas ilícitas injetáveis.
-Malária.

Falta de manutenção em linha férrea preocupa moradores de Sorocaba, SP

 

São 26 quilômetros de trilhos que cortam a cidade. Concessionária que administra informou que faz a limpeza regularmente.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

O sistema que trouxe desenvolvimento para toda a região de Sorocaba (SP) traz também preocupações. São 26 quilômetros de trilhos que cortam a cidade de Sorocaba (SP) e em muitos pontos, falta manutenção. A reclamação é de quem mora próximo á linha férrea e que sofre as consequências, como mostra a reportagem do TEM Notícias.
A madeira velha e apodrecida revela o perigo. Parafusos enferrujados já não seguram mais os dormentes. A situação denúncia a falta de manutenção. Em alguns pontos, a madeira apodreceu e só ficou a estrutura de ferro. Por dia, passam pelos trilhos oito trens que transportam celulose, minério, combustíveis e produtos siderúrgicos.

A concessionária que administra o sistema diz que no trecho urbano são oito passagens de nível, mas o número de locais usados pelos pedestres é maior. Em muitos lugares, o movimento é intenso durante todo o dia e não há cancelas e nenhum outro tipo de sinalização.

A discussão sobre a limpeza e manutenção da linha já foi parar na justiça. A concessionária foi condenada, mas recorreu. Na ação, o Ministério Público pede a troca dos trilhos desgastados, a substituição dos dormentes, a colocação de cerca em toda a extensão urbana, o corte do mato que cresce ao lado da malha e retirada do lixo. No bairro Barcelona, há anos a linha está abandonada, o trecho esta desativado, nenhum trem passa.

Por meio de uma nota, a "America Latina Logística", concessionária que administra a malha ferroviária, informou que faz a limpeza manual e a capina química regularmente. As próximas devem ser feitas ainda neste mês. Sobre o trecho desativado, a ALL alega que a manutenção é de responsabilidade da empresa "Votorantim Cimentos".

Desde que o contrato foi encerrado entre a concessionária e a empresa, em junho de 2011, coube a "Votorantim" cuidar da manutenção de uma área de 12 quilômetros. A "Votorantim Cimentos" se defende dizendo que faz a limpeza da área de forma esporádica e que vai enviar um funcionário ao local para verificar a situação.

Moradores se mostram preocupados com falta de manutenção da empresa (Foto: Reprodução/TV Tem)Moradores se mostram preocupados com falta de manutenção da empresa (Foto: Reprodução/TV Tem)

Parceria Shell-Cosan desiste de comprar cana de açúcar de terras indígenas

 

 

Cana de açúcar | Foto: AP

Parceria Shell-Cosan desistiu de comprar cana de açúcar de terras indígenas.

A Raízen, gigante brasileira do setor sucroalcooleiro formada pela união das empresas Cosan e Shell, confirmou nesta quarta-feira que firmou um acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) pelo qual se compromete a não mais comprar cana de açúcar cultivada em áreas pertencentes a comunidades indígenas.

A decisão ocorre em meio à polêmica envolvendo a reserva indígena Guyraroká, pertencente à tribo guarani, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

 

Em maio de 2010, o Ministério Público Federal (MPF) do Mato Grosso do Sul acusou a Cosan de adquirir cana de açúcar cultivada ilegalmente na reserva indígena Guyraroká, que havia sido delimitada um ano antes pelo Ministério da Justiça por meio de uma proposta reivindicada pela Funai.

Na ocasião, a Cosan negou que era proprietária de lavouras localizadas na comunidade, mas admitiu que comprava a matéria-prima desde 2008 de um fornecedor da região de Dourados, a Nova América S.A. Agrícola.

A Nova América, por sua vez, arrendava as terras de fazendeiros locais, onde cultivava a cana de açúcar, segundo a Raízen.

Por mais de uma década, as propriedades, que pertenciam legalmente à União, foram objeto de ferrenha disputa entre empresários e índios.

Os fazendeiros alegavam que haviam arrendado as terras dos índios. O MPF, entretanto, caracterizou tal prática como ilegal, e acrescentou que os índios recebiam um valor irrisório pelo arrendamento. Para o órgão, a participação deles, segundo verificado no inquérito policial, era de somente autorizar o cultivo, ainda que criminoso.

Na denúncia, o MPF também pedia que fossem vetadas as linhas de financiamento público à Cosan e a outras empresas que comprassem ou cultivassem matérias-primas de áreas indígenas demarcadas.

O plantio em áreas indígenas é crime federal previsto em lei. As penas podem chegar a cinco anos de prisão, além de multas.

 

Repercussão

A ONG Survival International, que fez campanha pelo acordo entre a Raízen e os índios guarani, chamou a decisão de "histórica".

Em nota, o diretor da entidade, Stephen Corry, afirmou que "a decisão da Raízen é uma excelente notícia para os guarani, que estão sendo abandonados aos perigos de morte nas beiras de estrada e esmagados de suas próprias pela produção de cana de açúcar".

Corry disse acreditar que outras empresas deveriam seguir o mesmo exemplo "e parar de financiar o roubo das terras guarani".

Os índios guarani são a etnia mais numerosa do país. Foram uma das primeiras comunidades a ter contato com os europeus na América do Sul, há cerca de 500 anos.

No Brasil, segundo a Survival International, vivem atualmente cerca de 46 mil índios guarani, em sete estados diferentes.

Brasil terá segundo menor crescimento na América do Sul, prevê Cepal

 

 

Corcovado | Foto: AP

Brasil terá segunda menor taxa de crescimento da América do Sul, prevê Cepal

O Brasil deve registrar a segunda menor taxa de crescimento na América do Sul, apontou nesta quinta-feira um novo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De acordo com o estudo, a economia brasileira crescerá somente 2,7% em 2012, à frente apenas da do Paraguai (-1,5%).

 

Já quando se analisa a América Latina, com exceção do Caribe, o resultado brasileiro é ligeiramente melhor. O Brasil ocupa o antepenúltimo lugar entre os países com as menores taxas de crescimento, à frente apenas de El Salvador (2%) e do Paraguai (-1,5%).

Nas primeiras posições, estão Panamá (8%), Haiti (6%), Peru (5,7%), Bolívia (5,2%) e Costa Rica (5%).

Segundo a Cepal, o crescimento econômico inverteu nos três primeiros meses deste ano a tendência de queda verificada a partir do segundo semestre de 2011, apesar de "uma alta da incerteza e volatilidade no contexto externo".

Ainda assim, a entidade manteve estável sua perspectiva de crescimento da economia da região, de 3,7% para 2012, contra 4,3% no ano anterior.

Para a Cepal, o impacto da atual crise financeira europeia, assim como da desaceleração da China e da baixa expansão nos Estados Unidos será diferenciado nos países, dependendo da importância relativa dos mercados de destino "de suas exportações e de sua estrutura exportadora".

Balanço trimestral

Segundo o relatório, de janeiro a março deste ano, o crescimento da América Latina esteve associado, em grande parte, ao aumento da demanda interna, com destaque para o setor de serviços, especialmente o comércio.

"O consumo privado explica a maior parte do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) da região, com base em uma favorável evolução do emprego e dos salário", diz o estudo.

Por outro lado, aponta a Cepal, a queda nos preços dos principais produtos básicos de exportação provocou uma desaceleração do valor total dos produtos exportados pela região no mesmo período.

Segundo o estudo, as exportações devem crescer 6,3% neste ano na região, enquanto as importações poderão registrar um aumento ainda maior, de 10,2%.

Previsão

O relatório adverte para a possibilidade de um cenário externo mais adverso, com reflexo nos fluxos financeiros e nas linhas de crédito bancário.

Segundo a Cepal, o agravamento da crise nos países desenvolvidos pode levar à queda dos mercados e desvalorização das moedas, além de uma redução das exportações e do investimento.

Apesar da menor capacidade de manobra, diz a entidade, ainda há espaço para crescimento.

"Em vários casos, existem condições para empreender ações sem afetar a sustentabilidade das finanças públicas e externas e, assim, amenizar suas consequências para o crescimento", conclui o estudo.