domingo, 21 de fevereiro de 2010

IBGE abre 8 vagas para recenseador em Rafard



A Prefeitura de Rafard informa por meio do IBGE de Tietê, que de 26/02 a 19/03 estarão abertas às inscrições para o processo seletivo de recenseador para trabalhar no Censo 2010 por até 5 meses. O número de vagas oferecidas para Rafard são 8, para concorrer, é necessário ter 18 anos completo, concluído o ensino fundamental e pagar uma taxa de R$ 18,00.

As inscrições podem ser realizadas na Agência dos Correios de Rafard, ou até o dia 04/04 na página da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). Os candidatos terão de se inscrever na área de trabalho do município onde desejem trabalhar. Essa exigência também se aplica aos que se inscreverem pela Internet.
Para concorrer o candidato também precisa estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, e não poderão concorrer servidores da administração direta ou indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios, bem como os contratados temporários nos últimos 24 meses.
A data da prova está prevista para 30 de maio, e os locais serão divulgados a partir do dia 18 de maio. Haverá 50 questões objetivas: Língua Portuguesa (10), Matemática (10), Conhecimentos Gerais (10) e Conhecimentos Técnicos, baseadas no Estudo dos Conhecimentos Técnicos a serem aplicados no Censo Demográfico 2010 (20).
Os aprovados serão pagos por produção, com base na quantidade de domicílios recenseados, ou seja, de coleta de dados, e também terão direito ao 13º salário e férias proporcionais aos dias trabalhados e à produção.

Semana Querigmática 2010 em Porto Feliz

Ano passado, em Porto Feliz, a Paróquia São João Batista promoveu em cooperação e unidade com as Paróquias Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora Mãe dos Homens, a primeira Semana Querigmática em Porto Feliz. Este ano, em sua segunda etapa de Formação de Discípulos e Missionários, com o Tema:
"A alegria de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo".

Dos dias 01 de março, segunda-feira, até o dia 05 de março, sexta-feira, sempre as 19h30m da noite, no salão nobre do Colégio Externato São José, no centro de Porto Feliz. Não esqueça de levar sua bíblia!


Veja os Temas:

dia 01 - segunda-feira
A vivência do Batismo e testemunho

dia 02 - terça-feira
Jesus chama e envias colaboradores. Condições para seguí-lo.

dia 03 - quarta-feira
Como surgiram os evangelhos. Evangelho Lucas.

Dia 04 - quinta feira
As parábolas e os milagres de Jesus.

dia 05 - sexta-feira
Jesus e as crianças. Jesus e a autoridade.



O evento é destinado a todos que participam na Igreja Católica de Porto Feliz, fazendo parte de algum movimento, pastoral, catequese e liturgia. E como novidade, todos estão sendo estimulados a levarem um amigo junto. 

O material de divulgação já está afixados na Igrejas e todas já foram avisadas com antecipação!

Notinhas da Igreja

 







Retiro de carnaval
Alguns jovens combinaram com os seus monitores de se reencontrarem após o retiro de Carnaval, no sábado a noite, para participarem da Missa e após ela, ficar no Grupo de Oração Mensageiro da Paz.


Retiro de Carnaval 2
Com a sua Paz Franciscana, Frei Eugênio foi celebrar a Missa de encerramento no Retiro de Carnaval, esqueceu de vir com óculos, ai foi um tal de emprestarem óculos ao Frei, que o que serviu foi o óculos de grau, da jovem Roberta, ele é cor de rosa, ai o Frei disse: cadê o Felipe (Blog Em Movimento)? Não vá me tirar foto com óculos cor de rosa heim (risadas).






Movimento de Assis
Acontece nesta segunda-feira, as 19h30m no Centro Catequético, ao lado da Igreja Matriz Mãe dos Homens no Centro de Porto Feliz. Pastoral de espiritualidade Franciscana.



Cursilho
Cursilho de Cristandade se reúne todas as segundas-feira na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, as 20h da noite, o diretor espiritual é o Pe Chico. Jonas é o vice presidente do Cursilho na Arquidiocese, e no alertou que o movimento tem novo logotipo.





Imagem & Semelhança
Ministério de Música do Grupo de Oração Mensageiro da Paz, mudou de dia e local os seus ensaios e interceções  de oração. Agora eles se reúnem todas as segundas feiras, na Igreja Matriz Mãe dos Homens. Tiago Henrique Martorano é o coordenador, deste ministério, a vocalista Jupiara Aparecidas dos Santos, assumiu a coordenação do Ministério Jovem na cidade de Porto Feliz.




Pascom
Aconteceu a reunião da Pascom Porto Feliz, neste domingo reunindo os quatros colaboradores, trançando metas e avaliando desempenho.

Vídeos da Pascom Porto Feliz



Retiro de Carnaval Porto Feliz 2010 da RCC Jovem

Romaria vai até Pirapora do Bom Jesus

http://cosmo.uol.com.br/multimidia/imagens/2010%5C01%5C17%5C45333155723G.jpg
29 Romaria de cavalheiros e charreteiros 
de Porto Feliz
 a Pirapora do Bom Jesus


12, 13 e 14 de março, veja a Programação:


04 de março
As 19h Missa de entrega na Igreja de São Bemedito

12 de março
As 15h30 saída no Cemex com a bemção e flâmula do Pe Carlos Alexandre da Silva.

13 de março 
Descanso as 2h30 da manhã em Indaiatuba
10h30 chegada e Benção em Pirapora do Bom Jesus
19h Missa dos Romeiros de Porto Feliz, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, com o Pe Carlos Alexandre e Coral Viola Divina

14 de março 
retorno a Porto Feliz
11h30 a 14h almoço em Itu próximo ao Extra
20h Chegada em Porto Feliz, com a Benção do Pe Toninho aos Romeiros, na praça Matriz


Deveres do Romeiros (resumido):
1 Ter Fé;
2 Fazer a romaria um exemplo de testemunho Cristão;
3 Cuidar de todos antes de si;
4 Portar-se com Dignidade;
5 Cumprir os horários;
6 Acatar as decisões da diretoria;
7 Ser alegre e cordial;
8 Divulgar sempre a Romaria;
9 Participar de todas as Cerimônias Religiosas, pois elas são o ponto alto de nossa Romaria.

Espiritualidade Carmelita - parte 2

QUEM ERAM OS CARMELITAS DO MONTE CARMELO?







A solidão com Deus no Carmelo é muito antiga, e os eremitas que depois de Elias habitam neste lugar estão ocultos no tempo e no segredo da sua vicissitude espiritual.


Temos de chegar à plena Idade Média, ao tempo da primeira cruzada na Terra Santa para os encontrar, numa época de renovação da Igreja e de busca da pura dimensão evangélica da vida religiosa. Um pouco como acontece hoje, nos séc. XII e XIII, o tempo de Francisco de Assis e de Domingos, a humanidade vive a experiência de grandes mudanças sociais e espirituais e, por conseguinte, de perturbações psicológicas muito vivas e de ideais generosos de renovação.


O mundo feudal já não se bastava a si próprio, com a sua economia fechada, seus horizontes de progresso humano muito limitados. Recomeça-se a movimentar, a viajar, a conhecer e, portanto, a confrontar ideias, costumes, mentalidades. Novamente o dinheiro circula, anteriormente quase esquecido, no ritmo lento das trocas em produtos agrícolas, circunscrito a localidades relativamente pequenas. As relações comerciais entrecruzadas em longas distâncias, tornam-se empresas tão interessantes e excitantes como aventureiras, e muitas vezes audaciosas, estimulando a imaginação, empenhando particulares e grupos interessados em fazer programas, e gerando um estilo de vida leigo com os seus deveres sociais, cobiçado muitas vezes por quem ficou pobre e ligado à terra.


Esta nova riqueza, móvel, feita de metais e pedras preciosas, de mercadorias e barcos, de comunicações e de acordos comerciais, tende a substituir a antiga propriedade familiar imóvel que passava do pai para o filho mais velho com toda a gama de laços e escravidões; torna-se o capital acumulado de negociantes e especuladores, fruto e medida do seu valor pessoal, dos quais podem usar livremente.


É uma riqueza, com o estilo de vida que acompanha, que se infiltra perigosamente mesmo na Igreja, entre o clero, até nos mosteiros, estimulando contrastes de ideias e conflitos pessoais, suscitando invejas e ciúmes.


As condenações oficiais do magistério da Igreja em defesa, por certo não evangélica, destes interesses, correm o risco de não ter em conta a confusão dos egoísmos, e de ficar sobre o papel: é necessário lutar contra o espírito desta riqueza, não somente através da pregação, mas vivendo de novo evangelicamente: na pobreza enobrecida por Cristo como uma bem-aventurança – Bem-aventurados os pobres – e vivida por Ele em primeiro lugar.


Por outro lado, os sinais muito evidentes do desacordo popular com a mentalidade mundana que uma parte do clero fez sua, traduzem-se em vivos protestos, tornando-se às vezes movimentos de espiritualidade em alternativa com a Igreja, das heresias; mais frequentemente, fazem nascer iniciativas generosas de regresso à simplicidade evangélica fora de querelas doutrinais, mas em forte oposição ao mundo rodeado de riscos que não compreendem. Basta lembrar Francisco, quando se despe publicamente restituindo a seu pai, rico comerciante, as suas próprias vestes; e o bispo de Assis apressa-se a cobri-lo, reconhecendo-o, talvez inconscientemente, filho da verdadeira Igreja.



O ideal de Francisco era também, sob uma outra forma, o de Domingos: reconduzir as almas para Deus desobstruindo o caminho dos obstáculos da riqueza e da corrupção; cedo será este também o ideal da nascente Ordem Carmelita; é o sentido da expressão Ordens Mendicantes, pela qual são definidas as novas famílias religiosas.


Quem eram os eremitas que moravam escondidos no monte Carmelo, no momento em que nós começamos a conhecer a sua história?


As cruzadas e a conquista de Jerusalém em 1099, tinham aberto o caminho às grandes comunicações entre a Europa e o Oriente. Desconhecemos, se os primeiros ocidentais a fixarem-se como eremitas no Carmelo, eram cavaleiros ou soldados, letrados ou não, nobres ou plebeus; sabemos somente que eles tinham participado nas cruzadas para visitar a Terra Santa. Eram certamente leigos que tinham escolhido uma vida de penitência, característica da espiritualidade laica nos séc. XII e XIII. Eram conversos (ou penitentes), peregrinos estabelecidos no lugar santo ou eremitas.



Todavia, é-nos hoje difícil orientar-nos entre estas definições de determinadas formas de vida religiosa de então, que não se identificam com a vida monástica regular ou com a dos cónegos (isto é, de padres com vida em comum). Será bom lançar um olhar sobre uma tal multiplicidade de vocações, que testemunham o fervor e a riqueza das diferentes inspirações, para em seguida nos aproximarmos com um melhor conhecimento dos nossos carmelitas.


A vocação religiosa, que a Igreja na sua longa experiência histórica definiu em algumas formas de vida específicas, nasce sempre de um chamamento a seguir totalmente a Cristo, a subir com Ele (ascética) à santidade, e realiza-se aderindo de um modo estável a uma organização reconhecida publicamente pela Igreja e inserida nela. A profissão explícita dos três conselhos evangélicos - pelos votos de pobreza, castidade e obediência - num instituto aprovado, é o acto de consagração definitiva de cada vocação religiosa.


Nos primeiros séculos da vida cristã, as exigências radicais do chamamento evangélico eram vividas, na Igreja local, nas condições sociais e meios mais variados. As virgens e os ascetas praticavam uma vida de continência, alguns permanecendo em suas casas, entregues às ocupações habituais; outros consagravam-se particularmente às obras de misericórdia; outros retiravam-se para a solidão ou viviam em comunidade, muitas vezes chamados para junto do bispo, para viverem em comunidade com ele. Eles constituem na Igreja local categorias muito importantes, mesmo sob o ponto de vista externo e jurídico. Para começar a fazer parte disso, não é requerida a tomada formal da carga das obrigações dos votos religiosos e menos ainda é requerido que isso aconteça ligando-se a um instituto.


A extraordinária expansão do monaquismo, estritamente dito, aparecido no séc. IV, desaparece, de facto, sem fazer desaparecer as outras formas de vida ascética mais expontâneas. Além disso ela provoca e exige intervenções normativas dos bispos e dos concílios, dando origem a uma nova legislação da vida religiosa. Progressivamente ela chega a identificar-se com a vida estável num claustro, sob uma regra e obediência a um superior.


Na prática, a única forma de vida ascética organizada na Igreja, era o monaquismo. A partir sobretudo do séc. IX, entre as várias regras propostas na antiguidade (S. Pacómio, S. Basílio, S. Columbano), predomina no Ocidente a de S. Bento; ela é adoptada pouco a pouco, como norma institucional e guia espiritual por todos os monges que a reconhecem como legislação de base: assim chegam a coincidir fundamentalmente o monaquismo e a Regra de S. Bento.


O movimento de vida apostólica (isto é, o modo de viver de Cristo com os seus discípulos) suscitado pela reforma do papa Gregório VII, realça o ideal comunitário e encoraja a própria vida comum para o clero, baseada não sobre a regra beneditina, mas sobre os costumes e normas tomadas dos diferentes concílios particulares e gerais. Por consequência, talvez por um complexo de inferioridade em relação aos monges que tinham uma regra, foi admitido entre os padres diocesanos que viviam em comum, de conferir um prestigio às suas normas ligando-as à regra de S. to Agostinho.



Em 1005, Urbano II afirma que suscitar a vida apostólica primitiva entre os padres não tem menos mérito do que conservá-la entre os monges; com esta declaração, é praticamente sancionado na Igreja um estado de vida religiosa: a ordem monástica sob a Regra de S. Bento e a Ordem canónica sob a Regra de S. to Agostinho. Mas a esta instituição da vida religiosa reagiram particularmente no séc. XII e XIII numerosos movimentos que pretendem inspirar-se directamente no Evangelho para satisfazer as suas exigências ascéticas. Eles têm dificuldades em reconhecer-se nos mosteiros de tipo tradicional, plenamente integrados no sistema feudal em lugar de prestigio, e desejam procurar fora dos quadros institucionais, um modo de vida que reflicta melhor os valores evangélicos aos quais eles aspiram.


Em polémica com as Ordens tradicionais, eles não aceitam que a sua vida seja julgada menos perfeita somente porque vivida, sim, fora das Regras, segundo o Evangelho. Portanto o conceito de religioso assume um sentido mais amplo até compreender aqueles que, moldando a sua vida religiosa nos costumes tradicionais, vivem fora duma comunidade: uma forma de vida que tem o seu reconhecimento de actualidade justamente no período de tempo que interessa os eremitas do Carmelo.

Santo do dia

São Pedro Damião, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja




Teve origem muito modesta, chegando a ser na infância guardador de porcos. Fez com grande brilho seus estudos e ingressou na Ordem dos Camaldulenses, na qual logo ocupou cargos de responsabilidade. Foi forçado a aceitar a nomeação como cardeal e bispo de Óstia, mas alguns anos depois conseguiu demitir-se dessas funções e retornar à vida monástica. Grande penitente, severíssimo consigo mesmo, foi também severo no fustigar os males do seu tempo, escrevendo cartas a autoridades eclesiásticas e civis e increpando com apostólica franqueza os respectivos delitos. Sua produção intelectual é muito vasta. Como sofria de insônia e freqüentes enxaquecas, é invocado pelos que padecem dessas enfermidades.

Começo da Quaresma

Sem. Antonio Maldaner, LC


O povo de Israel nasceu na quaresma do deserto, foi consagrado à oração e à penitência. Mas é surpreendente que Deus tenha indicado o caminho mais longo para a fuga do Egito. Fez isso não só porque queria prová-lo, mas porque queria derramar o Seu amor naqueles corações endurecidos. O que seria daquele povo se entrasse em terra pagã sem essa purificação?


A Igreja, novo povo de Israel, também caminha na Quaresma; não 40 anos, mas sim 40 dias. Neste tempo faremos uma intensa preparação para entrar na terra prometida, que é a participação na Ressurreição de Cristo. Deus quer dar inumeráveis graças neste período. De fato, o maior dom é a Sua entrega até a morte por mim. Mas o que aconteceria se eu desperdiçasse estes gestos do Seu amor?

Nesta Quaresma, poderíamos pensar que só damos e não recebemos nada: oração, sacrifício, jejum, obras de caridade. Mas Deus, como todo bom pai, não se deixa vencer em generosidade: quando vê que o seu pequeno filho lhe dá um presente, responde com um abraço cheio de ternura. Assim é Deus: toda oração fervorosa, desinteressada, pelo bem da nossa alma ou outra pessoa será recompensada.

As cinzas

Os judeus tinham o costume de se cobrir de cinzas quando faziam algum sacrifício. A Igreja dos primeiros séculos também tinha um costume parecido: aqueles que queriam receber o sacramento da penitência se colocavam as cinzas e se apresentavam à comunidade com um vestido penitencial. Foi no ano 384 que a Quaresma adquiriu um sentido penitencial e, só a partir do século XI, iniciou-se a imposição das cinzas no começo do Tempo da Quaresma.

O significado desse gesto é fazer com que nos lembremos de que um dia morreremos e o nosso corpo se converterá em pó. A morte não é uma ilusão, é uma realidade que toca todo ser humano, mas o cristão sabe que ela tem um sentido. E é suficiente contemplar o itinerário de Nosso Salvador.


Neste dia, a Igreja pede que se faça jejum e abstinência. A abstinência é de preceito a partir dos 14 anos, e o jejum a partir dos 18 anos. 
 
Abstinência é não comer carne, enquanto que jejum é fazer uma só refeição completa durante o dia. 


ASSIM ESTAREMOS PEDINDO PERDÃO A DEUS PELAS OFENSAS A ELE COMETIDAS E LHE DIREMOS QUE QUEREMOS MUDAR DE VIDA PARA AGRADÁ-LO SEMPRE.
O carnaval

Em uma das interpretações, a palavra carnaval significa “adeus à carne”. 
 
Deriva de tempos antigos onde, por falta de refrigeração, deviam consumir os produtos que durante a Quaresma não se podiam comer (carne, ovos, leite). 
 
Com este fim, organizavam festas populares, que pouco a pouco se degeneraram em atos dos quais, não raramente, se contrapõem à Moral cristã. 
 
Tais atos (desfiles, festas), quando chegam ao extremo da exaltação dos prazeres, ferem o Coração de Jesus, e devem ser desagravados com atos de reparação.


QUEM ACOMPANHA JESUS SABE QUE, NA MORTIFICAÇÃO DA CARNE, BRILHA A LUZ DA RESSURREIÇÃO E DA VIDA.

"NÃO ESQUEÇAM O AMOR"





















“NÃO ESQUEÇAM O AMOR”

A Força Atrativa do Senhor é inegável...
Como inegável é a nossa ida para Ele...
Não somos frutos do acaso...
Ao contrário,
fomos muito bem pensados e amados...
Por isso existimos...

Há, porém,
os que lutam contra essa Força Atrativa do Senhor...
Mas ela é eterna, invencível...
Por isso é inútil lutar contra ela...
Então, por que esses lutam?
Porque não o amam como Ele nos ensinou...
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,
de toda a tua alma e de todas as tuas forças”. (Deut. 6,5).

Realmente,
daí vem o sentido da liberdade humana...
ela só é verdadeira liberdade...
Quando se encontra em comunhão com a Liberdade Divina...
Pois fomos criados para isso...
Caso sejamos infiéis a esse encontro...
O Senhor continua fiel,
porque não pode desdizer-se... (Cf. 2Tim. 2,11-13).

Por isso, Ele nos sustenta na existência
e continua nos atraindo para Si,
mesmo se aqui,
com os nossos pecados,
O negamos...
Ora, mas isso se dá até o Devir Eterno...
onde todos compreenderão que nada passa despercebido;
e onde todos seremos inquiridos por Sua Divina Justiça...
Ai, ninguém poderá negá-LO mais...

Por outro lado...
existem aqueles que não comungam com o pecado...
Mas, sim, com a Força Atrativa do Seu Amor...
Estes se doam totalmente...
Renunciam a si mesmos...
Tomam sua cruz de cada dia...
E o seguem rumo à ressurreição...

Pois, depois que o pecado foi concebido e praticado...
Veio o seu terrível resultado, a morte...
Porém, nem o pecado nem a morte...
nem o mal que se introduziu...
impediu ou impede a Força Atrativa do Senhor...
Visto que, em Seu Amor, nos dá a liberdade para crer...
Porque é pela inocência da fé...
que O encontramos e gozamos do Seu favor...

Assim é a história da salvação...
Fomos criados à Sua imagem e semelhança...
E somos atraídos à Si...
para a vida que não tem fim...

E mesmo quando ante a negação de Sua Presença,
pelos pecados cometidos,
o Senhor não se esquivou...
mas enviou o Seu Filho a fim de nos perdoar
e nos mostrar o caminho da salvação...
Nós não O ouvimos e matamos o Seu Filho...
Porém, nem mesmo isso...
tornou-se empecilho...
à Sua Força Atrativa de redenção...

Portanto,
Concluo este poema...
com as sábias palavras de São Maximiliano Maria Kolbe:
“O ódio não é a força criativa;
a força criativa [ e atrativa ] é o amor.
Por isso...
“Não esqueçam o amor”...
...

“É agora o julgamento deste mundo, agora o príncipe deste mundo será lançado fora; e quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim”. (Jo 12,31-32).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Banda Sinfônica de Boituva está em formação e já realiza ensaios




Aconteceu na quarta-feira (10) o 2° ensaio do ano da Banda Sinfônica de Boituva, promovido pela Prefeitura de Boituva por meio da Secretaria de Cultura – Núcleo “Música e Vida”. Os ensaios são realizados às segundas e quartas-feiras das 19 às 21 horas, aberta para todas as idades.

Ainda existem vagas disponíveis para os boituvenses interessados em fazer parte da banda. Para aqueles que não possuem instrumentos, a escola os põe à disposição para serem utilizados durante as aulas. Os 26 alunos são regidos pelo Maestro Fúlvio Scarme, presidente do Conselho Fiscal da diretoria da FFABESP - Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo.
Fúlvio Scarme também é maestro da Banda Sinfônica de Laranjal Paulista, que já participou de um importante Festival Internacional de Bandas no Chile em Novembro de 2009, nas cidades de La Ligua e La Florida.

Trem Republicano terá R$ 2,5 milhões a mais

Itu investirá R$ 2 milhões e Salto R$ 500 mil no Trem Republicano




As Prefeituras de Itu e de Salto, segundo acordo firmado, deverão investir R$ 2,5 milhões para a implantação do Trem Republicano, que interligará os dois municípios. A Prefeitura local afirma que aplicará R$ 500 mil como contrapartida aos recursos liberados pelo Governo Federal e relativos ao trecho saltense dos 7 km de percurso do trem. Itu, por necessitar de uma nova ponte e do pátio de manobra das locomotivas, terá que aplicar R$ 2 milhões.


Tanto as verbas municipais quanto as federais serão administradas por um consórcio de Salto e Itu e serão fiscalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado. (N.L.)

Notinhas de Porto Feliz





Detetização
Anualmente, as unidades escolares de Porto Feliz, que pertencem a rede municipal são detetizadas. Este ano, o sinistro está acontecendo: a primeira tentativa seria no dia 30 de janeiro, sendo cancelada de última hora no dia 29. A segunda tentiva ocorreria no dia 13 de fevereiro, o que também não aconteceu por motivos alegados por quebra do caminhão usado no transporte, não avisando os funcionários deslocados para abrirem as escolas. Nem mesmo com o feriado e ponto facultativo, a empresa se dispós a detetizar. Ficando talvez para este próximo sábado dia 19 a  detetização. O problema é deslocar funcionários atoa, e também por que escolas e creches tem que ensacar tudo, pois é jogado veneno por todo o local. Trabalho pra guarda e ensacar, trabalho parar colocar tudo no lugar. Mais trabalho ainda quando se é tempo perdido.


Dengue em Porto Feliz
Interessante como o assunto Dengue em Porto Feliz está em silêncio! Estamos nos aproximando de 40 casos na cidade e nenhuma campanha nos veículos de comunicação e nem nas escolas tem sido feito. No máximo, a mobilização social, que envolveu representantes da sociedade civil e servidores públicos para serem vetores contra a Dengue em seus locais de trabalho.Jornais impressos, sites, rádios e Assessoria de Imprensa não noticiou, ou sequer vinculou alguma notínha ou campanha de alerta. 





Buracos
Preocupante os estado das vias de Porto Feliz. Até agora, não vimos uma força tarefa para agilizar os trabalhos de acordo com a necessidade real, e a cada chuva os buracos se multiplicam. Também não podemos nos esquecer do estado calamitoso em que se encontrou as estradas rurais da cidade, vias importante para escoar a produção agrícola do município, apesar do esforço, ainda é um serviço insuficiente, tanto na área rural como na cidade.
A prefeitura precisa ser mais ágil e eficiente.




Carnaval
Segundo dados oficiais mais de 35 mil pessoas estiveram no Carnaval Solidário de Porto Feliz. Também não foram registrados grandes problemas durante a festa. Brigas, bebedeiras é sempre praxe, muita sujeira no chão, abandono de fantasias pelos caminhos, gente fazendo xixi aonde não deve, alguns lugares garrafas quebradas... do resto foi tudo bem segundo os dados oficiais.



Cozinha Piloto
Enquanto ocorrem as mudanças, as escolas estão produzindo os alimentos aos alunos, em carater provisório. O que ficou permanente e desagradou muito toda a rede, foi a reunião no mês de fevereiro, em que ficou determinado a proibição de funcionário se alimentarem. Somente se houver sobras de alimentos, professores, auxiliares, e serviços gerais, entre outros, poderão se alimentar nas unidades, tem local que a própria merendeira está levando marmita, pois mora longe e não tem carro para voltar em casa e almoçar dignamente. No final de dezembro o prefeito interino Julio Bronze recebeu reclamação com relação ao abastecimento de leite referente a uma creche. Também houve varianças no fornecimento de açúcar.


Parque Temático
Quem tem acompanhado a luta contra a descaracterização do Parque Temático, já percebeu que os ânimos entre oposição e governo estão acirradíssimos. Além de fazerem moção de repúdio, sugerir que se desaproprie terreno do outro lado da margem do Rio Tietê que fica na altura da Gruta, eles prometem também um recurso de propositura popular na Câmara dos vereadores, para mostrar que a maioria da população quer distrito industrial e não quer que ele seja usado para outras finalidades.



Luta espetacular


As "aves marciais" foram fotografadas perto da cidade de Ketno, na Polônia

Você poderia ver essas cenas em algum filme oriental ou num dos longas-metragens interpretados pelo ator Jackie Chan. Mas nunca imaginaria ver duas aves de rapina lutando na neve como dois profissionais das artes marciais.
A luta foi registrada em imagens belíssimas, quase uma coreografia, pelo fotógrafo Marcin Nawrocki numa floresta em Kutno, na Polônia.

As "aves marciais" foram fotografadas numa floresta perto da cidade de Kutno, na Polônia. As "aves marciais" foram fotografadas numa floresta perto da cidade de Kutno, na Polônia.
As "aves marciais" foram fotografadas numa floresta perto da cidade de Kutno, na Polônia. Marcin Nawrocki, o fotógrafo que registrou o duelo na neve




O motivo da contenda? Comida. A lei da sobrevivência animal levou as aves a se enfrentarem numa espetacular sequência de golpes que durou vinte minutos.
As disputas são comuns entre essas aves, mas elas raramente saem feridas – ou talvez apenas com o orgulho um pouco ferido.

(fotos: Getty Images)

Espiritualidade Carmelita - parte 1

A CONQUISTA DO MONTE









O Carmelo, que significa jardim, é uma cadeia de colinas que termina por um promontório perto de Haifa em Israel, lugar de culto desde a antiguidade, citado pelo profeta Isaías (o esplendor do Carmelo) entre os dons de Deus a seu povo.






Cinco Séculos depois de Moisés, Elias, homem de Deus, morou aí em solidão, vestido com uma larga cintura de pele e de uma peliça, como posteriormente João Baptista no tempo de Jesus.






A Bíblia conta-nos nos Livros dos Reis que no tempo de Elias, o povo escolhido, dividido em dois reinos separados, põe em risco perder a sua alma: a fidelidade ao único Deus verdadeiro. O culto fenício de Baal é introduzido como alternativa ao pacto de Moisés com Aquele que é. Elias e os seus discípulos defendem o monoteísmo. O profeta repreende duramente o rei que traiu a Aliança, e vive depois escondido perto da torrente de Kerit só em comunhão com Deus; finalmente desafia os profetas de Baal no monte Carmelo, diante do povo: «Até quando sereis vós coxos de ambos os pés? Se o Senhor é Deus, Segui-O. Se, pelo contrário, é Baal, segui-o!» O poder de Deus manifesta-se, e Elias pensa ter vencido definitivamente; mas teve de fugir ameaçado de morte pelos fiéis do Deus pagão. Ele esconde-se no deserto e aí deseja morrer: «Agora basta, Senhor! Toma a minha vida porque eu não sou melhor que meus pais».






É a prova da sua fé; não é fácil possuir a Deus e ser defendido por Ele; quando os meios humanos desaparecem fica somente a fidelidade nua. Mas um anjo convida-o a comer e a beber: «o caminho é muito longo para ti». Elias, depois de 40 dias e 40 noites, chega ao monte de Deus, o Horeb, onde Javé se tinha manifestado a Moisés: «Eu sou o Senhor teu Deus». Agora Deus pergunta ao seu profeta: «Que fazes tu aqui, Elias?» «Estou cheio de zelo - respondeu ele - pelo Senhor dos exércitos, porque os Israelitas abandonaram a tua Aliança, derrubaram os teus altares e mataram à espada os profetas. Fiquei só e eles atentam contra a minha vida » Mas Deus ordenou-lhe: «Sai e pára no monte na presença do Senhor.» Onde estará Deus? «Houve um grande furacão tão forte que fendia as montanhas e quebrava as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no furacão. Depois do furacão, um tremor de terra, mas o Senhor não estava no tremor de terra. Depois do tremor de terra um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo houve o murmúrio duma brisa suave». Inesperadamente Deus está nesta brisa suave, repetindo-lhe a pergunta: «Que fazes tu aqui, Elias?» E ele, intransigente, duro como a rocha: «Estou cheio de zelo pelo Senhor dos exércitos».






Mas Elias aprendeu a suportar a derrota aparente da religião do seu Deus esperando sem impaciência o triunfo, que ele não verá durante a sua vida sobre a terra; a subir à montanha sem tomar posse dela, como Moisés viu mas não habitou a terra prometida. Os pensamentos de Deus estão para além dos seus pensamentos; permanecem incompreensíveis, eles inflamam o seu amor ardente.






É por isso que Jesus, no Tabor, aparece na sua glória em colóquio com Moisés e Eias, os Santos da expectativa; a passagem para a glória definitiva da Ressurreição deve reencontrar a Cruz, a experiência da fé pura já vivida por Elias e revivida por João Baptista; o zelo deve tornar-se no filho do homem, a fidelidade sem apoio, no triunfo aparente do mal. É o único caminho que conduz à conquista do monte, do Carmelo, do Horeb, do Calvário; o caminho de Elias, de Jesus e o nosso, onde corremos o risco de não ouvir Deus que passa suave sobre a montanha da alma e aí eleva a sua cruz de amor.

Santo do dia

Santo Euquério, Bispo




Nascido em Orléans, destacou-se desde jovem pela sabedoria, pela santidade e pela devoção a Maria Santíssima. Fez-se monge e algum tempo depois obrigaram-no a aceitar o Bispado de Orléans. Durante 15 anos cumpriu eximiamente os deveres de bispo zeloso até que, devido a intrigas na Corte, foi exilado por Carlos Martel para Hasbain, próximo a Liège. Ali, num mosteiro, viveu ainda seis anos de vida recolhida, até que o Senhor o chamou para Si.

Bombeiros Porto Feliz

O Corpo de Bombeiros de Porto Feliz atendeu 33 ocorrências entre os dias 11 e 17 de fevereiro. Foram 17 resgates, incluindo acidentes de trânsito, parada cardiorespiratória, mal súbito e agressão; sete Trabalhos de Atendimento à Comunidade (TACs), seis incêndios em mato e dois salvamentos.
Desde sua instalação em Porto Feliz em outubro de 2007, o Corpo de Bombeiros já atendeu 2.419 ocorrências.

O telefone de emergência do Corpo de Bombeiros é o 193.

Carnaval de rua em Porto Feliz

Ano passado, o Carnaval 2009 foi polêmico, por que a Prefeitura fez menos investimentos, e o direcionou no Cemex. Este ano, com a desculpa de um iminência de início de um ampla reforma no Cemex, e também por apelo popular, o Executivo municipal recuou e trouxe novamente para as ruas centrais de Porto Feliz.

Sob a polêmica, de muitos foliões, carnavalescos e comerciantes satisfeitos, do outro vários políticos, moradores da região central do outro, insatisfeitos com as mudanças.

O que perfeitamente sabemos, o Cemex é o local "apropriado" para receber eventos, assim como carnaval, é um festa que potencialmente causa problemas de violência e vandalismos e exige sempre policimento ostensivo para evitar o pior.

Também sabemos que no centro, aonde tudo é acessível, e agrada a maioria da população e em especial os comerciantes, requer muito cuidado, por ter alguns prédios históricos, praça recém reformada, dificuldade de se estacionar de forma segura, além da interditação das ruas centrais.

Simplesmente impor o Carnaval no Cemex, aonde não tem estrutura adequada, quando chove é duro caminhar, os banheiros por exemplo, estão em péssimo estado de conservação. Dizer unicamanete que tem estacionamento, que é retirado do centro histórico da cidade, e que é um recito para eventos, é ignorar certos problemas.

A Prefeitura investiu mais de 200 mil reais em toda a Festa, 75 mil reais com o Katinguelê, que foi criticado por várias pessoas, e mais de 38 mil reias pelos 4 Shows do Cantaê, foi muito elogiado.

Durante o Carnaval, foi proibido comercialização de bebidas condicionadas em garrafas de vidros, spray de espuma, no local da festa, estava sendo vendido tudo no Copo apenas, como medida de segurança. Em outros pontos da cidade, foi possivel ver cacos de garrafas quebradas, fruto de uma inadequada tradição, que também ocorre no Ano Novo.

Estivemos caminhando pelo centro, na manhã de terça-feira de Carnaval.


Ruas principais da cidade ficam interditadas a noite 


 Localização do Palco de apresentação


Foi muito fácil encontrar abandono de partes de fantasias 

 Coreto da Praça Matriz

 Banheiros químico

Lançamento de Atlas Escolar


Por A.I. Prefeitura de Porto Feliz



A Diretoria de Educação e Cultura promoveu na quinta-feira, 11, na Casa da Cultura “Narcisa Sttetener Pires”, o lançamento do Atlas Escolar Histórico e Geográfico de Porto Feliz.

O livro, com tiragem de 4 mil exemplares, foi desenvolvido pela editora Noovha América e será utilizado como material didático nas aulas do 6º ao 9º ano da rede municipal de ensino. Seu conteúdo inclui aspectos geográficos, físicos, históricos e humanos da cidade.

Prefeito Cláudio Maffei (PT) e diretor de Educação e Cultura, Miguel Arcanjo de Almeida, promoveram a entrega simbólica do atlas para os diretores das escolas municipais presentes: Sandra de Campos Leite Stettener (Luiza de Carvalho Pires), Valmir Aparecido de Oliveira (Vilma Fernandes Antonio), Kátia Aparecida Bíscaro Rocha (Coronel Esmédio), Márcia Riberto Torres (Antonio de Pádua Martins de Melo), Raquel Antunes Galvão (Aurora Machado Guimarães), Fernanda Albiero Bertonceli (Vereador Carlos Roberto de Oliveira), Vera Lúcia de Andrade (Maria Aparecida Fernandes Leite), Claudete Justo da Silva (Zilda Tomé de Moraes).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mensagem para você

A provação vem não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo.

O carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades.
Lettie Cowman

  Nada tem valor a não ser o que é conquistado.

Bento XVI: Santo Antônio de Pádua


PAPA BENTO XVIAUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010




São António de Pádua
Queridos irmãos e irmãs! 
 
Há duas semanas apresentei a figura de São Francisco de Assis. Esta manhã gostaria de falar de outro santo pertencente à primeira geração dos Frades Menores: António de Pádua ou, como é também chamado, de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal. Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias. 

António contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com os seus salientes dotes de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico. 

Nasceu em Lisboa numa família nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos cónegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que fez frutificar na actividade do ensino e da pregação. Aconteceu em Coimbra o episódio que contribuiu para uma mudança decisiva na sua vida: ali, em 1220 foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos, que tinham ido a Marrocos, onde encontraram o martírio. A sua vicissitude fez nascer no jovem Fernando o desejo de os imitar e de progredir no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os Cónegos agostinianos e para se tornar Frade Menor. O seu pedido foi aceite e, tomando o nome de António, partiu também ele para Marrocos, mas a Providência divina dispôs de outro modo. Após uma doença, foi obrigado a partir para a Itália e, em 1221, participou no famoso "Capítulo das Esteiras" em Assis, onde encontrou também São Francisco. Em seguida, viveu algum tempo no escondimento total num convento de Forli, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão. Enviado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, mostrou ser dotado de ciência e eloquência, e os Superiores destinaram-no à pregação. Começou assim na Itália e na França, uma actividade apostólica tão intensa e eficaz que induziu muitas pessoas que se tinham afastado da Igreja a reconsiderar a sua decisão. António foi também um dos primeiros mestres de teologia dos Frades Menores, ou até o primeiro. Iniciou o seu ensino em Bolonha, com a bênção de São Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de António, lhe enviou uma breve carta, que iniciava com estas palavras: "Agrada-me que ensines teologia aos frades". António lançou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido o seu ápice com São Boaventura de Bagnoregio e com o beato Duns Escoto. 

Tornando-se Superior dos Frades Menores da Itália setentrional, continuou o ministério da pregação, alternando-o com as funções de governo. Concluído o cargo de Provincial, retirou-se para perto de Pádua, aonde já tinha ido outras vezes. Após um ano, faleceu nas portas da cidade, a 13 de Junho de 1231. Pádua, que o tinha acolhido com afecto e veneração durante a vida, tributou-lhe para sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX, que depois de o ter ouvido pregar o tinha definido "Arca do Testamento", canonizou-o só um ano depois da morte, em 1232, também após os milagres que se verificaram por sua intercessão. 

No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados respectivamente "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana. Nestes Sermões ele comentava os textos da Escritura apresentados pela Liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos, o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o antropológico ou moral, e o analógico, que orienta para a vida eterna. Hoje redescobre-se que estes sentidos são dimensões do único sentido da Sagrada Escritura e que é justo interpretar a Sagrada Escritura procurando as quatro dimensões da sua palavra. Estes Sermões de Santo António são textos teológico-homiléticos, que reflectem a pregação bíblica, na qual António propõe um verdadeiro itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual. 

Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração. António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração é articulada em quatro atitudes indispensáveis que, no latim de António, são assim definidas: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las do seguinte modo: abrir com confiança o próprio coração a Deus; é este o primeiro passo do rezar, não simplesmente colher uma palavra, mas abrir o coração à presença de Deus; depois, dialogar afectuosamente com Ele, vendo-o presente comigo; e depois muito natural apresentar-lhe as nossas necessidades; por fim, louvá-lo e agradecer-lhe. 

Deste ensinamento de Santo António sobre a oração captamos uma das características específicas da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel atribuído ao amor divino, que entra na esfera dos afectos, da vontade, do coração, e que é também a fonte da qual brota uma consciência espiritual, que supera qualquer conhecimento. De facto, amando, conhecemos. 

Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece" (Sermomes Dominicales et Festivi II, Messaggero, Pádua 1979, p. 37). 

Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza. No início do século XVIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescer do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, António convidou várias vezes os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a da cruz, que tornando bons e misericordiosos, faz acumular tesouros para o Céu. "Ó ricos assim exorta ele tornai-vos amigos... dos pobres, acolhei-os nas vossas casas: serão depois eles, os pobres, quem vos acolherão nos eternos tabernáculos, onde há a beleza da paz, a confiança da consciência, a opulenta tranquilidade da eterna saciedade" (Ibid., p. 29). 

Não é porventura este, queridos amigos, um ensinamento muito importante também hoje, quando a crise financeira e os graves desequilíbrios económicos empobrecem não poucas pessoas, e criam condições de miséria? Na minha Encíclica Caritas in veritate recordo: "A economia tem necessidade da ética para o seu correcto funcionamento não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa" (n. 45). 

António, na escola de Francisco, coloca sempre Cristo no centro da vida e do pensamento, da acção e da pregação. Esta é outra característica típica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ela contempla benevolamente, e convida a contemplar, os mistérios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de modo particular, o mistério da Natividade, Deus que se fez Menino, se entregou nas nossas mãos: um mistério que suscita sentimentos de amor e de gratidão para com a bondade divina. 

Por um lado a Natividade, ponto central do amor de Cristo pela humanidade, mas também a visão do Crucifixo inspira em António pensamentos de reconhecimento para com Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de modo que todos, crentes e não-crentes, possam encontrar no Crucificado e na sua imagem um significado que enriquece a vida. Escreve Santo António: "Cristo, que é a tua vida, está pendurado diante de ti, para que tu olhes para a cruz como para um espelho. Nela poderás conhecer quanto mortais foram as tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o do sangue do Filho de Deus. Se olhares bem, poderás dar-te conta de como são grandes a tua dignidade humana e o teu valor... Em nenhum outro lugar o homem pode aperceber-se melhor do seu valor, a não ser olhando para o espelho da cruz" (Sermones Dominicales et Festivi III, pp. 213-214). 

Meditando estas palavras podemos compreender melhor a importância da imagem do Crucifixo para a nossa cultura, para o nosso humanismo nascido da fé cristã. Precisamente olhando para o Crucifixo vemos, como diz Santo António, como é grande a dignidade humana e o valor do homem. Em nenhum outro ponto se pode compreender quanto o homem vale, precisamente porque Deus nos torna tão importantes, nos vê tão importantes, que somos, para Ele, dignos do seu sofrimento; assim, toda a dignidade humana aparece no espelho do Crucifixo e olhar em sua direcção é sempre fonte do reconhecimento da dignidade humana. 

Queridos amigos, possa António de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceder pela Igreja inteira, e sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação; oremos ao Senhor para que nos ajude a aprender um pouco desta arte de Santo António. Os pregadores, inspirando-se no seu exemplo, tenham a preocupação de unir doutrina sólida e sã, piedade sincera, incisiva na comunicação. 

Neste Ano sacerdotal, rezemos para que os sacerdotes e os diáconos desempenhem com solicitude este ministério de anúncio e de actualização da Palavra de Deus aos fiéis, sobretudo através das homilias litúrgicas. Sejam elas uma apresentação eficaz da eterna beleza de Cristo, precisamente como António recomendava: "Se pregas Jesus, Ele comove os corações duros; se o invocas, alivia das tentações amargas; se o pensas, ilumina o teu coração; se o lês, sacia-te a mente" (Sermones Dominicales et Festivi III, p. 59). 

Extraído de http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2010/documents/hf_ben-xvi_aud_20100210_po.html acesso em 17 fev. 2010.
Ilustração: Santo Antônio de Pádua [óleo sobre tela] / Cosmè Tura. Modena : Galleria Estense, 1484. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cosm%C3%A8_Tura_009.jpg acesso em 17 fev. 2010.