quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

JÁ COMEÇOU: Pq. N. Sra. Aparecida realiza o I Cerdo de Jericó!

 

 

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Pela primeira vez, acontece o Cerco de Jericó na paróquia Nossa Senhora Aparecida, que viverá sete dias de orações intercessórias e missas carismáticas. Do dia 01 ao dia 07 d janeiro, missas a partir das 19h30m na matriz Nossa Senhora Aparecida.

Durante as madrugadas, pessoas irão interceder para quebra de maldições e derrubadas de barreiras na vida das pessoas em 2013, orando também pela Igreja, aumento e santificação do Clero, rogando a Maria, entre outras intenções.

Participe, divulgue!

Você sabe o que é o Cerco de Jericó?

CERCO DE JERICÓ

O que é?

O Cerco de Jericó consiste em uma semana incessante de oração diante do Santíssimo Sacramento, sete dias e seis noites, com a intensificação da oração pessoal e comunitária, Santa Missa diária, meditação da Palavra de Deus, vigílias e o Rosário de Nossa Senhora.

Tem fundamento bíblico?

Recorda um fato importante do Antigo Testamento: a conquista da cidade de Jericó pelos judeus, liderados por Josué (Js 6,1ss). O plano para a conquista foi revelado por Deus, de um modo concreto e detalhado. Durante seis dias o povo deveria dar uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, sete voltas. Josué e todo o Israel executaram fielmente as ordens recebidas. Durante a sétima volta realizada no último dia, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor, e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram.

Como surgiu o Cerco de Jericó nos dias atuais?

O Papa João Paulo II deveria ir à Polônia em 8 de maio de 1979, sua terra natal e que estava sob o regime comunista. Nossa Senhora teria dado uma ordem a uma alma privilegiada da Polônia: ‘Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto’.

Aprovado o projeto, a princípio não se queria a realização do evento em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre, mas em se tratando de uma ordem de Nossa Senhora, foi permitida a sua realização como proposto.

As autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966.

Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo em que terminava o Cerco, caíram ‘as muralhas de Jericó’ e um comunicado oficial do governo anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de2 a10 de junho.

No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.

http://www.rccitape.com.br/?p=765

Legislativo elege mesa diretora e comissões

 

Mesa diretora: Presidente, Claudio dos Santos (PSD), 1º Secretário, José Eud Antunes (PSDB), 2º Secretário, José Luis Ribeiro de Almeida (PV) e Vice-Presidente, Roselene Maria de Souza dos Santos (PSDB).

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Comissão de Constituição Justiça e Redação

José Antonio Queiroz da Rocha - Presidente PSDB

Rodrigo Alves Peixoto - Vice-Presidente PSD

Roberto Brandão Rodrigues PT

 

Comissão de Obras, Serviços Públicos, Atividades Privadas e Meio Ambiente

Marco Antonio Campos Vieira - Presidente PT

Miraci de Lazara Tuani - Vice-Presidente PMDB

José Luis Ribeiro de Almeida PV

 

Comissão de Educação, Cultura, Saúde e Defesa da Cidadania

Ednilson de Jesus Macedo - Presidente PSB

Roselene Maria de Souza dos Santos - Vice-Presidente PSDB

Marco Antonio Campos Vieira PT

 

Comissão de Finanças e Orçamento

José Luis Ribeiro de Almeida - Presidente PV

José Eud Antunes - Vice-Presidente PSDB

Sérgio Carlos dos Santos PT

 

Comissão de Turismo e Preservação Histórica

José Eud Antunes - Presidente PSDB

Ednilson de Jesus Macedo - Vice-Presidente PSB

Maraci de Lazara Tuani PMDB

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pq. N. Sra. Aparecida realiza seu 1º Cerco de Jericó!

 Ano Novo e Cerco de Jericó 382 Ano Novo e Cerco de Jericó 384 Ano Novo e Cerco de Jericó 402 Ano Novo e Cerco de Jericó 446 Ano Novo e Cerco de Jericó 475 Ano Novo e Cerco de Jericó 485 Ano Novo e Cerco de Jericó 486 Ano Novo e Cerco de Jericó 499 Ano Novo e Cerco de Jericó 504 Ano Novo e Cerco de Jericó 513 Ano Novo e Cerco de Jericó 521 Ano Novo e Cerco de Jericó 567 Ano Novo e Cerco de Jericó 570 Ano Novo e Cerco de Jericó 571 Ano Novo e Cerco de Jericó 572 Ano Novo e Cerco de Jericó 652 Ano Novo e Cerco de Jericó 719

Após celebrar a última missa de 2012, em Ação de Graças e pela Paz, já no dia primeiro de 2013, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, realizou em sua matriz, no bairro Cidade Jardim, o primeiro Cerco de Jericó.

O Cerco de Jericó mobilizou toda a estrutura da RCC/PF, Renovação Carismática Católica de Porto Feliz, movimento católico que visa experienciar os Carismas do Espírito Santo, descritos em 1 Cor. 12. Na realização do evento, foi programado antes das missas adoração ao Santíssimo. Missas carismáticas do dia 01 ao 07, além das orações de intercessão nas casas, que ocorrem pelas madrugadas e ao longo do dia.

As intenções são variadas e pessoais. Já as coletivas tem contemplado as famílias, a cidade de Porto Feliz, os governantes, as vocações, a Igreja e todo o clero. Todos estão sendo convidados a serem ousados, a crerem, orarem, jejuarem, a suplicar com fé expectante, confiando em Deus. Também está sendo orado (pedido), pela queda de todas as barreiras e ciladas do mal, lançadas contra a Igreja e as famílias.

1º dia
Apesar de ser um feriado nacional, e conhecido como dia de retornar de viagem, descansar das festividades, a participação popular surpreendem, enchendo a Igreja N. Sra. Aparecida e o seu pátio de estacionamento. A missa com o pároco Washington P. Ribeiro, diácono Valmir, ministros, leitores e servos da RCC.

Momentos de animação, oração espontânea, músicas de louvores e petição, assim foi a missa! Com leitura e comunhão, homilia e espiritualidade, todos vivenciando o ápice da Fé católica.

Fotos: Lucas Araújo/Pastoral da Comunicação
Texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Curso profissional para jovens abre inscrições em Sorocaba, SP

 

Pessoas com idade entre 14 e 29 anos podem se inscrever.
Curso tem 20 horas e começa no dia 17 de janeiro.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

As inscrições para o curso 'Profissão Jovem' estão abertas a partir desta quarta-feira (2) em Sorocaba (SP). No programa, estão disciplinas que auxiliam quem busca qualificação para entrar no mercado de trabalho.

O curso é oferecido pelo Território Jovem do bairro Nova Esperança e ensina aos participantes sobre comunicação interpessoal, empreendedorismo, marketing pessoal, preparação de currículo, entre outras práticas para conseguir um bom emprego.

O curso, direcionado a jovens de 14 a 29 anos, tem a carga horária de 20 horas. As aulas começam no dia 17 de janeiro. As inscrições devem ser feitas na Rua Monsenhor Benedito Calazans, 15.

Governo Levi e nova legislatura assumem em Porto Feliz

Posse 001Com forte esquema de segurança, envolvendo a PM (Polícia Militar), GCM (Guarda Civil Municipal), ROMU (Destacamento da GCM) e CSV (Coordenadoria de Sistema Viário), aconteceu na sede da Câmara dos Vereadores de Porto Feliz, a cerimônia, onde assumiram Levi Rodrigues - prefeito, Miguel Arcanjo – vice, e onze novos vereadores, para os mandatos 2013-2016, são eles: Marcos Antônio Campos Vieira (PT); Claudio dos Santos (PSD); José Antônio Queiroz da Rocha (PSDB); José Luis Ribeiro de Almeida (PV); Ednilson de Jesus Macedo (PSB); Rodrigo José Alves Peixoto (PSD); José Eud Antunes (PSDB); Miraci de Lazara Tuani (PMDB); Roselene Maria de Souza dos Santos (PSDB); Roberto Brandão Rodrigues (PT) e; Sergio Carlos dos Santos (PT).

A mesa foi composta pelas seguintes autoridades: o Prefeito Municipal, Levi Rodrigues Vieira, a 1ª Dama, Isabel de Fátima Fernandes, o Vice-Prefeito Municipal, Miguel Arcanjo de Almeida, o Ex-Prefeito Municipal, Cláudio Maffei, a Deputada Estadual , Rita Passos, a Delegada de Polícia, Dra. Núris Pegoretti, o Comandante da 4ª Cia da PM de Porto Feliz, capitão Marco Antonio Correa Ramos, o Presidente da OAB de Porto Feliz, Ari Mancio de Camargo, o Ex-Prefeito de Porto Feliz, Erval Steiner, o Comandante do Regimento Deodoro de Itu, Cel. Fernando Fernandes e o Ex Presidente do Masp e Caixa Econômica Estadual, Dr. Júlio José Franco Neves.

Posse 018

Eud, Miraci, Roselene, Robertinho e Sergio

 Posse 017 Rodrigo Peixoto, Ednilson, José Luís, Coquinho e Marola

 

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O vereador mais votado das eleições 2012, vereador Marquinhos, foi quem presidiu toda cerimônia, sendo secretariado pela vereadora Miraci. Quando o ex-prefeito Cláudio Maffei entrou no recinto foi recebido com um princípio de vaia, porém, reprimido pela grande maioria dos presentes que não aprovaram tal manifestação.

 Posse 055 Posse 057 Posse 060

Cada líder de partido, tinha por direito regimental discursar por até dez minutos, Marola discursou pelo PSD, falou da militância e dedicação pela campanha de Levi. Coquinho (PSDB), abordou temas nacionais, assim como desafios de Porto Feliz, destacando o Saúde. José Luís (PV) lembrou que na eleição passada perdeu por um voto, e que por quatro anos lutou para aumentar os votos. Miraci pelo PMDB, relatou a dor de enterrar o Pai e a alegria de tomar posse no mesmo dia, "a vida segue, tenho certeza que hoje tenho uma estrela lá no céu, torcendo por mim". Robertinho pelo PT, elogiou Maffei e seu Governo, declarou que apoiará tudo que foi benéfico para Porto Feliz, que não fará oposição sistemática.

Posse 084 Miraci: "Viu Levi, o importante é comprometimento das pessoas, em querer ajudar, a fazer o melhor por Porto Feliz"

Vereador Marquinho, muito falou de Deus, afirmou que a sua estratégia de campanha foi feita por "Jesus Cristo", pediu empenho de Levi, disse que o que "passou, passou".

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Rita Passos esteve presente, a deputada estadual afirmou o quanto aprendeu a admirar Erval Steiner e Levi Rodrigues, os primeiros contatos, sua familiaridade com a cidade, sua expressiva votação, afirmou que nunca se esqueceu de empenhar emendas para as principais instituições sociais do município. Declarou apoio total a Levi, e que enviará verbas para o município, para a Saúde também.

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Miguel Arcanjo agradeceu a Deus, a sua família e aos amigos e militantes de luta, que suaram muito por uma campanha "simples", mas que chegou vitoriosa. Afirmou que se empenhará o máximo para conseguir acelerar o desenvolvimento de Porto Feliz.

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Levi Rodrigues Vieira fez um discurso que fugiu diversas vezes do texto preparado, falou de suas propostas para a saúde, afirmando que ela sofrerá mudanças em questão de dias, que irá se empenhar por adquirir novos equipamentos e usar o centro cirúrgico da Santa Casa. Na educação se empenhará para que algumas mudanças aconteçam, além de suprir o déficit de 500 vagas para as creches e pré-escola.

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Pq. Mãe dos Homens: Programação de Janeiro 2013

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01/01-terça-feira-FERIADO - Missas 09h e 19h

02/01-quarta-feira- Igreja Fechada

03/01-quinta-feira-19h Celebração e Comunhão na S. Benedito

04/01-sexta-feira-19h Missa do Sagrado Coração de Jesus na Matriz

05/01-sábado-19h Missa na Matriz - 14h30 reunião dos MEE no Centro Catequético

06/01-domingo- Missas 07h, 09h e 19h - Curso de Batismo

07/01-segunda-feira-07h15 Missa no cemitério - 15h Missa na Matriz - 19h30 Missa no Setor 9

08/01-terça-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na S. Benedito - 19h30 Missa no Setor 8

09/01-quarta-feira-07h15 Missa na Matriz - Igreja fechada - 20h reunião Festeiros do Divino

10/01-quinta-feira-07h15 Missa na Matriz - 19h Missa na S. Benedito - 20h Missa no Setor 1

11/01-sexta-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na Matriz - 19h30 casamento

12/01-sábado-07h15 Missa na Matriz -19h Missa na Matriz - Grupo de Jovens 20h30

13/01-domingo- Missas 07h, 09h e 19h - Batizados

14/01-segunda-feira-07h15 Missa no cemitério - 14h retorno do Plantão de oração - 15h Missa na Matriz - 19h Missa no Caiacatinga - 20h reunião do ECC

15/01-terça-feira- 07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na S. Benedito - 19h30 Missa Votiva de N. Sra

16/01-quarta-feira-07h15 Missa na Matriz - Igreja Fechada - 19h30 Missa no Setor 3

17/01-quinta-feira-07h15 Missa na Matriz - 19h Missa na S. Benedito - 20h Missa no Setor 2

18/01-sexta-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na Matriz - 19h30 Formação dos Ministros

19/01-sábado-07h15 Missa na Matriz -19h Missa na Matriz - Grupo de Jovens 20h30

20/01-domingo- Missas 07h, 09h e 19h

21/01-segunda-feira-07h15 Missa no cemitério - 14h Plantão de oração - 15h Missa na Matriz - 19h30 Missa no Setor 7

22/01-terça-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na S. Benedito - 19h30 Grupo de oração - 19h30 Missa no Setor 4

23/01-quarta-feira-07h15 Missa na Matriz - Igreja fechada

24/01-quinta-feira-07h15 Missa na Matriz - das 15h às 19h Tarde de Oração na Matriz - 19h30 1° dia do Tríduo de São Benedito

25/01-sexta-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na Matriz - 19h30 2° dia do Tríduo de São Benedito

26/01-sábado-07h15 Missa na Matriz - 14h Curso de proclamadores da Palavra - 19h Missa na S. Benedito - Grupo de Jovens 20h30

27/01-domingo- Missas 07h na Matriz, (09h Missa Solene de S. Benedito com procissão) e 19h na Matriz

28/01-segunda-feira-07h15 Missa no cemitério - 14h Plantão de oração - 15h Missa na Matriz

29/01-terça-feira-07h15 Missa na Matriz - 15h Missa na S. Benedito - 18h terço do Apostolado de Oração e 18h30 Oração do Sagrado Coração de Jesus - 19h30 grupo de oração - 19h30 Missa no Setor 6

30/01-quarta-feira-07h15 Missa na Matriz - Igreja fechada - 18h terço do Apostolado de Oração e 18h30 Oração do Sagrado Coração de Jesus - 19h30 Missa no Setor 5

31/01-quinta-feira-07h15 Missa na Matriz - 18h terço do Apostolado de Oração e 18h30 Oração do Sagrado Coração de Jesus - Missa 19h na Igreja S. Benedito

 

*sujeito a alterações de acordo com a agenda do pároco. Secretaria paroquial: 3262 10 74

Em saída temporária, detento rouba casa em Porto Feliz, SP

Furto aconteceu no bairro Rafael Alcalá, na manhã desta terça-feira (1º).
Ladrão cumpria pena em um presídio da região.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Um homem foi preso em flagrante por furtar uma casa na manhã desta terça-feira (1º), no bairro Rafael Alcalá, em Porto Feliz (SP). Segundo informações da polícia, o rapaz cumpria pena em um presídio da região e estava na cidade com o beneficio da saída temporária desde 20 de dezembro.

Ele teria arrombado a janela dos fundos da residência, que estava vazia no momento do crime. Quando o proprietário da casa voltou, notou que faltavam algumas coisas. De acordo com a vítima, além do bandido ter levado notebook, perfumes, roupas e mochila, ele também teria tomado banho no local.

Logo que percebeu o sumiço dos objetos, o morador da casa chamou a polícia. Uma equipe da PM que estava na região da residência foi acionada e acabou se deparando com o criminoso em uma rua do bairro.

O rapaz foi encaminhado para a delegacia, onde foi elaborado o boletim de ocorrência por furto. Ele será conduzido ao Centro de Detenção Provisória de Sorocaba (SP).

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mensagem papal pelo Ano Novo

Discurso
Audiência com a Cúria Romana
Vaticano

Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado,
Queridos irmãos e irmãs!
Com grande alegria, me encontro hoje convosco, amados membros do Colégio Cardinalício, representantes da Cúria Romana e do Governatorado, para este momento tradicional antes do Natal. A cada um de vós dirijo uma cordial saudação, começando pelo Cardeal Angelo Sodano, a quem agradeço as amáveis palavras e os ardentes votos que me exprimiu em nome dele e vosso. O Cardeal Decano recordou-nos uma frase que se repete muitas vezes na liturgia latina destes dias: «Prope este iam Dominus, venite, adoremus! – O Senhor está perto; vinde, adoremos!». Também nós, como uma única família, nos preparamos para adorar, na gruta de Belém, aquele Menino que é Deus em pessoa e tão próximo que Se fez homem como nós. De bom grado retribuo os votos formulados e agradeço de coração a todos, incluindo os Representantes Pontifícios espalhados pelo mundo, pela generosa e qualificada colaboração que cada um presta ao meu ministério.
Encontramo-nos no fim de mais um ano, também este caracterizado – na Igreja e no mundo – por muitas situações atribuladas, por grandes problemas e desafios, mas também por sinais de esperança. Limito-me a mencionar alguns momentos salientes no âmbito da vida da Igreja e do meu ministério petrino. Começo pelas viagens realizadas ao México e a Cuba: encontros inesquecíveis com a força da fé, profundamente enraizada nos corações dos homens, e com a alegria pela vida que brota da fé. Recordo que, depois da chegada ao México, na borda do longo troço de estrada que tivemos de percorrer, havia fileiras infindáveis de pessoas que saudavam, acenando com lenços e bandeiras. Recordo que, durante o trajecto para Guanajuato – pitoresca capital do Estado do mesmo nome –, havia jovens devotamente ajoelhados na margem da estrada para receber a bênção do Sucessor de Pedro; recordo como a grande liturgia, nas proximidades da estátua de Cristo-Rei, constituiu um acto que tornou presente a realeza de Cristo: a sua paz, a sua justiça, a sua verdade. E tudo isto, tendo como pano de fundo os problemas dum país que sofre devido a múltiplas formas de violência e a dificuldades resultantes de dependências económicas. Sem dúvida, são problemas que não se podem resolver simplesmente com a religiosidade, mas sê-lo-ão ainda menos sem aquela purificação interior dos corações que provém da força da fé, do encontro com Jesus Cristo. Seguiu-se a experiência de Cuba; também lá nas grandes liturgias, com seus cânticos, orações e silêncios, se tornou perceptível a presença d’Aquele a quem, por muito tempo, se quisera recusar um lugar no país. A busca, naquele país, de uma justa configuração da relação entre vínculos e liberdade, seguramente, não poderá ter êxito sem uma referência àqueles critérios fundamentais que se manifestaram à humanidade no encontro com o Deus de Jesus Cristo.
Como sucessivas etapas deste ano que se encaminha para o fim, gostava de mencionar a grande Festa da Família em Milão, bem como a visita ao Líbano com a entrega da Exortação apostólica pós-sinodal que deverá agora constituir, na vida das Igrejas e da sociedade no Médio Oriente, uma orientação nos difíceis caminhos da unidade e da paz. O último acontecimento importante deste ano, a chegar ao ocaso, foi o Sínodo sobre a Nova Evangelização, que constituiu ao mesmo tempo um início comunitário do Ano da Fé, com que comemorámos a abertura do Concílio Vaticano II, cinquenta anos atrás, para o compreender e assimilar novamente na actual situação em mudança.
Todas estas ocasiões permitiram tocar temas fundamentais do momento presente da nossa história: a família (Milão), o serviço em prol da paz no mundo e o diálogo inter-religioso (Líbano), bem como o anúncio da mensagem de Jesus Cristo, no nosso tempo, àqueles que ainda não O encontraram e a muitos que só O conhecem por fora e, por isso mesmo, não O reconhecem. De todas estas grandes temáticas, quero reflectir um pouco mais detalhadamente sobre o tema da família e sobre a natureza do diálogo, acrescentando ainda uma breve consideração sobre o tema da Nova Evangelização.
A grande alegria, com que se encontraram em Milão famílias vindas de todo o mundo, mostrou que a família, não obstante as múltiplas impressões em contrário, está forte e viva também hoje; mas é incontestável – especialmente no mundo ocidental – a crise que a ameaça até nas suas próprias bases. Impressionou-me que se tenha repetidamente sublinhado, no Sínodo, a importância da família como lugar autêntico onde se transmitem as formas fundamentais de ser pessoa humana. É vivendo-as e sofrendo-as, juntos, que as mesmas se aprendem. Assim se tornou evidente que, na questão da família, não está em jogo meramente uma determinada forma social, mas o próprio homem: está em questão o que é o homem e o que é preciso fazer para ser justamente homem. Os desafios, neste contexto, são complexos. Há, antes de mais nada, a questão da capacidade que o homem tem de se vincular ou então da sua falta de vínculos. Pode o homem vincular-se para toda a vida? Isto está de acordo com a sua natureza? Ou não estará porventura em contraste com a sua liberdade e com a auto-realização em toda a sua amplitude? Será que o ser humano se torna-se ele próprio, permanecendo autónomo e entrando em contacto com o outro apenas através de relações que pode interromper a qualquer momento? Um vínculo por toda a vida está em contraste com a liberdade? Vale a pena também sofrer por um vínculo? A recusa do vínculo humano, que se vai generalizando cada vez mais por causa duma noção errada de liberdade e de auto-realização e ainda devido à fuga da perspectiva duma paciente suportação do sofrimento, significa que o homem permanece fechado em si mesmo e, em última análise, conserva o próprio «eu» para si mesmo, não o supera verdadeiramente. Mas, só no dom de si é que o homem se alcança a si mesmo, e só abrindo-se ao outro, aos outros, aos filhos, à família, só deixando-se plasmar pelo sofrimento é que ele descobre a grandeza de ser pessoa humana. Com a recusa de tal vínculo, desaparecem também as figuras fundamentais da existência humana: o pai, a mãe, o filho; caem dimensões essenciais da experiência de ser pessoa humana.
Num tratado cuidadosamente documentado e profundamente comovente, o rabino-chefe de França, Gilles Bernheim, mostrou que o ataque à forma autêntica da família (constituída por pai, mãe e filho), ao qual nos encontramos hoje expostos – um verdadeiro atentado –, atinge uma dimensão ainda mais profunda. Se antes tínhamos visto como causa da crise da família um mal-entendido acerca da essência da liberdade humana, agora torna-se claro que aqui está em jogo a visão do próprio ser, do que significa realmente ser homem. Ele cita o célebre aforismo de Simone de Beauvoir: «Não se nasce mulher; fazem-na mulher - t pas femme, on le devient». Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo «gender - género», é apresentado como nova filosofia da sexualidade. De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia. Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstracto, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso, também a prole perdeu o lugar que até agora lhe competia, e a dignidade particular que lhe é própria; Bernheim mostra como o filho, de sujeito jurídico que era com direito próprio, passe agora necessariamente a objecto, ao qual se tem direito e que, como objecto de um direito, se pode adquirir. Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.
Dito isto, gostava de chegar ao segundo grande tema que, desde Assis até ao Sínodo sobre a Nova Evangelização, permeou todo o ano que chega ao fim: a questão do diálogo e do anúncio. Comecemos pelo diálogo. No nosso tempo, para a Igreja, vejo principalmente três campos de diálogo, onde ela deve estar presente lutando pelo homem e pelo que significa ser pessoa humana: o diálogo com os Estados, o diálogo com a sociedade – aqui está incluído o diálogo com as culturas e com a ciência – e, finalmente, o diálogo com as religiões. Em todos estes diálogos, a Igreja fala a partir da luz que a fé lhe dá. Ao mesmo tempo, porém, ela encarna a memória da humanidade que, desde os primórdios e através dos tempos, é memória das experiências e dos sofrimentos da humanidade, onde a Igreja aprendeu o que significa ser homem, experimentando o seu limite e grandeza, as suas possibilidades e limitações. A cultura do humano, de que ela se faz garante, nasceu e desenvolveu-se a partir do encontro entre a revelação de Deus e a existência humana. A Igreja representa a memória do que é ser homem defronte a uma civilização do esquecimento que já só se conhece a si mesma e só reconhece o próprio critério de medição. Mas, assim como uma pessoa sem memória perdeu a sua identidade, assim também uma humanidade sem memória perderia a própria identidade. Aquilo que foi dado ver à Igreja, no encontro entre revelação e experiência humana, ultrapassa sem dúvida o mero âmbito da razão, mas não constitui um mundo particular que seria desprovido de interesse para o não-crente. Se o homem, com o próprio pensamento entra na reflexão e na compreensão daqueles conhecimentos, estes alargam o horizonte da razão e isto diz respeito também àqueles que não conseguem partilhar a fé da Igreja. No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em acção política.
Na situação actual da humanidade, o diálogo das religiões é uma condição necessária para a paz no mundo, constituindo por isso mesmo um dever para os cristãos bem como para as outras crenças religiosas. Este diálogo das religiões possui diversas dimensões. Há-de ser, antes de tudo, simplesmente um diálogo da vida, um diálogo da acção compartilhada. Nele, não se falará dos grandes temas da fé – se Deus é trinitário, ou como se deve entender a inspiração das Escrituras Sagradas, etc. –, mas trata-se dos problemas concretos da convivência e da responsabilidade comum pela sociedade, pelo Estado, pela humanidade. Aqui é preciso aprender a aceitar o outro na sua forma de ser e pensar de modo diverso. Para isso, é necessário fazer da responsabilidade comum pela justiça e a paz o critério basilar do diálogo. Um diálogo, onde se trate de paz e de justiça indo mais além do que é simplesmente pragmático, torna-se por si mesmo uma luta ética sobre os valores que são pressupostos em tudo. Assim o diálogo, ao princípio meramente prático, torna-se também uma luta pelo justo modo de ser pessoa humana. Embora as escolhas básicas não estejam enquanto tais em discussão, os esforços à volta duma questão concreta tornam-se um percurso no qual ambas as partes podem encontrar purificação e enriquecimento através da escuta do outro. Assim estes esforços podem ter o significado também de passos comuns rumo à única verdade, sem que as escolhas básicas sejam alteradas. Se ambas as partes se movem a partir duma hermenêutica de justiça e de paz, a diferença básica não desaparecerá, mas crescerá uma proximidade mais profunda entre eles.
Hoje em geral, para a essência do diálogo inter-religioso, consideram fundamentais duas regras: 1ª) O diálogo não tem como alvo a conversão, mas a compreensão. Nisto se distingue da evangelização, da missão. 2ª) De acordo com isso, neste diálogo, ambas as partes permanecem deliberadamente na sua identidade própria, que, no diálogo, não põem em questão nem para si mesmo nem para os outros.
Estas regras são justas; mas penso que assim estejam formuladas demasiado superficialmente. Sim, o diálogo não visa a conversão, mas uma melhor compreensão recíproca: isto é correcto. Contudo a busca de conhecimento e compreensão sempre pretende ser também uma aproximação da verdade. Assim, ambas as partes, aproximando-se passo a passo da verdade, avançam e caminham para uma maior partilha, que se funda sobre a unidade da verdade. Quanto a permanecer fiéis à própria identidade, seria demasiado pouco se o cristão, com a sua decisão a favor da própria identidade, interrompesse por assim dizer por vontade própria o caminho para a verdade. Então o seu ser cristão tornar-se-ia algo de arbitrário, uma escolha simplesmente factual. Nesse caso, evidentemente, ele não teria em conta que a religião tem a ver com a verdade. A propósito disto, eu diria que o cristão possui a grande confiança, mais ainda, a certeza basilar de poder tranquilamente fazer-se ao largo no vasto mar da verdade, sem dever temer pela sua identidade de cristão. Sem dúvida, não somos nós que possuímos a verdade, mas é ela que nos possui a nós: Cristo, que é a Verdade, tomou-nos pela mão e, no caminho da nossa busca apaixonada de conhecimento, sabemos que a sua mão nos sustenta firmemente. O facto de sermos interiormente sustentados pela mão de Cristo torna-nos simultaneamente livres e seguros. Livres: se somos sustentados por Ele, podemos, abertamente e sem medo, entrar em qualquer diálogo. Seguros, porque Ele não nos deixa, a não ser que sejamos nós mesmos a desligar-nos d’Ele. Unidos a Ele, estamos na luz da verdade.
Por último, impõe-se ainda uma breve consideração sobre o anúncio, sobre a evangelização, de que, na sequência das propostas dos Padres Sinodais, falará efectiva e amplamente o documento pós-sinodal. Acho que os elementos essenciais do processo de evangelização são visíveis, de forma muito eloquente, na narração de São João sobre a vocação de dois discípulos do Baptista, que se tornam discípulos de Cristo (cf. Jo 1, 35-39). Antes de tudo, há o simples acto do anúncio. João Baptista indica Jesus e diz: «Eis o Cordeiro de Deus!» Pouco depois o evangelista vai narrar um facto parecido; agora é André que diz a Simão, seu irmão: «Encontrámos o Messias!» (1, 41). O primeiro elemento fundamental é o anúncio puro e simples, o kerigma, cuja força deriva da convicção interior do arauto. Na narração dos dois discípulos, temos depois a escuta, o seguir os passos de Jesus; um seguir que não é ainda verdadeiro seguimento, mas antes uma santa curiosidade, um movimento de busca. Na realidade, ambos os discípulos são pessoas à procura; pessoas que, para além do quotidiano, vivem na expectativa de Deus: na expectativa, porque Ele está presente e, portanto, manifestar-Se-á. E a busca, tocada pelo anúncio, torna-se concreta: querem conhecer melhor Aquele que o Baptista designou como o Cordeiro de Deus. Depois vem o terceiro acto que tem início com o facto de Jesus Se voltar para trás, Se voltar para eles e lhes perguntar: «Que pretendeis?» A resposta dos dois é uma nova pergunta que indica a abertura da sua expectativa, a disponibilidade para cumprir novos passos. Perguntam: «Rabi, onde moras?» A resposta de Jesus – «vinde e vereis» – é um convite para O acompanharem e, caminhando com Ele, tornarem-se videntes.
A palavra do anúncio torna-se eficaz quando existe no homem uma dócil disponibilidade para se aproximar de Deus, quando o homem anda interiormente à procura e, deste modo, está a caminho rumo ao Senhor. Então, vendo a solicitude de Jesus sente-se atingido no coração; depois o impacto com o anúncio suscita uma santa curiosidade de conhecer Jesus mais de perto. Este ir com Ele leva ao lugar onde Jesus habita: à comunidade da Igreja, que é o seu Corpo. Significa entrar na comunhão itinerante dos catecúmenos, que é uma comunhão feita de aprofundamento e, ao mesmo tempo, de vida, onde o caminhar com Jesus nos faz tornar videntes.
«Vinde e vereis». Esta palavra dirigida aos dois discípulos à procura, Jesus dirige-a também às pessoas de hoje que estão em busca. No final do ano, queremos pedir ao Senhor para que a Igreja, não obstante as próprias pobrezas, se torne cada vez mais reconhecível como sua morada. Pedimos-Lhe para que, no caminho rumo à sua casa, nos torne, também a nós, sempre mais videntes a fim de podermos afirmar sempre melhor e de modo cada mais convincente: encontrámos Aquele que todo o mundo espera, ou seja, Jesus Cristo, verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro homem. Neste espírito, desejo de coração a todos vós um santo Natal e um feliz Ano Novo.

Ano C - Dia: 01/01/2013

Solenidade da Mãe de Deus

Leitura Orante
Lc 2,16-21
Eles foram depressa, e encontraram Maria e José, e viram o menino deitado na manjedoura. Então contaram o que os anjos tinham dito a respeito dele. Todos os que ouviram o que os pastores disseram ficaram muito admirados. Maria guardava todas essas coisas no seu coração e pensava muito nelas. Então os pastores voltaram para os campos, cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto.
E tudo tinha acontecido como o anjo havia falado.
Uma semana depois, quando chegou o dia de circuncidar o menino, puseram nele o nome de Jesus. Pois o anjo tinha dado esse nome ao menino antes de ele nascer.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

 


Rádio Vaticano

MENSAGEM

DIA MUNDIAL DA PAZ
1º DE JANEIRO DE 2013
BEM-AVENTURADOS OS OBREIROS DA PAZ

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.
À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.
Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.
Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.
E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.
Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem--aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).
A bem-aventurança evangélica
2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.
A bem-aventurança de Jesus diz que a paz é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana. Na verdade, a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência; é fruto do dom recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma ética de comunhão e partilha. Por isso, é indispensável que as várias culturas de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos teorico-práticos meramente subjectivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência. Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada homem. A paz é construção em termos racionais e morais da convivência, fundando-a sobre um alicerce cuja medida não é criada pelo homem, mas por Deus. Como lembra o Salmo 29, « o Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com a paz » (v. 11).
A paz: dom de Deus e obra do homem
3. A paz envolve o ser humano na sua integridade e supõe o empenhamento da pessoa inteira: é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; é paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação. Como escreveu o Beato João XXIII na Encíclica Pacem in terris – cujo cinquentenário terá lugar dentro de poucos meses –, a paz implica principalmente a construção duma convivência humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justiça.A negação daquilo que constitui a verdadeira natureza do ser humano, nas suas dimensões essenciais, na sua capacidade intrínseca de conhecer a verdade e o bem e, em última análise, o próprio Deus, põe em perigo a construção da paz. Sem a verdade sobre o homem, inscrita pelo Criador no seu coração, a liberdade e o amor depreciam-se, a justiça perde a base para o seu exercício.
Para nos tornarmos autênticos obreiros da paz, são fundamentais a atenção à dimensão transcendente e o diálogo constante com Deus, Pai misericordioso, pelo qual se implora a redenção que nos foi conquistada pelo seu Filho Unigénito. Assim o homem pode vencer aquele germe de obscurecimento e negação da paz que é o pecado em todas as suas formas: egoísmo e violência, avidez e desejo de poder e domínio, intolerância, ódio e estruturas injustas.
A realização da paz depende sobretudo do reconhecimento de que somos, em Deus, uma única família humana. Esta, como ensina a Encíclica Pacem in terris, está estruturada mediante relações interpessoais e instituições sustentadas e animadas por um «nós» comunitário, que implica uma ordem moral, interna e externa, na qual se reconheçam sinceramente, com verdade e justiça, os próprios direitos e os próprios deveres para com os demais. A paz é uma ordem de tal modo vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como próprias as necessidades e exigências alheias, que se fazem os outros comparticipantes dos próprios bens e que se estende sempre mais no mundo a comunhão dos valores espirituais. É uma ordem realizada na liberdade, isto é, segundo o modo que corresponde à dignidade de pessoas que, por sua própria natureza racional, assumem a responsabilidade do próprio agir.
A paz não é um sonho, nem uma utopia; a paz é possível. Os nossos olhos devem ver em profundidade, sob a superfície das aparências e dos fenómenos, para vislumbrar uma realidade positiva que existe nos corações, pois cada homem é criado à imagem de Deus e chamado a crescer contribuindo para a edificação dum mundo novo. Na realidade, através da encarnação do Filho e da redenção por Ele operada, o próprio Deus entrou na história e fez surgir uma nova criação e uma nova aliança entre Deus e o homem (cf. Jr 31, 31-34), oferecendo-nos a possibilidade de ter « um coração novo e um espírito novo » (cf. Ez 36, 26).
Por isso mesmo, a Igreja está convencida de que urge um novo anúncio de Jesus Cristo, primeiro e principal factor do desenvolvimento integral dos povos e também da paz. Na realidade, Jesus é a nossa paz, a nossa justiça, a nossa reconciliação (cf. Ef 2, 14; 2 Cor 5, 18). O obreiro da paz, segundo a bem--aventurança de Jesus, é aquele que procura o bem do outro, o bem pleno da alma e do corpo, no tempo presente e na eternidade.
A partir deste ensinamento, pode-se deduzir que cada pessoa e cada comunidade – religiosa, civil, educativa e cultural – é chamada a trabalhar pela paz. Esta consiste, principalmente, na realização do bem comum das várias sociedades, primárias e intermédias, nacionais, internacionais e a mundial. Por isso mesmo, pode-se supor que os caminhos para a implementação do bem comum sejam também os caminhos que temos de seguir para se obter a paz.
Obreiros da paz são aqueles que amam,defendem e promovem a vida na sua integridade
4. Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida.
Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tão pouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.
Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social.
Estes princípios não são verdades de fé, nem uma mera derivação do direito à liberdade religiosa; mas estão inscritos na própria natureza humana – sendo reconhecíveis pela razão – e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por conseguinte, a acção da Igreja para os promover não tem carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filiação religiosa. Tal acção é ainda mais necessária quando estes princípios são negados ou mal entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma ferida grave infligida à justiça e à paz.
Por isso, uma importante colaboração para a paz é dada também pelos ordenamentos jurídicos e a administração da justiça quando reconhecem o direito ao uso do princípio da objecção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia.
Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pacífica dos povos, conta-se o direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa. Neste momento histórico, torna-se cada vez mais importante que este direito seja promovido não só negativamente, como liberdade de – por exemplo, de obrigações e coacções quanto à liberdade de escolher a própria religião –, mas também positivamente, nas suas várias articulações, como liberdade para: por exemplo, para testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua doutrina; para realizar actividades educativas, de beneficência e de assistência que permitem aplicar os preceitos religiosos; para existir e actuar como organismos sociais, estruturados de acordo com os princípios doutrinais e as finalidades institucionais que lhe são próprias. Infelizmente vão-se multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da própria religião.
O obreiro da paz deve ter presente também que as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião pública, a convicção de que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado e das redes de solidariedade da sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, há que considerar que estes direitos e deveres são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos civis e políticos.
E, entre os direitos e deveres sociais actualmente mais ameaçados, conta-se o direito ao trabalho. Isto é devido ao facto, que se verifica cada vez mais, de o trabalho e o justo reconhecimento do estatuto jurídico dos trabalhadores não serem adequadamente valorizados, porque o crescimento económico dependeria sobretudo da liberdade total dos mercados. Assim o trabalho é considerado uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros. A propósito disto, volto a afirmar que não só a dignidade do homem mas também razões económicas, sociais e políticas exigem que se continue « a perseguir como prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção ».4 Para se realizar este ambicioso objectivo, é condição preliminar uma renovada apreciação do trabalho, fundada em princípios éticos e valores espirituais, que revigore a sua concepção como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade. A um tal bem corresponde um dever e um direito, que exigem novas e ousadas políticas de trabalho para todos.
Construir o bem da paz através de um novo modelo de desenvolvimento e de economia
5. De vários lados se reconhece que, hoje, é necessário um novo modelo de desenvolvimento e também uma nova visão da economia. Quer um desenvolvimento integral, solidário e sustentável, quer o bem comum exigem uma justa escala de bens-valores, que é possível estruturar tendo Deus como referência suprema. Não basta ter à nossa disposição muitos meios e muitas oportunidades de escolha, mesmo apreciáveis; é que tanto os inúmeros bens em função do desenvolvimento como as oportunidades de escolha devem ser empregues de acordo com a perspectiva duma vida boa, duma conduta recta, que reconheça o primado da dimensão espiritual e o apelo à realização do bem comum. Caso contrário, perdem a sua justa valência, acabando por erguer novos ídolos.
Para sair da crise financeira e económica actual, que provoca um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico. O modelo que prevaleceu nas últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa óptica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade. Olhando de outra perspectiva, porém, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a dádiva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da própria capacidade de iniciativa, já que o desenvolvimento económico suportável, isto é, autenticamente humano tem necessidade do princípio da gratuidade como expressão de fraternidade e da lógica do dom. Concretamente na actividade económica, o obreiro da paz aparece como aquele que cria relações de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas, com os clientes e os usuários. Ele exerce a actividade económica para o bem comum, vive o seu compromisso como algo que ultrapassa o interesse próprio, beneficiando as gerações presentes e futuras. Deste modo sente-se a trabalhar não só para si mesmo, mas também para dar aos outros um futuro e um trabalho dignos.
No âmbito econômico, são necessárias – especialmente por parte dos Estados – políticas de desenvolvimento industrial e agrícola que tenham a peito o progresso social e a universalização de um Estado de direito e democrático. Fundamental e imprescindível é também a estruturação ética dos mercados monetário, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados e controlados, de modo que não causem dano aos mais pobres. A solicitude dos diversos obreiros da paz deve ainda concentrar-se – com mais determinação do que tem sido feito até agora – na consideração da crise alimentar, muito mais grave do que a financeira. O tema da segurança das provisões alimentares voltou a ser central na agenda política internacional, por causa de crises relacionadas, para além do mais, com as bruscas oscilações do preço das matérias--primas agrícolas, com comportamentos irresponsáveis por parte de certos agentes económicos e com um controle insuficiente por parte dos Governos e da comunidade internacional. Para enfrentar semelhante crise, os obreiros da paz são chamados a trabalhar juntos em espírito de solidariedade, desde o nível local até ao internacional, com o objectivo de colocar os agricultores, especialmente nas pequenas realidades rurais, em condições de poderem realizar a sua actividade de modo digno e sustentável dos pontos de vista social, ambiental e económico.
Educação para uma cultura da paz:o papel da família e das instituições
6. Desejo veementemente reafirmar que os diversos obreiros da paz são chamados a cultivar a paixão pelo bem comum da família e pela justiça social, bem como o empenho por uma válida educação social.
Ninguém pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da família, célula básica da sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e político. Ela possui uma vocação natural para promover a vida: acompanha as pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si através do cuidado recíproco. De modo especial, a família cristã guarda em si o primordial projecto da educação das pessoas segundo a medida do amor divino. A família é um dos sujeitos sociais indispensáveis para a realização duma cultura da paz. É preciso tutelar o direito dos pais e o seu papel primário na educação dos filhos, nomeadamente nos âmbitos moral e religioso. Na família, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura da vida e do amor.
Nesta tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas de modo particular as comunidades dos crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunhão e na superação da injustiça.
Uma missão especial em prol da paz é desempenhada pelas instituições culturais, escolásticas e universitárias. Delas se requer uma notável contribuição não só para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das instituições públicas, nacionais e internacionais. Podem também contribuir para uma reflexão científica que radique as actividades económicas e financeiras numa sólida base antropológica e ética. O mundo actual, particularmente o mundo da política, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova síntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as várias tendências políticas em ordem ao bem comum. Este, visto como conjunto de relações interpessoais e instituições positivas ao serviço do crescimento integral dos indivíduos e dos grupos, está na base de toda a verdadeira educação para a paz.
Uma pedagogia do obreiro da paz
7. Concluindo, há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o bem comum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos, palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância. Incentivo fundamental será « dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar »,7 de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim de caminhar juntos para a reconciliação. Isto requer a difusão duma pedagogia do perdão. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justiça deve ser procurada imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48). É um trabalho lento, porque supõe uma evolução espiritual, uma educação para os valores mais altos, uma visão nova da história humana. É preciso renunciar à paz falsa, que prometem os ídolos deste mundo, e aos perigos que a acompanham; refiro-me à paz que torna as consciências cada vez mais insensíveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma existência atrofiada vivida na indiferença. Ao contrário, a pedagogia da paz implica serviço, compaixão, solidariedade, coragem e perseverança.
Jesus encarna o conjunto destas atitudes na sua vida até ao dom total de Si mesmo, até «perder a vida» (cf. Mt 10, 39; Lc 17, 33; Jo 12, 25). E promete aos seus discípulos que chegarão, mais cedo ou mais tarde, a fazer a descoberta extraordinária de que falamos no início: no mundo, está presente Deus, o Deus de Jesus Cristo, plenamente solidário com os homens. Neste contexto, apraz-me lembrar a oração com que se pede a Deus para fazer de nós instrumentos da sua paz, a fim de levar o seu amor onde há ódio, o seu perdão onde há ofensa, a verdadeira fé onde há dúvida. Por nossa vez pedimos a Deus, juntamente com o Beato João XXIII, que ilumine os responsáveis dos povos para que, junto com a solicitude pelo justo bem-estar dos próprios concidadãos, garantam e defendam o dom precioso da paz; inflame a vontade de todos para superarem as barreiras que dividem, reforçarem os vínculos da caridade mútua, compreenderem os outros e perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias, de tal modo que, em virtude da sua acção, todos os povos da terra se tornem irmãos e floresça neles e reine para sempre a tão suspirada paz.
Com esta invocação, faço votos de que todos possam ser autênticos obreiros e construtores da paz, para que a cidade do homem cresça em concórdia fraterna, na prosperidade e na paz.


Vaticano, 8 de Dezembro de 2012.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ano C - Dia: 31/12/2012

A Palavra da vida

Leitura Orante
Jo 1,1-18
No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas. A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.
Houve um homem chamado João, que foi enviado por Deus para falar a respeito da luz. Ele veio para que por meio dele todos pudessem ouvir a mensagem e crer nela. João não era a luz, mas veio para falar a respeito da luz, a luz verdadeira que veio ao mundo e ilumina todas as pessoas.
A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu. Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles.
A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.
João disse o seguinte a respeito de Jesus:
- Este é aquele de quem eu disse: "Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois antes de eu nascer ele já existia."
Porque todos nós temos sido abençoados com as riquezas do seu amor, com bênçãos e mais bênçãos. A lei foi dada por meio de Moisés, mas o amor e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Chuva de verão causa enchente na antiga fonte do Tendá

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Numa chuva passageira de verão, a estação chuvosa, ascendeu o sinal vermelho para a antiga "Fonte do Tendá", que por muitos e muitos anos foi importantes para aqueles que dela consumiam a tão preciosa água, por que a da torneira ainda não era "potável".

Com o passar dos anos tornou-se desnecessário seu uso e acabou sendo encerrada suas atividades, ficando somente o local para lembranças dos mais antigos. Neste domingo, 30, a chuva de verão se acumulou no local e provocou enchente, com água barrenta que descia dos terrenos adjacentes, invadindo uma pista da avenida Capitão Joaquim Floriano Toledo e dificultando a passagem dos carros.

Não é a primeira vez que isto acontece! Nenhuma medida efetiva ainda foi tomada!

Fotos e textos: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Estado investe R$ 56 milhões em creches e escolas no interior

 

Porto Feliz ficou de fora, cidades vizinhas como Boituva e Rafard foram contempladas

 

O governador Geraldo Alckmin e o secretário-adjunto da Educação do Estado de São Paulo, professor João Cardoso Palma Filho, assinaram no dia 28/12, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, a autorização para a celebração de convênios com 26 prefeituras do interior de São Paulo para a construção de creches. O investimento é de R$ 42,5 milhões, destinado às obras e à aquisição de mobiliários e equipamentos. Estão previstas 26 novas unidades de Educação Infantil, que beneficiarão 3.420 crianças. A iniciativa integra o programa Creche Escola, do governo estadual, cuja primeira etapa foi lançada em setembro de 2011.

Também foram assinados sete convênios para a construção de três escolas e reforma de outras nove unidades, além de uma suplementação de verba de convênio já firmado para a construção de duas unidades no município de Franca. O investimento da Secretaria da Educação soma R$ 13,5 milhões. Ao todo, serão criadas 2.100 novas vagas.

“A colaboração do governo estadual para a ampliação da oferta de creches nos municípios paulistas é importante para garantir o direito à educação às crianças com menos de seis anos”, afirmou o secretário-adjunto da Educação, João Cardoso Palma Filho.

As novas unidades de Educação Infantil serão distribuídas nos municípios de Boituva, Boracéia, Brotas, Buritama, Cajamar, Cananéia, Cravinhos, Divinolandia, Duartina, Dumont, Getulina, Itu, João Ramalho, Leme, Mesópolis, Nantes, Orindiuva, Ouro Verde, Parapuã, Pardinho, Pirajuí, Rafard, Salesópolis, Saltinho, Uru e Votorantim.

As novas escolas serão implantadas nos municípios de Guaraci, Queiroz e Palmares Paulista. As obras serão geridas pelas prefeituras, que recebem o recurso do Estado. Os terrenos foram cedidos pelos governos municipais.

A Escola Estadual Professor Darcy Silveira Vaz, em Colina, as escolas municipais de Ensino Básico Doutor Antonio Pinto de Oliveira, Adelmo Almeida, e Professora Ivete Abdo Theodoro de Oliveira, em Guararapes, as unidades Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Daltyra de Toledo Castro, Escola Estadual Professor José Nicolau Piragine, Escola Municipal de Ensino Fundamental Caetano Perlatti e Escola Estadual Doutor Lopes Rodrigues, todas em Jaú, além da Escola Municipal de Ensino Fundamental João José de Almeida Filho, em Santa Isabel, passarão por reforma geral, envolvendo ampliação do prédio.

Sobre o programa Creche-Escola

Lançado em setembro de 2011 e desenvolvido pelas secretarias de Estado da Educação e do Desenvolvimento Social, o programa Creche-Escola abrange todos os municípios do Estado e tem como objetivo ampliar o atendimento a crianças na Educação Infantil. O Governo de São Paulo já destinou, até o momento, um total R$ 310 milhões ao programa.

Entre maio e junho, foram assinados convênios, em um investimento de R$ 230 milhões, para a implantação de 153 creches no interior do Estado, que atenderão a 20.920 crianças.

Já assinaram os termos de adesão 421 municípios (65% do Estado de São Paulo), selecionados com base em critérios educacionais e de vulnerabilidade social estabelecidos pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), para a construção de 424 creches.

A verba repassada deve ser destinada exclusivamente para despesas de investimento em obras. Caberá às administrações municipais a responsabilidade pelas despesas de custeio necessárias para o funcionamento e manutenção das creches, como folha de pagamento, água, energia elétrica, materiais de consumo e outras. Os repasses às administrações municipais são feitos conforme o andamento das obras.

Convênio de Obras Escolares

Criado pelo governo paulista, o programa de Convênio de Obras Escolares visa à descentralização da gestão educacional, o fortalecimento da autonomia do poder municipal e o controle das atividades escolares pelas comunidades locais.

Itu Notícias

Domingo da Sagrada Família

 

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse:
— “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”.
49Jesus respondeu:
— “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”
50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera.
51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.
52E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.