quinta-feira, 21 de junho de 2012

Metade dos ativistas ambientais assassinados na última década são brasileiros, diz estudo

Júlia Dias Carneiro

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

 

Nísio Gomes (Foto:Survival International)

Líder de acampamento indígena Guarani-Kaiowá, Nísio Gomes está desaparecido desde novembro de 2011

Um estudo da ONG Global Witness concluiu que 711 ativistas foram assassinados no mundo todo ao longo da última década por protegerem a terra e a floresta - e mais da metade são brasileiros.

De acordo com a pesquisa, divulgada durante a Rio+20, 365 brasileiros foram mortos entre 2002 e 2011 ao defenderem direitos humanos e o meio ambiente.

Depois do Brasil, os dois países com mais mortes no período também estão na América do Sul: o Peru, com 123 mortos, e a Colômbia, com 70.

Para o pesquisador britânico Billy Kyte, o alto número de mortes no Brasil se deve a uma conjunção de fatores que fazem a concorrência pela terra e pelos recursos naturais se intensificar e geram maior pressão - e tensão - no campo.

Ele enumera a desigualdade na posse de terra no país, com a concentração de propriedades nas mãos de latifundiários; o grande número de comunidades que tira o seu sustento da terra; e a atuação de setores cuja produção consiste também em explorar a terra, como oagropecuário, de mineração e madeireiro.

Mas Kyte acredita também que os números sejam mais altos no caso brasileiro porque o monitoramento é melhor, graças ao relatório anual produzido pela Comissão Pastoral da Terra sobre conflitos de terra no país.

Wutty Chut (Foto: Global Witness)

Wutty Chut, diretor de organização de vigilância ambiental do Camboja, foi baleado e morto em abril

Sobretudo em países da África e da Ásia, a ONG teve dificuldades em levantar números de mortos, já que os relatos são esparsos.

"Provavelmente há muitos outros casos que permaneceram ocultos. E o estudo nem leva em consideração as milhares de pessoas sendo intimidadas ou ameaçadas", diz. "Há uma grave falta de informações sobre essas mortes a um nível global, e ninguém está monitorando."

Uma morte por semana

Segundo Kyte, a pesquisa busca preencher uma lacuna, oferecendo um panorama internacional dos perigos no campo.

Intitulado "Uma crise oculta? Aumento das mortes decorrentes do acirramento do conflito pelo acesso a terra e as florestas", o estudo indica que há, em média, mais de um assassinato por semana em contextos relacionados à proteção ambiental.

O número de mortes vêm aumentando, tendo dobrado nos últimos três anos em relação ao restante do período.

De acordo com Kyte, o objetivo é expor na Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável que a proteção ao meio ambiente e aos direitos humanos está se tornando um campo de batalhas por recursos, e traz cada vez mais risco para as pessoas.

Túmulo de Frederic Moloma Tuka (Foto: Global Witness)

Túmulo de Frederic Moloma Tuka, da República Democrática do Congo, morto em confronto com a polícia

"Pedimos que os governos investiguem esses assassinatos, façam a justiça e tragam compensações às famílias que estão defendendo seus direitos à terra e à floresta", diz Kyte.

Os casos investigados pelo estudo são de pessoas mortas em ataques ou confrontos decorrentes de protestos, investigações ou denúncias contra atividades de mineração, exploração madeireira, agropecuária, plantações de árvores, barragens hidrelétricas, desenvolvimento urbano e caça ilegal.

Sete desses casos estão sendo apresentados a partir desta quarta-feira na Rio+20, em uma exposição fotográfica com imagens de sete ativistas e sua história de vida e de morte.

O brasileiro Nísio Gomes faz parte da exposição. Líder de um acampamento indígena Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul, ele foi levado por 40 homens armados em novembro de 2011 e seu corpo nunca foi encontrado.

A terra estava em vias de ser oficialmente reconhecida como território da comunidade, mas estava sendo usada por agricultores e fazendeiros locais.

O tempo de nos fortalecer é agora

Chegará o dia em que sofreremos perseguições por causa da Eucaristia. Voltaremos à mesma situação dos primeiros cristãos. Seremos julgados, presos e condenados à morte. Isso não deve nos assustar, mas nos servir de alerta: o tempo de nos fortalecer é agora.
Quando chegarem esses tempos difíceis, quem for forte aguentará. Quem não se fortaleceu terá perdido a chance e correrá o risco de negar Jesus, o Evangelho e a própria fé. Hoje é o tempo de despertar novamente nossa fé!
Apesar de tudo, quando chegarem os tempos difíceis, será lindo. Receberemos uma força e uma fé extraordinárias. Isso nos dará a coragem de sermos mártires e nos levará a não renunciar à fé e não negar aquilo que somos. Quando Jesus vier em Sua glória, triunfando sobre tudo e sobre todos, as Santas Missas estarão acontecendo. Por causa do “pequeno resto” fiel, a Celebração Eucarística nunca deixará de ser celebrada na face da terra.
Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Homem vive há 30 anos no meio de canavial na zona rural de Capivari, SP

 

Segundo moradores da região, idoso perambula pela área durante todo dia.
"Isolamento é difícil, pois o sistema capitalista não permite", diz socióloga.

Do G1 Piracicaba e Região

 

Idoso vive há cerca de trinta anos em canavial de Capivari  (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)Idoso que vive há cerca de 30 anos em canavial dorme em um 'ninho' (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)

Um homem sem nome, de origem desconhecida e, aparentemente, sem rumo. Também não se sabe a idade de Biliteco, como é chamado, que vive há 30 anos no meio de uma plantação de cana-de-açúcar em Capivari (SP), na região de Piracicaba (SP). No local, apenas uma colcha de retalhados, coberta com lona plástica, serve de cama, faça chuva ou sol.

Vestido com um paletó azul marinho e calça verde desbotados, o homem usa um chinelo de cada cor (rosa e azul) nos pés. O chapéu cinza compõe o vestuário e o rosto calejados. O figuro ainda conta com saco e guarda-chuva velhos. Ele não sabe ao certo há quanto tempo vive na área, mas moradores de um sítio próximo do canavial garantem que o eremita 'reside' no local há três décadas.

Veja galeria de fotos de Biliteco no canavial

Saga pelo andarilho
Também chamado de ermitão, o homem vive perambulando entre as plantações de cana-de-açúcar. Foram duas horas e meia para que a reportagem do G1 Piracicaba e Região pudesse achar o senhor que, muito amistoso, soube responder poucas perguntas. Ele não sabia ao certo de onde vinha, como se alimentava etc. A maioria das falas é desconexa. Questionado se gostava de morar na área, a resposta foi: “tudo irá acabar”, em tom profético.

Homem vive em canavial em Capivari (Foto: Luiz Felipe Leite / G1)'Ninho' onde homem dorme faça chuva ou sol, em
Capivari (Foto: Luiz Felipe Leite / G1)

Colcha e lona no 'ninho'
O local onde ele dorme, no meio do canavial, tem apenas palha e uma colcha de retalhos  cobertas por uma lona azul. Há pedaços de cana sobre a 'cama', usados como peso para evitar que o vento a leve. Ele possui ainda poucos pertences: dois chapéus e fumo. “É aqui onde fico. O pessoal da casa (moradores do sítio) me ofereceu outro lugar para ficar, mas não quero. Lá não vale nada”, afirmou o eremita.

Talvez seja nordestino
Em um dos poucos momentos de possível lucidez, o homem relatou que veio do Nordeste quando tinha 16 anos para trabalhar em uma plantação de algodão. Mas ele não soube dizer quando e qual era o local em que trabalhou. Em outra ocasião, para os moradores do sítio, disse ainda que se chamava Biliteco. Até hoje, este é um dos modos pelo qual é identificado.

Moradores do local afirmam nunca terem visto algo do gênero (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)Moradores da região afirmam que nunca viram algo
parecido no canavial  (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)

Rotina é tranquila
Segundo Sérgio Rubia, empresário de
Rio das Pedras (SP) e amigo da família proprietária do sítio, o ermitão tem um temperamento tranquilo e não incomoda ninguém. “Ele chegou do nada. O pessoal pensava que ele era andarilho, mas foi ficando e está aqui há quase três décadas. Já enfrentou frio, chuva e incêndio de cana. Nunca o vimos doente ou soubemos que ele tenha ateado fogo”, relatou o empresário.

Moradores do sítio
Segundo o dono do sítio onde o ermitão vive, que pediu para não ser identificado por temer que a propriedade da família há mais de cinquenta anos vire “ponto de romaria”, a rotina do homem é a mesma ao longo desses anos. “Ele levanta por volta das 6h, deixa seu 'ninho', como chamamos a cama feita de palha e retalhos onde ele dorme no meio da cana, e vem para a casa da minha mãe. Aqui ele toma café com leite e come um pedaço de pão”, disse o proprietário.
Após o café da manhã, o eremita caminha pela propriedade da família. Às vezes sai no início da manhã e volta apenas no começo da noite. “Quando ele quer comer, ele vem aqui. Nós damos camisa e calça a cada três meses, que é o tempo da roupa até estragar. Banho, sinceramente, nunca vi ele tomar”, contou o proprietário do sítio.

Moradores do local afirmam nunca terem visto algo do gênero (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)Figurino do ermitão é composto de roupas velhas, guarda-chuva, sacola e chapéu (Foto: Luiz Felipe Leite/G1)

Isolamento do capitalismo?
Um ermitão ou eremita é um indivíduo que, por penitência, religiosidade ou por simples amor à natureza, vive em lugar deserto e isolado. Segundo a professora de sociologia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Selma Zenco, diversos motivos podem explicar o porquê do isolamento de Biliteco.
“Podemos enxergar esse caso de diversas formas. Ele pode estar atrás de uma fuga do sistema capitalista, não sentindo falta da lógica consumista da nossa sociedade”, explicou a professora. Ainda segundo ela, o indivíduo em situações como a do eremita de Capivari se isola não só geograficamente, mas pessoalmente. “Ele não divide perspectivas e se fecha em si mesmo.”
Casos como o de Biliteco são raros, pois a fuga da sociedade é algo muito difícil de acontecer, segundo Selma. “A própria sociedade nos empurra para o sistema capitalista", encerrou.

Corinthians desbanca Santos, de Neymar e Ganso, e faz final da Libertadores

 

Empate por 1 a 1, com gol de Danilo, classifica o time do Parque São Jorge para a primeira decisão do torneio na história do clube

A torcida do Corinthians faz a festa no Pacaembu, aguardando o começo da partida com o Santos, válida pela semifinal da Libertadores

Luiz Antônio Prósperi/Crônica - estadão.com.br

Os times, perfilados, ouvem o hino nacional. No começo da partida, o Santos busca pressionar, mas o Corinthians, que joga em casa, tenta abafar o ataque adversário e armar o contra ataque. SERGIO NEVES

SÃO PAULO -Acabou a agonia de 102 anos. O Corinthians, pragmático como nunca, conseguiu enfim chegar à tão sonhada final da Copa Libertadores. Mandou de volta para o espaço os fantasmas de tantas noites trágicas. Nem foi necessário recorrer à tradição de raça, garra e sofrimento. Jogou na mesma toada que mostrou desde o início da competição e saiu do Pacaembu com o empate em 1 a 1 contra o então poderoso Santos. E agora pode fazer história.

No primeiro tempo, o Corinthians pagou pelo pecado de ficar muito atrás à espera de um erro do Santos para dar o bote. Sem a postura agressiva de marcar a saída de bola do adversário, o time de Tite deixou de ser protagonista. Não fez valer a sua fortaleza com mais de 35 mil guardiães a empurrar os jogadores com cânticos de amor ao clube.
O Santos, obrigado a vencer para reverter o resultado da semana passada na Vila, também não agrediu. Trocou passes com certa indolência, ainda em seu campo, obedecendo à cadência irritante de Ganso. Não havia a menor pressa para buscar o gol. Até porque, não é uma novidade, Neymar poderia aparecer.

O lance do primeiro gol, de Neymar. JOSE PATRICIO

 

Escondido entre Paulinho e Jorge Henrique, o craque quase não participava do jogo. Não tinha com quem combinar as jogadas de ataque. Borges estava com um poste entre os zagueiros e Alan Kardec, aberto na ponta-direita, não andava.

Sem Neymar aceso e o Corinthians muito apático, longe daquele time contundente de outras jornadas na Libertadores, o clássico se arrastava sem grandes emoções. De repente, como uma faísca na escuridão, Neymar pegou uma bola na intermediária, acionou Kardec na direita. O grandalhão cruzou rasteiro, Borges deu um carrinho na bola, ela, caprichosa, bateu no pé da trave e sobrou para quem? Ele, o iluminado. Neymar só encostou para o gol. Santos 1 a 0, aos 35.

A resposta da Fiel foi imediata. O Corinthians tinha de jogar no pulso da arquibancada. O problema é que não havia muitas opções. As peças continuavam na mesma posição no tabuleiro. Ninguém improvisava.

Então Tite resolveu radicalizar. Voltou do intervalo com Liedson no lugar de Willian. Jorge Henrique ficou aberto na direita, Liedson centralizado e Danilo na esquerda. Na primeira bola que pegou, Liedson sofreu falta. Alex levantou na área, Durval falhou e sobrou para Danilo, com a serenidade de um monge, fazer o gol de empate, aos 2.

O lance do gol de Danilo, do empate do Corinthians. AFP

 

O gol fez o Corinthians adiantar a marcação empurrando o Santos para atrás. Agonizando a cada minuto, o time de Muricy não encontrava um jeito de sair para o ataque. Neymar continuava escondido e Ganso vestindo a camisa da omissão. Nas arquibancadas, cada cinco minutos eram contados como uma eternidade. Lá no campo, mesmo com a obrigação de lutar por um gol redentor, o time santista não reagia. Quando o relógio apontou 40 minutos, o Pacaembu foi coberto pelo manto da emoção. A contagem regressiva começou com o coração na boca e só acabou ao apito final de Vuaden. Agora é aguardar o vencedor de Universidad do Chile e Boca para fazer história.

RESUMO DO JOGO
O Corinthians foi valente, jogou com o regulamento debaixo do braço e desbancou o Santos, dos badalados Neymar e Ganso, e agora vai para a sua primeira final de Libertadores. Pouco mais de 37 mil torcedores viram no Pacaembu o empate de 1 a 1. Neymar fez para o Santos. Danilo marcou para o Corinthians. Na Vila, semana passada, o Corinthians ganhou por 1 a 0. O jogo desta quarta foi feio, com as equipes tensas e errando passes. Nesta quinta, Boca Juniors e Universidad do Chile decidem quem será o adversário do Corinthians. O Boca ganhou o primeiro jogo por 2 a 0.

CORINTHIANS 1 x 1 SANTOS

CORINTHIANS - Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Willian (Liedson) e Jorge Henrique. Técnico: Tite.

SANTOS
- Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Adriano (Elano), Arouca e Paulo Henrique Ganso; Alan Kardec, Neymar e Borges (Dimba). Técnico: Muricy Ramalho.

GOLS - Neymar, aos 35 minutos do primeiro tempo; Danilo, aos 2 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS).

RENDA - R$ 2.599.702,50.

PÚBLICO - 37.978 pessoas.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

Grupo de Oração Universitário no Ceunsp - Itu


Aconteceu na noite da última terça-feira, 19, o Grupo de Oração Universitário (GOU) Ruah e Kairós de Encerramento do Semestre no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp).
O Grupo iniciou ás 19hs, com um grande número de estudantes universitários que vieram de várias cidades da região para passar essa noite em Oração. Os cantos e animação ficaram por conta do Ministério de Música Imagem e Semelhança do Grupo de Oração Mensageiros da Paz da RCC Jovem de Porto Feliz. 
A Pregação foi conduzida por Jupiara - coordenadora do GOJ Mensageiro da Paz, contando um pouco do seu testemunho de vida e da presença de Jesus em sua vida. Também acompanhou o ministério de música e a pregação, o coordenador em Porto Feliz para a Renovação Carismática Católica, o Claudio Ap. de Jesus.

A coordenadora Joziane e o Fundador do GOU no Ceunsp José Augusto explicaram um pouco sobre como funciona o Grupo Universitário e pediram para que todos convidem mais jovens coração e espírito.No Final foi realizada uma confraternização com Comes e Bebes.


"Aprendi que precisamos ser cristãos autênticos e levar o “evangelho” a toda criatura e porque não no ambiente onde buscamos nossa formação profissional. Quando descobri o MUR (Ministério das Universidades Renovadas) o GOU (Grupo de Oração Universitário) entrou na minha vida, desde então dedico quase todos meus intervalos à evangelização. Hoje contamos com dois momentos de GOU o RUAH toda terça-feira  no intervalo local: Sala empresa JR Bloco VIII 2º andar - Campus II e o GOU KAIRÓS toda quinta-feira no intervalo Local : Sala próxima à Capela que está em reforma que futuramente este se realizará lá no Campus I. Esse tempo consumido por amor a Deus nos traz muita paz e força para vencer toda dificuldade do dia-a-dia, onde paira na mídia notícias que entristecem nosso coração.Para muitos esse momento de oração é o único contato com Deus e é ai que o Espírito Santo age e realiza um novo Pentecostes em nossas vidas.É uma vitória tudo isso, e está enraizado em meu coração que enquanto eu tiver vida proclamarei as maravilhas que ELE fez em mim. E sempre levo comigo essa frase: “Jovens, se fores aquilo que Deus quer colocareis fogo no mundo.” (Sta Catarina de Sena).”
 Coordenadora:
 GOU RUAH (Sopro do Espírito)
Joziane








































Fotos e Texto: Rafael Corrêa - Pastoral da Comunicação