domingo, 29 de abril de 2012

Cateque faz encontro para 1ª Eucaristia

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Neste domingo (29), na Matriz Nossa Senhora Aparecida, 4 turmas de catequese da 1ª Eucaristia, sendo 1 da comunidade Santo Expedito, participaram deste encontro 33 adolescentes junto com as suas catequistas: Lenice, Gislaine, Jane e Luzia. Também esteve acompanhando as atividades a catequista Lucivone.

O pároco Washington P. Ribeiro acolheu a todos e direcionou os trabalhos em grupos, com uma motivação para os catequizandos: do que precisamos para melhorar o mundo? Os problemas e soluções podiam ser escritos ou desenhado nos cartazes. Todos foram divididos em 4 grupos para cumprir a tarefa, depois se reuniram e comentaram os resultados.

O sacerdote também teve um conversa descontraída com todos eles, respondendo à dúvidas, em seguida explicou sobre os paramentos litúrgicos, a santa missa entre outros. Encerramento foi com uma confraternização e a participação na missa das 18h.

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Pastoral da Saúde realiza almoço em prol da Missa da Saúde

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Neste domingo (29), a Pastoral da Saúde das três paróquia de Porto Feliz, realizou o almoço beneficente à realização da Missa da Saúde em Porto Feliz. Foram vendidos mais de 350 ingressos, tendo no cardápio Lagarto ao molho, arroz e diversas saladas, além de venda separada de bebidas e música ambiente.

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O almoço foi realizado na sede Durce de Camargo Diana, do Grupo Raízes da Melhor Idade de Porto Feliz. Estiveram presentes muitas pessoas que optaram por almoçar no local, outras levaram marmitex. Esteve presente o ex-prefeito professor Erval Steiner e o pré-candidato Levi Rodrigues almoçando no local.

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Missa da saúde
É um grande evento que exige grande estrutura de apoio, assim como em 2010, também agora em 2012 o Frei Rinaldo Stecanela, OSM, estará com a caravana da Saúde visitando a igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens no dia 22 de julho às 15 horas da tarde.

Missa da saúde em 2010, clique aqui!

Frei Rinaldo, OSM, é apresentador na TV Século 21, canal católico de televisão onde ele apresenta os programas: Missa da Saúde, Vida e Saúde, Terço e Sócios na Fé. No dia 22 de julho, será dia de Santa Maria Madalena. A Pastoral da Saúde visa trazer a Missa da Saúde em especial ao enfermos e idosos, seus familiares e acompanhantes.

2º dia das Festividades de São José, comunidade São José e São Bento

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Neste domingo (29), dia que amanheceu nublado, foi celebrado o segundo dia das Festividades de São José, na comunidade São José e São Bento. No altar diácono Valmir Ap. de Oliveira e o pároco Washington P. Ribeiro, junto com ministros, leitores e todos os fiéis presentes refletiram o tema da celebração eucarística “Com José servir ao Bom Pastor”.

Neste domingo do Bom Pastor, foi refletido sobre a necessidade de todos serem boas ovelhas e ajudarem a Jesus Bom Pastor, a cuidar da pessoas “não para controlar a vida alheia, mas para cuidar, ajudar e amar” ensinou padre Washington. Ao Pai e a Mãe são dados os filhos para Pastorear, ao Padre é dada uma paróquia ou comunidade, ao Bispo um diocese, aos filhos é dado a necessidade de se pastorear seus pais, ajudando-os quando necessário, ao professor é dada uma sala de aula... exemplos não faltaram para serem citados, incentivando todos a serem como São José, Patrono da Igreja e Santo das Vocações. São José é conhecido também como padroeiro dos trabalhadores e desempregados. O sacerdote também citou que São José não tinha a condição imaculada de Maria, ele tinha o pecado, não foi agraciado por um anjo, mas vivem em vida o testemunho Cristão assumindo até o fim sua Missão e bem servido a Jesus o Bom Pastor.

Após a missa, procissão percorreu ruas do jardim Porungal. No final da celebração padre e diácono receberam presentes em agradecimento da comunidade pelos esforços incontáveis para a realização desta linda festa. Após o almoço houve música, show de prêmios, comes e bebes.

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Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Ter ou ser: eis a questão


Entre as múltiplas definições de cultura que hoje circulam no mundo do saber, uma delas é “o conjunto dos traços distintivos espirituais e materiais, intelectuais e afetivos que caracterizam  uma sociedade ou  um grupo social e que abarca, além das artes e das letras, os modos de vida, as maneiras de viver juntos, os sistemas de valores, as tradições e as crenças.”

Isto que se convencionou chamar cultura, mas pode ter várias definições, segundo a área de especialidade desde onde se fala, é algo que tem sofrido grandes e profundas mutações na passagem da modernidade para a pós-modernidade. A tal ponto que passou a constituir área maior de interesse do ser humano hoje. O que era o “social” para a segunda metade do século XX é o cultural para este início de século XXI.  Porém, a primeira dificuldade com esse estado de coisas é que o conceito de cultura não e mais tão unívoco.

A importância dos problemas culturais se enquadra em um amplo contexto caracterizado pela lógica de uma sociedade produtivista que respondeu às necessidades elementares da população mais abastada e que, para continuar mantendo seu ritmo de crescimento e consumo, deve desenvolver e satisfazer as necessidades “culturais”  de sua clientela.  Assim, a cultura se torna, mais que “valores” a defender ou ideias a promover, um trabalho a empreender sobre todo o tecido da vida social, a fim de manter a máquina do consumo azeitado.  Trata-se de uma sociedade feita de “homens e mulheres que querem ter alguma coisa” e cada vez menos de homens e mulheres que ”querem ser alguém”.

Quando falamos, portanto,  dessa cultura não mais hegemônica, mas plural como é a nossa, estamos, obviamente referindo-nos ao contexto  no qual vivemos toda a nossa vida e cujas rápidas transformações das últimas décadas por isso mesmo nos espantam.

Trata-se de uma cultura da passividade exatamente por ser uma cultura do espetáculo.  Instalada nos lazeres como compensação do trabalho, a cultura consumista desenvolve nos espectadores que são os homens e mulheres de hoje a passividade da qual ela já é o efeito.                      

A cultura serve para ajudar o indivíduo a escapar das questões mais candentes e mordentes da sociedade e consumir o vazio que vai nadificá-lo.  As formas atuais de conscientização e, portanto, de aglutinação se fragmentaram e suas fronteiras já não são mais definidas. Encontram-se, sim,  abertas, fazendo inúmeras interfaces e provocando um novo recorte social onde os atores são dificilmente situáveis.

Finalmente, a cultura se tornou instrumento de poder.  Tal como o que era ontem o folclore ou a cultura popular, a cultura de massa hoje permanece afetada pelo coeficiente social que a distingue de uma cultura operacional, sempre reservada. Ela não tem mais uma função colonizadora (tanto no bom como no mau sentido da palavra: ao mesmo tempo civilizadora e conquistadora) como foi o caso durante longo tempo da educação que vulgarizava e difundia as concepções de uma elite.  Na verdade, a cultura se tornou um objeto rentável e maleável, segundo as necessidades da produção e do consumo, antes que uma arma de combate.

O poder, então, se serve da cultura sem se comprometer com ela. Não está mais comprometido nos discursos que fabrica.  Seu centro de atenção não está mais substantivamente na produção cultural, ou na difusão cultural, mas apenas tangencialmente.  E os produtos culturais servem à classe daqueles que os criam e são pagos pela massa daqueles que deles não usam nem aproveitam.

A grande questão que isso levanta  é se os membros de uma sociedade como a de hoje, afogados que estão no anonimato de discursos que não são mais os seus, e submetidos a monopólios cujo controle lhes escapa encontrarão, juntamente com o poder de se situar em algum lugar, num jogo de forças assumidas, a capacidade de expressar-se.

Parece que a questão não é mais a mesma que atormentava o Hamlet de Shakespeare: ser ou não ser.  Mas sim ter ou ser.  Se continuar alugando-se e vendendo-se a si mesma para que o consumo reine soberano, dominando e monopolizando a atenção dos indivíduos, seguramente a cultura não cumprirá seu papel de testemunha da maravilha que é o ser humano. Rastejará em nível das necessidades artificiais e não permitirá que apareçam os desejos que libertam e apontam para a Transcendência.

Autor: Maria Clara Bingemer