fonte: edição impressa do Jornal Tribuna das Monções que circulou no dia 24 de outubro de 2009 na cidade de Porto Feliz.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Vendida antiga Fábrica Mãe dos Homens de Porto Feliz
fonte: edição impressa do Jornal Tribuna das Monções que circulou no dia 24 de outubro de 2009 na cidade de Porto Feliz.
Paróquia São João Batista
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Na Terra das Monções - participara de outra competição


O curta-metragem "Na terra das Monções" novamente é selecionado para participar de uma nova Mostra. Desta vez foi selecionado para ser exibido na VI Mostra Competitiva de Vídeos, na categoria Ficção.

Ele será exibido no dia 19 de Novembro as 19h30 galpão de eventos do Sesc Ribeirão Preto.
O resultado e premiação ocorrerá no dia 19 às 21h.

Michele Holtz e Causim contracenando

A MULHER NA IDADE MÉDIA
Por AZEVEDO, Fernanda Carminati Zambrotti.
Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER NA IDADE MÉDIA.

A MULHER NA IDADE MÉDIA
Por AZEVEDO, Fernanda Carminati Zambrotti.
Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER NA IDADE MÉDIA.
SOBRE CASTIDADE
A castidade é um dos frutos do Espírito Santo na alma humana, por isso, ela pode ser vivida tranquilamente por solteiros e casados, porque a força do Espírito mesmo nos impele a degustar esse fruto admirável de sabor inigualável, visto que vem de Deus como uma benção antecipada de Seu Reino.
“Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz”.
“Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele”. (Rm 8,5-9).
Toda criatura humana já nasce consagrada a Deus por sua virgindade; esta é uma marca registrada com a qual o Altíssimo nos autentica como seus filhos e filhas.
Ocorre que por tentar viver uma pretensa liberdade, muitos se desviam dos desígnios do Senhor, pecando contra o próprio corpo, templo do Espírito Santo, e com isso atraem sobre si toda espécie de impureza, malícia, perversão, traição, maledicência, hedonismo.
A ninguém Deus deu permissão para ter acesso ao seu corpo e ao dos outros sem sua benção. Logo, ser abençoados por Deus nos dons naturais que Dele recebemos é fundamental para vivermos verdadeiramente de acordo com a sua vontade neste mundo.
Ora, por sermos obra do Senhor, deveríamos viver a dimensão sexual em conformidade com os seus desígnios expressos no sexto e nono mandamentos: não pecar contra a castidade e não desejar o cônjuge alheio.
Viver como consagrados de Deus é viver a vocação à santidade como expressão da união sacramental e espiritual para os cônjuges; e para os leigos e religiosos como antecipação do que seremos na glória desde já.
Paz e Bem!
Família Franciscana do Brasil: 2009/2012

Foi eleita na manhã deste sábado, 24 de outubro, na Casa de Retiros São Francisco, no bairro de Brotas, em Salvador - BA, a nova diretoria da Família Franciscana do Brasil, que está reunida na XV Assembleia Geral Ordinária e comemorando também seus 15 anos de fundação. Eis os (as) eleitos (as):
Triênio 2009-2012
CONSELHO DIRETOR
Diretora Presidente: Irmã Petronila Souza Soares, SMIC (PA);
Diretora Vice-Presidente: Irmã Jacinta Bichiling, Franciscanas de Dillingen (RJ);
Conselheiros:
Frei Érderson Queiroz, OFMCap. (MG);
Vanderlei Suélio Gomes, OFS (GO);
Irmã Maria Flávia de Brito, Franciscana de Dillingen (PB).
Suplentes do Conselho Diretor:
Frei Rubival Cabral, OFMCap (BA);
Irmã Carmen Polo, Franciscanas de Ingolstad.
CONSELHO FISCAL
José Cavalcante Bezerra, OFS (DF);
Nivaldo Moreira da Silva, OFS (GO);
Irmã Luzia Pereira Nunes, FPCC
Suplente do Conselho Fiscal:
Irmã Tereza Albanez, Filhas da Divina Providencia.
Desejamos sucesso p/ tds os eleitos e que Deus vos abençoe.
Em breve, o resumo completo de toda a XV Assembleia Geral da Família Franciscana do Brasil.
Fraternalmente.
Jackson dos Santos Barbosa, OFS/JUFRA
Secretário Fraterno Nacional
7° Celebrai atrai grande público em Boituva
O público se reuniu em comemoração ao dia Municipal do Evangélico, e pode conferir várias atrações, entre elas o Ministério de Nívea Soares, e o Coral Kemuel que agitaram os espectadores nos dias 16 e 17. As barracas de comes e bebes também eram um atrativo, com saborosas opções e ambiente agradável.
A grande emoção das centenas de espectadores foi acompanhar ao concurso de talentos, que estava dividido nas categorias coreografia, banda, dupla e solo. A coreografia vencedora ficou com o Ministério de Dança “Shalon” da 2° Igreja do Evangelho Quadrangular. A banda vencedora foi a “Ponto Livre” da 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular. Na categoria dupla venceram Lara Liny e Claudinei da Igreja Batista Renovada. No solo o prêmio ficou com Gisele Agostinho da Assembléia de Deus Ministério Belém do bairro Santa Adélia.
Itu é contemplada com o PAC - Cidades Históricas Itu está confirmada entre as 12 cidades paulistas contempladas com o Programa de Aceleração do Cresc
Segundo o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o programa visa não apenas restaurar monumentos protegidos, mas promover a re-qualificação urbanística, melhorar a infraestrutura urbana e social.
Capivari prevê orçamento de 139 milhoes
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domingo, 25 de outubro de 2009

A MULHER NA IDADE MÉDIA
Por AZEVEDO, Fernanda Carminati Zambrotti.
Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER NA IDADE MÉDIA.
Asfalto em conclusão

Parabéns a todos!
Paz e Bem
Dia do Servidor Público
| Dia Funcionário Público será comemorado dia 26 | ||||||||
Na próxima segunda- feira, dia 26 de outubro, será ponto facultativo nas repartições públicas municipais. Programação da Prefeitura de Tietê:
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Prefeitura transfere facultativo de quinta para sexta em Rafard

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Louvores, Cantos e Orações marcam Dia do Evangélico em Capivari
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N J Capivari | |||
Parque Temático Mini Terra Santa
O prefeito Maffei, pretende colocá-lo no distrito industrial iniciado pela Gestão Erval, e até dia de hoje, em virtudes de problemas com documentação, que não deu em nada até agora.
A prefeitura quer colocar o parque Temático Religioso, o Ginásio municipal para 15 mil lugares e o que sobrasse seria destinado ao Projeto Minha casa, minha vida do Governo federal que prometeu construir segundo o plano de governo de Maffei 2000 mil casas populares.
Em sua revista, a Igreja já publicou o nomes das cidades que foram visitadas:
Caçapava, Santa branca, Rozeira, Potim, Guaratinguetá e Canas, cidades estas que estão no caminho do fluxo religioso até a cidade de Aparecida do Norte. Concluíram que ficar na rota de Aparecida, seria prejuizo, pois os turistas só iriam la na volta, e volta a maioria sem dinheiro.
Ai Boituva, Tatui e Porto Feliz se candidataram, e houve conversas com uma empresa em Itu. Entre as cidades, Porto Feliz saiu na frente, assinou termo de compromisso e fizeram visitas, conheceram a área e fizeram uma audio conferência com Arquiteto da Prefeitura e a empresa internacional que analisa possíveis áreas de instalação, houve troca de idéias e conversas boas, coisas foram adicionadas ao projeto original em três horas de conversas.
Veja o que eles (a Igreja Suprema Graça) está falando de Porto Feliz:
23/10/09 13h35m
Oposição ao Parque enfraquecida
Para honra e glóra de nosso Deus, as oposições ao empreendimento ao Parque Terra Santa em Porto Feliz/SP, estão restritas à visão de apenas dois vereadores políticos do Atual Prefeito. Todo o povo da cidade já já recebeu a Bênção de DEUS e apoiam a vinda deste grande que vai trazer inúmeros empregos à população local.
Parque TERRA SANTA é uma realidade (SG) - 23/10/2009 13:37
Após as primeira e segunda audiências públicas ocorridas em Porto Feliz/SP, inclusive tendo a participação do Ministério Público, está consolidada a aceitação do povo da cidade, em relação á chegada do empreendimento do Parque TERRA SANTA. Acompanhe a história do Parque pela revista eletônica e aguarde novidades.
Palavra profética em Porto Feliz/SP (SG) - 23/10/2009 13:45
Aos opositores (apenas dois declarados!) dessa bênção, que é o Parque TERRA SANTA para o povo de Porto Feliz e do Brasil, fica a Palavra da Bíblia Sagrada, em Gn 27.29 "...malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem." O povo de Porto Feliz é um povo abençoado. DEUS está honrando a Fé desse Povo que apóia o Parque.
No jornal Tribuna das Monções, dá destaque a participação de Erval e a sua opinião desfavorável, assim como também de Coquinho, porém da situação ou os Pastores, não fez questão de destacar, e ainda produziu um texto cético e critico perante o empreendimento.
Certeza
Com a certeza que irão conseguir o local, os Pastores já se reuniram com o Conselho de Pastores de Porto Feliz.
Já foram ao local orar.
Já foram ao local e fizeram um rito de Fé com a Bíbblia Sagrada.
Publicado dia 03 de agosto aqui no Blog:
A Igreja Suprema Graça, busca construir o maior complexo multi religioso. Não se trata de Ecumenismo ou sincrestismo religioso.
Trata-se de um projeto com um orçamento de 40 milhões de dólares, que fique num terreno de 480 m2 e que seja pelo menos a 80 km de distancia da capital São Paulo, por isto ficamos surprendidos com a esperança que de que seja instalado em Porto Feliz este empreendimento.
O parque teria capacidade de receber 10 mil vistantes ao dia. Com representação geografica, historica, topográfica, roteiros baseado desde o Antigo ao Novo Testamento.
O parque é destinado a religiões monoteístas como Catolicismo, judeus, Evangélicos e muçulmanos. Tendo cada um do que foi citada um tempo só para si, o objetivo é coexistência de todas para que diminua as diferenças, com uma capela católica, templo evangélico, mesquita e sinagoga.
E com um conselho multireligioso, adminstraria um projeto social, que funionaria no município que recebesse este empreendimento também chamado como Mini Terra Santa.
fonte: http://www.supremagraca.com.br/
Delegação anglicana conhece em Roma as estratégias de comunicação da Igreja Católica Vários pastores da Igreja Anglicana viajaram a Roma em Setembro
Vários pastores da Igreja Anglicana viajaram a Roma em Setembro para estudar e analisar de perto os recursos de comunicação da Igreja Católica. A ideia do projecto foi do P. John Carter, encarregado de imprensa e comunicação da diocese de Ripon e Leeds.
O grupo reuniu quarenta pessoas, homens e mulheres, entre os quais o Bispo anglicano de Croydon, ao sul de Londres, e pessoas das demarcações anglicanas (Chester, Lambeth, Ely, Manchester, York, Chelmsford, Hereford, Southwick, Worcester, etc.) na Grã Bretanha, e de algumas nos Estados Unidos.
Houve tempos para perguntas e respostas e para troca de impressões sobre os recursos usados pelos responsáveis de comunicação, com o objectivo de poder aplicá-los nas respectivas dioceses anglicanas.
Além de visitar a Faculdade de Comunicação, os responsáveis de comunicação das várias dioceses anglicanas tinham interesse em conhecer o plano de comunicação desenvolvido pela prelatura do Opus Dei, em concreto no famoso caso do Código Da Vinci. Também estiveram na sede do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, na Sala de Imprensa da Santa Sé e na Rádio Vaticano.
Juan Manuel Mora, vice-reitor de Comunicação da Universidade de Navarra, acaba de publicar um livro sobre a estratégia de comunicação do Opus Dei na altura da publicação do livro e da estreia do filme sobre o “Código Da Vinci”.
A estratégia consistiu em lançar mensagens positivas, rejeitar o boicote e a batalha judicial, e actuar com toda a transparência possível, inspirando-se no ditado norte-americano: "se te derem limões, faz limonada" (isto é, aproveitar a ocasião negativa para tirar um resultado positivo).
sábado, 24 de outubro de 2009

A MULHER NA IDADE MÉDIA
Por AZEVEDO, Fernanda Carminati Zambrotti.
Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER NA IDADE MÉDIA.
Jornal católico português destacou condenações papais do nazism
O Jornal «Novidades» acompanhou com atenção as encíclicas de Pio XI e Pio XII sobre o Nacional-Socialismo e Comunismo e dá “um grande destaque aos esforços destes Papas para estabelecer a Paz na Europa” – referiu o historiador Guilherme Sampaio num colóquio sobre Poder Temporal e Poder Espiritual.
As encíclica «Mit Brennender Sorge» e «Divini Redemptoris» de Pio XI (1922/39) foram publicadas no mês de Março de 1937 e o “curto intervalo em que foram publicadas não foi inocente, mas sim premeditado” – disse Guilherme Sampaio no Colóquio «Poder Espiritual/Poder Temporal – As relações Igreja-Estado no tempo da República (1910-2009).
Na encíclica sobre o Nacional-Socialismo, «Mit Brennender Sorge» Pio XI condena as violações da Concordata por parte da Alemanha. “Campanha contra as escolas confessionais e o ensino da religião católica nas escolas estatais que é uma forma de condicionar a formação da juventude católica” – salientou o orador. Pio XI define o «Nacional-Socialismo» como “estatolatria, totalitarismo de Estado”.
O «Novidades» afirma que, “tanto o comunismo como o racismo”, perverteram a ordem criada por Deus”. E acrescenta: “veda aos católicos alianças com comunistas e nazis”.
Com a morte de Pio XI (Março de 1939) foi eleito o cardeal Pacelli que assumiu o nome de Pio XII. O «Novidades» acolheu esta notícia com “grande optimismo” e publica, ao longo de vários dias, “episódios biográficos e artigos encomiásticos” – frisou o conferencista da «Recepção da Encíclicas de Pio XI e de Pio XII no jornal católico português “Novidades” (1937-1945)»
Em Outubro de 1939, Pio XII (1939/58) publicou a sua primeira encíclica «Summi Pontificatus». Como a II Guerra Mundial tinha começado recentemente, o Papa reflecte sobre as causas da guerra. “No processo de secularização e laicização das sociedades ocidentais” – afirmou. Este documento foi divulgado na íntegra pelo referido jornal que o “apelidou de notável”.
artigo interessante
Os últimos incidentes referentes à luta entre policiais-militares e o tráfico, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro ganharam espaço nas grandes mídias do Brasil e de inúmeros países do chamado Primeiro Mundo. Como se sabe, o Brasil não está em guerra interna ou externa. Por aqui, não há motivo aparente, no atual contexto, para espetáculos de ações diretas, registrados e reproduzidos fartamente pelas mídias. É estranho que um helicóptero tripulado por soldados da PM tenha sido abatido em pleno vôo, com três mortes e dois feridos. A tragédia não foi maior porque foi possível o pouso forçado da aeronave em chamas, em campo aberto. As imagens de sua completa destruição física parecem cenas da Guerra do Iraque, da Colômbia ou do Afeganistão. Mas, não são. Tudo ocorreu em um outrora pacato bairro da Zona Norte – Vila Isabel. Este é ocupado por parcelas das classes médias da cidade, que são vizinhos de muitas comunidades faveladas e foi um dos berços do samba moderno brasileiro. Jamais isto tinha ocorrido antes. Parece, que existiram tentativas, mas esta foi a primeira vez que se conseguiu concretizar a façanha. Acendeu-se uma lâmpada de alerta. O Rio de Janeiro é uma cidade conflagrada. Talvez, se isto tivesse acontecido antes de sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016, o resultado tivesse sido outro ou a vitória bem mais difícil. A política de segurança adotada por sucessivos governos da cidade e do Estado comete equívocos e dialoga com público, através das mídias, de modo ainda mais equivocado. Ao não aceitar ajuda federal, o atual governador situou o problema na esfera local, dizendo que, por ora, tinha como resolvê-lo. As questões de fundo que são as verdadeiras causas de tudo isto foram, mais uma vez, para debaixo do tapete da política e da história. Os problemas sócio-urbanos do Rio de Janeiro são muito graves e se arrastam desde o fim da escravidão, ou mesmo de antes. Tem-se uma cidade dividida entre uma parcela mais rica que mora no ‘asfalto’ e cerca de 600 ou mais comunidades faveladas construídas, em sua maioria, em morros, muitos deles de difícil acesso. Estas comunidades são, de há muito, usadas pelo crime como local de recrutamento e homiziamento. Obviamente, que nada disto é exclusivo à esta cidade, mas nela, esta situação ganha características especiais. Mais do que um, em cada três cariocas, mora em uma das favelas da cidade. Diferentemente de outras, a geografia do Rio levou e continua levando os excluídos e os imigrantes para os morros e algumas regiões planas de baixo interesse imobiliário. Estas são, por vezes, distantes e periféricas. A origem destas comunidades remonta à época da escravidão. Nesta, negros fugidos – quilombolas – ou abandonados pelos seus senhores usavam os morros para morar e muitas vezes plantar e criar animais. Quando do fim da Guerra de Canudos (1897), o Morro da Favela, nas proximidades da Central do Brasil, abrigou muitos retirantes do conflito, que vieram para a velha capital. Daí, a origem e a popularização do nome. No local, ainda existe uma impressionante favela, que parece debruçada sobre uma pedreira – o Morro da Providência – que é um dos locais de conflito na cidade. Sua antiguidade e pobreza testemunham anos e anos de descaso público. Estas comunidades cresceram todas as vezes que houve ciclos de prosperidade no país. Parece paradoxal, mas o que ocorria e ainda ocorre é que imigrantes, vindos para trabalhar na construção civil e outras atividades urbanas, não tinham como morar nos prédios que levantavam e nos bairros onde trabalhavam. A opção era a de construir barracos, se possível, no morro mais próximo de onde labutavam. Hoje, quase não existem mais barracos. A madeira ficou cara. O tijolo e o cimento são abundantes e relativamente mais baratos do que no passado. As habitações são, quase sempre, construídas em tijolos. Como nem sempre há dinheiro para o reboco externo, muitas favelas, vistas de longe, parecem jogos infantis avermelhados e amontoados. A alvenaria externa é mais facilmente encontrável nas favelas mais antigas e nas mais “ricas”, onde se concentram trabalhadores empregados com carteira assinada ou biscateiros bem-sucedidos. É lógico, que numa mesma favela é possível encontrar as duas situações, bem como se podem ver ainda barracos, agora, construídos com resto do lixo urbano. O mundo favelado é altamente complexo e não cabe neste pequeno artigo. Nele existe uma estrutura social com imensas diferenças internas. A maioria dos seus habitantes são trabalhadores ou desempregados. Um pequeno percentual dedica-se às atividades criminosas. O preconceito do “asfalto” é antigo, até porque grande parte dos seus moradores e negra, quase negra, de origem nordestina, mineira e vindos de outros bolsões da miséria brasileira. Para as classes médias mais reacionárias, favela é lugar de marginal, de gente que não presta. Esta mesma gente não tem qualquer cerimônia em explorar o trabalho dos que lá vivem. Entre os governos de Carlos Lacerda e de Chagas Freitas prevaleceu a idéia de que a solução para a questão favelada era a remoção para conjuntos habitacionais construídos pelo governo na periferia do Rio de Janeiro. Pouco a pouco, a proposta de remover perdeu terreno pela a da urbanizar. Aliás, o atual prefeito levantou a mesma questão da remoção, sem nada ainda ter feito de concreto nesta direção. Também, junto com o atual governador do Estado foi feita a polêmica proposta de algumas favelas serem ‘separadas’ por muros do resto da cidade. Os atuais PACs têm projetos engajados em algumas obras de urbanização básica dos mesmos locais. Os casos de remoção conhecidos nada mudaram para os favelados, liberando terrenos valiosos para a especulação. Os mesmos problemas que existiam na origem foram remontados nos conjuntos habitacionais, rapidamente favelizados. Os projetos municipais urbanizadores, tal como o chamado Favela-Bairro, mudaram muito pouco a realidade destas comunidades. A questão central é que em nenhum destes projetos desenvolvidos ou propostos até hoje houve a preocupação com a distribuição de renda entre os habitantes. O problema do desemprego continuou a ser gravíssimo, afetando, com muita força, os jovens. Existem milhares e milhares de jovens favelados sem emprego, escolas decentes, comida em casa, saneamento básico, tratamento médico necessário. Os que conseguem trabalho ganham mal e não raro não têm seus direitos respeitados. Neste quadro, fica fácil ao tráfico e a outras atividades criminosas fazer o recrutamento constante. A cada preso ou morto há uma fila de substitutos, de gente capaz e disposta a arriscar a vida para alguns momentos fugidios de glória e de ascensão. A política de matar, torturar e prender em massa nada muda. Ao contrário, cria heróis e mártires, estimulando novas adesões. Por isto, é difícil crer que se deseje, de fato, acabar com o problema. De todas as favelas cariocas, em torno de dezoito, teriam bolsões mais nítidos do tráfico. O Rio não é Mendellin, na Colômbia. Por aqui, não existem cartéis e nem máfias muito organizadas. A droga vendida no Rio, como se sabe, ou vem do Nordeste (maconha), do Paraguai, da Bolívia, da Colômbia e do Peru. Logo, ela atravessa, certamente por terra, alguns milhares de quilômetros, até está disponível em um ponto de revenda local. Como passa desapercebida, é um ‘mistério’ a resolver. Parte destes carregamentos sai do Rio para a Europa e EUA. Logo, a cidade é também um entreposto. Em parte das favelas, onde não existe tráfico ou ele foi banido, funcionam as famosas milícias – nova versão do crime social local, com a clara participação de pessoas de algum modo ligadas às forças repressivas. Quase em todas comunidades existem pequenos grupos de pessoas que se dedicam a vários tipos de atividades criminosas. É difícil que o número de criminosos em uma favela seja superior a um por cento de seus moradores. O número de desempregados ou de subempregados pode chegar a mais da metade do conjunto da comunidade. Os grupos de traficantes mais comuns são pequenos bandos de, em torno, vinte pessoas, desarticulados e por vezes inimigos entre si que adotam siglas de organizações que só existem atualmente no universo nebuloso das mídias, sem muito respaldo no real. No Rio, felizmente, não há nada como o PCC paulista. É verdade, que uns atiram nos outros e/ou tentam tomar o território dos rivais. O capo, normalmente é alguém mais velho, com várias passagens policiais e com ligações com o crime mais ou menos organizado existente dentro dos presídios. Os soldados do tráfico são jovens, por vezes bem jovens, que têm uma esperança de vida média de dois anos nesta atividade para lá de perigosa. As armas de guerra que conseguem por efeito da corrupção e do dinheiro acumulado pela venda de drogas, são as mais usadas nas lutas entre as facções. Muitas delas foram produzidas nos EUA, na Inglaterra, em Israel e em países do Leste europeu. Outras, sobretudo munições, se originam também em aquisições feitas no contrabando e as que são oficialmente compradas pelas forças armadas e policiais brasileiras. Sabe-se, que com dinheiro e contatos, não é difícil comprar um fuzil-metralhadora moderno, bem como a munição necessária. O problema está em se imaginar como circulam estes artefatos no mundo contemporâneo. Certamente, há muitos interesses em jogo. O episódio do helicóptero chama a atenção, porque jamais algo similar havia acontecido. Normalmente, os traficantes atiram na polícia somente quando estão encurralados, que é o que deve ter acontecido. Eles preferem guardar suas balas para seus iguais e para garantir seus reinados nas comunidades onde atuam. Eles evitam um confronto maior com as polícias, porque sabem que serão, no passo seguinte, perseguidos até o destino final. A atual política de ocupações policiais permanentes de algumas favelas, três até o momento, funciona bem nos locais tomados pela polícia. Mas, tem como efeito colateral estimular os bandos a buscar a quem invadir outras criando guerras, como a que se viu no Morro dos Macacos em Vila Isabel. Trata-se de uma situação complexa que precisa ser analisada a fundo e que sejam tomadas medidas que tenham efetivo poder de desmontar as bombas relógio sociais da atual fase da modernidade. Uma política de emprego, de divisão de renda, de escolarização real e não formal para todos, de respeito aos direitos humanos e, sobretudo, o exemplo de honestidade pública do poder poderiam fazer a diferença. A exclusão semeia a violência e o caos, levando à uma realidade sem saída. | ||
| Autor: Luis Carlos Lopes Fonte: Carta Maior |




