sábado, 21 de julho de 2012

Conheça o médico que doou sangue para salvar a vida do inimigo durante a Guerra das Malvinas

 

Marcel Verrumo 18 de julho de 2012

Era 1982 e o barco hospital argentino Almirante Irizar estava atracado próximo às Ilhas Malvinas. Transcorria a Guerra das Malvinas, na qual Argentina e Grã-Bretanha disputavam o domínio das ilhas Malvinas/Falklands. Dois soldados caminhavam – um apoiado no outro – em direção ao barco hospital. A proximidade revelava dois homens jovens e cansados. Um médico argentino se adiantou:

- O que vocês têm?

- Cure meu companheiro – respondeu um dos soldados, indicando o combatente com uma ferida.

- Mas e você, o que tem?

- Não tenho nada. Veja meu companheiro como está.

- Tire a roupa.

O soldado que levara seu amigo ao barco hospital tirou a camisa, deixando as costas nuas. Uma ferida com pus se desenhou nas costas do soldado. Ele havia sido atingido. O médico argentino apalpou as costas e sentiu o esquile de uma granada. Quando uma granada explode, lança uma série de esquiles, pedaços de ferro que rasgam a pele. Um desses esquiles rompera a região próxima à coluna vertebral do soldado e a acompanhara, sem atingi-la ou a lesioná-la. O médico fez um corte, tirou o pedaço de ferro e desinfectou a região. O soldado não se queixava de nada, não reclamava de dor, permanecia silencioso. Enquanto seu amigo estava com uma ferida de tratamento simples, ele poderia ter morrido ou ficado paraplégico caso o esquile tivesse rompido suas costas a 1cm mais próximo da coluna vertebral.

Quase 30 anos depois, o médico argentino Sosa Amaya se referiria a esse fato como um momento em que Deus esteve presente na guerra. Das faces dos soldados ele já teria se esquecido, mas ainda se lembrava de suas histórias. Principalmente de uma em que ele foi um dos protagonistas.

Tratamento igualitário

Segundo Sosa Amaya, no barco Almirante Iriza não estiveram presentes feridos britânicos. Em relação aos médicos da nação inimiga, ele reconhece que os profissionais respeitaram os tratados internacionais e prestaram a assistência adequada aos feridos argentinos capturados.

Um dia, um médico britânico enviou uma mensagem ao barco argentino informando que carecia de um tipo sanguíneo e de um medicamento anti-hemorrágico. Em pouco tempo, um helicóptero britânico, identificado com o símbolo da cruz vermelha, pousou no navio. Sosa foi ao estoque do barco, separou o sangue e o medicamento solicitados e os entregou ao piloto britânico. Um argentino o questionou:

- Por que o senhor doou sangue ao inimigo?

- Porque nós estamos aqui para salvar vidas e não para destruí-las.

Medicina em tempos de Guerra

Antes de ir à Guerra das Malvinas, Sosa era médico da Armada da Argentina. Na carreira médica, sua especialidade era infectologia; na vida militar, submarino. No início de 1982, trabalhava no Hospital Naval de Buenos Aires quando foi chamado por um inspetor. “O senhor foi selecionado para ser o chefe de sanidade do Barco Hospital ARA Almirante Irizar”, lhe disseram. Duas semanas após o início da Guerra, o médico desembarcou nas ilhas Malvinas no barco hospital sob sua responsabilidade. No veículo, iam traumatologistas, cirurgiões, radiologistas, laboratoristas, farmacêuticos, médicos de diferentes especialidades. Segundo Sosa, só não havia obstetras e pediatras.

Para que os barcos hospitais não fossem confundidos com embarcações inimigas, eles eram pintados de branco com grandes cruzes vermelhas. Durante a noite, permaneciam iluminados. Os barcos se subetiam à constante inspeção da Cruz Vermelha Internacional para a avaliação a respeito do cuidado dispensado aos feridos adversários capturados.

Durante conflitos armados, o exercício da medicina deve respeitar as Leis de Genebra, tradados internacionais que contêm normas para que seja evitada a barbárie e sejam protegidas as pessoas que não participam das hostilidades (civis, médicos e membros de organizações humanitárias, por exemplo) ou que já não combatem (feridos, enfermos ou prisioneiros de guerra). Os tratados foram criados em 1864 pela Cruz Vermelha e, antes da Guerra das Malvinas, sua última versão fora estabelecida em 1949.

Em relação aos profissionais da área de saúde, o documento estabelece que soldados que estejam sob poder dos adversários devem ser tratados com humanidade e sem distinção. Não deve haver diferença entre um combatente aliado e um inimigo. Atentados contra a vida, mutilações, tortura, humilhações e situações que coloquem em xeque a dignidade da pessoa devem ser combatidas.

* Reportagem escrita a partir de uma entrevista que realizei em 2010 com o médico Sosa Amaya na cidade argentina de Córdoba.

O lobo e o cordeiro!

 


O impossível pacto entre o lobo e o cordeiro

Post Festum, podemos dizer: o documento final da Rio+20 apresenta um cardápio generoso de sugestões e de propostas, sem nenhuma obrigatoriedade, com uma dose de boa vontade comovedora mas com uma ingenuidade analítica espantosa, diria até, lastimável. Não é uma bússula que aponta para o “futuro que queremos” mas para a direção de um abismo. Tal resultado pífio se tributa à crença quase religiosa de que a solução da atual crise sistêmica se encontra no veneno que a produziu: na economia. Não se trata da economia num sentido transcendental, como aquela instância, pouco importam os modos, que garante as bases materiais da vida. Mas da economia categorial, aquela realmente existente que, nos últimos tempos, deu um golpe a todas as demais instâncias (à política, à cultura e à ética) e se instalou, soberana, como o único motor que faz andar a sociedade. É a “Grande Transformação” que já em 1944 o economista húngaro-norteamericano Karl Polanyi denunciava vigorosamente. Este tipo de economia cobre todos os espaços da vida, se propõe acumular riqueza a mais não poder, tirando de todos os ecossistemas, até à sua exaustão, tudo o que seja comercializável e consumível, se regendo pela mais feroz competição.
Esta lógica desequilibrou todas as relações para com a Terra e entre os seres humanos.
         Face a este caos Ban Ki Moon, Secretário Geral da ONU, não se cansa de repetir na abertura das Conferências: estamos diante das últimas chances que temos de nos salvar. Enfaticamente em 2011 em Davos diante dos “senhores do dinheiro e da guerra econômica” declarou:”O atual modelo econômico mundial é um pacto de suicídio global”. Albert Jacquard, conhecido geneticista francês, intitulou assim um de seus últimos livros:”A contagem regressiva já começou?”(2009). Os que decidem não dão a mínima atenção aos alertas da comunidade científica mundial. Nunca se viu tamanha descolagem entre ciência e política e também entre ética e economia como atualmente. Isso me reporta ao comentário cínico de Napoleão depois da batalha de Eylau ao ver milhares de soldados mortos sobre a neve:” Uma noite de Paris compensará tudo isso”. Eles continuam recitando o credo: um pouco mais do mesmo, de economia  e já sairemos da crise. É possível o pacto entre o cordeiro(ecologia) e o lobo(economia)? Tudo indica que é impossível.
         Podem agregar quantos adjetivos quiserem a este tipo vigente de economia, sustentável, verde e outros, que não lhe mudarão a natureza. Imaginam que limar os dentes do lobo lhe tira a ferocidade, quando esta reside não nos dentes mas em sua natureza. A natureza desta economia é querer  crescer sempre, a despeito  da devastação do  sitema-natureza e do sistema-vida. Não crescer é prescrever a própria morte. Ocorre que a Terra não aquenta mais esse assalto sistemático a seus bens e serviços. Acresce a isso a injustiça social, tão grave quanto a injustiça ecológica. Um rico médio consome 16 vezes mais que um pobre médio. Um africano tem trinta anos a menos de expectativa de vida que um europeu (Jaquard, 28).
         Face a tais crimes como não se indignar e não exigir uma mudança de rumo?  A  Carta da Terra nos oferece uma direção segura :”Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Isto requer uma mudança na mente e no coração; requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal...para alcançarmos um modo sustentável de vida nos níveis local, nacional, regional e global”(final). Mudar a mente implica um novo olhar sobre a Terra não como o “mundo-máquina” mas como  um organismo vivo, a Terra-mãe a quem cabe respeito e cuidado. Mudar o coração significa superar a ditadura da razão técnico-científica e resgatar a razão sensível onde reside o sentimento profundo, a paixão pela mudança e o amor e o respeito a tudo o que existe e vive. No lugar da concorrência, viver a interdependência global, outro nome para a cooperação e no lugar da indiferença, a responsabilidade universal, quer dizer,  decidir enfrentar juntos o risco global.
         Valem as palavras do Nazareno:”Se não vos converterdes, todos perecereis”(Lc 13,5).

Autor: Leonardo Boff

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como desenvolver a autocompaixão e diminuir o stress

 

Ana Carolina Prado 18 de julho de 2012

 

Você sabe o que é a autocompaixão? Já falei sobre ela há algum tempo, aqui e aqui. Trata-se, basicamente, de ser compreensivo e gentil consigo mesmo, sem ficar se culpando ou criticando demais. Cada vez mais pesquisas têm mostrado que cultivar essa atitude faz bem para a sua saúde mental – ajudando a reduzir o stress, por exemplo.

Não é conceito muito fácil de entender: é diferente da autoestima, que pode levar ao narcisismo ou um amor extremado a si mesmo, e não pode ser confundido com autopiedade (que é a pena de si).

De acordo com Kristin Neff, professora de psicologia da Universidade do Texas em Austin e pesquisadora do assunto, “autocompaixão significa tratar a si mesmo com a mesma gentileza e cuidado com que você trataria um amigo”.

Não é difícil entender por que um pouco de autocompaixão faz bem: pessoas assim evitam fazer críticas destrutivas a si mesmas ou fazer generalizações negativas (do tipo “eu SEMPRE estrago tudo”). Além disso, elas veem seus problemas e falhas como parte normal da condição humana. Sem dramas.

E, diferentemente do que possa parecer, tratar a si mesmo com gentileza também ajuda a atingir seus objetivos. Neff explicou para a Scientific American que as pessoas podem achar que a autocrítica as motiva e, se não forem duras consigo mesmas, não vão sair do lugar. Mas os estudos mostram que a autocompaixão não promove o rebaixamento dos padrões das pessoas – a diferença é que, nesses casos, se elas não atingirem seus objetivos não será o fim do mundo, porque elas não determinam seu próprio valor com base no sucesso. Isso já ajuda muito a diminuir seu nível de stress.

Como desenvolver autocompaixão

Mas como você pode desenvolver essa atitude? Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia em Berkeley concluiu que uma forma eficiente de conseguir isso é mostrando gentileza e compaixão a outras pessoas.

Em uma conferência da Sociedade para a Psicologia Social e da Personalidade, em janeiro deste ano, as pesquisadoras Juliana Breines e Serena Chen falaram sobre uma série de experimentos nos quais elas pediram a um grupo de voluntários que apoiassem outra pessoa. Eles poderiam fazer isso ao escrever sugestões para fazer um amigo com um problema se sentir melhor. Também foi pedido a outro grupo que recordasse um momento divertido que passaram com um amigo e, a um terceiro, que apenas lessem sobre o sofrimento de outros.

Resultado: o grupo que deu apoio se avaliou com maior autocompaixão do que os outros. Segundo Breines, apoiar outras pessoas dá o sentimento de estar conectado e ajuda a enxergar que outras pessoas também têm problemas. Mas o ponto principal é que, em épocas difíceis, as pessoas têm a tendência natural de se concentrar em si mesmas e acham difícil ajudar outras. Quando, apesar disso, nos esforçamos em aproveitar oportunidades de apoiar outros, podemos nos sentir melhor em relação ao que estamos vivendo.

Rodoviária de Capivari deve ser concluída em 2013

 

 

Projeto da rodoviária municipal que será construida no lugar do antigo Mercadão

Por Valéria Hein
Publicado no Portal CBN Campinas, quinta-feira, 12 jul 2012 15:16

A demolição do Mercado Municipal de Capivari entra na sua reta final. Pelo menos é o que promete a Secretária Municipal de Planejamento e Obras, Joceli Angelin Cardoso. No local vai ser erguida uma rodoviária, que deverá pela primeira vez tirar as pessoas do relento na hora de esperar o ônibus. A Secretária informa que a partir das próximas semanas será agilizado o processo de demolição, com a derrubada da alvenaria e da fundação. Após o início das obras da nova rodoviária, previsto para o começo de setembro, a previsão de término do novo terminal é de seis meses.

Hoje a noite!!!!

 

Slide1

Amanhã!!!!!!!!!!!!!

 

festa julina n s ap logo inferior Pascom

Amanhã!!!!!!

 

Quermesse deSão Benedito!

Mortes por Aids caíram 24% de 2005 a 2011, aponta relatório da ONU

 

 

Redução no número de mortes reflete aumento do tempo de vida dos soropositivos

Um relatório do programa da ONU contra a Aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira revela importantes avanços globais no combate à doença.

Segundo o documento, as mortes causadas pela doença caíram 24% entre 2005 e 2011. Há sete anos, 2,2 milhões de pessoas morreram por causa da doença; em 2011, foram 1,7 milhão.

 

A redução no número de mortes reflete o aumento do tempo de vida dos soropositivos - que, na década de 1980, era de cinco meses e, hoje, chega a dez anos ou mais.

Os dados apontam ainda que, em 2011, 8 milhões de pessoas com HIV em países subdesenvolvidos recebiam tratamento adequado, número 20% maior do que em 2010 (6,6 milhões). Como consequência, as novas infecções entre crianças baixaram pelo segundo ano consecutivo.

Em 2011, diz a Unaids, 57% das 1,5 milhão de mulheres soropositivas grávidas foram tratadas com antirretrovirais para prevenir a transmissão do vírus a seus filhos. Em 2010, 48% receberam o mesmo tratamento.

A melhora nos índices, segundo o relatório, põe o mundo no caminho de obter "uma geração livre de Aids". Para isso, porém, a Unaids diz que a meta de tratar 15 milhões de soropositivos até 2015 deve ser alcançada.

Apesar dos avanços, o relatório diz também que houve 2,5 milhões de novas infecções pelo HIV em 2011, aumentando o total de soropositivos no mundo para 34,2 milhões.

A DIVINDADE DE JESUS NOS EVANGELHOS

f534
De modo análogo a como se nega a historicidade dos milagres, às vezes afirma-se que o título de “filho de Deus” só designa, nos evangelhos, uma aproximação especial de Jesus com Deus. Geralmente, argumenta-se designando que este título tem diversos usos nos textos da época: aplica-se a personagens que se distinguem por serem justos, ao povo de Israel, aos anjos, a realeza ou a pessoas com alguma faculdade especial. Mas quando consideramos os relatos evangélicos, novamente aparecem diferenças só explicáveis se se reconhece a natureza divina de Cristo, proclamada à luz do mistério Pascal.
Assim, no evangelho de São Marcos se demonstra que a personalidade se Jesus é sobre-humana. Certamente, em certas ocasiões, Jesus é proclamado filho de Deus por pessoas que talvez só o façam segundo o sentido normal da época, sem conhecer a fundo suas implicações
Porém, também, a voz do Pai no Batismo e na Transfiguração testemunha que Jesus é Filho de Deus; e à luz desta declaração pode-se apreciar em muitas outras passagens o caráter real e único da filiação divina de Cristo. Por exemplo, o próprio Jesus apresenta-se como o “filho amado” na parábola dos vinhateiros homicidas, radicalmente diferente de todos os enviados anteriores; também manifesta uma relação pessoal única de filiação e confiança com o Pai ao chamar-lhe - e este é o único evangelho que o mostra – Abba[12] , Papai.
Neste contexto, é interessante assinalar como a fé do evangelista na divindade de Jesus fica marcada pelo versículo citado, Filho de Deus[13], e a confissão do centurião, ao final do texto: verdadeiramente este homem era Filho de Deus![14].
Em São Mateus, a definição divina de Jesus se apresenta com mais profusão que em São Marcos. O título vem manifestado por endemoninhados, pelo centurião, pelos que passam sob a Cruz no Calvário, pelos sacerdotes, por Pedro e os discípulos, especialmente depois de um milagre. Ainda mais claramente que em São Marcos, vê-se que nem todos os que o chamam filho de Deus o reconhecem como tal, e sem dúvida esta atitude serve ao evangelista como contraponto daqueles que o fizeram.
Entretanto, o terceiro evangelho ressalta a relação entre Jesus e o Pai, destacando-a em um ambiente de oração, de intimidade e confiança, de entrega e submissão, que termina nas últimas palavras pronunciadas na Cruz: Pai, em tuas mãos entrego meu espírito[15].
Ao mesmo tempo é fácil captar como sua vida e sua missão são continuamente guiadas pelo Espírito Santo, já desde a Anunciação onde se proclama sua filiação divina. Junto a estas características particularmente destacadas em São Lucas, voltamos a encontrar outros testemunhos comuns com os demais evangelistas: também os demônios chamam “Filho de Deus” a Jesus nas tentações e nas curas dos endemoninhados em Cafarnaun e Gerasa.
Em São João apresenta-se a filiação divina de Cristo em seu sentido mais profundo e transcendente: Ele é o Verbo, que está no seio de Deus e se faz carne; é pré-existente, já que é anterior a Abraão; foi enviado pelo Pai, desceu do céu... São características que destacam a realidade divina de Jesus
A confissão da divindade por parte de Tomé pode considerar-se o cume do evangelho, que foi escrito para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome[16].
Em São João é patente, talvez mais que em nenhum outro evangelista, como a afirmação da divindade real de Jesus pertence ao próprio núcleo da pregação apostólica. Uma afirmação, além de tudo, que aprofunda suas raízes na consciência que Cristo tinha desta divindade, em sua passagem pela terra.
Neste sentido, é de especial interesse recordar - e é um elemento comum a todos os evangelistas - como Jesus diferencia sua relação com o Pai da que tem com os demais homens: meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus[17]; subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus[18]; a expressão “Pai nosso” nos lábios de Jesus só aparece em uma ocasião, ao ensinar aos discípulos o modo que devem rezar. Cristo nunca põe no mesmo nível sua especial filiação com a dos discípulos: uma amostra da consciência que Ele mesmo tinha de sua divindade.
A pregação da primitiva comunidade cristã apresenta as formas de anuncio, de catequeses, de exortação ou de argumentação em favor da fé, que vêm recolhidas na narração evangélica. Isto influi mais em suas características literárias que no conteúdo do que aconteceu.
É útil descobrir que as necessidades da pregação levaram a selecionar algumas passagens em relação a muitas outras[19], e que moveram os evangelistas a apresentar a vida de Cristo em um modo mais teológico que biográfico, mais sistemático que cronológico. Porém não há motivo para pensar que este interesse e essas necessidades levem a falsificar as recordações, a criá-los ou a inventá-los.
Mais ainda, as expressões e acontecimentos desconcertantes são uma prova a mais da credibilidade dos evangelhos - por que o batismo, se Cristo não tinha pecado?, por que afirmar a aparente ignorância de Jesus a respeito da Parusia, ou que não pôde fazer milagres, ou que estava cansado? -, como o são também a forma semítica das palavras, ou o uso de expressões arcaicas ou não assumidas pela teologia posterior – como “filho do Homem”.
Os evangelhos estão repletos de episódios cheios de candura e naturalidade; cada um deles é uma mostra de veracidade, e do desejo de contar a vida de Jesus no seio da tradição da Igreja. Quem escuta e recebe essa Palavra pode chegar a ser discípulo[20].
Na mensagem cristã se entrelaçam a fé e história, teologia e razão, e os testemunhos apostólicos manifestam a preocupação de apoiar sua fé e sua mensagem sobre os fatos, contados com sinceridade.
Nessas páginas, o próprio Cristo se dá a conhecer aos homens de todos os tempos, na realidade de sua história, de seu anuncio. Lendo-as, não aderimos a um ideal moral; meditar o evangelho não é refletir sobre uma doutrina. É meditar a história de Cristo desde o seu nascimento num presépio até à sua morte e sua ressurreição[21], porquequando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores detalhes da sua existência, do seu caráter, para assim nos identificarmos com ela[22]
B. Estrada
-----------------------
[1] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré, cap. 1 e 2.
[2] Caminho n. 584.
[3] 1 Cor 1, 23s.
[4] Cfr. Flávio Josefo, Antiquitates Judaiae, 18, 3, 3.
[5] Conc. Vaticano II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 18.
[6] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), Introdução.
[7] 1 Cor 15, 14.
[8] Cfr. Mt 13, 18; Mc 6, 50.
[9] Catecismo da Igreja Católica, n. 515.
[10] Amigos de Deus, n. 216.
[11] Cfr. Lc 11, 20.
[12] Mc 14, 36.
[13] Mc 1,1.
[14] Mc 15, 39.
[15] Lc 23, 46.
[16] Jo 20, 31.
[17] Jo 8, 54.
[18] Jo 20, 17.
[19] Cfr. Jo 21, 25.
[20] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), cap. 4.
[21] É Cristo que passa, n. 107.
[22] É Cristo que passa, n. 107.

Encerramento da Semana Evangélica em Porto Feliz

456501_241763735935868_1721113675_o

Encerou nesta quinta-feira, a 20ª Semana Evangélica, que reúne dezenas de igreja evangélicas de Porto Feliz. Com o tema "Vinde, adoremos", nesta noite teve a pregação da Palavra de Deus com o Pastor Daniel Baltazar da cidade de Araraquara.

Presenças do prefeito Claudio Maffei, vereadora e candidata a prefeitura Andrea Matos, seu vice Esquerdo. Candidato a prefeito Gianpaulo e sua esposa, vereador Ednilson e o presidente da Câmara dos Vereadores Roberto B. Rodrigues, além de diversos pastores das mais variadas denominações e quase 700 fiéis. Noite teve momentos de orações, com corredor de oração sob imposição das mãos, música, escola infantil para as crianças (durante o culto).

 DSCF2063 DSCF2065 DSCF2066 DSCF2067 DSCF2068 DSCF2072 DSCF2077 DSCF2078 DSCF2082 DSCF2097 DSCF2106 DSCF2118 DSCF2120 DSCF2125 DSCF2127 DSCF2129

Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Começou hoje o 3º Encontro da Pascom no Santuário Nacional

 

 

Pascom 2011

Redação Portal A12

Começou hoje (19) e segue até o domingo (22), noSantuário Nacional, em Aparecida (SP), o 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom).

De acordo com a assessora da Comissão e uma das organizadoras do evento, Irmã Élide Fogolari, o encontro deve reunir mais de 600 comunicadores de todo Brasil.

Religiosos, leigos, pastorais da comunicação e organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reúnem-se a partir de hoje para discutir o tema ‘Identidade e Missão’.

Clique aqui e veja a programação.

Já em Aparecida e acertando os últimos detalhes para o evento, Irmã Élide Fogolari destacou a variedade de discussões durante todo o encontro.

“Existe uma grande variedade de conteúdos, embora o encontro tenha uma tônica em seu desenvolvimento focando ‘Identidade e Missão’. Percebemos que precisamos debater vários temas, pois o nosso Brasil é muito grande e tem realidades muito diferentes”, afirmou a religiosa.

De acordo com Irmã Élide, este 3º encontro quer responder às necessidades básicas dos comunicadores que trabalham com a comunicação nas dioceses, paróquias e regionais.

“Nossa maior necessidade é responder às necessidades de formação da comunicação na base das comunidades e dioceses. Espero que contribua de uma forma eficiente e eficaz”, acrescentou.

Lançamento do Logo da Pascom

O evento terá início às 19h, com a abertura feita pela coordenadora da Pascom do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Maria Terezinha de Campos. Na ocasião será lançado a Logomarca da Pascom.

“A construção deste logo foi coletiva. Lançamos o concurso na Pascom, selecionamos os 10 melhores e a equipe escolheu uma marca que possa ser utilizado por todos”, afirmou.

O ponto alto das atividades desta quinta-feira será a palestra ‘Comunicação e informação: Igreja e sociedade’ com o professor, jornalista e diretor Internacional de Ciências Sociais da Universidade de Navarra, Carlos Alberto DI Franco.

Para Irmã Élide, a palestra vai conscientizar a necessidade de trabalhar com profissionalismo a informação na Igreja.

“Precisamos fazer isso com profissionalismo sempre focando a missão de anunciar o Reino de Deus. É por isso que estamos exercendo uma pastoral e uma missão”, concluiu.

Foto: Arquivo – A12

São Roque, SP, registra 3°C e geada cobre vegetação

 

Apesar do frio intenso, produtores não registram prejuízos. Temperaturas devem subir ao longo da semana.

Viviane Gonçalves

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

São Roque, SP, registra geada nesta quinta-feira (19) (Foto: São Roque Notícias)São Roque, SP, registra geada nesta
quinta-feira (19) (Foto: São Roque Notícias)

Uma das madrugadas mais frias do ano foi registrada nesta quinta-feira (19), em São Roque (SP). De acordo com a estação experimental da cidade, os termômetros chegaram aos 3°C.
O frio foi tão intenso que chegou a gear em alguns locais do município. Ao amanhecer, a sensação térmica permaneceu baixa. As fotos, registradas às 08h30, mostram a fina camada de gelo que cobriu a vegetação, no bairro Colonial, próximo à rodovia Quintino de Lima.
Segundo alguns moradores, telhas, carros também foram cobertos e as regiões mais atingidas foram às margens de lagos e rios. De acordo com o Sindicato Rural do município, ainda não houve relatos de prejuízos dos produtores rurais da cidade, mas além dos perigos das geadas as chuvas fora de época dobraram os cuidados na agricultura.
Um dos produtores de alface da cidade, Pedro Nobilioni, conta que os gastos com a produção aumentaram em até 50%. Além de produtos que previnem das geadas, as chuvas dos últimos dias também prejudicaram a colheita. “Nós tivemos pancadas de chuvas, como as do verão. A alface que é colhida no inverno em 60 dias está sendo retirado em 90, espero que seja apenas o frio, que pelo menos a chuva pare”, finaliza ele.
De acordo com a meteorologia, a previsão para os próximos dias é de temperaturas baixas, porém mais altas. O fim de semana deve ser mais quente, com máxima de 21° e mínima de 8°.

vegetação é coberta com camada fina de gelo em São Roque, SP (Foto: São Roque Notícias)vegetação é coberta com camada fina de gelo em São Roque, SP (Foto: São Roque Notícias)

Estoque de Banco de Leite cai durante o inverno em Sorocaba, SP

 

Para começar a doar, a mulher precisa passar por avaliação. Atualmente, 31 crianças precisam de leite na cidade.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

As doações de leite materno caem durante o inverno. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, nesse período, ocorre uma queda de até 50% no volume do alimento. No Banco de Leite de Sorocaba (SP), o ideal seria ter 20 litros no estoque, mas neste período, contam somente com sete, como mostra a reportagem do Bom Dia Cidade.
Atualmente, 31 crianças precisam do leite. São cerca de 3 litros por dia para dar conta dos bebês. Para uma mamãe ser doadora ela precisa, além da boa vontade, estar apta. Para começar a doar, a mulher passa por uma avaliação, para saber seus hábitos.

O leite da doadora passa por sorologia para verificar se está em condições boas, além de ser realizado um exame da sangue. Após esse processo, ela recebe vidros esterilizados para doar o leite.  Em alguns casos, funcionárias do Banco de Leite fazem a coleta nas residências das doadoras. Atualmente, oito mulheres colaboram com as doações e outras três estão em fase de aprovação em Sorocaba.
Coleta
A coleta do leite deve ser feita pela própria doadora, que precisa seguir uma série de orientações para garantir a integridade do alimento. É necessário realizar a extração do leite em um local limpo e longe de animais, evitar conversas durante o processo e lavar as mãos e antebraços com água e sabão. Os cabelos devem ser cobertos com touca ou lenço.

Para as pessoas interessadas em participar da doação, basta ligar ou ir até o Banco de Leite que fica na rua Comendador Pereira Inácio, 564. O telefone é (15) 3332-9100, ramal 9380.

Importância do leite materno
O leite materno já vem na temperatura ideal, esterilizado e não dá trabalho para preparar, além de proteger o bebê contra infecções do aparelho respiratório e digestivo porque contém anticorpos. Ele também diminui os riscos de alergia, muitas vezes causada pela introdução prematura do leite de vaca e evita o risco de superalimentação, pois contém os nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê, tanto em qualidade quanto em quantidade.

nverno diminui as doações a bancos de leite na região de Sorocaba (Foto: Reprodução TV Tem)Inverno diminui as doações a bancos de leite na região de Sorocaba (Foto: Reprodução TV Tem)

Neste sábado e domingo!!! Festa Julina na matriz N. Sra. Aparecida – bairro Cidade Jardim

festa julina n s ap

Material fornecido pela Gráfica Hefer!

Justiça pede paralisação imediata de reforma em igreja de São Pedro, SP

 

 

MP atendeu pedido da Diocese de Piracicaba e pediu interrupção da obra.
Igreja da Santa Cruz está fechada há 12 anos e teve tombamento suspenso.

Eduardo Guidini Do G1 Piracicaba e Região

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a reforma da Igreja da Santa Cruz, em São Pedro (SP), seja interrompida imediatamente. A decisão ocorre depois que o Ministério Público (MP) deu o parecer favorável à Diocese de Piracicaba (SP).

No início de julho, a Diocese entrou com ação civil pública contra a Prefeitura de São Pedro e um comerciante, que haviam buscado recursos e iniciado as obras, para impedir que os serviços continuassem. A igreja está interditada há 12 anos e teve seu processo de tombamento suspenso pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de São Pedro (Codepac).

Igreja em São Pedro, SP (Foto: Reprodução EPTV)Justiça determinou que obra na igreja seja interrompida imediatamente (Foto: Reprodução EPTV)

No despacho proferido, o TJ-SP informou que qualquer tipo de reforma ou restauração em imóveis que tenham tido seu processo de tombamento cogitado deve ser autorizado por um órgão competente, como o Codepac.

"As coisas tombadas não poderão, em caso nenhum, ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cincoenta por cento (50%) do dano causado", cita o juiz na decisão.

Diocese de Piracicaba entrou com ação contra a Prefeitura por causa da reforma (Foto: Divulgação/ Prefeitura)Diocese entrou com ação para que a obra fosse parada em São Pedro (Foto: Divulgação/ Prefeitura)

No pedido de liminar, a Diocese de Piracicaba alega que a Igreja da Santa Cruz, que existe há 76 anos, não possui condições estruturais para ser restaurada.

"Faz 20 anos que eu estou nessa praça e a minha maior tristeza é ver esse templo fechado", disse o comerciante José Antônio Aranha. Ele e outros moradores da cidade arrecadaram doações e iniciaram a reforma da igreja por conta própria, mas com o aval da Prefeitura. "Conseguimos o material e a mão de obra do nosso carpinteiro. Começamos a reformar o telhado para retirar a umidade", completou Aranha.

Resposta da Prefeitura
Quando a polêmica da reforma teve início, a Prefeitura de São Pedro se defendeu e informou que o templo está tombada por uma lei municipal de janeiro de 2010. O Executivo disse também
que a Diocese autorizou, por meio de um documento, a realização das obras na igreja.

Agora, a Prefeitura tem 60 dias para apresentar resposta à decisão judicial, se assim quiser. Já o comerciante, também citado como parte no processo, tem 30 dias para apresentar sua defesa. Nesta quarta-feira (18), o Executivo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o caso está com o departamento jurídico.

SUS em Campinas tem 72 leitos de UTI a menos do que recomenda OMS

 

Saúde pública deveria oferecer 330 leitos, mas o município conta com 258.  Hospitais particulares fecharam 24 vagas em UTIs na última semana.

Do G1 Campinas e Região

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas (SP) apresenta atualmente um déficit de 72 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), considerando-se a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A cidade possui 258 vagas desse tipo, quando o  aconselhado pelo órgão é ao menos 330. Na última semana, hospitais particulares fecharam 24 leitos de UTI, o que agravou a situação.
Atualmente, Campinas conta com 22 hospitais que possuem unidades de terapia intensiva, entre eles 13 são particulares. Ao todo são 258 vagas no sistema público e 246 na rede particular. No Hospital Samaritano,
foram fechados 15 leitos de UTI  para se adequar a exigências da vigilância sanitária. Outras nove vagas em leitos de UTI no Hospital  Casa de Saúde Campinas foram fechadas por falta de profissionais.

Quantidade de leitos de UTI em Campinas está abaixo do indicado pelo OMS (Foto: Reprodução / EPTV)Leitos estão abaixo do indicado em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Com poucos leitos, o tempo de espera para quem precisa ser internado na UTI aumenta. “A espera pode variar de 6 horas a 24 horas dependendo da gravidade e disponibilidade”, diz o Coordenador do Samu de Campinas, José Roberto Hansen. Para o coordenador de ortopedia do Hospital Celso Pierro, José Luis Zabeu, esse prazo pode não ser suficiente. “Se estivermos falando de urgência, o tempo é escasso e é importante ter esse leito nas primeiras 6 a 8 horas da solicitação. Passando desse tempo, o paciente pode se aproximar daquele limite no qual a medicina não consegue mais resgatar”, conta.
Os leitos hospitalares comuns aumentaram em Campinas, passando de 2860 para 2880, pois a Prefeitura abriu 20 novos leitos esta semana no Complexo Hospitalar Ouro Verde. O secretário de Saúde de Campinas, Fernando Brandão, informou que até 2014 a cidade terá 22 novos leitos de UTI. “O leito de UTI é caro e difícil de conseguir”, diz Brandão.

OS MILAGRES E A AUTORIDADE DE JESUS

 

opus_dei500
Nos evangelhos relata-se que Jesus faz milagres. No Antigo Testamento já se narravam prodígios realizados por profetas como Elias e Eliseu, para não falar dos protagonizados por Moisés ou Josué. Também na leitura antiga, tanto judaica como helenística, encontram-se portentos de alguns personagens.
Os que buscam negar a veracidade dos milagres de Cristo – e, em geral, de todos os que aparecem na Escritura -, costumam apoiar-se nestes últimos para afirmar que os relatos de atos milagrosos implicam em um gênero literário de ficção, talvez dirigido a exaltar um personagem histórico.
Porém as semelhanças dão rapidamente lugar a profundas divergências, que constituem sinais da credibilidade e da autenticidade dos evangelhos. Em primeiro lugar, os milagres de Jesus surpreendem por sua verossimilhança. Os evangelhos falam, sim, de portentos; porém nada há de exagerado em como os descrevem.
Um cego recobra a vista; um coxo começa a andar... Observa-se, na simplicidade do relato, que se está muito longe de pretender exaltar uma figura; são relatos alheios a toda teatralidade, e nos quais se refletem a vida cotidiana dos protagonistas.
Também chama a atenção a autoridade que Jesus exerce quando os realiza. Os prodígios narrados na literatura rabínica se obtém depois de longas orações. Ele, diferentemente, os faz com seu próprio poder, com uma palavra ou um gesto, e o efeito se segue quase sempre de modo imediato.
Outra característica única é a discrição de Jesus: raramente toma a iniciativa, mostra-se reticente, manda que não se divulgue... Inclusive em ocasiões, diz o texto sagrado, que não pode fazer milagres[8], porque não encontrou nos interessados as disposições espirituais adequadas.
Por último, é importante notar como os milagres de Cristo possuem sempre um sentido que transcende o mero efeito físico. O Senhor não cede ao gosto dos homens pelo maravilhoso, ou à curiosidade: busca a conversão da alma, quer testemunhar sua missão. Jesus faz ver que não são simples prodígios; para realizá-los, exige a fé em sua Pessoa, na missão que o Pai lhe confiou. Partem da fé e levam à fé. De tudo isso se conclui que os evangelistas se propuseram para o alcance de todos os fatos históricos, para que pudessem ser transcendidos pela fé; testemunharam que “tudo na vida de Jesus é sinal de seu mistério. Através de seus gestos, seus milagres e suas palavras, revelou-se que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”[9].
Daí a centralidade, na vida do cristão, do conselho de são Josemaria: Saboreai as cenas comoventes em que o Mestre atua com gestos divinos e humanos ou relata com modos de dizer humanos e divinos a história sublime do perdão, do Amor ininterrupto que tem pelos seus filhos. Esses traslados do Céu renovam-se agora também, na perenidade atual do Evangelho: apalpa-se, nota-se, pode-se afirmar que se toca com as mãos a proteção divina[10]
A autoridade de Jesus, sem dúvida, não se manifesta só em seu modo de fazer milagres. Aparece porém mais claramente em seu modo de dispor da lei e da tradição: as interpreta, aprofunda e corrige. Este é outro traço diferenciador, que não se encontra em nenhum outro testemunho da época. A originalidade desta atitude, patente nos ensinamentos recolhidos nos evangelhos, só se explica pelo caráter único do Mestre, por sua forte personalidade e doutrina.
Este poder sobre a Lei se percebe quando se examina como Ele a cumpre fielmente. De um lado, nesse cumprimento Cristo mostra umas exigências que vão até o mais profundo do coração, mais além de qualquer sinal de formalismo.
É certo que Jesus manteve a lei, porém a interpreta segundo um espírito inovado que, ao mesmo tempo que a cumpre, a supera; traz um vinho novo que recusa composições com os odres velhos. De outro modo, isto o faz como um legislador que fala em nome próprio, superando Moisés. O que Deus havia dito através de Moisés, o seu Filho Unigênito aperfeiçoa.
Jesus inaugura uma nova era, a do Reino Anunciado já há muito tempo pelos profetas: destrói o Reino de Satanás expulsando os demônios pelo dedo de Deus[11]. O messianismo de Jesus não pode ser uma invenção de seus discípulos concebida depois da Páscoa: a tradição evangélica contém tantas recordações sólidas e harmônicas de sua vida pública que não é possível repeli-las dizendo simplesmente que se trata de uma criação póstuma, fruto de uma suposta ideologia apologética. Os ensinamentos de Cristo são inseparáveis da autoridade com que as proclama.

[1] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré, cap. 1 e 2.
[2] Caminho n. 584.
[3] 1 Cor 1, 23s.
[4] Cfr. Flávio Josefo, Antiquitates Judaiae, 18, 3, 3.
[5] Conc. Vaticano II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 18.
[6] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), Introdução.
[7] 1 Cor 15, 14.
[8] Cfr. Mt 13, 18; Mc 6, 50.
[9] Catecismo da Igreja Católica, n. 515.
[10] Amigos de Deus, n. 216.
[11] Cfr. Lc 11, 20.
[12] Mc 14, 36.
[13] Mc 1,1.
[14] Mc 15, 39.
[15] Lc 23, 46.
[16] Jo 20, 31.
[17] Jo 8, 54.
[18] Jo 20, 17.
[19] Cfr. Jo 21, 25.
[20] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), cap. 4.
[21] É Cristo que passa, n. 107.
[22] É Cristo que passa, n. 107.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Chegamos ao tempo dos frutos

O Reino de Deus está próximo. Ele está às portas. O próprio Jesus explicou na parábola que o Reino dos céus é assim: a força da terra faz com que a semente desabroche, cresça, se desenvolva, dê folhas, flores e frutos. Aí o agricultor vem e colhe.
Foi isso que Jesus fez. Ele veio uma primeira vez: o “Reino do Céu” chegou até nós. Ele semeou entre nós a semente do Reino de Deus. Não calculávamos que fosse preciso tanto tempo... as boas plantas levam anos para dar fruto. Jesus semeou o Reino e o regou com o Seu sangue. Ele tem cultivado durante todos esses séculos a boa semente do Reino.
Demorou todo esse tempo, mas, graças a Deus, já estamos no tempo da colheita. Chegamos ao tempo dos frutos. Essa semente foi cultivada e regada também com o sangue de muitos mártires, com a vida de tantos santos, com o suor, com as lágrimas, com o sangue de muitas pessoas que se dedicaram, que investiram sua vida no Reino de Deus. Agora, graças a Deus, já está chegando o “agricultor”. O Senhor está vindo para colher. Chegou a hora! O Reino de Deus está próximo. Nossa missão é clamar: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas”.
Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Menina anencéfala que viveu mais de 2 anos morre em São Paulo

 

Kelen Galvan
Da Redação, com colaboração de Viviane Eloy

TV Canção Nova

Joana e Marcelo, pais de Vitória de Cristo

Vitória de Cristo, a menina que nasceu com anencefalia e comoveu o Brasil com sua história de luta pela vida, faleceu às 21h30 desta terça-feira, 17.
Em uma mensagem publicada no
blog criado para contar sua história, seus pais, Marcelo e Joana Croxato, escrevem: "Com tristeza em nosso coração, mas também com muita paz e gratidão a Deus [...] devolvemos nossa amada princesinha Vitória de Cristo para o nosso Pai, que com tanto amor e misericórdia deixou que ela ficasse conosco, além dos maravilhosos 9 meses da sua gestação, por mais incríveis dois anos e meio de imensa felicidade".

A menina surpreendeu a ciência ao viver por mais de dois anos, pois na maioria dos casos de má formação cerebral, o bebê sobrevive apenas algumas horas.  Embora os médicos tivessem aconselhado os pais a abortarem após o diagnóstico de anencefalia, estes preferiram optar pela vida da filha.
"Assim como nós respeitamos a sua vida por amor a ela e confiança e obediência a Deus, também por amor, confiança e obediência foi chegada a hora de respeitar a sua morte. Ela partiu serenamente enquanto a beijávamos, abraçávamos e lhes dizíamos o quão preciosa era, que sempre a amaremos e que ela podia partir em paz para junto de Deus", descrevem os pais na mensagem.
Vitória de Cristo passou mal, com febre alta, logo no início da manhã de ontem e foi levada para um hospital de São Paulo, onde foi internada na UTI, porém ela não respondeu às medicações e faleceu no final da noite.
O velório acontecerá nesta quinta-feira, 19, a partir das 9h no Cemitério Campo Grande, em São Paulo. O sepultamento será as 14h.
Os pais convidam para participar do velório todos os que quiserem agradecer a Deus pela vida da Vitória e afirmam que foi uma grande honra fazer parte da história de sua filha.
"Só temos a agradecer por termos podido amar e cuidar dessa pequena princesinha dos céus que iluminou nossas vidas e a de tantos ao nosso redor, nos levando para mais perto do nosso Criador", conclui a mensagem.

Anatel suspende venda de chips de Claro, Oi e TIM

 

A punição não é homogênea para todo o País. Ou seja, em cada Estado, a empresa com o maior número de reclamações será suspensa. Em São Paulo, Claro foi empresa punida

 

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado, com estadão.com.br

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou nessa quarta-feira a suspensão da venda de linhas da Claro, Oi e TIM. O motivo da medida é o aumento das reclamações de usuários. A punição não é homogênea para todo o País. Isso significa que, em cada Estado, a empresa com o maior número de reclamações será punida. As medidas passam a valer a partir de segunda-feira, dia 23.

De acordo com o presidente da Anatel, João Rezende, a Oi não poderá vender chips em cinco Estados. Já a Claro será punida em três Estados - entre eles, São Paulo - e a TIM, com o maior corte, será suspensa em 19 Estados.

As empresas que não cumprirem a determinação pagarão multa de R$ 200 mil por dia.

A partir dessa medidas, as companhias terão que apresentar um plano de investimento e resolver os problemas nos call centers em até 30 dias. Caso a Anatel aceite o planejamento, a suspensão será retirada. Apesar de não terem suas vendas cortadas, Vivo, CTBC e Sercomtel terão que apresentar um plano de investimento.

"Embora extremas, medidas são necessárias para arrumar o setor", disse o presidente da Anatel.

A assessoria de imprensa da Oi disse que a empresa só vai se pronunciar após a análise das medidas. Já a Claro disse que ainda está apurando a informação. A assessoria de imprensa da TIM afirma que seus representantes terão uma reunião com a Anatel ainda hoje. No entanto, a empresa diz que ainda não recebeu uma notificação formal sobre as punições.

As ações das empresas fecharam em forte queda nessa quarta-feira. Oi PN recuou 4,48%, Oi ON, 2,24% e a TIM ON registrou perda de 2,77%, enquanto o Ibovespa encerrou em alta de 2,25%.

Reclamações

As três operadoras estão entre as empresas que mais recebem queixas dos consumidores, de acordo com dados do Procon-SP. A Claro é a terceira companhia mais reclamada de janeiro a 17 de julho deste ano, com 2.320 queixas. A TIM aparece em sexto lugar, com 1.682 reclamações, e a Oi, em 11º, com 1.164 queixas. A cobrança indevida é o problema mais recorrente entre as três companhias.

Na segunda-feira, o Procon de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já havia suspendido a venda de linhas de telefones móveis e internet 3G das operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo na capital gaúcha. O órgão alegou má qualidade do serviço de cobertura de sinal.

Depois da decisão, ontem o Procon do Rio Grande do Sul disse que a suspensão poderia ser estendida a todo o Estado. O órgão notificou as operadoras com o objetivo de avaliar a qualidade do serviço.

Veja a lista das empresas suspensas em cada Estado

Acre – TIM

Alagoas – TIM

Amapá – Oi

Amazonas – Oi

Bahia – TIM

Ceará – TIM

Distrito Federal – TIM

Espírito Santo – TIM

Goiás – TIM

Maranhão – TIM

Mato Grosso – TIM

Mato Grosso do Sul – Oi

Minas Gerais – TIM

Pará – TIM

Paraíba – TIM

Paraná – TIM

Pernambuco – TIM

Piauí – TIM

Rio de Janeiro – TIM

Rio Grande do Norte – TIM

Rio Grande do Sul – Oi

Rondônia – TIM

Roraima – Oi

Santa Catarina – Claro

São Paulo – Claro

Sergipe – Claro

Tocantins - TIM

Polícia investiga sacrifício de animais dentro de canil em Sorocaba, SP

 

 

ONGs denunciam que filhotes saudáveis foram sacrificados. Prefeitura diz que animais tinham doença contagiosa.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

A Delegacia de Proteção de Animais investiga o sacrifício de cães e gatos no Canil Municipal de Sorocaba (SP). A denúncia partiu de ONGs de proteção aos animais, que afirmam que cerca de 30 filhotes teriam sido sacrificados mesmo estando saudáveis.

O local foi vistoriado nesta quarta-feira (18) e encontrou 26 corpos de filhotes de cachorro, quatro de cães adultos e dois de gatos armazenados em sacos dentro de um freezer. A perícia também esteve no local, mas a equipe de reportagem da TV TEM não foi autorizada a entrar. Nenhum representante do Centro de Zoonoses apareceu para prestar esclarecimentos.

Por meio de nota, a Secretaria da Saúde de Sorocaba disse que os filhotes que estavam no canil foram avaliados por uma médica veterinária, que constatou que os animais apresentavam "quadro clássico de cinomose, com indicação de eutanásia", e por essa razão foram sacrificados.

Animais estavam armazenados dentro de um freezer (Foto: Adriana Giliberti / Arquivo pessoal)Animais estavam armazenados dentro de um freezer (Foto: Adriana Giliberti / Arquivo pessoal)

A cinomose é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus e que afeta só os cães entre os animais domésticos. Ocorre mais em jovens, mas os animais idosos também podem se contaminar se não forem vacinados. Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver a associação deles.

A nota da Secretaria da Saúde de Sorocaba informa também que os outros animais do canil foram remanejados e estão em observação, já que a cinomose é contagiosa. A nota descreve ainda que o procedimento de eutanásia é aplicado somente em animais doentes, após avaliação criteriosa e laudo emitido por veterinário responsável pelo canil.

Segundo Cássia Almagro Mezzono, titular da Delegacia de Proteção de Animais, um inquérito foi aberto para apurar o caso. Ela afirma que cinco animais foram apreendidos para serem levados para exame de necropsia.

A veterinária responsável pelo canil será intimada a prestar esclarecimentos sobre o motivo da morte dos animais. Se for comprovado que eles estavam saudáveis quando foram sacrificados, a médica pode ser responsabilizada por maus tratos com agravante de morte.

Projeto 'Férias Literárias' segue com inscrições abertas em Cerquilho, SP

 

O projeto será realizado entre os dias 16 e 20 de julho.
Serão disponibilizadas 20 vagas por dia de atividades.

Do G1 Itapetininga e Região

Comente agora

Estão abertas as inscrições para o projeto ‘Férias Literárias’ em Cerquilho (SP). As atividades serão realizadas entre os dias 16 e 20 de julho na Sala de Leitura "Elizabeth Goldfarb".

Todas as atividades serão realizadas das 14h às 16h30 e são voltadas para um público da faixa etária entre oito e 15 anos.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente na própria Sala de Leitura. O endereço é rua Cobrasil, 100, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h e aos sábados, das 8h às 12h. Serão 20 vagas disponíveis por dia.

Programação

- 18 de julho - Oficina de Ilustração - "Xilogravura", com a professora estagiária de Artes, Iara Albuquerque de Freitas;

- 19 de julho - Contação de história - "Entre na roda", com a professora de Artes Marli R.C. de Almeida;

- 20 de julho - Oficina de Cinema - "Cinema com pipoca", com o artista plástico Diego Bidu.

Pesquisador segue em expedição pelo rio Sorocaba, no interior de SP

 

 

Ele deverá percorrer 205 quilômetros em 25 dias. A expedição é gravada e deverá se transformar em um documentário.

Do G1 Itapetininga e Região

O técnico em arqueologia, Alexandre Amaral Cinacchi, segue em uma expedição pelo rio Sorocaba, que banha diversas cidades do interior paulista. A jornada foi iniciada em 29 de junho em Sorocaba (SP) com destino a Laranjal Paulista, onde o rio desemboca.

A viagem deverá durar 25 dias e irá explorar 205 quilômetros do rio. O objetivo do pesquisador é produzir um documentário para mostrar as riquezas que ainda são preservadas e também apontar trechos de degradação sobre a fauna e a florada. Ele também observa peças que contam a história da região e de povos que habitaram as áreas próximas ao rio.

Toda o percurso é feito em um bote inflável. Alexandre só sai do rio para descansar, levantar acampamento e explorar as margens. Quando chega em terra firme, o primeiro passo é montar um altar com pedras encontradas pelo caminho. Segundo ele, é uma forma de agradecimento e pedido de proteção espiritual durante a viagem.

Enquanto desbrava o ambiente, observa as pedras e o solo. Em Tatuí, fez descobertas arqueológicas. Ele encontrou instrumentos confeccionados há 5 mil anos. Um deles é um raspador, usado para preparar e cortar carne. Já outro objeto encontrado é um picoteador, também utilizado para alimentação. Ele ainda encontrou uma estilha, a sobra das raspas de pedras. “A estilha é um refugo da peça que os antigos habitantes dessa área produziam como o raspador e picoteador. Isso significa que aqui teve movimentação humana”, explica.

saiba mais

O técnico em arqueologia encontrou também peças que mostra a atividade dos tropeiros na região.  Entre os objetos, pedaços de porcelana do século 19 e vidros utilizados para armazenar remédios e bebidas. “Todo este material vai ser cadastrado no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) do Ministério da Cultura. Eu acho que isso é fundamental para o conhecimento. Acho que é importante um estudante saber da história, de onde viemos e para onde estamos evoluindo. Isso é de extrema importância para a humanidade”, comenta.

A vida do rio
Tatuí foi um dos pontos de parada do navegador. Amostras de água foram recolhidas. De acordo com o explorador, a qualidade no trecho do município é considerada excelente de acordo com a medição feita por ele. “Quando eu entrei no município de Tatuí, na divisa com Boituva (SP), a mata começou a ficar mais bonita. A água também mudou de tonalidade, não tem odor forte e está bem oxigenada. A quantidade de partículas é de 11,0 ppm (partes por milhão – a sigla indica a quantidade, em gramas, das soluções diluídas)”, afirma.

Já entre Sorocaba e Iperó, Alexandre afirma que teve dificuldades para navegar. Ele encontrou pelo caminho muita sujeira, troncos e garrafas plásticas. “Foi preciso sair do bote para tirar o lixo do caminho”, comenta.

Todos os passos feitos durante o percurso são registrados em vídeos e fotos para o documentário. “Com este panorama, prefeituras e população poderão contribuir com preservação do rio”, afirma.

Pesquisador encontra relíquias em expedição pelo rio Sorocaba (Foto: Reprodução/ TV Tem)Pesquisador encontra relíquias em expedição pelo rio Sorocaba (Foto: Reprodução/ TV Tem)

Inscrições para o curso 'Educação Ambiental para Todos' em Sorocaba

 

Capacitação será realizada de 23 a 27 de julho. Objetivo é impulsionar e conscientizar para o consumo consciente.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

 

Parque da Água Vermelha será um dos locais em que o curso será ministrado (Foto: Divulgação/ Zaqueu Proença)Parque da Água Vermelha será um dos locais em que o curso será ministrado em Sorocaba. (Foto: Divulgação/ Zaqueu Proença)

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) de Sorocaba (SP) está com inscrições abertas para o curso "Educação Ambiental para Todos". A inscrição deve ser feita pelo e-mail edambiental.sorocaba@gmail.com ou diretamente no Parque Natural Chico Mendes, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

A capacitação será realizada de 23 a 27 de julho, sempre no período da manhã, em quatro parques de Sorocaba. O objetivo do curso é impulsionar e conscientizar as pessoas para o consumo consciente e a sustentabilidade, buscando ações em todos os níveis da sociedade.

O curso é gratuito e voltado a professores da rede de ensino local, futuros profissionais da área, líderes comunitários e pessoas com potencial para atuar como agentes multiplicadores em suas comunidades. Com duração de 22 horas, o curso terá como tema "Os Parques Sorocabanos" e oferecerá aos participantes conceitos, métodos e práticas da Educação Ambiental não-formal. Serão realizadas aulas teóricas e práticas, incluindo visitas técnicas aos Parques Ecológicos da cidade.

O Parque Chico Mendes fica na Avenida 3 de Março, 1.025, no Alto da Boa Vista. Informações pelo telefone 3228-1256.

Programação:
Dia 23 (segunda-feira)
Local: Parque Natural "Chico Mendes"
8h - Abertura
9h - História da Educação Ambiental
11h - Polícia Ambiental

Dia 24 (terça-feira)
Local: Parque da Água Vermelha "João Câncio Pereira"
8h - Acessibilidade em Parques
9h - Visita técnica no "Água Vermelha" - Programa de Educação Ambiental
11h - Consumismo e Educação Ambiental

Dia 25 (quarta-feira)
Local: Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de Barros"
8h - Conservação de espécies in situ
9h - Visita técnica - Cozinha e Veterinária do Zoo
10h - Programa de Educação Ambiental do Zoo
11h - Acervo didático do Zoo

Dia 26 (quinta-feira)
Local: Parque da Biodiversidade
7h - Megaplantio
8h - Visita técnica ao Parque da Biodiversidade
12h - Lanche comunitário

Dia 27 (sexta-feira)
Local: Parque Natural "Chico Mendes"
7h - Observação de Aves
9h - Visita técnica no Chico Mendes - Programa de Educação Ambiental
11h – Encerramento

A figura histórica de Jesus

 

Quem é Jesus? Que sabemos dEle? O autor deste artigo define a figura de Cristo como “uma pedra de escândalo para a razão”.

Nos anos que marcam o começo do terceiro milênio parece que se tem despertado no mundo um interesse especial por Jesus de Nazaré. Na realidade, os livros escritos nos últimos anos sobre sua figura e sua pessoa, mesmo que nem todos positivos, põem em relevo a atualidade e a transcendência do Filho de Deus feito homem, e o atrativo de sua vida.
De fato, em sua comunhão com o Pai, Jesus se faz presente hoje diante de nós. E o que traz Jesus, que dá ao mundo? A resposta é Simples: Deus[1].
Aviva a tua fé. – Não é Cristo uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na história. Vive! "Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!", diz São Paulo. Jesus Cristo ontem e hoje e sempre![2]
A pregação da Igreja primitiva apresenta sempre Jesus Cristo como Filho de Deus e único Salvador. A proclamação do Mistério Pascal levava consigo um paradoxal anuncio de humilhação e de exaltação, de vergonha e de triunfo: nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para aqueles que são chamados,tanto judeus como gregos,ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus[3].
Não foi fácil para os primeiros cristãos superar o escândalo da cruz, a realidade da crucificação e morte do próprio Filho de Deus. Daí a tentativa dos docetistas e dos gnósticos de negar que Jesus tivesse um corpo real e passível, ou o de Nestório, dois séculos mais tarde, de afirmar a existência em Jesus Cristo de duas pessoas, uma humana e outra divina.
A nenhum estudioso sério escapa, sem dúvida, o feito histórico de Jesus de Nazaré. Mesmo que não haja uma grande quantidade de dados extra-bíblicos sobre sua pessoa e sua missão, são suficientes para afirmar, sem dar lugar a dúvidas, sua passagem pela terra. É substancialmente aceito, por exemplo, o testemunho de Flávio Josefo. Em um de seus livros, este historiador judeu do século primeiro se refere a Jesus como “homem sábio (...); Ele realizou obras extraordinárias, sendo um mestre de homens que acolhem a verdade”[4]. Mais adiante escrevem sobre Jesus, durante o império de Trajano, Plínio o jovem e Tácito; e depois o fará Suetônio, secretário de Adriano.
Junto a essas referencias, os evangelhos constituem “o testemunho principal da vida e doutrina da Palavra encarnada, nosso Salvador” [5]; são as fontes que proporcionam uma visão detalhada de sua personalidade.
A Tradição da Igreja, sob a inspiração do Espírito Santo, reconheceu nestes escritos a configuração autêntica e segura da figura histórica do Senhor, uma figura histórica que possui um caráter divino.
O valor dos evangelhos como fontes primárias para conhecer a Jesus não foi posto em dúvida por cristãos até finais do século XVIII. Neste momento, surgiram alguns autores que pretenderam analisá-los com critérios historiográficos e positivistas, eliminando as narrações que consideravam inaceitáveis para o homem moderno; isto é: os milagres e as profecias, só explicáveis pelo caráter extraordinário da intervenção divina na história. Tratava-se da primeira tentativa de estudar os evangelhos só como livros de história, sem considerar seu conteúdo sobrenatural, um projeto que abordava os textos excluindo a fé na divindade de Cristo.
A partir de então, abundaram as “vidas de Jesus” nas quais Cristo aparecia como um de tantos candidatos a messias; um fracassado condenado a morte pela autoridade romana que, esta sim, possuía uma indubitável autoridade moral.
Deste modo, com frequência, estas pretensas biografias históricas retratavam mais o caráter de quem as escrevia que de Jesus Cristo.
Posteriormente, o avanço dos estudos exegéticos levou a uma forte reação contra este planejamento: passou-se a considerar os evangelhos como textos escritos com fé sincera, mesmo que desvinculados das coordenadas da história; não se superou o ceticismo sobre a divindade da figura histórica de Cristo. Nos últimos decênios, os novos critérios metodológicos têm permitido uma leitura teológica da Bíblia mais de acordo com a fé [6].  A verdade proclamada pela Igreja sobre o Filho de Deus, que depois de vinte séculos continua sendo uma pedra de escândalo para a razão, é a de uma Pessoa ante a qual cada um deve comprometer sua própria vida através de um ato de fé; porém não uma fé puramente confiada ou beatona, mas uma fé que se apóia em que o próprio Deus falou e atuou na história; uma fé que crê na vida e obras reais do Filho de Deus feito homem, e que encontra nEle a razão de sua esperança.
A importância da realidade histórica da mensagem evangélica se fez patente desde os primeiros instantes do cristianismo; como assinala São Paulo, se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês têm [7].

[1] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré, cap. 1 e 2.
[2] Caminho n. 584.
[3] 1 Cor 1, 23s.
[4] Cfr. Flávio Josefo, Antiquitates Judaiae, 18, 3, 3.
[5] Conc. Vaticano II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 18.
[6] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), Introdução.
[7] 1 Cor 15, 14.
[8] Cfr. Mt 13, 18; Mc 6, 50.
[9] Catecismo da Igreja Católica, n. 515.
[10] Amigos de Deus, n. 216.
[11] Cfr. Lc 11, 20.
[12] Mc 14, 36.
[13] Mc 1,1.
[14] Mc 15, 39.
[15] Lc 23, 46.
[16] Jo 20, 31.
[17] Jo 8, 54.
[18] Jo 20, 17.
[19] Cfr. Jo 21, 25.
[20] Cfr. Joseph Ratzinger – Bento XVI, Jesus de Nazaré (I), cap. 4.
[21] É Cristo que passa, n. 107.
[22] É Cristo que passa, n. 107.