segunda-feira, 16 de julho de 2012
Grupo de Oração aborda Cura no mês de julho
Encerramento do Tríduo de Rosa Mística, no jardim Brasil 2
Encerrou neste domingo, o Tríduo de N. Sra. Rosa Mística, comunidade que reúne os bairros Jardim Brasil, Jardim Brasil 1 e Jardim Brasil 2. Foram três dias na festa de N. Sra, com missas e celebração da Palavra.
Neste domingo, com diácono Valmir Ap. de Oliveira, equipe de canto Santo Expedito e ministros da comunidade, festejaram o último dia do Tríduo. Nesta noite, após a concessão de provisão aos novos ministros, a comunidade ganhou mais 2 novos ministros
Diácono Valmir, explicou a liturgia deste domingo, exortou a todos a perseverarem na comunidade, ajudando nas celebrações, convidando mais pessoas. Elogiou todos os presentes, que apesar do intenso frio estavam participando com alegria e fidelidade.
Próxima celebração da Palavra será no dia 22, as 16h30m. Após a celebração, foi distribuído as rosas do andor de Nossa Senhora, e dona Rosa convidou a todos a se reunirem para ensaiarem os cânticos e animarem as celebrações. A comunidade retomou atividades com muita mobilização.
Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação
Papa envia mensagem pelos 450 anos de Fundação do Carmelo
“Santa Teresa de Jesús queria propiciar uma forma de vida que favoreceria o encontro pessoal com o Senhor, para o qual é necessário ‘colocar-se sozinho e olhar para dentro de si, e não surpreender-se de ver um bom hóspede’”, disse o Papa.
Num mundo escasso de valores espirituais, Bento XVI lembrou que a finalidade última da reforma teresiana e da criação de novos mosteiros foi abrigar o ser apostólico com a oração. Da mesma forma, buscava-se “propor um modo de vida evangélica que fosse modelo para quem buscava um caminho de perfeição, desde a convicção de que toda reforma autêntica pessoal e eclesial passa por reproduzir cada vez melhor em nós a ‘forma’ de Cristo”.
E o Pontífice trouxe essa vivência para a realidade dos tempos atuais. “Também hoje, como no século XVI, e entre rápidas transformações, é preciso que a oração confiada seja a alma do apostolado, para que ressoe com clareza cristalina e pujante dinamismo a mensagem redentora de Jesus Cristo. É urgente que a Palavra de vida vibre nas almas de forma harmoniosa, com notas sonoras e atraentes”.
Nessa tarefa, o Papa disse que o exemplo de Santa Teresa é de grande ajuda. Ele enfatizou que a força de Cristo conduz o povo de Deus a recuperar seu vigor dando espaço dentro de si para Jesus, aceitando todos os seus mandamentos e adotando critérios como humildade na conduta e renúncia ao supérfluo.
“Assim, quem nos rodeia perceberá a alegria que nasce da nossa adesão ao Senhor e que não colocamos nada contra seu amor, estando sempre dispostos a dar razão de nossa esperança”, finalizou.
2ª Divisão: na estréia da segunda fase, empate fora de casa
Desportivo Brasil: Cleyton; Daniel, Alexandre, Guilherme Zulú e Murilo; Bruno Vilela, Vilas Boas (Sérgio); Lennon e Moacir (Gustavo); Rodrigo e Luiz Phellype (Bruno Smith).Técnico: Leandro Simpson.
Árbitro: Cássio Luiz Zancopé;
Assistentes: Ricardo Busette e Marcelo Ferreira da Silva;
Quarto árbitro: Lucenilton Souza Ferreira;
Local: estádio Antônio Pereira Braga, em José Bonifácio;
Data: 15 de julho, às 15h.
Gols: José Bonifácio: Naldinho (pênalti)16’ 1T – Desportivo Brasil: Alexandre 43’ 2T
Atores com Down emocionam o público em Votorantim, SP
Peça foi encenada neste domingo (15).
O público lotou o teatro municipal da cidade.
Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Uma peça teatral emocionou o público neste domingo (15), em Votorantim (SP). No palco, atores muito especiais que fazem parte do Projeto Abracadabra, da Associação Fazendo Arte. É a inclusão por meio da arte.
Os personagens desta história são portadores de síndrome de Down. O elenco é formado por 25 atores, 15 têm algum tipo de deficiência. No palco, eles revelam o amor e dão show de interpretação, como mostra a reportagem do TEM Notícias. O público lotou o teatro municipal da cidade pra assistir a estreia da peça "A História do Chapéu”.
Uns contam até com troféu de melhor ator coadjuvante. Depois que as artes cênicas viraram protagonistas de sua história, um dos participantes revela que está mais comunicativo, mais espontâneo e até mais divertido.
Na hora do ensaio, os atores repassam o texto, revisam as posições no palco, recebem as últimas orientações. Nos bastidores, muito companheirismo. Quem divide o palco com essas figurinhas, mais aprende que ensina. No palco eles mostram o resultado de quase um ano de ensaio e a cada cena, surpreendem, se superam e é claro se emocionam.
Atores com down emocionam o público em Votorantim, SP (Foto: Reprodução TV Tem)
Cadela abandonada defende sofá que traz lembranças do antigo lar em SP
Cachorra foi deixada em estrada de Ribeirão Preto (SP) há uma semana. Veterinária alimenta animal e diz que móvel é a única referência que ele tem.
Adriano Oliveira Do G1 Ribeirão e Franca
Cachorra apelidada de "Onça" defende sofá em estrada de terra em Ribeirão Preto, SP (Foto: Adriano Oliveira/G1)
“Onça” rosna e tenta morder qualquer um que chega perto do sofá abandonado às margens de uma estrada de terra em Ribeirão Preto (SP). A cadela vira-lata, que ganhou o apelido devido à braveza, foi abandonada no local junto com a mobília da casa há uma semana e, desde então, defende aquilo que restou do antigo lar.
A veterinária Bianca Shimizu, 36 anos, explica que a situação de Onça é comum. “O que mais acontece é gente que muda para apartamento, por exemplo, e não tem como levar o cachorro. Algumas pessoas também vão viajar e abandonam porque não têm quem cuide”, explicou.
Bianca conta que, em casos como esse, o animal fica agressivo porque está em um lugar estranho e, além disso, sente falta dos donos. “Com certeza ela foi abandonada e está muito assustada. Ninguém pode chegar perto dela e do sofá, que parece ser a única referência que ela tem”, afirmou.
A dona de casa Maria das Graças Monteiro, 61 anos, é proprietária de um rancho próximo ao local onde Onça foi abandonada e disse que já presenciou muitos casos semelhantes. “É muito comum abandonar os animais porque é fácil soltar e fugir de carro pela rodovia”, contou.
Juntas, Maria das Graças e Bianca alimentam Onça diariamente e, enquanto não descobrem quem são os proprietários da cadela, continuam tentando retirá-la da estrada. “Tenho dó de ver a cachorra sofrendo desse jeito, tão apegada ao sofá. Não quero que seja mais um animal sem proteção nas ruas”, disse a dona de casa.
Cadela abandonada com sofá se protege da chuva em abrigo improvisado em Ribeirão Preto, SP (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Tour das Árvores Cidadãs abre inscrições em Sorocaba, SP
Ideia é apresentar história de árvores espalhadas pela cidade. Evento será realizado no dia 26 de julho.
Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Participantes vão conhecer árvores de 80 anos de idade (Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba)
A Secretaria do Meio Ambiente de Sorocaba (SP) abriu inscrições para interessados em participar do próximo Tour das Árvores Cidadãs Sorocabanas, que será realizado dia 26 de julho, das 8h30 às 12h, com saída do Parque da Biquinha, no Jardim Emília.
A ideia deste passeio é apresentar a história e as características de árvores de diferentes espécies espalhadas por Sorocaba e que, muitas vezes, passam despercebidas pela população. Nesta atividade de Educação Ambiental, técnicos da Sema acompanham os participantes e orientam sobre cada uma das árvores visitadas, todas já com idades avançadas.
As espécies incluídas no passeio fazem parte das 18 árvores que Sorocaba possui atualmente e que têm imunidade ao corte, conforme estudos feitos em parceria entre a Prefeitura, Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Comdema), o Ministério Público e a Câmara de Sorocaba.
A inscrição é de graça e deve ser feita pelo telefone (15) 3219.2280 ou, ainda, diretamente na Sema, que fica na Rua Campos Salles, 850, em Pinheiros. As vagas são limitadas e estão sendo preenchidas por ordem de chegada.
Confira o roteiro:
Local: Vila Santana
Rua Joana Maria Pereira (propriedade particular)
Nome popular:Jequitibá branco
Nome científico: Cariniana legalis
Idade estimada: 90 anos
Local: Vila Barão
Rua Isaltino Guanabara Rodrigues com a rua Gustavo Ventella
Nome popular: Copaíba
Nome científico: Copaifera langsdorffii
Idade estimada: 185 anos
Local: Jd. dos Bandeirantes
Rua Irineu Momesso com rua José Maria Crhist
Nome popular: Jequitibá-branco 1 e 2
Nome científico: Cariniana legalis
Idade estimada: 72 e 84 anos
Local: Parque Natural dos Esportes "Chico Mendes"
Av. Três de março, 1025 - Alto da Boa Vista
Visitação da imagem de Nossa Senhora da Ponte, na matriz N. Sra. Aparecida!
domingo, 15 de julho de 2012
Penitência é mudar de vida!
"Naqueles dias, apresenta-se João, o Batista, proclamando no deserto da Judeia: 'Convertei-vos: o Reinado dos céus aproximou-se!'" (Mt 3,1-2).
"Fazei penitência". Penitência não é só mortificação, deixar de comer alguma coisa, dormir no chão. Penitência em grego é "metanóia": uma reviravolta na vida da pessoa. É mudar a mentalidade, o sentimento; é mudar de vida.
Penitência é um virar-se pelo avesso. Melhor falando: é um deixar-se virar pelo avesso. Foi isso que João Batista veio anunciar: "Fazei penitência, virai-vos pelo avesso. Porque está próximo o Reino do céu". Se João Batista dizia isso naquele tempo, preparando a primeira vinda de Jesus, imagine agora! Estamos na iminência da Sua segunda vinda.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Cientistas calculam desaparecimento de animais por desmate na Amazônia
No pior cenário, 59 diferentes espécies seriam extintas em Rondônia. Mamíferos, aves e anfíbios ainda serão afetados por devastação já ocorrida.
Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo
Uma metodologia desenvolvida por cientistas britânicos e americanos mede quantas populações de animais que vivem em determinados estados englobados pela Amazônia Legal podem desaparecer devido ao desmatamento no bioma.
saiba mais
No estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista “Science”, os pesquisadores conseguiram saber, por exemplo, quantos mamíferos, aves e anfíbios serão extintos em determinadas regiões devido ao desmatamento ocorrido entre 1978 e 2008.
Para isso, os pesquisadores da Imperial College e do Instituto de Zoologia, ambos de Londres, além da Universidade Rockefeller, dos EUA, utilizaram o conceito de “débito de extinção”, número que representa a diferença entre a expectativa de perda de biodiversidade e o que de fato já desapareceu na natureza.
A partir de informações de satélite fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o desmate mensal e o anual, os estudiosos conseguiram mapear a Amazônia, dividindo-a em 700 partes, e chegaram à previsão por unidade federativa.
Redução na biodiversidade
De acordo com o estudo, o desmatamento na Amazônia ocorrido entre 1978 e 2008 pode extinguir futuramente um número grande de espécies em seis estados. Neste período, de acordo com o Inpe, a Amazônia Legal perdeu 581.400 km² de vegetação nativa, uma área maior que o estado da Bahia.
Não existe um número global de espécies que sumiriam da Amazônia. O cálculo foi feito por estado. Sem precisar quando e quais animais seriam afetados, os pesquisadores afirmam, por exemplo, que 12 espécies de mamíferos, 13 de aves e três de anfíbios -- um total de 28 animais -- poderiam sumir no Tocantins a partir de 2008, como resultado do desmate histórico. O estado seria o mais afetado pela perda de biodiversidade em decorrência da redução da cobertura vegetal.
Maranhão seria a segunda região com maior declínio de animais, com o possível desaparecimento de 20 diferentes espécies a partir de 2008. Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre também sofrerão com a redução da população de espécies ou mesmo a extinção delas, segundo a estimativa.
Imagem aérea mostra desmatamento na Amazônia. Perda da cobertura vegetal no bioma pode acarretar na extinção de diversas espécies de animais. (Foto: Divulgação/Toby Gardner/Science)
Ação do homem
Na perspectiva para 2050, em uma realidade onde os níveis de desmatamento atinjam índices superiores a 28 mil km² ao ano nos próximos 38 anos, o declínio de populações seria ainda maior.
Rondônia, por exemplo, lideraria a perda de biodiversidade de mamíferos, aves e anfíbios. Sumiria das florestas daquela unidade federativa ao menos 59 espécies. Já Roraima e Amapá, ambos na região Norte, perderiam, cada um, 46 espécies.
O mais alarmante é que o desaparecimento de animais poderia acontecer ainda no século 21. Por isso, os especialistas recomendam a implementação -- e o cumprimento -- de políticas públicas voltadas para a preservação.
Outro cenário desenvolvido é com taxas de desmatamento baixas – assim como a de 2011, quando o bioma perdeu 6.418 km², menor índice dos últimos 23 anos. Neste modelo, a perda de espécies seria menos impactante. Entretanto, haveria a chance de recuperação de outras populações graças a iniciativas de conservação.
Imagem de bicho-preguiça, espécie endêmica da Amazônia. Se nada for feito para conter a devastação, bioma pode perder até 78 espécies de animais nos próximos anos. (Foto: Divulgação/
Robert Ewers/Science)
De acordo com Thiago Rangel, doutor em Ecologia pela Universidade de Connecticut e membro do Departamento de Ecologia da Universidade Federal de Goiás, ações governamentais para manter a floresta em pé devem ser acentuadas na Amazônia Legal.
Segundo ele, o monitoramento de desmatamento e queimadas, reforçado por fiscalizações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) aumentaram o número de sanções contra atividades criminosas.
“Temos que olhar para essas atividades e ver como podemos melhorá-las. A queda do desmatamento foi exemplar”, explica.
Rangel explica que as alterações no atual Código Florestal, que segue em discussão no Congresso, podem fomentar atividades ilegais na floresta.
“A questão da anistia a quem desmatou, por exemplo, seria uma forma de dizer que a lei anterior a esta em discussão não funcionava. O código em debate é um código de desmatamento”.
Para o doutor em Ecologia, apenas com essas medidas é possível "dar um calote no débito de extinção", ou seja, evitar a perda da biodiversidade causada pelo desmatamento.
A obra da Igreja e de Cristo progride sempre, diz Bento XVI
Da Redação, com Rádio Vaticano
Arquivo Reuters
Papa saúde fiéis presentes em Castel Gandolfo para o Angelus
Após celebrar a Santa Missa na cidade de Frascati, neste domingo, 15, o Papa Bento XVI retornou a Castel Gandolfo para a oração do Angelus junto aos fiéis que o aguardavam no pátio da residência apostólica.
"A obra de Cristo e da Igreja jamais regride, mas sempre progride", foi a sua mensagem antes da recitação da oração mariana, inspirada pela liturgia deste domingo e pela memória que a Igreja faz, nesta data, de São Boaventura, o sucessor de São Francisco na condução da Ordem dos Frades Menores.
Jamais para trás, sempre para frente. A obra da salvação trazida por Cristo dois mil anos atrás aos homens pode ser lida retrospectivamente como história, mas jamais registrará uma regressão, porque aquilo que é de Cristo é progressão contínua.
Bento XVI adquire essa certeza em São Paulo, que na Carta aos Efésios, proclamada na liturgia deste domingo em todas as Missas, oferece uma síntese extraordinária "em quatro passagens" daquele "desígnio de bênção" que Deus – explicou – derramou sobre a humanidade com a vinda de Cristo.
"Nele" – escreve o Apóstolo dos Gentios – "ele nos escolheu antes da fundação do mundo", "Nele" fomos redimidos, "Nele" nos tornamos herdeiros, "Nele" quem crê no Evangelho recebe o "sigilo do Espírito Santo":
"Este hino paulino contém a visão da história que São Boaventura contribuiu para difundir na Igreja: toda a história tem como centro Cristo, o qual assegura também novidade e renovação em todo tempo. Em Jesus, Deus disse e deu tudo, mas como Ele é um tesouro inexorável, o Espírito Santo jamais deixa de revelar e de atualizar o seu mistério. Por isso a obra de Cristo e da Igreja jamais regride, mas sempre progride."
Essa visão de Cristo como "centro inspirador" da história foi um ponto nodal também da teologia de São Boaventura, cuja memória a Igreja celebra em seu calendário litúrgico em 15 de julho.
Na alocução que precedeu a oração dominical, o Papa recordou que com a morte de São Francisco foi São Boaventura o sucessor dele na condução dos Frades.
Foi também ele quem escreveu a primeira biografia de São Francisco, e foi também São Boaventura, nos últimos anos de sua vida, a transferir-se como bispo para a Diocese de Albano, da qual faz parte Castel Gandolfo:
"Numa carta, Boaventura escreve: 'confesso diante de Deus que a razão que mais me fez amar a vida do beato Francisco é que ela se assemelha ao início e ao crescimento da Igreja' (...) Francisco de Assis, após a sua conversão, praticou ao pé da letra esse Evangelho, tornando-se uma fidelíssima testemunha de Jesus; e associado de modo singular ao mistério da Cruz, foi transformado num 'outro Cristo', como o próprio São Boaventura o apresenta."
Nossa Senhora do Carmo
No momento das saudações conclusivas, feitas em seis línguas aos diferentes grupos de fiéis e peregrinos reunidos no pátio interno da residência pontifícia de Castel Gandolfo, Bento XVI, que pouco antes recordara outra memória litúrgica, a desta segunda-feira dedicada a Nossa Senhora do Carmo, ressaltou em polonês outro apelativo de "Mãe de Deus do Escapulário", com a qual é recordada a Virgem do Carmelo, e acrescentou:
"João Paulo II carregava consigo o sinal de sua consagração pessoal a Nossa Senhora do Carmo, o escapulário, que tanto estimava. A todos os seus compatriotas – na Polônia, no mundo, a todos vocês aqui presentes hoje em Castel Gandolfo – que Maria, a melhor das mães, os envolva com o seu manto na luta contra o mal, interceda no pedido de graças, e lhes mostre os caminhos que levam a Deus."
Aos brasileiros
Entre os peregrinos presentes, encontrava-se também um grupo de brasileiros, aos quais o Santo Padre fez a seguinte saudação:
“Dirijo agora uma saudação especial para os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente para os fiéis da Paróquia São José, de Bragança Paulista e para o grupo de Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, acompanhadas de professores de escolas brasileiras. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençoo".
Décimo quinto Domingo do tempo comum - 15 de julho de 2012
Destaque: "O Senhor chamou-me quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: Vai profetizar para Israel, meu povo".
"Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados a ser, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo".
São Francisco de Sales viajou certa vez a Bellevaux com um jovem sacerdote, onde reviveu seus primeiros dias como missionário no Chablais. Os moradores do lugar eram muito tímidos e cautelosos. Francisco e o sacerdote não encontraram lugar para hospedar-se, nem vinho, nem bancos para sentarem-se e tiveram que comer um pão velho, pelo qual pagaram um valor muito alto, pouco queijo, pouca água e o solo por mesa. Não tinham mantos nem capas. Francisco disse: "Esta é a verdadeira vida apostólica, quando podemos imitar, de certa forma, a pobreza de Jesus Cristo e dos apóstolos. Eu estou acostumado a isto porque por dois anos experimentei a mesma crueldade por parte dos moradores de várias vilas".
Apesar destes obstáculos ou por causa deles, Francisco amava as pessoas como pastor. Ele acolhia fraternalmente a todos e os conduzia pelo caminho da generosidade apostólica que ele mesmo praticava. Seguia esta filosofia: "É melhor ser humilde com os pobres, do que repartir despojos com os soberbos". (Pr 16, 19) Ele sabia que o espírito apostólico "está sempre perto daqueles que tem o coração ferido; ele alivia o espírito abatido". (Sl 33, 19)
Francisco escutou a voz de Deus e acrescentou sua voz à do Senhor. Seu intelecto aguçado e sua educação o prepararam para discutir, mas ele colocou de lado o ódio. Francisco tinha um imenso desejo de debater com os ministros protestantes, mas se envolveu muito pouco neste desafio. Alguns na plateia tomavam nota secretamente daquilo que ele falava em seus sermões, faziam cópias e as distribuíam em Genebra. No início, a resposta foi mínima, mas depois aconteceram muitas conversões espetaculares.
Alguém pode fazer muita coisa com o seu próprio estilo de pregação, ensino e trabalho. Permitir que o Espírito de Deus trabalhe em nós e nos outros é um grande dom, e não devemos permitir que as decepções, as tristezas, nem nossa maneira de querer as coisas nos desanimem. Muitos e grandes personagens existiram antes de nós e nos mostraram o caminho a seguir.
Francisco de Sales demonstrou o poder da virtude da esperança, esperança que, eventualmente, dá um ótimo resultado, graças à perspicácia, o vigor e a determinação de um santo que nunca permitiu que a frustração nem a dor o impedissem pregar a palavra do Senhor. Rezemos para que sejamos perspicazes, corajosos e que o seu exemplo nos inspire e nos dê ânimo quando necessário.
Padre Michael S. Murray, OSFS - Diretor do Centro Espiritual De Sales.
Tradução do espanhol: P. Tarcizio Paulo Odelli - SDB
Reflexão Salesiana
No Evangelho de hoje revivemos o momento em que Jesus dá aos apóstolos a autoridade para continuarem seu trabalho, e como a fé Nele os guiará para que possam continuar realizando as boas obras. A respeito disso São Francisco observava o seguinte:
A fé viva gera muitas e boas obras. No entanto, muitas vezes, vemos como existem pessoas que, mesmo sendo fortes e saudáveis, precisam ser motivados frequentemente para que façam bom uso tanto de sua força como de seus talentos. A mão deve guiar o trabalho. Mesmo que a alma carregue uma grande carga, possui o poder para acreditar e depositar suas esperanças no amor de Deus, muitas vezes não tem uma força para precaver-se disso. A angústia se apodera dela. Mas Nosso Senhor jamais nos deixará sozinhos, enquanto caminharmos por suas veredas. O Espírito de Jesus sempre está conosco, instando-nos a seguir adiante, apelando a nossos corações e impulsionando-os a avançar para assim poder fazer bom uso do amor sagrado que Ele coloca em cada um de nós.
Uma mãe amorosa guia seu pequeno filho, o ajuda e o leva nos braços tanto tempo quanto for necessário. Ela deixa que ele dê alguns poucos passos por si próprio em lugares onde possa caminhar sem dificuldades e sem tropeços. Então o toma pela mão e o leva com firmeza. Às vezes o toma em seus braços e o carrega. Deste mesmo modo nosso Salvador cuida constantemente e se encarrega de cuidar de seus filhos. Ele lhes permite caminhar à sua frente. Ele os toma pela mão quando atravessam dificuldades. É por isso que, quando tudo falha, quando nossa angústia chega ao ponto máximo, devemos encomendar-nos a Deus. Ele jamais falha. Levar-nos-á em seus braços quando enfrentamos sofrimentos que Ele considera insuportáveis para nós, sempre e quando deixemos que faça isso.
Deus tem muitos modos de proteger e de cuidar de todos aqueles que têm fé nos ensinamentos de Jesus. Nosso bem estar consiste não somente em aceitar a verdade da Palavra de Deus, mas também em preservá-la. Portanto, devemos demonstrar uma grande coragem e confiança, pois Ele nos ajudará em tudo o que fizermos para glorificá-lo. Façamos com que nossa fé desperte. Avivamo-la demonstrando que acreditamos plenamente no amor e no cuidado de Deus conosco. Então todas as nossas obras darão frutos semelhantes aos que produziram os apóstolos.
(São Francisco de Sales - Tratado do Amor de Deus; Sermões de São Francisco de Sales, Edições L. Fiorelli)


