domingo, 29 de abril de 2012

Ter ou ser: eis a questão


Entre as múltiplas definições de cultura que hoje circulam no mundo do saber, uma delas é “o conjunto dos traços distintivos espirituais e materiais, intelectuais e afetivos que caracterizam  uma sociedade ou  um grupo social e que abarca, além das artes e das letras, os modos de vida, as maneiras de viver juntos, os sistemas de valores, as tradições e as crenças.”

Isto que se convencionou chamar cultura, mas pode ter várias definições, segundo a área de especialidade desde onde se fala, é algo que tem sofrido grandes e profundas mutações na passagem da modernidade para a pós-modernidade. A tal ponto que passou a constituir área maior de interesse do ser humano hoje. O que era o “social” para a segunda metade do século XX é o cultural para este início de século XXI.  Porém, a primeira dificuldade com esse estado de coisas é que o conceito de cultura não e mais tão unívoco.

A importância dos problemas culturais se enquadra em um amplo contexto caracterizado pela lógica de uma sociedade produtivista que respondeu às necessidades elementares da população mais abastada e que, para continuar mantendo seu ritmo de crescimento e consumo, deve desenvolver e satisfazer as necessidades “culturais”  de sua clientela.  Assim, a cultura se torna, mais que “valores” a defender ou ideias a promover, um trabalho a empreender sobre todo o tecido da vida social, a fim de manter a máquina do consumo azeitado.  Trata-se de uma sociedade feita de “homens e mulheres que querem ter alguma coisa” e cada vez menos de homens e mulheres que ”querem ser alguém”.

Quando falamos, portanto,  dessa cultura não mais hegemônica, mas plural como é a nossa, estamos, obviamente referindo-nos ao contexto  no qual vivemos toda a nossa vida e cujas rápidas transformações das últimas décadas por isso mesmo nos espantam.

Trata-se de uma cultura da passividade exatamente por ser uma cultura do espetáculo.  Instalada nos lazeres como compensação do trabalho, a cultura consumista desenvolve nos espectadores que são os homens e mulheres de hoje a passividade da qual ela já é o efeito.                      

A cultura serve para ajudar o indivíduo a escapar das questões mais candentes e mordentes da sociedade e consumir o vazio que vai nadificá-lo.  As formas atuais de conscientização e, portanto, de aglutinação se fragmentaram e suas fronteiras já não são mais definidas. Encontram-se, sim,  abertas, fazendo inúmeras interfaces e provocando um novo recorte social onde os atores são dificilmente situáveis.

Finalmente, a cultura se tornou instrumento de poder.  Tal como o que era ontem o folclore ou a cultura popular, a cultura de massa hoje permanece afetada pelo coeficiente social que a distingue de uma cultura operacional, sempre reservada. Ela não tem mais uma função colonizadora (tanto no bom como no mau sentido da palavra: ao mesmo tempo civilizadora e conquistadora) como foi o caso durante longo tempo da educação que vulgarizava e difundia as concepções de uma elite.  Na verdade, a cultura se tornou um objeto rentável e maleável, segundo as necessidades da produção e do consumo, antes que uma arma de combate.

O poder, então, se serve da cultura sem se comprometer com ela. Não está mais comprometido nos discursos que fabrica.  Seu centro de atenção não está mais substantivamente na produção cultural, ou na difusão cultural, mas apenas tangencialmente.  E os produtos culturais servem à classe daqueles que os criam e são pagos pela massa daqueles que deles não usam nem aproveitam.

A grande questão que isso levanta  é se os membros de uma sociedade como a de hoje, afogados que estão no anonimato de discursos que não são mais os seus, e submetidos a monopólios cujo controle lhes escapa encontrarão, juntamente com o poder de se situar em algum lugar, num jogo de forças assumidas, a capacidade de expressar-se.

Parece que a questão não é mais a mesma que atormentava o Hamlet de Shakespeare: ser ou não ser.  Mas sim ter ou ser.  Se continuar alugando-se e vendendo-se a si mesma para que o consumo reine soberano, dominando e monopolizando a atenção dos indivíduos, seguramente a cultura não cumprirá seu papel de testemunha da maravilha que é o ser humano. Rastejará em nível das necessidades artificiais e não permitirá que apareçam os desejos que libertam e apontam para a Transcendência.

Autor: Maria Clara Bingemer

1º dia das Festividades de São José – comunidade S. José e S. Bento

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Nesta primeira noite do tríduo de São José, na comunidade de São José e São Bento na Vila Bandeirantes, tendo a santa missa com o tema: "Com José, viver o sonho de Deus", padre Antônio Carlos Fernandes, o padre Toninho, pároco da Mãe dos Homens de Porto Feliz, presidiu a celebração e como sempre esbanjou simpatia, bem acolheu a todos os presentes e do começo ao fim seguiu com seu sorriso e jeito peculiar de falar.

 

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Padre Toninho explicou a liturgia desta noite, incentivando todos a serem como Jesus o Bom Pastor, a viver em comunidade a partilha, o amor e o perdão. Também falou de São José padroeiro dos trabalhadores e pediu que todos os desempregados devotassem o pedido de um bom emprego a São José. Referente ao tema, o padre também destacou a linda missão de José, que aceitou Maria, que seguiu o sonho, criou Jesus, foi referência, até uma profissão transmitiu a Jesus.

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Após a Santa Missa, Padre Toninho gravou para a Pascom um vídeo comentando sobre as festividades de São José e abençoando a todos os trabalhadores e desempregados. Em breve publicamos.

Logo após, começou a quermesse com Leilão de Prendas, Show de Prêmios e Show com a dupla Luis Carlos e Adriano. Na festa também tinha barracas de doces, pescaria, artesanato, pastel, assados, churrasco e bebidas. O pároco Washington Pascoal Ribeiro esteve participando da quermesse.

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Fotos e texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação

Dança









A dança vem nos apresentar uma das expressões mais significativas da Arte. Com ela o nosso corpo se representa, é uma expressão visível a todos!

Ela nos traz um universo grandioso, várias técnicas, modelos, variações… E nos leva junto em cada palco, em cada apresentação!

Que a nossa dança possa significar sempre a construção de um ideal, que faça o ser humano crescer e amadurecer. Que a nossa dança consiga fazer o encontro do espiritual humano com o espiritual divino, que é Deus!

Somos dança, somos evangelizadores!!!


CIA de artes Canção Nova