segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vigília Pascal–Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens

Sábado Santo (1)Sábado Santo (12)Sábado Santo (18)Sábado Santo (43)Sábado Santo (52)Sábado Santo (53)Sábado Santo (59)Sábado Santo (67)Sábado Santo (70)Sábado Santo (75)Sábado Santo (114)Sábado Santo (151)Sábado Santo (157)

A Vigília Páscal ou a Mãe de todas as Vigílias, como fala São Tomás de Aquino, é a celebração mais importante do calendário litúrgico cristão, por ser a primeira celebração oficial da Ressurreição de Jesus. É nesta cerimonia que os Catecumenos são batizados e recebidos em plena comunhão com a Igreja. É realizada nas horas de escuridão entre pôr-do-sol no Sábado Santo e o amanhecer da Páscoa. É marcada pela primeira entoação desde o início da Quaresma do Glória e do Aleluia, uma característica litúrgica do Tempo Pascal.
A Solenidade deu-se início fora das dependências da Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, com Benção do Fogo Novo e o rito que preparou o novo Cirio Pascal deste ano, que trás como simbolo forte a Luz de Cristo, ou seja, a sua Ressurreição, a Vitória da Vida sobre a Morte, logo em seguida do Fogo Novo é que se retirou a Chama que acendeu o Novo Cirio Pascal, e nesta mesma foqueira foram queimados os pedidos dos fiéis acumulados durante a Quaresma.
Logo após a cerimonia do Fogo Novo, os fiéis retornaram todos para dentro da igreja onde foi feito a intronização do Cirio Pascal no interior da igreja e as velas dos fiéis foram todas acessas, com a chama que saiu do Cirio Pascal, logo em seguida foi acendeu as luzes da igreja e foi proclamada a Páscoa do Senhor, com a Música Exulte o Céu os Anjos Triunfantes, logo em seguida deu-se inicio a liturgia da palavra com as leituras propostas para este dia tão solene.
Também nesta Santa Missa, aconteceu a apresentação dos novos cerimoniários à comunidade, que auxiliaram o padre na celebração da Santa Missa.
Foram batizados dois rapazes, João Paulo e Marcelo, que foram apresentados à paróquia. Como último dia do Tríduo Pascal, ao final, o padre deu a Bênção Solene.

Fotos: Maurício de Toledo e Rafael Correa/Pastoral da Comunicação
Texto: Maurício de Toledo/Pastoral da Comunicação

Fundec completa 20 anos e comemora com programação especial

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No mês de abril, a Fundec (Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba) completa 20 anos e comemora o aniversário com programação especial. A festa contará com exposições, peças, corais, duos e concertos durante todo o mês.

Os eventos terão início na segunda-feira (9), com uma mostra que conta a história da fundação no Salão de Exposições da Fundec, e será encerrada no fim de abril com concertos da Orquestra Sinfônica de Sorocaba.

Confira a programação completa:

Exposição sobre os 20 anos da Fundec
09 a 30 de abril
De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; sábados, das 8h às 12h

Concerto da Orquestra de Câmara da Fundec
11 de abril
às 20h

Concerto da Orquestra Experimental da Fundec
12 de abril
às 20h

Duo Pereira e Oliveira (violão e flauta)
13 de abril
às 20h

Coral Cultura Inglesa
14 de abril
às 20h

Coros Adulto e Infantil
16 de abril
às 20h

Concerto da Banda Sinfônica da Fundec
17 de abril
às 20h

Grupo de Percussão da Fundec
18 de abril
às 20h

Programa “Conheça a Orquestra”
19 de abril
às 14h30min

Audição do Canto Lírico da Fundec
19 de abril
às 20h

Comemoração ao Dia Nacional do Choro
23 de abril
às 20h

Concerto do Quinteto de Metais da Orquestra Sinfônica de Sorocaba
24 de abril
às 20h

Concerto da Orquestra Orff da Fundec
25 de abril
às 20h

Concerto da Orquestra Sinfônica de Sorocaba
26 de abril
às 20h

Espetáculo Teatral “Bella Ciao”
28 de abril
às 20h

Concerto da Orquestra Sinfônica de Sorocaba
29 de abril
às 18h

Bento XVI ressalta importância das mulheres na história da Igreja

Junto aos fiéis e peregrinos reunidos em Castel Gandolfo, o Papa pediu que Maria ajude cada um a experimentar a presença viva do Senhor Ressuscitado

Durante as narrativas da paixão e da morte de Jesus, elas estavam lá. E foram elas, as mulheres, a receber primeiramente o anúncio da ressurreição de Cristo. Plenas de temor e alegria elas correram para dar a notícia para os discípulos.
“Em todos os Evangelhos, as mulheres têm um grande lugar nas narrações das aparições de Jesus Ressuscitado, como também naquelas sobre a paixão e a morte de Jesus. As mulheres viveram uma experiência de ligação especial com o Senhor, que é fundamental para a vida concreta das comunidades cristãs, e isso é visto sempre, em cada época, não só no início do caminho da Igreja”, salientou o Papa
Bento XVI durante a proclamação do Regina Coeli na manhã desta segunda-feira, 9.
Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Regina Coeli de Bento XVI - 09/04/2012

O Santo Padre ressaltou aos fiéis e peregrinos reunidos diante do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, de modo particular, a figura da Virgem Maria no Mistério Pascoal, “evento estupendo que transformou a história e dá sentido a existência de cada homem”.
“Justamente por meio da experiência transformadora da Páscoa de seu Filho, a Virgem Maria se torna também Mãe da Igreja, isto é de cada um daqueles que crêem e de toda sua comunidade”, destacou o Pontífice.
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.: Papa: Deus nos liberta do mal não de modo superficial e passageiro
.: Papa: Deus criou o mundo como espaço de conhecimento e verdade
.: Na Cruz de Cristo encontramos a coragem para prosseguir, diz Papa

CNBB convoca fiéis para Vigília de Oração pela Vida

CNBB convocou os fiéis para a Vigília de Oração pela Vida nesta terça-feira, 10, em frente ao STF em Brasília

Na próxima quarta-feira, 11, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza o julgamento sobre a descriminalização do aborto de anencéfalos – casos em que o feto tem má formação no cérebro. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou na Sexta-feira Santa, 06, uma carta a todos os bispos do país, convocando os fiéis para uma Vigília de Oração pela Vida nesta terça-feira, 10, às 18h, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Em agosto de 2008, por ocasião do primeiro julgamento do caso, a
CNBB publicou uma nota que explicita a sua posição.
"A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (...)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis.  O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede,  que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade", destaca a nota.
Leia, abaixo, a íntegra da carta da presidência da CNBB
Carta da presidência da CNBB
Irmãos no Episcopado,
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil jamais deixou de se manifestar como voz autorizada do episcopado brasileiro sobre temas em discussão na sociedade, especialmente para iluminá-la com a luz da fé em Jesus Cristo Ressuscitado, “Caminho, Verdade e Vida”.
Reafirmando a NOTA DA CNBB (P – 0706/08, de 21 de agosto de 2008) SOBRE ABORTO DE FETO “ANENCEFÁLICO” REFERENTE À ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Nº 54 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a presidência solicita aos irmãos no episcopado:
Promoverem, em suas arqui/dioceses, uma VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA VIDA, às vésperas do julgamento pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade legal do “aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominados anencefálicos” (CNBB, nota P-0706/08).
Informa-se que a data do julgamento da ADPF Nº 54/2004 será DIA 11 DE ABRIL DE 2012, quarta feira da 1ª Semana da Páscoa, em sessão extraordinária, a partir das 09 horas.
Com renovada estima em Jesus Cristo, nosso Mestre Vencedor da morte, agradecemos aos irmãos de ministério em favor dos mais frágeis e indefesos,

Cardeal Raymundo Damasceno Assis          Dom José Belisário da Silva          Dom Leonardo Steiner
Arcebispo de Aparecida                               Arcebispo de São Luiz               Bispo Auxiliar de Brasília
Presidente da CNBB                                  Vice Presidente da CNBB                 Secretário Geral da CNBB

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.: CNBB reafirma posição da Igreja sobre aborto

Aborto de bebês anencéfalos: A morte não pode solucionar o problema

 

Além das questões polêmicas referentes à reforma do Código Penal brasileiro, como os aspectos relativos ao aborto e à eutanásia, outro ponto entra em discussão. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar em plenário, nesta quarta-feira, 11, a ação que pede a descriminalização do aborto de bebês anencéfalos.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio e presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, se essa medida for aprovada, trará como consequência muitos malefícios sociais, abrindo caminho para outras ações agressivas contra o ser humano.
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.: Brasileiros promovem Vigília de Oração pela vida em frente ao STF

“Por exemplo, já se fala em eutanásia. Já se fala, em outros países do mundo em aborto não de fetos, mas de recém-nascidos com má formação e o pior de tudo é que se busca solução de problemas delicados e difíceis através de um caminho que contradiz todo o projeto de Deus. Deus é o Deus da vida e as pessoas querem solucionar os problemas através da morte”, disse o bispo.
Dom Antônio informou que a Igreja Católica vem realizando ações para impedir a aprovação de medidas como essas. “Também através da mídia social, das redes sociais, nós estamos procurando dar um incentivo aos católicos para que mandem cartas para os ministros do STF, que façam ações a nível de redes sociais e a nível do público contra esse tipo de ação”.
O bispo contou que a Conferência Nacional dos Bispos já dirigiu uma carta aos ministros do STF para que eles analisem a questão profundamente e possam defender a vida do cidadão brasileiro. “Isso não é uma questão religiosa. Isso é sobretudo uma questão de cidadania de defender os mais frágeis em qualquer sociedade”, ressaltou.

Regina Coeli de Bento XVI - 09/04/2012


Regina Coeli

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Itália

Segunda-feira, 9 de abril de 2012

Queridos irmãos e irmãs!
A segunda-feira depois da Páscoa é em muitos países um dia de feriado, no qual se faz um passeio em meio à natureza, ou mesmo se visita os parentes mais distantes para se reunir em família. Mas gostarei que estivesse presente na mente e no coração dos cristãos o motivo deste feriado, isto é, a Ressurreição de Jesus, o mistério decisivo da nossa fé.
De fato, como escreve são Paulo aos Coríntios, “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé” (1 Cor 15,14). Por isso, nestes dias é importante reler as narrações da ressurreição de Cristo que encontramos nos quatro Evangelhos. Trata-se de narrações que, em modos diversos, apresentam os encontros dos discípulos com Jesus Ressuscitado, e nos permite assim meditar sobre este evento estupendo que transformou a história e dá sentido a existência de cada homem
O evento da ressurreição, em quanto tal, não vem descrito pelos Evangelistas: esse permanece misterioso, não no sentido de menos real, mas em segredo, além do alcance de nosso conhecimento: como uma luz tão brilhante que não se pode observar com os olhos, pois se o fizesse ficaria cego. As narrações começam, em vez, do amanhecer do dia depois de sábado, as mulheres foram até o sepulcro e o encontraram aberto e vazio.
São Mateus fala também de um terremoto e de um anjo brilhante que rolou a grande pedra da tumba e estava sentado sobre ela (cfr Mt 28,2). Recebido do anjo o anúncio da ressurreição, as mulheres, plenas de temor e de alegria, correram para dar a notícias aos discípulos, e justamente naquele momento encontraram Jesus, se prostraram aos seus pés e o adoraram, e Ele disse: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão” (Mt 28,10).
Em todos os Evangelhos, as mulheres têm um grande lugar nas narrações das aparições de Jesus Ressuscitado, como também naquelas sobre a paixão e a morte de Jesus. Naqueles tempos, em Israel, o testemunho das mulheres não podia ter valor oficial, jurídico, mas as mulheres viveram uma experiência de ligação especial com o Senhor, que é fundamental para a vida concreta das comunidades cristãs, e isso é visto sempre, em cada época, não só no início do caminho da Igreja.
Modelo sublime e exemplar deste relacionamento com Jesus, de modo particular no seu Mistério Pascoal, é naturalmente Maria, a Mãe do Senhor. Justamente por meio da experiência transformadora da Páscoa de seu Filho, a Virgem Maria se torna também Mãe da Igreja, isto é de cada um daqueles que crêem e de toda sua comunidade. A ela dirigimos agora e a invocamos como Regina Caeli, com a oração que tradicionalmente se faz no lugar do Angelus durante todo o tempo pascoal. Que Maria nos ajude a experimentar a presença viva do Senhor Ressuscitado, fonte de esperança e paz.

Mensagem Bento XVI - Urbi et Orbi - 08/04/2012

Mensagem
Benção Urbi et Orbi
Praça de São Pedro
Domingo, 8 de abril de 2012

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!
«Surrexit Christus, spes mea – Ressuscitou Cristo, minha esperança» (Sequência Pascal).
A todos vós chegue a voz jubilosa da Igreja, com as palavras que um antigo hino coloca nos lábios de Maria Madalena, a primeira que encontrou Jesus ressuscitado na manhã de Páscoa. Ela correu ao encontro dos outros discípulos e, emocionada, anunciou-lhes: «Vi o Senhor!» (Jo 20, 18). Hoje também nós, depois de termos atravessado o deserto da Quaresma e os dias dolorosos da Paixão, damos largas ao brado de vitória: «Ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!»
Todo o cristão revive a experiência de Maria de Magdala. É um encontro que muda a vida: o encontro como um Homem único, que nos faz sentir toda a bondade e a verdade de Deus, que nos liberta do mal, não de modo superficial e passageiro mas liberta-nos radicalmente, cura-nos completamente e restitui-nos a nossa dignidade. Eis o motivo por que Madalena chama Jesus «minha esperança»: porque foi Ele que a fez renascer, que lhe deu um futuro novo, uma vida boa, liberta do mal. «Cristo minha esperança» significa que todo o meu desejo de bem encontra n’Ele uma possibilidade de realização: com Ele, posso esperar que a minha vida se torne boa e seja plena, eterna, porque é o próprio Deus que Se aproximou até ao ponto de entrar na nossa humanidade.
Entretanto Maria de Magdala, tal como os outros discípulos, teve de ver Jesus rejeitado pelos chefes do povo, preso, flagelado, condenado à morte e crucificado. Deve ter sido insuportável ver a Bondade em pessoa sujeita à maldade humana, a Verdade escarnecida pela mentira, a Misericórdia injuriada pela vingança. Com a morte de Jesus, parecia falir a esperança de quantos confiavam n’Ele. Mas esta fé nunca desfalece de todo: sobretudo no coração da Virgem Maria, a mãe de Jesus, a pequena chama continuou acesa e viva mesmo na escuridão da noite. A esperança, neste mundo, não pode deixar de contar com a dureza do mal. Não é apenas o muro da morte a criar-lhe dificuldade, mas também e mais ainda as aguilhoadas da inveja e do orgulho, da mentira e da violência. Jesus passou através desta trama mortal, para nos abrir a passagem para o Reino da vida. Houve um momento em que Jesus aparecia derrotado: as trevas invadiram a terra, o silêncio de Deus era total, a esperança parecia reduzida a uma palavra vã.
Mas eis que, ao alvorecer do dia depois do sábado, encontram vazio o sepulcro. Depois Jesus manifesta-Se a Madalena, às outras mulheres, aos discípulos. A fé renasce mais viva e mais forte do que nunca, e já invencível porque fundada sobre uma experiência decisiva: «Morte e vida combateram, / mas o Príncipe da vida / reina vivo após a morte». Os sinais da ressurreição atestam a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da misericórdia sobre a vingança: «Vi o túmulo de Cristo, / redivivo e glorioso; / vi os Anjos que o atestam, / e a mortalha com as vestes».
Amados irmãos e irmãs! Se Jesus ressuscitou, então – e só então – aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda a condição do homem e do mundo. Então Ele, Jesus, é alguém de quem nos podemos absolutamente fiar, confiando não apenas na sua mensagem mas n’Ele mesmo, porque o Ressuscitado não pertence ao passado, mas está presente e vivo hoje. Cristo é esperança e conforto de modo particular para as comunidades cristãs que mais são provadas com discriminações e perseguições por causa da fé. E, através da sua Igreja, está presente como força de esperança em cada situação humana de sofrimento e de injustiça.
Cristo Ressuscitado dê esperança ao Oriente Médio, para que todas as componentes étnicas, culturais e religiosas daquele Região colaborem para o bem comum e o respeito dos direitos humanos. De forma particular cesse, na Síria, o derramamento de sangue e adopte-se, sem demora, o caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação, como é vivo desejo também da comunidade internacional. Os numerosos prófugos, originários de lá e necessitados de assistência humanitária, possam encontrar o acolhimento e a solidariedade que mitiguem as suas penosas tribulações. Que a vitória pascal encoraje o povo iraquiano a não poupar esforços para avançar no caminho da estabilidade e do progresso. Na Terra Santa, israelitas e palestinos retomem, com coragem, o processo de paz.
Vitorioso sobre o mal e sobre a morte, o Senhor sustente as comunidades cristãs do Continente Africano, conceda-lhes esperança para enfrentarem as dificuldades e torne-as obreiras de paz e artífices do progresso das sociedades a que pertencem.
Jesus Ressuscitado conforte as populações atribuladas do Corno de África e favoreça a sua reconciliação; ajude a Região dos Grandes Lagos, o Sudão e o Sudão do Sul, concedendo aos respectivos habitantes a força do perdão. Ao Mali, que atravessa um delicado momento político, Cristo Glorioso conceda paz e estabilidade. À Nigéria, que, nestes últimos tempos, foi palco de sangrentos ataques terroristas, a alegria pascal infunda as energias necessárias para retomar a construção duma sociedade pacífica e respeitadora da liberdade religiosa dos seus cidadãos.

Boa Páscoa para todos!

Papa: Deus criou o mundo como espaço de conhecimento e verdade

Bento XVI abençoa o Círio Pascal no início da Vigília no Sábado Santo, 7, no Vaticano

A Santa Missa da Vigília Pascal foi presidida pelo Papa Bento XVI no sábado, 7, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Esta é a solenidade mais importante da Igreja Católica pois celebra-se a Ressurreição de Cristo.
Tradicionalmente, a vigília começa com a benção do fogo, em seguida, o Círio Pascal, que simboliza a Luz de Cristo, é abençoado e conduzido em procissão ao altar. Todo momento é vivido em silêncio e na escuridão, sendo iluminado apenas pela luz do Círio. Pouco a pouco, as velas trazidas pelos fiéis são iluminadas pelo fogo do Círio Pascal.
Além da benção da Luz, a Vigília Pascal tem a liturgia da Palavra, o rito batismal e a liturgia eucarística.
Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Homilia de Bento XVI na Vigília Pascal
.: Veja FOTOS das celebrações do Papa
Em sua homilia, Bento XVI indicou que a Páscoa é a festa da nova criação: "Jesus ressuscitou e nunca mais morre", abriu-se uma nova dimensão para o homem.
Para entender essa nova criação, a Igreja começa a liturgia deste sábado nos apresentando a antiga criação, explicou o Papa.
Na Vigília Pascal, a Igreja fixa a atenção na primeira narrativa da criação do mundo: "Faça-se a luz", pois é com a luz que todo o resto é possível: a vida, a comunicação, o conhecimento, a realidade, a verdade. Com a luz o mal se enconde.
"O fato de Deus ter criado a luz significa que Ele criou o mundo como espaço de conhecimento e de verdade, espaço de encontro e de liberdade, espaço do bem e do amor", explicou o Papa.
Na Páscoa, a própria luz é novamente criada. No momento da ressurreição de Cristo, Ele mesmo se torna a "pura luz de Deus" e atrai todos a Ele "levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós", destacou.
O Papa  explicou também que o Círio Pascal é um modo maravilhoso de representar o mistério pascal de Cristo, pois "trata-se de uma luz que vive em virtude do sacrifício: a vela ilumina, consumindo-se a si mesma; dá luz, dando-se a si mesma", assim também Jesus "dá a Si mesmo e assim dá a grande luz".
Também os cristãos são convidados a ser portadores da luz de Cristo, para que, "através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo", reforçou Bento XVI.
Neste sábado, o Papa ministrou o sacramento do batismo, crisma e primeira comunhão a oito adultos vindos da Itália, Albânia, Eslováquia, Camarões, Alemanha, Turquemenistão e Estados Unidos da América.

Vivendo a Páscoa no mundo de hoje

A liturgia não é um momento separado da vida da gente. Não existe uma liturgia fora da vida.
Se eu vou a igreja é porque lá é o lugar para o meu encontro para rezar, para cantar, para participar da Eucaristia.
É porque eu quero viver isso no meu dia-a-dia. Com a minha família, no meu trabalho, eu preciso ser uma pessoa como Jesus Ressuscitado.
Que supera a vida, que supera a morte, que faz de tudo superar situações de escravidão e viver a serviço da vida. Sermos pessoas do túmulo vazio transmitindo a alegria e vida.
A sociedade está fechada no túmulo da economia, no túmulo do lucro. Está sobrando carros e faltando comida. Os governos dos poderosos investem na guerra, mas não dá o que comer aos pobres.
É um mundo que ainda está dentro do túmulo, que ainda não se abriu para a ressurreição. Estão fechados dentro do túmulo, então estão se quebrando, apavorados, pois estão procurando Jesus no lugar errado. O anjo disse: 'por que procura entre os mortos aquele que está vivo' (Lc 24,5)? Celebrar a páscoa é celebrar o túmulo vazio, celebrando a justiça, a vida, a fraternidade. Devemos ser cristãos da ressurreição. Da vida nova. Claro que tudo passa pela cruz, pela morte, mas se chega à ressurreição!
Isso que é hoje ser um cristão. Sermos cristãos vivos na alegria. Alegrai-vos o Senhor ressuscitou! Nós vamos cantar Aleluia, o Senhor ressuscitou. Todo este mundo fechado em si mesmo, apenas com valores consumistas, que pensa apenas em dinheiro, não tem futuro.
Essa crise que estamos passando pode nos ajudar a rever os conceitos, rever os nossos valores, rever o que realmente é importante. A páscoa vem como a grande ajuda para rever o que o Senhor e a Igreja nos oferecem através de sua liturgia para no dia-a-dia vivermos e sermos pessoas ressuscitadas.

Tempo pascal e mistério pascal

O que significa "Mistério"?
Aqui a palavra "mistério" tem o sentido de iniciação ou de introdução.
Imagine um adulto não batizado, que deseja ser cristão. Ela precisa não só de umas aulas de catecismo, mas também passar por uma experiência pessoal de encontro de fé com Jesus, de conhecimento do seu Evangelho e de participação gradativa na comunidade cristã.
É todo um processo de introdução na vivência cristã, para tornar-se um católico consciente e ativo. Pois bem, esse caminho de ingresso na fé cristã, que será celebrado com o Batismo, a Crisma e a Eucaristia, é chamado de "mistério".
Por isso, esses três sinais são denominados Sacramentos da Iniciação cristã.
E qual é o sentido da palavra "Pascal"?
Ela se refere a Jesus e aos acontecimentos finais da sua vida: sua paixão, morte, ressurreição e ascensão. Jesus é introduzido no sofrimento humano para libertá-lo da sua dependência do poder do mal e da morte, através de sua Ressurreição. Esta é a nossa Páscoa!
E Jesus nos oferece a possibilidade de sermos introduzidos em sua Páscoa e dela participar, para sermos também libertados da escravidão do pecado e da morte. Eis o Mistério pascal: o caminho pascal de Jesus torna-se o caminho pascal do cristão.
Mistério pascal: nós em Jesus e Jesus em nós
Esse Mistério pascal é um dom do Pai para cada pessoa e para toda a humanidade, como fonte de libertação e como experiência de comunhão, ainda que sob o véu dos sinais sacramentais. Assim, pela invocação do Espírito Santo, as celebrações litúrgicas nos fazem participar dos fatos passados, e atualizam sobre nós a mesma graça redentora que se derramou sobre Maria Santíssima, sobre os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus: O Batismo nos faz filhos adotivos do Pai, a Crisma nos dá o Espírito Santo e a Eucaristia nos mantém em comum união com Jesus e com os irmãos.
Se alguém vier lhe perguntar o que é Mistério pascal, pode resumir tudo o que refletimos acima, respondendo com alegria: Mistério pascal é a vida de Jesus Ressuscitado em mim e a minha vida em Jesus Ressuscitado!

Evangelho do Dia

Ano B - Dia: 09/04/2012

As mulheres dão a Boa-Notícia da Ressurreição
Leitura Orante

Mt 28,8-15
Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos. De repente, Jesus se encontrou com elas e disse: - Que a paz esteja com vocês!
Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram.
Então Jesus disse:- Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galiléia, e eles me verão ali.
O boato dos soldados
Enquanto as mulheres ainda estavam no caminho, alguns dos soldados que estavam vigiando o túmulo voltaram para a cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Os chefes se reuniram com os líderes judeus e fizeram os seus planos. Então deram uma grande quantia de dinheiro aos soldados e ordenaram o seguinte:
- Digam que os discípulos dele vieram de noite, quando vocês estavam dormindo, e roubaram o corpo. Se o Governador souber disso, nós vamos convencê-lo de que foi isso mesmo o que aconteceu, e vocês não terão nenhum problema. Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram o que os chefes dos sacerdotes tinham mandado. E esse boato se espalhou entre os judeus até o dia de hoje.

São Leopoldo Mandic

São Leopoldo Mandic O santo de hoje foi um herói dos confessionários. Nasceu na Dalmácia (ex-Iugoslávia) no ano de 1866, dentro de uma família croata, que o formou bem para a vida com Deus e para o amor aos irmãos.
Foi discernindo sua vocação, e aos 16 anos tomou uma decisão: queria servir a Deus promovendo a reconciliação, a reunificação dos cristãos ortodoxos na Igreja Católica. E o Espírito Santo o encaminhou para entrar na vida franciscana.
Leopoldo tinha a saúde muito fragilizada e, ao mesmo tempo, aquele desejo de ir para o Oriente e promover a comunhão dos cristãos.
Ingressou na Ordem Franciscana em 1884 e em 1890 já era sacerdote. Seu pedido era insistente a seus superiores, para que o enviasse para essa missão de unificação, mas dentro do discernimento e de sua debilidade física, ele tinha que obedecer e ir de convento em convento, até que em 1909 chegou em Pádua, na Itália, no Convento de Santa Cruz.
Esse frade descobriu em cada alma o seu 'Oriente'. E por obediência e amor, atendia-os por horas, sempre em espírito de oração e de abertura aos carismas do Espírito Santo.
Com 76 anos partiu para o Céu, e hoje intercede por nós.
São Leopoldo Mandic, rogai por nós!

Paróquia Nossa Senhora Aparecida encerra Semana Santa com Via Lucis

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Devido ao mau tempo, foi realizado na matriz Nossa Senhora Aparecida a Via Lucis, que originalmente seria realizada as suas 15 estações em procissão até a Igreja de São José e São Bento.

Com a celebração do dia da Ressurreição do Senhor ficamos extraordinariamente alegres, mas logo a seguir descuidamo-nos, esquecendo que o tempo que se lhe segue, quarenta e sete dias, persiste o denominado ciclo Pascal, que termina com a festa do Pentecostes. Nela festejamos o começo da Igreja edificada por Cristo, a sua consistência e o início da difusão como cumprimento do mandato do Senhor aos seus Apóstolos e a todos os batizados no fogo do Espírito.

Para melhor o vivenciarmos, procuraremos trazer à memória com a “Via lucis”, ou Via Gloriosa de Jesus Cristo, a Sua presença em todos os momentos da nossa peregrinação em demanda da Terra Prometida, a caminho do Banquete final do Reino de Deus.

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Fotos: João Pedro Correia/Pastoral da Comunicação

Texto: Felipe Miranda/Pastoral da Comunicação