segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Missa de Natal–Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens

A Santa Missa de Natal, foi celebrada nos seus horários normais, pelo Pároco Pe. Toninho. Em sua homilia, Pe. Toninho, disse sobre o verdadeiro sentido do Natal para não deixar o consumismo tomar o lugar de Jesus menino.

A Santa Missa foi animada pelo coral Renascer e os paroquianos foram bem acolhidos pela comunidade através da Pastoral da Acolhida.

DSC04898 - CópiaDSC04899 - CópiaDSC04903 - CópiaDSC04905 - CópiaDSC04906 - CópiaDSC04908 - Cópia

Maurício de Toledo/Pastoral da Comunicação

Votorantim e Itu são as únicas da região que têm favelas

 
Os dois municípios somam cerca de 4.500 pessoas divididas em oito locais irregulares

Mais fotos...


As cidades de Votorantim e Itu são as únicas da região sorocabana que têm favelas, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de 2010. Ao todo, os dois municípios somam cerca de 4.500 pessoas divididas em oito locais irregulares; sendo mais de três mil delas moradoras de Votorantim, que conta com cinco dos aglomerados subnormais. Para o Instituto foi levado em consideração aglomerados irregulares com mais de 51 unidades habitacionais. Sorocaba não foi citada na pesquisa devido à inexistência de grupos nestas características. O dado foi confirmado pela Prefeitura, que citou os programas de remanejamento residencial, com retirada das famílias das áreas de risco, e a regularização fundiária, que na próxima semana deve beneficiar 945 famílias sorocabanas.
De acordo com os dados do IBGE divulgados na última quarta-feira (21), Votorantim tem cinco aglomerados subnormais (favelas), localizadas no Votocel (grupo Francisco Nunes Mendes), Novo Mundo (grupo Ozete dos Santos), Palmeirinha, Santo Antônio e Serrano. Juntos, estes aglomerados abrigam 3.077 pessoas, ou seja, 2,8% de um total de 108.744 habitantes. Ao todo são 803 moradias em condições precárias (casas e barracos) dentre as 31.994 existentes no município. A média é de 3,8 pessoas por moradia, e a proporção de homens e mulheres é a mesma (50% cada). Na tentativa de viver em melhores condições, a maioria das residências dos aglomerados conta com abastecimento de água e energia ligados clandestinamente às redes convencionais.
Metade dos moradores têm o esgoto ligado à rede geral ou pluvial, correndo a céu aberto pelas comunidades; o restante se divide entre fossas rudimentares e valas. Quase 100% têm acesso à coleta de lixo. Dentre as maiores favelas está a do Novo Mundo, chamada de Ozete dos Santos, com 371 moradias e um total de 1.423 pessoas. Em segundo lugar ficou a Palmeirinha, com 176 casas e 700 moradores. Depois vem a favela do bairro Santo Antonio, com 110 barracos e 383 pessoas. Em quarto lugar está o Serrano, com 76 moradias e 292 habitantes; e por último foi contabilizada a favela do Votocel, chamada de Francisco Nunes Mendes, com 70 residências e 279 habitantes, que tem o maior média de moradores por casa, cerca de quatro pessoas.
O objetivo do levantamento é ajudar as administrações municipais para o desenvolvimento de políticas habitacionais. O prefeito votorantinense, Carlos Augusto Pivetta (PT), concordou ontem com os dados do IBGE. Porém, ele assumiu que os problemas da cidade são maiores. Ele disse que o município tem mais 18 aglomerados subnormais - todos pequenos, com menos de 50 residências -, além dos citados pelo Instituto, mas que estão espalhados pela cidade, segundo dados da Prefeitura em 2009. "Pelos nossos dados, temos 1.200 famílias em situação de risco ou em locais irregulares, ou seja, cerca de 5 mil pessoas". São pequenas favelas de 10 ou 15 casas ou ruas com loteamentos irregulares, como a via Nazira Maria de Jesus ou a Vila Lemos, que dependem de regularização.
"Os nossos critérios de avaliação são distintos do IBGE. Junto dos nossos dados estão casos de regularização fundiária", citou. No entanto, Pivetta destacou que o atual governo tem desenvolvido projetos de desfavelação que deverão melhorar a situação local a partir do ano que vem. Segundo ele, a municipalidade já assinou convênio com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que beneficiará 900 famílias, com investimento previsto de R$ 52 milhões. "Construiremos apartamentos residenciais em três regiões, Vila Garcia, Votocel e Itapeva. Há outras unidades que bastam resolver questões judiciais e regularizá-las, como é o caso do Jardim Tatiana. Estamos otimistas", finalizou ele.
Itu

Já em Itu o número de pessoas que residem em favelas é de 0,7%, ou seja, um universo de 1.225 pessoas dentre os 153.619 habitantes. Segundo o IBGE, há três aglomerados subnormais ituanos que somam 323 moradias irregulares, dentro das 46.545 existentes no município. Uma média de 3,8 pessoas por residência, sendo a proporção de homens igual a de mulheres. A maioria dos aglomerados também tem ligações clandestinas nas redes de água e energia; o esgoto corre a céu aberto e quase 100% das casas tem acesso ao serviço de coleta de lixo. Dentre os aglomerados, o maior é o da Vila da Paz, com 175 barracos e 620 pessoas; há também da Vila Lucinda, com 77 moradias e 345 habitantes (um média de 4,5 moradores por casa); e a Favela Isac, com 71 residências e 260 pessoas. A reportagem procurou a Prefeitura de Itu para falar sobre o assunto, mas não houve retorno das ligações e emails enviados.
Interior e Capital

A região metropolitana e o litoral paulista somam o maior número de favelas no Estado. São Paulo tem 1.020 favelas, depois seguem Guarulhos, Mauá, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo, que também têm mais de 100 favelas. No litoral, Guarujá tem 46 favelas e São Vicente 27. Já no interior, quem lidera o ranking é Campinas, com 113 aglomerados.

Pedra fundamental de novo Santuário é abençoada em Porto Alegre

 

Dom Dadeus abençoa a pedra fundamental do Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima

O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pertencente à Arquidiocese de Porto Alegre (RS), contará com uma nova estrutura física para melhor acolher e atender seus fiéis. Para marcar o início do projeto, no último domingo, dia 18 de dezembro, a comunidade participou da benção da pedra fundamental do novo Santuário.

A cerimônia, na qual foi dada a benção da pedra fundamental, foi presidida pelo Arcebispo metropolitano, Dom Dadeus Grings, além da presença e participação do reitor do Santuário, padre José Luiz Schaedler, do diácono Luciano Pereira e da comunidade em geral. Logo após a benção, os participantes seguiram em procissão até o salão para a celebração do Sacramento do Crisma, quando 26 jovens confirmaram sua fé e o desejo de seguir caminhando na busca da santidade.

Desde o ano passado percebeu-se a necessidade de ampliar o espaço do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que, já há algumas décadas, recebe muitos fiéis, e que por isso se tornou um sinal de fé e de renovação de vida na Capital gaúcha. O Santuário começou numa localização humilde, quase escondida, mas cresceu de tal forma que hoje não é mais suficiente para acolher adequadamente as manifestações de fé e devoção do povo da região.

O projeto do novo Santuário, localizado no bairro Rubem Berta, tem como objetivo criar uma arquitetura mais religiosa e mais articulada entre o templo e o espaço aberto diante dele para as solenidades maiores, além de situá-lo de frente para a avenida principal da região Norte da cidade, de forma que fiquei mais visível a todos. A nova construção já começa a ganhar forma. Atualmente, os operários trabalham nas fundações do novo templo. A obra é feita com doações de fiéis e outros benfeitores.
História do Santuário
A Paróquia Nossa Senhora de Fátima foi fundada no dia 23 fevereiro de 1956, pelo então Arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer. Em 15 de setembro de 1989, a Paróquia é elevada a Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Desde então, três vezes nos visitou a Imagem Peregrina de Fátima - de Portugal: em maio de 1992, setembro de 2002 e maio de 2003.

Em 24 de março de 2002 é instalada, junto ao Santuário, a Primeira Paróquia Estudantil do Brasil, já que o Santuário se encontra ladeado por dezenas de escolas de médio e grande porte, atendendo várias modalidades de ensino. Atualmente, a Paróquia Estudantil é constituída por 27 escolas, em sua maioria, públicas, num total aproximado de quase 30 mil alunos e mais de dois mil professores.

Papa lamenta atentados contra igrejas na Nigéria

 

Atentados atingiram quatro igrejas cristãs no país

O Papa Bento XVI falou sobre os atentados contra igrejas cristãs que aconteceram na Nigéria, em pleno dia de Natal. O apelo do Pontífice foi lançado logo após a oração mariana do Angelus, tradicionalmente recitada um dia após a celebração do nascimento do Senhor.
"A violência é um caminho que conduz somente à dor, à destruição e à morte; o respeito, a reconciliação e o amor são o caminho para alcançar a paz", destacou o Santo Padre.
Leia mais
.: "Ódio cego e absurdo" em atentados na Nigéria, diz Pe Lombardi
Confira o apelo na íntegra
"O Santo Natal suscita em nós, de modo ainda mais forte, a oração a Deus, a fim de que parem as mãos dos violentos, que semeiam a morte, e, no mundo, possam reinar a justiça ea paz. Mas a nossa terra continua a ser embebida por sangue inocente. Tomei conhecimento, com profunda tristeza, da notícia dos ataques que, também neste ano, no Dia do Nascimento de Jesus, levaram luto e dor a algumas igrejas da Nigéria.
Desejo manifestar a minha sincera e afetuosa proximidade à comunidade cristã e a todos aqueles que foramafetados por esse absurdo gesto e convido a rezar ao Senhor pelas numerosas vítimas. Faço um apelo a fim de que, com o auxílio de vários componentes sociais, reencontrem-se a segurança e a serenidade.
Nesse momento, desejo repetir mais uma vez com força: a violência é um caminho que conduz somente à dor, à destruição e à morte; o respeito, a reconciliação e o amor são o caminho para alcançar a paz".

Nutricionista ensina a desintoxicar o organismo após a ceia de Natal

 

Especialista dá dica para quem exagerou nas festas de fim de ano.
Melão ajuda a eliminar toxinas e diminui a retenção de líquidos.

 

Suco de melão (Foto: Divulgação)Suco de melão

Com tanta variedade de comida nas festas de fim de ano, é comum exagerar na dose. Após o tradicional banquete na véspera do Natal, quem acaba pagando é o estômago. Para desintoxicar o organismo, a nutricionista Karen Ishii dá uma dica simples e garante que é infalível.

"O suco de melão é ótimo para eliminar as toxinas", afirmou. Composta por aproximadamente 90% de água, a fruta diminui a retenção de líquidos, ajuda na perda de peso e auxilia no funcionamento do intestino, eliminando a prisão de ventre. Com tantos benefícios, nem é preciso esperar o estômago pesar para fazer o teste, não é mesmo?

Ataques a igrejas cristãs matam ao menos 35 na Nigéria

 
Após ataques, facção islâmica Boko Haram assumiu a responsabilidade pelas explosões; grupo seria responsável por 491 mortes em 2011

Ataque atingiu Igreja de Santa Theresa, em Madalla

Uma série de ataques realizados no domingo, 25, contra igrejas Católicas e um atentado suicida mataram pelo menos 35 pessoas na Nigéria em meio a crescente violência reivindicada por islamitas. O número de mortos ainda é confuso. Apenas na Igreja Católica St. Theresa em Madalla, uma cidade no Estado de Níger perto da capital, Abuja, as equipes de resgate recuperaram pelo menos 25 corpos. As autoridades continuam a avaliar o número de feridos em vários hospitais, disse Slaku Luguard, coordenador da Agência de Gerenciamento de Emergência da Nigéria.

Em Jos, uma segunda explosão aconteceu perto da Igreja Montanha de Fogo e Milagres, disse o porta-voz do governo Pam Ayuba. Segundo ele, depois disso homens armados abriram fogo contra os policiais na região, matando pelo menos um.

Após os ataques, um porta-voz da facção islâmica Boko Haram, usando o nome de guerra de Abul-Qaga, assumiu a responsabilidade pelas explosões em uma entrevista ao jornal The Daily Trust.

Os ataques mostram a crescente ambição nacional da facção conhecida como Boko Haram, responsável por pelo menos 491 mortes somente neste ano, de acordo com uma contagem da Associated Press.

Um ataque ocorreu quando um homem-bomba procurou atingir um comboio militar na frente de um prédio da polícia secreta na cidade de Damaturu. Morreram o suicida e mais três agentes de segurança.

Muitas curas de crianças com câncer por intercessão de Chiara Luce, pede Dom Eduardo Benes

 

Dom Eduardo Benes, Arcebispo de Sorocaba junto ao retrato da Beata Chiara na Capela do GPCI de Sorocaba.

“Fico até um pouco constrangido diante de Deus, mas peço que muitas curas de crianças com câncer possam ser operadas neste Hospital por intercessão da Beata Chiara Luce Badano, ela que morreu vitimada por um câncer terrível aos 18 anos de idade”, afirmou ontem o arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, ao presidir a tradicional Missa de Natal que tradicionalmente celebra às vésperas da data magna da Cristandade no GPACI (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil).

Este ano, aliás, a Missa de Natal do GPACI teve uma motivação mais do que especial, marcando também a inauguração e bênção de sua Capela, dedicada justamente à Beata Chiara Luce Badano, protetora das crianças e adolescentes com câncer, e onde o Santíssimo Sacramento também permanece presente desde ontem dia e noite, para adoração. Dali, como acrescentou ainda o arcebispo dom Eduardo Benes durante a celebração, “esperamos que saiam muitos milagres, que muitas crianças e adolescentes sejam curadas de males do câncer”, contribuindo para a futura canonização pela Igreja da Beata Chiara Luce. “Quem sabe daqui não sai o milagre que a Igreja precisa para confirmar a santificação de Chiara Luce, muito embora todos nós já tenhamos plena convicção de sua santidade”, asseverou ainda o Arcebispo.

A Missa de Natal deste ano no GPACI, mantenedor do Hospital do Câncer Infantil “Sarina Rolim Caracante”, situado no Jardim Faculdade, às margens da avenida Barão de Tatuí, contou ainda com a presença como concelebrante, ao lado do Arcebispo, do padre Flávio Jorge Miguel Júnior, reitor do Santuário Arquidiocesano de São Judas Tadeu, do bairro do Central Parque, que fez a proclamação do Evangelho do dia. Aliás, foi ele também, como recordou, que há seis anos procedeu a entronização junto ao GPACI dos quadros do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, embrião da futura capela, sonho acalentado durante algum tempo por diretores, corpo clínico, funcionários, voluntários, assistidos e funcionários ontem finalmente concretizado.

Ao final da celebração, após a Comunhão, dom Eduardo Benes, coadjuvado pelo padre Flávio Júnior, conduziu em procissão o Santíssimo Sacramento até o Sacrário da nova Capela, dando-a por canonicamente erigida e oficialmente inaugurada. Um grupo de expressão juvenil da Obra de espiritualidade cristã-católica conhecida mundialmente como Movimento dos Focolares e do qual Chiara Luce fazia parte também, veio especialmente da Mariápolis Ginetta, a cidadezinha-testemunho e sede nacional do Movimento dos Focolares no Brasil, localizada em Vargem Grande Paulista (pouco adiante da cidade de São Roque pela Rodovia Raposo Tavares), para acompanhar a cerimônia, inclusive ao final, entre outras músicas, entoando a “Canção para Chiara Luce”, tradução da letra da mesma música executada em Roma a 25 de setembro do ano passado, por ocasião de sua beatificação, depois da Igreja, menos de 20 anos depois da morte da jovem, reconhecer o milagre da cura de um jovem desenganado pela Medicina que também sofria de um terrível câncer, por intercessão de orações à então Serva de Deus Chiara Luce Badano.

Focolarinas da Mariápolis Ginetta, igualmente presentes à cerimônia, entregaram ao GPACI também na oportunidade, na pessoa de seu presidente Carlos Camargo Costa e da vice-presidente Maria Lúcia Neiva de Lima, assim como de seu diretor-clínico, o médico pediatra dr. Fábio Bernardes, uma coletânea de livros e DVDs narrando a trajetória e o testemunho de vida de Chiara Luce.

Na Capela, uma frase dela mesma estampada junto ao quadro com a fotografia de sua Padroeira, sintetiza muito bem a importância transcendental da proteção da Beata Chiara Luce Badano ao Hospital do Câncer Infantil “Sarina Rolim Caracante”, de Sorocaba: “Por ti, Jesus; se queres (o sofrimento, a dor), eu também quero!”.

Em Belém, cruzes são retiradas de lembranças

 

Neste Natal, em Belém, a cruz foi retirada das lembranças dos turistas e peregrinos que visitam a Terra Santa. Algumas oficinas têxteis de Jerusalém e Hebron começaram a imprimir e vender camisetas que representam a Igreja da Natividade de Belém sem a cruz. Por causa do crescimento do fundamentalismo islâmico nos territórios palestinos, a cruz também foi removida das camisetas dos times de futebol.
Entrevistado pela agência AsiaNews, o jornalista e diretor da estação de televisão católica Al-Mahed Natividade, de Belém, Samir Qumsieh, disse: “Eu quero lançar uma campanha para convidar as pessoas a não comprar esses produtos porque a retirada da cruz das lembranças é uma intimidação aos cristãos; é como afirmar que Jesus nunca foi crucificado”.
Como todos os anos, milhares, entre autoridades, fiéis e turistas de todo o mundo, estarão presentes na noite de 24 de dezembro, na Igreja da Natividade, em Belém, para a missa da meia-noite. Será celebrada pelo Patriarca Latino de Jerusalém, e contará com a presença das máximas autoridades palestinas.
Samir disse ainda que a população está vivendo estes dias com alegria, mas a situação dos cristãos ainda é dramática. Segundo o jornalista, o diálogo dos últimos anos entre muçulmanos, cristãos e judeus não mudou a situação. Ele disse que “as pessoas fogem porque não há trabalho e o controle israelense dificulta seus movimentos”.
Outros fatores são os problemas internos da Palestina, como o confronto entre Hamas e Fatah, que tem implicações sobre a situação econômica. Samir destaca que de 2002 a 2010, a população cristã de Belém diminuiu de 18 mil para 11 mil fiéis. Vivem em Jerusalém apenas 15.400 cristãos, 2% da população, conforme relatado em um estudo do Instituto Jerusalém para Estudos de Israel. Eles são 50% a menos do que os 31 mil residentes registrados em 1948, quando os cristãos representavam 20% da população da cidade.
O jornalista explica que, se o êxodo continuar, não haverá mais católicos na Terra Santa e que um dia a Igreja da Natividade, poderia ser transformada em um museu.

Evangelho do Dia

Ano B - Dia: 26/12/2011

Por causa de Jesus

Leitura Orante
Mt 10,17-22
Cuidado com as pessoas, pois vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Por minha causa, sereis levados diante de governadores e reis, de modo que dareis testemunho diante deles e diante dos pagãos. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em como ou o que falar. Naquele momento vos será dado o que falar, pois não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão. Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Missa da Véspera de Natal na matriz N.S.Mãe dos Homens





No último sábado, dia 24 foi realizado na paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens a missa da noite de Natal.
A Santa Missa foi presidida as 20h pelo padre Antonio Carlos Fernandes (Padre Toninho), que contou com o auxílio dos diáconos Paulo, Silvio e Benedito além dos ministros da eucaristia e coroinhas. Os fiéis lotaram a igreja para comemorar o aniversário de Jesus Cristo, onde o Padre Toninho agradeceu a todos pela presença e ficou muito feliz com a participação de todos os fiéis.
Em sua homilia o Pe. Toninho destacou a importância dessa data para todos nós católicos pois é um dia de muita alegria onde o menino Jesus nasceu.
Após a homilia todas as luzes foram apagadas onde os sinos tocaram simbolizando o nascimento de Jesus Cristo. Os cantos ficaram por conta do coral da Valéria.

Confira abaixo as fotos da Santa Missa:
























Para conferir nossa cobertura completa basta clicar no link abaixo:




Fotos: Rafael Corrêa - Pastoral da Comunicação
Texto: André Hope- Pastoral da Comunicação





Pela primeira vez, Auto de Natal é encenado no Complexo do Alemão

 

Auto de Natal normalmente era encenado no centro da cidade do Rio de Janeiro, e pela primeira vez, foi apresentado no Complexo do Alemão

Pela primeira vez, o Auto de Natal da Arquidiocese do Rio de Janeiro foi encenado no Complexo do Alemão. A história do Nascimento de Jesus foi acompanha por uma multidão de moradores que compareceram à Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, na noite de quinta feira, 22.
O Auto de Natal emocionou e encantou os moradores do conjunto de favelas que lotaram o pátio da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na feliz expectativa que envolve todos os cristãos na preparação para o nascimento do Senhor. Houve também quem preferisse assistir a festa de camarote: as lajes e janelas das casas ao lado da Igreja também se encheram de animados fiéis que não perderam um só minuto das atrações.
O evento contou com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Segundo ele, a Igreja, que há muito tempo se faz presente no Complexo do Alemão, também traz para esse ambiente opções culturais:
"Estamos aqui no Alemão há muito tempo com paróquias, projetos sociais, mas também trazemos cultura. E o auto de Natal é o mais importante ato cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Nós o trouxemos para cá, mostrando que a Igreja, além da liturgia, da evangelização, também traz atos culturais", afirmou.
Para o Coordenador de Eventos de Massa, padre Omar Raposo - que já atuou na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe — realizar o Auto de Natal no Alemão é um momento especial:
"A comunidade do Complexo do Alemão está comemorando um ano de pacificação e, hoje, temos a oportunidade de trazer esse grande evento de massa, que normalmente era encenado no centro da cidade, para cá. É uma noite de grande festa, a comunidade inteira está reunida. É Jesus nascendo nos corações", disse.
Antes do Auto de Natal, várias atrações musicais animaram os presentes. O grupo Arautos do Evangelho, de Nova Friburgo, apresentou uma cantata de natal, com músicas em diversas línguas, desde o inglês até o latim. O grupo, que é composto por 30 músicos, contagiou o público com o seu talento. A Banda da Policia Militar também se apresentou.
Por fim, foi a vez do Ministério de Música da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe cantar junto ao Pároco, padre José Carlos Passos. No repertório, músicas como Jesus Cristo e Deus é 10, além de canções natalinas.
Quando a Companhia de Teatro Julieta de Serpa subiu ao palco para o Auto de Natal, o silêncio tomou conta do local. Todos ficaram muito atentos para não perder um só detalhe da história do nascimento de Jesus. Cantores profissionais, vestidos de anjos, interpretavam as músicas enquanto os atores encenavam o Auto.
Ao final, o Arcebispo agradeceu pela presença de todos e deixou uma mensagem aos presentes:
"O ano de 2012 é como se fosse um caderno em branco. E as canetas estão em nossas mãos. Quem vai escrever nesse caderno somos todos nós! No que depender da gente, 2012 será um ano abençoado, escrito com letras de ouro. Que Deus abençoe a todos!"

Fantasiados, agentes de trânsito do RS alertam motoristas para acidentes

 

 

Ação é realizada pela Empresa de Transporte e Circulação de Porto Alegre. Objetivo é conscientizar motoristas sobre os acidentes de trânsito.

Do G1 RS

Comente agora

Ação da EPTC para conscientizar as pessoas sobre acidentes no trânsito, em Porto Alegre (Foto: Jessica Mello/G1)Vestido de Morte, o agente conscientiza para as consequências de se beber e dirigir (Foto: Jessica Mello/G1)

Ação da EPTC para conscientizar as pessoas sobre acidentes no trânsito, em Porto Alegre (Foto: Jessica Mello/G1)Outro mostra o que acontece com quem não afixa o
capacete (Foto: Jessica Mello/G1)

Quem circulou pelas ruas de Porto Alegre na sexta-feira (23) foi surpreendido por uma ação inusitada para pedir prudência no trânsito. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) colocou agentes de trânsito em dois dos principais cruzamentos da capital para conscientizar os motoristas sobre os acidentes, especialmente durante as festas de final de ano. Fantasiados, os agentes interpretavam a Vida e a Morte. Um deles, vestindo uma roupa preta e portando uma foice, apontava para um cadáver no chão, ao lado de uma placa com o escrito "Bebeu e dirigiu".

Ação da EPTC para conscientizar as pessoas sobre acidentes no trânsito, em Porto Alegre (Foto: Jessica Mello/G1)
Agentes abordam os motoristas na semáforo
(Foto: Jessica Mello/G1)

"O objetivo é mesmo chocar. Queremos mostrar que dentro dos automóveis existem pessoas e que os acidentes acontecem com elas e não com os carros", explica Léa Ferrão, coordenadora da equipe de Educação para o Trânsito da EPTC.

Na abordagem, os agentes puderam perceber a boa receptividade do público. "Muitos gostaram do modo como fizemos essa ação. A maioria concorda que é preciso chocar", diz Ferrão.

A ação segue pelas ruas de Porto Alegre até o dia 30 de dezembro e a ideia é seguir com o projeto ao longo de 2012.

"O Novo surgiu em nosso meio"

 

''Natal é tempo de crer que também eu posso fazer a experiência do extraordinário amor de Deus''

"Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 'Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco'" (Mt 1,22s).
Através desta revelação, São José tomou a livre decisão de acolher a Virgem Maria, até então sob suspeita de traição ou qualquer outra realidade que naturalmente não deixava hipótese para uma intervenção direta do Espírito Santo, ao menos que lhe fosse revelado e acreditado.
De fato foi isto que aconteceu e o plano salvífico da Santíssima Trindade pôde contar com uma "manjedoura", que precedeu aquela noite bendita em Belém. Este lugar propício para o Menino Deus ser acolhido é e será sempre um coração que ousa crer na Palavra de Deus através dos meios escolhidos pela Providência Santíssima.
Foi através de um anjo do Senhor e em sonho que o patrono da Igreja pôde acolher a Boa Nova da primeira vinda do Messias, ou seja, meios extraordinários para comunicar o acontecimento imprevisto pela mente humana, a Encarnação do Verbo Divino, no seio da Virgem Maria.
Sabemos que aos olhos humanos, a Virgem Maria era considerada uma mulher comum de Nazaré e São José um carpinteiro de Nazaré, mas aos olhos do Deus Misericordioso e Todo-Poderoso, eles foram e continuam a ser mais do que os outros constatavam pelos sentidos e uma convivência superficial. E você pode estar já se perguntando o que esta face do Natal diz de mim e para mim?
Penso que para além de percebermos o testemunho que a Sagrada Escritura nos deixa do acolhimento de tantos, inclusive os pais de Jesus Cristo, a Palavra de Deus também revela o quanto que eles puderam, cada um a seu modo, participar da história da salvação. Nisto está o desafio do Natal cristão, onde somos chamados a celebrar participando, tomando consciência pela fé de que este mistério acontecido lá na Palestina a mais de 2000 anos pode e precisa ter ressonância também na nossa existência relacional.
Numa visão superficial, Jesus surgiu na vida daquele casal para negativamente desinstalá-lo. Mas não foi assim, pois o amor de Deus quando se manifesta no nosso meio é para enriquecer os nossos relacionamentos, dando um sentido extraordinário àquilo que ficaria preso ao comum e acabaria na rotina e monotonia.
Por isso que o consumismo e o materialismo tem reduzido o Natal numa data de festa puramente social, cultural e até familiar, onde a mediação central e o acontecimento esperado são realidades tanto passageiras quanto perecíveis. A comida e os presentes são bem-vindos, verdadeiro espírito natalício, quando eles não surgem para ofuscar ou distrair-nos dos sinais, como o da estrela, que nos guiam para a Luz do Mundo, Jesus Cristo.
O Natal é tempo de crer que também eu posso fazer a experiência do extraordinário amor de Deus no cotidiano dos meus relacionamentos. É tempo propício de acolher com ousadia a vontade amorosa de Deus, deixando-se que o amor nos instale no positivo da salvação que o Menino Deus veio nos revelar plenamente. É tempo de participar ou retomar o projeto que Deus tem para cada um, para os nossos relacionamentos e familiares, plano que passa pela gratuidade nos relacionamentos e reconciliação quando as pessoas próximas ou distantes nos ofendem.
O exemplo do pai adotivo de Jesus, São José, nos ajuda a acolher a Boa Nova e nela participar livremente a partir dos meios acessíveis a nós, como a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição, Igreja, o testemunho dos santos, a vida de oração e sacramental, principalmente a Santa Missa aos domingos e dias santos. Assim o Natal será sempre e a manjedoura ficará sempre habitada por não vir para incomodar, mas para revelar um amor completo e santo que nos leva a nos conhecermo-nos e nos relacionarmo-nos com uma profundidade somente alcançada n’Ele, como garante o Concílio Vaticano II:  "Na realidade, só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem" (Gaudium et Spes,  n. 22).
A todos um Feliz Natal com o Cristo que deseja ser acolhido antes de tudo na "manjedoura" do nosso coração e a partir daí todo o ordinário cria espaço para o extraordinário que renova.

Feliz e Santo Natal !!!

 

Pascom Porto Feliz

Entre Papai-Noel e Menino Jesus

 

Natal

Da última vez que visitei Oslo, reuniam-se na capital norueguesa ministros do turismo de países escandinavos e bálticos para decidir: qual é a terra de Papai-noel?

Ministros da Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia quebravam a cabeça para decidir como evitar propaganda enganosa junto ao público infantil. A criançada queixava-se: alguém mentia. Papai-noel não pode ter nascido -como sugeria a concorrência entre agências de turismo- na Lapônia e na Groenlândia, lugares distintos e distantes um do outro.

Não conheço o resultado da conferência de Oslo. Espero que, se não chegaram a um acordo, pelos menos a guerra, se vier, seja apenas de travesseiros. Mas é a Finlândia que melhor explora a figura do velho presenteador transportado no trenó puxado por renas. Assinala inclusive a sua terra natal: Rovaniemi, onde o Santa Park é, todo ele, tematizado por Papai-noel, lá denominado Santa Claus.

Sabemos todos que Papai-noel nasce, de fato, na fantasia das crianças. Acreditei nele até o dia em que me perguntei por que o Paulo, filho da empregada, não recebera tantos presentes de Natal como eu. O velhinho barbudo discrimina os pobres?

Malgrado tais incongruências, Papai-noel é uma figura lendária, reaviva a criança que trazemos em nós. E disputa a cena com o Menino Jesus, cujo aniversário é o motivo de festa e feriado de 25 de dezembro. Papai-noel enriquece os correios no período natalino, tantas as cartas que são remetidas a ele. Aliás, basta ir aos Correios e solicitar uma das cartas que crianças remetem ao velhinho barbudo. Com certeza o leitor fará a alegria de uma criança carente.

Não se sabe o dia exato em que Jesus nasceu. Supõem alguns estudiosos que em agosto, talvez no dia 7, entre os anos 6 ou 7 antes de Cristo. Sabe-se que morreu assassinado na cruz no ano 30. Portanto, com a idade de 36 ou 37 anos, e não 33, como se crê.

Tudo porque o monge Dionísio, que no século 6 calculou a era cristã, errou na data do nascimento de Cristo.

Até o século 3, o nascimento de Jesus era celebrado a 6 de janeiro. No século seguinte mudou, em muitos países, para 25 de dezembro, dia do solstício de inverno no hemisfério Norte, segundo o calendário juliano. Evocavam-se as festas de épocas remotas em homenagem à ressurreição das divindades solares.

Os cristãos apropriaram-se da data e rebatizaram a festa, para comemorar o nascimento Daquele que é “a luz do mundo”. Para não ficar de fora da festa, os não cristãos paganizaram o evento através da figura de Papai-noel, mais adequado aos interesses comerciais que marcam a data.

Vivemos hoje num mundo desencantado, porém ansioso de reencantamento. Carecemos de alegorias, mitos, lendas, paradigmas e crenças. O Natal é das raras ocasiões do ano em que nos damos o direito de trocar a razão pela fantasia, o trabalho pela festa, a avareza pela generosidade, centrados na comensalidade e no fervor religioso.

Pouco importa o lugar em que nasceu Papai-noel. Importa é que o Menino Jesus faça, de novo, presépio em nosso coração, impregnando-o de alegria e amor. Caso contrário, corremos o risco de reduzir o Natal à efusiva mercantilização patrocinada por Papai-noel. Isso é particularmente danoso para a (de)formação religiosa das crianças filhas de famílias cristãs, educadas sem referências bíblicas e práticas espirituais.

Lojas não saciam a nossa sede de Absoluto. Há que empreender uma viagem ao mais íntimo de si mesmo, para encontrar um Outro que nos habita. Esta é, com certeza, uma aventura bem mais fascinante do que ir até a Lapônia.

Contudo, as duas viagens custam caro. Uma, uns tantos dólares. Outra, a coragem de virar-se pelo avesso e despir-se de todo peso que nos impede de voar nas asas do Espírito.

Frei Betto é escritor, autor do romance Um homem chamado Jesus (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.

Natal é tempo de dignidade

 

 

natal de dignidade

Vivemos o tempo de Natal. Época de amor em que as pessoas estão mais felizes e cheias de esperança. Natal é tempo de perdão, amor, alegria, mas também é tempo de refletirmos a respeito das necessidades da sociedade em que estamos inseridos.

Sabemos que o Brasil é o quarto maior produtor de alimentos do mundo.

Lidera as exportações de laranja, cana-de-açúcar e café e é o segundo maior exportador de soja e de carnes de frango e suína.

O país tem também se destacado em tecnologia e na extração de petróleo.

No entanto, vive um paradoxo: uma parcela expressiva da população ainda passa fome.

Isso devido a má distribuição de riquezas, que está concentrada na mão de poucos.

Dados da FAO- órgão da ONU ligada a Agricultura e Alimentação, apontam que a fome é a principal causa de conhecidas mazelas sociais, como a violência, o analfabetismo, as epidemias e uma longa lista de problemas sociais.

A solução depende de medidas estruturais que visem ao aumento da renda e da dignidade das camadas mais pobres da população.

São medidas de longo prazo, mas os miseráveis não podem esperar, eles sentem fome hoje.

A curto prazo, podemos agir e fazer um Natal diferenciado. O desafio é ampliar as inúmeras ações de combate à fome da sociedade civil organizada que têm se mostrado eficazes, sem contaminá-las com a histórica ineficiência e burocracia do setor público.

Precisamos levar dignidade para os que hoje não têm alimento em casa. É levando dignidade aos mais necessitados que estaremos garantindo que eles possam sentir o verdadeiro sentido do Nascimento de Jesus.

Celebrar o Natal todos os dias nos enche de esperança e paz. A dignidade do outro é o espelho para a nossa felicidade.

O Mundo Tornou-se um Presépio

 



A encarnação do Verbo de Deus, Jesus Cristo, mudou o curso da história, o destino do homem e do mundo. O tempo foi fecundado pelo eterno e os atos humanos ganharam uma significação decisiva: nos fatos se constrói a salvação ou a perdição da vida. Crer num Deus que assumiu a condição humana é crer que toda pessoa tem uma dignidade e um valor fundamental, pelo simples fato de viver, porque a vida é sagrada.

Depois de Cristo, tudo tem a ver com Deus: as criaturas, a natureza, as diferentes culturas, as raças, e todas as coisas mais comuns que constituem a vida humana. “Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi feito” (Jo 1,3). Hoje, a encarnação tem um caminho de volta: por meio de cada pessoa e do mundo em que vivemos, podemos descobrir a presença do Deus que assumiu nossas feições e tornou-se um de nós. “Entre nós armou sua tenda e nós vimos sua glória” (Jo 1,14).

Quando São Francisco de Assis, em sua intuição original recriou no presépio de Greccio, a expressão poética do natal, desejava experimentar e reviver na própria carne, o mistério e o encantamento, o amor e a dor, a contradição da glória divina revelada na pobreza do Filho de Deus. Desde então, compor um presépio com figuras e materiais comuns e ordinários, tornou-se um ato de fé, vislumbrando a presença do Deus encarnado em tudo aquilo que constitui a vida. Para contemplar o presépio e nele descobrir a revelação divina no cotidiano humano, há uma condição: é preciso mudar o coração e o olhar, porque o mundo tornou-se presépio.

É este o sentido de compor e imaginar a cena do nascimento de Jesus Cristo nas mais diferentes situações e culturas. É Ele o índio, é Ele o negro, é Ele o pobre, o homem comum na cidade, na favela, no campo… Porque todo ser humano tornou-se sacramento do Filho, e todo lugar e cultura tornaram-se sacramento da manjedoura de Belém. Universal não é o presépio, é sim o mistério da vida que só tem uma morada: o coração humano.

Natal e presépio revelam uma contradição: ao assumir na carne as limitações da vida humana, Deus eliminou toda distância e superou toda separação. Porque é livre, cada pessoa pode não viver nesta mesma dinâmica divina do amor e, de algum modo, vai experimentar o paradoxo de uma vida fechada em si mesma. Natal é linguagem divina. Presépio é pedagogia humana para que, na abertura ao mundo, se possa descobrir o que é essencial. Então seremos capazes de sentir, mesmo na precariedade da vida que, “Deus armou sua tenda entre nós, e vimos sua glória, e da sua plenitude TODOS nós recebemos graça sobre graça” (Jo 1,14.16).

Feliz e Santo Natal !!!

Um Menino nos foi dado

 

É Natal! «Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado» (Is 9,5). Essas palavras do profeta realizaram-se no Natal do Senhor Jesus Cristo.
Recebemos como «dom» um menino. O menino nos veio da ação criadora do Espírito, que o gerou no seio puríssimo de Maria sempre virgem.
Nascendo de uma virgem pela ação do Espírito, fica claro que ele é um verdadeiro «presente» de Deus à humanidade, um presente que a humanidade jamais poderia dar-se a si mesma.
Ele veio do alto. Nasceu de uma mulher porque é plenamente humano. Mas nasceu de uma virgem para significar que sua morada entre nós supera radicalmente as nossas possibilidades ou as nossas forças e mesmo as nossas expectativas.
O mistério de Deus é grande, é por demais profundo! Nossas pobres palavras podem apenas balbuciá-lo.«Senhor, estupendas são as vossas obras! E quão profundos os vossos desígnios!» (Sl 91,6). Ele veio restaurar a criação e levá-la à plenitude do Reino de Deus. Veio libertar-nos do pecado e da morte e de todos os males e garantir-nos a vida verdadeira. Veio apontar-nos o caminho para a comunhão de vida com o próprio Deus, Trindade Santíssima, fonte de toda felicidade e paz. A verdadeira comunhão com Deus gera e sustenta em nós a autêntica comunhão com nossos semelhantes e com toda a criação.
No mistério do menino, é Deus mesmo quem visita seu povo. A celebração do Natal deve levar-nos à contemplação piedosa da extraordinária caridade manifestada no nascimento de Belém. O Todo-Poderoso se faz uma frágil e indefesa criança; o Imenso, que nada pode conter, é reclinado numa manjedoura; Aquele que com seu braço forte rege o universo inteiro é acolhido e conduzido pelas mãos humanas; o Todo se esconde no fragmento; o Invisível se mostra visivelmente; Aquele que habita uma luz inacessível coloca-se ao nosso alcance! Ele é o “rosto humano de Deus”!
Como não reconhecer que estas coisas extraordinárias aconteceram porque Deus ama «loucamente» e sem medidas a sua criatura, a cada um de nós em particular?
A contemplação do mistério de Deus, manifestado no nascimento do menino, não pode deixar-nos indiferentes. Se Deus nos ama tanto, como não amá-lo também? O amor, ensina São Paulo, é o «vínculo da perfeição» (Cl 3,14). Deus nos ama por primeiro (cf. IJo 4,19). Recebendo o seu amor em nossa vida, somos purificados e renovados para amá-Lo como convém e, n’Ele, amar nosso próximo com verdadeiro «amor-doação». O amor vence nosso orgulho e nos abre para a infinitude da Verdade, do Bem e da Beleza, o que enche de alegria nossa vida e dá sentido a nosso caminho.
Sendo mistério de caridade, o Natal deve suscitar em nós o amor que renova todas as coisas. Só no amor podemos construir, pois o amor é positivo. Ao celebrarmos o Natal, tendo os olhos fixos no Menino-Deus, podemos exclamar com as palavras de São João: «Deus é amor» (1Jo 4,8)!
É importante que celebremos com nossas comunidades esse Mistério da Encarnação para que, verdadeiramente, possamos celebrar como cristãos o Natal do Senhor! Que a nossa participação na liturgia seja consciente, piedosa e repleta de admiração pelo mistério celebrado! Que em nossa vida, aquilo que de Deus recebemos seja compartilhado com nossos irmãos! A todos um santo e feliz Natal!

Pasom/Porto Feliz

Evangelho do Dia

Ano B - Dia: 25/12/2011

A Palavra se fez gente

Leitura Orante
Jo 1-18
No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas. A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.
Houve um homem chamado João, que foi enviado por Deus para falar a respeito da luz. Ele veio para que por meio dele todos pudessem ouvir a mensagem e crer nela. João não era a luz, mas veio para falar a respeito da luz, a luz verdadeira que veio ao mundo e ilumina todas as pessoas.
A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu. Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles.
A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.
João disse o seguinte a respeito de Jesus:
- Este é aquele de quem eu disse: "Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois antes de eu nascer ele já existia."
Porque todos nós temos sido abençoados com as riquezas do seu amor, com bênçãos e mais bênçãos. A lei foi dada por meio de Moisés, mas o amor e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.

O nascimento de Jesus contado em cordel

sábado, 24 de dezembro de 2011

A Glória do Burrinho

Era uma vez um burrinho. Burrinho como os demais que viviam no pasto, e que prestavam serviços, quando necessitavam deles.
Um dia, houve grande festa naquela terra. Era feriado. Feriado nacional. Comércio fechado. Escolas sem aulas. Tudo parado.
Nas avenidas principais daquela cidade, devidamente ornamentadas, aconteceria propagado desfile militar e escolar. É que as jóias, insígnias, bandeiras, medalhas, coroas que pertenceram ao rei daquele país seriam apresentadas ao povo, esparramado pelas calçadas.
Aí precisaram de um burrinho, que transportasse, processionalmente, aqueles tesouros, que representavam história gloriosa daquela nação.
E o burrinho, de que lhes falo, foi apanhado, lá no pasto. Colocaram régios arreios sobre seus lombos, ornamentos dourados que brilhavam ao sol. Daquela manhã engalanada e festiva. Encimando aqueles arreios, dispostas com muita arte e gosto, as preciosas jóias reais. No desfile militar, o pacato quadrúpede ocupava lugar de destaque, comandando a parada.
Rojões espocavam, a multidão aplaudia, a tropa se perfilava, numa alegria contagiante, que deslumbrava e emocionava.
Acabado o desfile, retiraram as jóias que o burrinho carregava, os arreios dourados, os adereços todos, e ele foi levado de volta ao pasto, sem maiores formalidades.
Lá chegando, o burrinho começou a conversar com os outros burricos, seus companheiros. Disse ele, vaidoso:
- Vocês viram o que me aconteceu? Andei pelas avenidas da cidade, nesta manhã. E quando eu passava, soltaram fogos e foguetes, houve aplausos de todos os lados, uma beleza: Até soldados perfilaram-se, em continência, enquanto bandas de música celebravam a festança. Vejam como eu sou importante! Vejam!
Aí, um outro burrico, que ouvia aquela bazófia do companheiro gabola, desafiou-o:
- Se você é tudo isso que está dizendo, tenha a coragem de retornar äs avenidas, por onde passou. Vá. Eu quero ver o que acontecerá!...
O burrinho vaidoso aceitou o desafio. Foi. Mas quando ele passava, apesar da cadência de seu passo garboso, moleques atiraram-lhe pedras, populares enxotaram-no aos gritos, brandindo relhos e chicotes, numa correria bárbara.
Cansado, resfolegando, envergonhado, assustadíssimo, o burrico retornou ao pasto, onde encontrou seus amigos, que o receberam, com desprezo e com desdém.
- E agora, o que dizes?, perguntaram-lhe, com zombaria. Então o burrinho vaidoso, cabisbaixo, filosofou:
- É. É verdade. Eu não tinha importância alguma. Eu sou igualzinho aos outros burrinhos. Só fui aplaudido enquanto carreguei as jóias do rei...
Linda lição! para nós. Para cada um de nós, hoje. Nela reflitamos, com humildade, na presença santíssima do Rei, de quem somos servos, tantas vezes inúteis...

Ivan Espíndola de Ávila

Natal todo dia

 

Imagem de Destaque

 

Natal é celebrar a decisão de Deus vir morar no meio de Seu povo

Uma das maiores festas celebradas em todo o mundo é o Natal. A data comemora o nascimento de Jesus Cristo, em Belém; fato que marcou a linha do tempo com um antes e um depois. Essa festa tornou-se tradição, inspirou artistas e espalhou-se pelo mundo inteiro.
A natividade tornou-se fonte de inspiração para artistas clássicos como Michelangelo e Caravaggio, motivou São Francisco de Assis a montar o primeiro presépio vivo do mundo, contagiou escultores anônimos a prepararem presépios dos mais variados tipos e, na música, são inúmeras as canções natalinas como “Oh Holy Night”, “White Christmas” e, claro, “Noite Feliz”. No início dos anos 70, John Lennon compôs “Merry Christmas, The War is Over”, para celebrar o fim da guerra no Vietnã; até hoje a canção está presente nas comemorações natalinas.
Na atualidade, o Natal movimenta a economia, reúne famílias e amigos e desperta sentimentos nobres como a esperança, a caridade, a fé. Poetas chegam a sonhar com a possibilidade de ser Natal todo dia. Nessa data, as pessoas são capazes de promover mais momentos de alegria, abrem-se para dar e receber perdão, ficam mais sensíveis em relação aos menos favorecidos.
Recente estudo realizado pelo Centro Pew de Pesquisa, dos Estados Unidos, revelou que os cristãos representam um terço da população mundial. Isso demonstra que as tradições cristãs são capazes de atingir todas as culturas, e isso é visível nesse período natalino. Não há quem não se envolva com as luzes, o brilho, a emoção, a paz que essa festa cristã irradia.
Natal é celebrar a decisão de Deus vir morar no meio de Seu povo. O nascimento do Menino Deus aconteceu durante a “Pax Romana” (um período longo de paz e segurança no Império Romano) e demonstra que Ele é maior que os simples acordos pacifistas formalizados por líderes mundiais. Jesus é a Paz. Em Belém, Cristo assumiu nossa humanidade e quis tornar-se um de nós. Todos os dias centenas de peregrinos fazem memória do Natal naquela região da Palestina. Lá, Santas Missas são celebradas em todas as línguas e todos os dias é possível ouvir “Feliz Natal” porque Jesus continua a nascer no coração de quem se faz pequeno e acolhe a salvação.

Como celebrar o Natal?

 

Celebremos o Natal percebendo-o como um tempo de aprofundar, contemplar e assimilar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus.
No dia 25 de dezembro celebramos a Festa do Natal, que nos recorda o nascimento de Jesus. Os dias que antecedem o 25 de dezembro são dias marcados por manifestações diversas e, através dos cartões, telefonemas, e-mail ou visitas, as pessoas expressam seus votos de Feliz Natal!
Nesses dias, de um lado, somos bombardeados pelas propagandas veiculadas na mídia (Rádio e TV), incitando a população a ir às compras, conseguindo assim criar um espírito consumista, lembrando que para muitos essa é uma época do ano oportuna para negócios.
O aspecto meramente comercial e econômico prevalece nas lojas de shopping nas grandes cidades e em todas as vitrines, com as mais variadas ofertas e possibilidades de compras.
E assim algumas pessoas vão celebrando os seus natais, enfatizando os aspectos exteriores e comerciais da festa, aproveitando da data para a exacerbação das vaidades e do esbanjamento.
Porém, há uma outra maneira de se celebrar o Natal, cuja preocupação é a de resgatar seu verdadeiro sentido. Aqui a Igreja exerce papel preponderante, passando pêlos meandros da liturgia.
E inegável que nós cristãos também acabamos entrando um pouco no esquema proposto pela sociedade consumista. O Natal no Brasil pouco difere de outros países: reúne-se a família, trocam-se presentes junto à árvore de natal, arma-se o presépio, acontece o amigo secreto, sentamo-nos ao redor da mesa para a ceia após a missa da noite do dia 24 de dezembro.
Mas, no Brasil, por conta de tanta miséria, muitos brasileiros não sabem o que é natal, enquanto troca de presentes, comida e bebida.
Faz a diferença quem celebra o Natal colocando o espírito cristão, não se deixando enganar, mas celebrando verdadeiramente o Natal com a certeza de que no coração do Natal está Jesus. Celebremos o Natal, recordando o nascimento de Jesus, e "Jesus não é uma tradição anual, não é um mito, não é uma fábula. Jesus é parte verdadeira da nossa história humana.
O sentido teológico da vinda de Cristo não destrói por si só a moldura festiva e a poesia do natal, mas a redimensiona e a coloca em seu justo contexto:Jesus que nasce é a Palavra de Deus que se faz carne"(cf. Missal Dominical, pág. 80).
Celebremos o Natal percebendo-o como um tempo de aprofundar, contemplar e assimilar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus; como tempo de reconciliação, quando devemos afastar de nós o ódio, o rancor, o ressentimento e a inveja; tempo de recuperar os princípios da vida cristã, refletindo o verdadeiro significado do natal, sempre muito evocado, porém pouco meditado; tempo de compreender que Deus armou sua tenda entre nós; o céu desceu à terra. Por amor do Pai fomos contemplados com o maior presente: Jesus na gruta de Belém.
Natal é tempo de chegar até os irmãos e irmãs, amigos e amigas, para simplesmente dizer-lhes, tendo Cristo no coração: Feliz Natal!
Pe. Ademir Gonçalves, C.Ss.R.

Anunciando o Natal de Jesus no centro de São Paulo

 

Panetones ganham sabores inusitados na região Noroeste, SP

Sabores salgados são novidade este ano em Rio Preto.
Geléia de tangerina entra no recheio de panetones em Araçatuba.

O panetone é um dos clássicos do Natal. Nas mesas da região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, ele vai aparecer diferente. Graças a criatividade de diversos comerciantes e confeiteiros que resolveram dar cara nova à massa.

Nos últimos anos, o produto ganhou sabores diferentes, de acordo com a culinária típica de cada região. Em uma fábrica de Araçatuba, o panetone cortado em camadas ganhou trufa de chocolate e geléia de uma fruta típica do interior na região noroeste: tangerina. A combinação do azedinho com o doce caiu no gosto dos consumidores. Depois de montado, mais chocolate, frutas secas e castanhas. Dos 300 pedidos feitos por dia na confeitaria, pelo menos a metade é deste sabor.

Em São José Do Rio Preto, os panetones diferentes também fazem sucesso. O mais procurado numa pequena fábrica da cidade é o frutas em calda. Goiaba, figo, e abacaxi tomam o lugar das frutas cristalizadas. Tem também invenções como: cereja com nozes, o de leite condensado com damasco e até o panetone na caneca.

E quem pensa que os sabores são apenas doces, está enganado. Em Rio Preto, uma confeitaria resolver apresentar uma novidade este ano e apostou em panetones salgados, como o de massa folhada de cachorro quente e à moda nordestina com carne seca, queijo e requeijão. Com tantas opções, difícil é escolher o sabor de apenas um.

Noite de Natal

 

Noite feliz! Noite de luz! Noite de paz! O centro da noite que se aproxima é o Menino do presépio, o “Menino que nos é dado”, segundo o profeta Isaías. Este Menino é chamado de “Príncipe da paz”; traz consigo a força renovadora de toda velhice do mundo. Na voz do profeta, “este Menino é Deus-conosco”. Ele será mais sábio que Salomão para fazer justiça, mais forte que Davi para reunir o povo de Deus. Ele será um líder maior que Moisés para conduzir a humanidade à vida eterna.
Nós o vemos reclinado na manjedoura onde comem os animais. Ele é maior que todo o universo porque “tudo foi feito por meio dele e sem Ele nada foi feito”. O Menino nasceu em Belém, a mais pequenina cidade da Judéia, na simplicidade, humildade e pobreza.
Esta a noite feliz em que o céu e a terra se uniram numa aliança nova a ser selada, para sempre, com o sangue desse Menino a ser, um dia, derramado na cruz a fim de reabrir para a humanidade as portas do “Paraíso perdido”. Esta a noite feliz que nos convida a entrar na gruta despojada e pobre que abriga toda a riqueza do céu e da terra: o Menino Deus envolto em panos, deitado no cocho que alimenta animais. Ali está sob o aconchego de seus pais, Maria e José, porque “não havia lugar para eles na casa dos homens”. Esta a noite feliz para todos que entram na mesma gruta, com espírito de fé, à procura de Deus.
Nesta gruta encontramos um homem, justo e santo, chamado José, carpinteiro de profissão que acolheu o mistério da encarnação do Filho de Deus no seio de sua esposa. Nesta gruta, encontramos Maria, a jovem mãe judia que acaba de dar à luz, também de modo misterioso, o Filho gerado em seu seio pela ação do Espírito Santo. Com nossos olhos extasiados, encontramos nessa mesma gruta a quem mais procuramos: o Filho do Pai eterno, “Deus de Deus, Luz da Luz” e também Filho de Maria, “imagem visível do Deus invisível” que vem salvar o povo de seus pecados. Por tudo isso, esta é a noite feliz!
Esta é a noite de luz, da luz que envolveu os pastores nos campos de Belém onde o Anjo do Senhor lhes anunciou uma grande alegria: “Nasceu-vos, hoje, um Salvador”. Esta a noite de luz que nos envolve a todos no amor de Deus Pai que entrega seu Filho Unigênito para ser nosso Irmão primogênito que veio nos ensinar a amar a Deus e chamá-lo de Pai e amar nossos semelhantes e chamá-los de irmãos. Esta a noite de luz que nos arranca das trevas do pecado, reveste-nos da filiação divina e torna-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros de seu Filho, o Verbo que se fez carne e veio morar conosco. “O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz.” Com essa viva imagem, Isaías não se refere à escuridão da noite mas à escuridão da mente, do coração, de uma vida sem destino. A escuridão dos nossos dias é a fome, a impunidade, a corrupção... O Menino do presépio é a “Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Por tudo isso, esta é a noite de luz.
Esta a noite de paz, noite em que Deus entra na família humana e nós entramos na família de Deus. Nesta noite, os anjos cantam: “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra.” Eis a grande revelação: nossa paz nasce do amor de Deus por nós que nos leva a amá-lo em nossos irmãos. Natal, festa que toca profundamente nossos corações, desperta em nós a ternura diante da Criança do presépio, impele-nos a seguir o exemplo dos pastores que, depois de ouvir o anúncio do Anjo do Senhor e o canto dos anjos, logo decidem: “Vamos a Belém ver o acontecimento que o Senhor nos revelou”. Esta a noite de paz que nos faz olhar para dentro da história e contemplar o Menino do presépio que, depois de crescido, pôs-se a falar para a multidão: “Vinde a mim todos que estais fatigados e eu vos aliviarei. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e achareis a paz que vossos corações tanto procuram.” Esta a noite da vitória do amor sobre a malquerença, a noite do oferecimento do perdão, a noite em que se superam desigualdades, a noite em que se busca a unidade entre todos. Por isso, esta é a noite de paz!
Noite feliz! Noite de luz! Noite de paz! Podemos ver nela a grande e inefável noite porque grande e inefável é o acontecimento do Natal. Ao chegar a plenitude do tempo, levando a termo a longa espera dos séculos, nasceu o Filho de Deus entre nós na pobreza, simplicidade e humildade da gruta de Belém. Ele tomou “a semelhança humana, humilhou-se e fez-se obediente até a morte e morte de cruz”, o que revela a medida sem medida do amor de Deus Pai pela humanidade. Despojado, humilde e simples há de ser nosso coração para que o “Menino que nos foi dado” possa nele nascer.
O dia de Natal vale por todos os outros. Nesse dia, reconhecemo-nos irmãos, somos solidários com os pobres, esquecemos o egoísmo que nos leva a pensar só em nós mesmos e o orgulho que faz nos considerarmos mais que os outros. Nesse dia, desejamos votos de felicidade a quantos passam por nós, enviamos cartões aos amigos, damos presentes em homenagem a quem se faz Presente entre nós e se dá como Presente para nós. Por que esses sentimentos não nos acompanham todos os dias do ano?

Pascom/Porto Feliz

A Liturgia do Natal

Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação

Imagem de Destaque

É no ano 336 que temos a primeira notícia da Festa do Natal, ocorrida em Roma. Por intermédio de Santo Agostinho, temos conhecimento de que essa festa era celebrada no século IV também na África. Também na Espanha, no final do século IV, o Natal já era celebrado.

A data 25 de dezembro não é confirmada historicamente como oficial ao nascimento de Jesus. Segundo estudiosos, a explicação mais provável nasce na tentativa de a Igreja de Roma suplantar a festa pagã do “Natalis (solis) incicti”.

Foi no século III que se difundiu no mundo greco-romano o culto ao sol. Foi o Imperador Aureliano (275 d.C.) que deu a esse culto uma importância oficial. Assim, o culto ao sol tornou-se um símbolo da luta pagã contra o Cristianismo. A data principal dessa festa era 25 de dezembro. Era celebrada no solstício 1 de inverno e representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Visando purificar essa celebração pagã, a Igreja deu a ela um significado diferente, tendo como base uma rica temática bíblica: Lucas 1,78; Efésios 5,8-14. Enquanto celebrava-se o nascimento do sol, a Igreja apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro Sol: Cristo, que apareceu ao mundo após longas noites de pecado.

Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida, que nos ilumina com Sua graça salvadora. É a Luz de um novo tempo que nasce em nosso coração e deseja fazer morada definitiva em nós.

São Leão Magno, em seu "Sermão de Natal", escreve: “O Natal do Senhor não se apresenta a nós como lembrança do passado, mas o vemos no presente”. Fazemos memória presente do nascimento de Cristo em meio à nossa frágil humanidade. Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação. A Festa do Natal é o ponto de partida para nossa salvação realizada por Cristo.

O Tempo do Natal começa com as primeiras Vésperas do Natal e termina no domingo depois da Epifania (entre 2 e 8 de janeiro). Interessante ressaltar que a Liturgia do Natal do Senhor se caracteriza por quatro Celebrações da Eucaristia, assim distribuídas:

1 – Na tarde do dia 24 se celebra a Missa vespertina . Esta Missa tem caráter festivo, com o canto do Glória e a Profissão de Fé.

2 – Na noite de 25, em geral à meia-noite, celebra-se a primeira Missa do Natal do Senhor.

3 – Ao alvorecer se celebra a segunda Missa do Natal.

4 – Durante o “dia” de Natal se celebra a terceira Missa da festividade.

A solenidade do Natal prolonga sua celebração por 8 dias contínuos, conhecidos como: Oitava do Natal.

Cada uma destas quatro Missas tem Leituras e Orações próprias, a saber:

1 – Missa da Vigília: Primeira Leitura: Is 62,1-5; Salmo Responsorial: Sl 88; Segunda Leitura: At 13,16-17.22-25; Evangelho: Mt 1,1-25.

2 – Missa da Noite: Primeira Leitura: Is 9,1-6; Salmo Responsorial: Sl 95; Segunda Leitura: Tt 2,11-14; Evangelho: Lc 2,1-14.

3 – Missa da Aurora: Primeira Leitura: Is 62,11-12; Salmo Responsorial: Sl 96; Segunda Leitura: Tt 3,4-7; Evangelho: Lc 2,15-20.

4 – Missa do Dia: Primeira Leitura: Is 52,7-10; Salmo Responsorial: Sl 97; Segunda Leitura: Hb 1,1-6; Evangelho: Jo 1,1-18.

Natal é tempo de festa e alegria. É tempo de estar unido à comunidade celebrando o dom da vida manifestada no nascimento de Jesus Cristo. Celebrar o nascimento de Cristo é estar unido à Igreja em todo o mundo que se une na fé e na esperança de um novo tempo. A participação nas Missas é fundamental, pois nos reunimos em comunidade, na qual o Cristo se revela a cada um de nós e a todos por meio do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia. Para melhor participarmos destas celebrações é interessante meditarmos antecipadamente as Leituras que serão proclamadas durante a Missa. O silêncio exterior e interior é oportunidade para melhor celebrarmos o Sol da Vida, que nos ilumina com Seu amor salvífico.

Bispo alerta sobre descristianização do Natal e vivência cristã

 

Dom Henrique Soares, bispo auxiliar da arquidiocese de Aracaju (SE) e mestre em teologia dogmática com especialização em eclesiologia

"O Natal não é simplesmente a festa de um dia (...) é o tempo no qual a Igreja celebra a graça da manifestação, da aparição do Filho eterno do eterno Pai na nossa natureza humana", afirmou o bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju (SE), Dom Henrique Soares, mestre em teologia dogmática com especialização em eclesiologia.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Dom Henrique destaca como o cristão deve vivenciar esse tempo litúrgico e alerta sobre o processo de descristianização do Natal que tem acontecido na sociedade.
noticias.cancaonova.com: Qual o sentido do Natal? Como cada cristão deve vivê-lo?
Dom Henrique: O Natal não é simplesmente a festa de um dia. É um tempo litúrgico, isto é, um tempo sagrado no qual nos ritos, palavras, gestos e símbolos da liturgia, cheios do Espírito Santo, a Igreja torna presente o mistério da graça da vinda do Filho de Deus para ser humano como nós, elevando a humanidade a Deus. Dito em outras palavras: o Natal é o tempo no qual a Igreja celebra a graça da manifestação, da aparição do Filho eterno do eterno Pai na nossa natureza humana. Este tempo é celebrado com cinco festas: a Natividade do Senhor, a Sagrada Família, Santa Maria Mãe de Deus, Epifania do Senhor e Batismo do Senhor. Há ainda uma sexta festa, fora do tempo do Natal, mas a ele ligada: a Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro.
noticias.cancaonova.com: Vivemos em uma época na qual o valor da celebração do nascimento do Senhor dá lugar ao espírito consumista que leva famílias inteiras a viverem a data como uma simples festividade. Na visão do senhor, essa seria mais uma tendência imposta pelo relativismo?
Dom Henrique: Mais do que relativismo, trata-se do processo de descristianização e de secularização. Mas, não culpo a mundo, culpo os membros da Igreja. Nossas Missas são piedosas, exprimem o sagrado, ajudam a contemplar o Mistério ou, ao invés, são shows, teatrinhos, oficina de criatividade tola do padre e de outros ministros? Nossa catequese e nossas homilias introduzem realmente no Mistério ou, ao invés, são discursos insossos sobre mil assuntos, relegando o essencial ao segundo plano? Basta ver o quanto não é boa a consciência, a vivência dos fiéis ao participarem dos ritos sagrados...
noticias.cancaonova.com: Sabemos que o Natal por se tratar de uma das grandes celebrações litúrgicas da Igreja convida os católicos a participarem das Missas próprias de cada dia. Além das Celebrações, os cristãos também são convidados a práticas de piedade diversas ou a outras ações concretas que incentivem a boa vivência do real espírito natalino?
Dom Henrique: É indispensável participar da Missa do Natal, de Santa Maria Mãe de Deus e do Domingo da Epifania. Também é tempo de uma oração em família mais cuidadosa, de um tempo mais longo de leitura e oração com a Palavra de Deus e de atenção aos pobres, sendo para eles uma presença de Cristo, que se fez presente na nossa pobreza.
noticias.cancaonova.com: O Papa disse no Natal de 2005 que Deus é tão grande, que se faz pequeno. A partir dessa afirmação do Pontífice podemos concluir que também somos convidados a entrar em cheio na espiritualidade de um Deus que é simples?
Dom Henrique: O Natal é a festa da pobreza de Deus: "Sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza". Deus se fez pequeno, fez-se um de nós. No natal experimentamos que não estamos sozinhos, que Deus caminha conosco, e somos convidados a descobri-lo nas coisas pequenas, no que é simples e aparentemente sem valor. Deus não é Deus do mega, mas do micro!

Arcebispo celebra Missa da Noite de Natal na Catedral

 


O arcebispo dom Eduardo Benes preside a celebração de missa nesta noite santa de Natal na Catedral Metropolitana.

O arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, preside às 20 horas deste sábado, 24 de dezembro, a missa solene da Noite de Natal, comemorando o auspicioso acontecimento do nascimento do Menino-Deus a 2011 anos atrás, na igreja da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Ponte. Durante a celebração, o Sr. Arcebispo receberá das mãos de uma criança a imagem de Jesus, a abençoará e solenemente a depositará na manjedoura do significativo presépio também montado no interior de nossa igreja-mãe.

Hoje, aliás, a grande maioria das igrejas paroquiais e/ou conventuais e capelas da cidade e da região, assim como acontece em todo o mundo cristão, abre suas portas a partir do final da tarde (considerando o `horário de verão' em vigor no Brasil), para a celebração solene da Missa da Noite de Natal - também popularmente bastante conhecida simplesmente como `Missa do Galo', em vista do horário em que antigamente era (e o é ainda em muitas regiões do Brasil e do mundo) realizada, por volta da maia-noite. Ainda no centro histórico de Sorocaba haverá neste sábado, além da Catedral Metropolitana, missas de Natal na igreja do Mosteiro de São Bento às 18 e na igreja de Nossa Senhora do Rosário, junto ao Colégio Santa Escolástica, da Congregação das Missionárias Beneditinas de Tutzing, às 19 horas.

Já no Santuário Arquidiocesano de São Judas Tadeu, no bairro do Central Parque, o padre Flávio Jorge Miguel Júnior presidirá a celebração da Missa da Noite de Natal às 19 horas.

DIA DE NATAL - Amanhã, domingo, 25 de dezembro, a Catedral Metropolitana terá missas do dia de Natal às 10, 18 e 20 horas. Na igreja do Colégio Santa Escolástica será às 7, na igreja de Santa Cruz (ao lado do antigo Asilo São Vicente de Paulo) às 8h30 e na igreja do Mosteiro de São Bento às 9 e às 11 horas. No Santuário de São Judas Tadeu, serão também três horários: 8, 10 e 19 horas.