sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Candidatos à Presidência evitam polêmicas em debate morno

André Mascarenhas e Carol Pires
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dá a largada hoje à reta final da campanha presidencial, com o primeiro de uma série de três debates com a participação confirmada dos quatro principais candidatos ao mais alto cargo eletivo do País: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

De 20 temas pré-apresentados aos candidatos, os presidenciáveis responderão apenas sobre quatro deles, escolhidos por sorteio. Pelas regras acordadas pela organização, o debate ficará mais amarrado e a interação somente será possível quando um concorrente comentar a resposta do adversário. Mas nenhum candidato poderá fazer perguntas diretamente a outro. O encontro acontece na Universidade Católica de Brasília (UCB).

Leia abaixo os principais pontos do debate:

23h36 – Marina usa suas considerações finais para pedir uma oportunidade de estar no segundo turno. E volta a elogiar o formato do debate: “Para mim é motivo de honra e orgulho estarmos aqui fazendo o debate e não o embate.”

23h34 – Dilma usa suas palavras finais para elogiar o cristianismo. “Amai aos outros como a ti mesmo”, prega, que não consegue concluir o raciocínio por falta de tempo.

23h33 – Serra usa os últimos segundos para agradecer a três religiosos importantes na sua formação, Padre Benedito, dos Salesianos, a Madre Cristina Maria, e Dom Evaristo Arns.

23h30 – Chega a vez de Plínio. Ele defende reforma agrária, reforma urbana, educação pública em todos os níveis, calote da dívida e saúde pública. “Ninguém pode ganhar dinheiro investindo no câncer”, diz sobre a privatização da saúde.

23h27 - “O Estado tem o papel de mediar os diferentes interesses”, diz Marina sobre a erradicação da pobreza. A candidata do PV afirma que o Estado, sob seu governo, usará os mecanismos de transparência para combater a corrupção. Ela cita sua coligação, firmada sobre uma “aliança programática”. Marina Silva critica o escândalo de corrupção no Amapá, que culminou com a prisão do governador Pedro Paulo Dias, onde os acusados “roubaram o Brasil duas vezes. Roubando o dinheiro que é para educação e roubando o futuro das nossas crianças e adolescentes”.

23h25 - Dilma ressalta sua participação no governo Lula e atribui aos programas sociais do presidente o mérito do Brasil de ter saído rapidamente da crise econômica internacional. “O que segurou o País foi o consumo interno”, diz.

23h21 – Os candidatos agora respondem todos à mesma pergunta. A primeira é sobre o fim da desigualdade social no País. Serra é o primeiro: “A curto prazo a função do Estado é combater as desigualdades”, diz o tucano, para quem há, no Brasil, muitas pessoas nessas condições. “Eu defendo política imediatas para essas pessoas”, diz. Ele cita a criação de mais de 50 instituições em todo o país para pessoas com deficiência.

23h15 – Ex-petista, Plínio ataca PT em seu comentário: “Quando a ideologia deserta, a ética vai em seguida”.

23h09 - A última pergunta é de um estudante de direito da universidade. Ele pergunta se Dilma irá empregar algum político ficha suja no governo. “Não, eu não permitirei”, diz Dilma, que é aplaudida. A petista lembra que o Supremo está votando a questão. “É um avanço da democracia essa discussão sobre a questão da ficha suja”, diz Dilma. Ela afirma que tem em sua coordenação política um dos relatores da Lei. A petista afirma que a Polícia Federal sob o governo Lula é a principal desmantelador dos esquemas de corrupção e cita o portal da Transparência. “Nós não tivemos em nenhum momento um engavetador geral da República”, diz Dilma, em referência ao apelido de um dos Procuradores do governo FHC.

23h08 – Toda vez que uma nova pergunta está sendo feita, Plínio de Arruda Sampaio sai de trás do púlpito e caminha até o meio do palco. Desta vez, Serra adotou a mesma estratégia. A pergunta teve que ser refeita porque os dois não entenderam a pergunta sobre a lei da Ficha Limpa. Agnelo Queiroz, candidato ao governo do DF pelo PT, está no auditório com os candidatos ao Senado Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Já Joaquim Roriz (PSC), candidato ao governo na chapa de Serra, está em casa, no Park Way, acompanhando pela TV o julgamento no STF que definirá se ele estará ou não barrado nessas eleições pela lei da Ficha Limpa.

23h06 – Marina parabeniza o sistema do debate pois ele está “permitindo que discutamos propostas”. A candidata do PV é favorável ao financiamento misto de campanha e diz que as listas fechadas favorecerão “a burocracia partidária”. Ela também defende a democratização da informação através da transparência. Em sua réplica, Serra afirma ser contrário a plebiscitos para algumas questões, como a pena de morte.

23h04 – O tucano é contra o financiamento público. “Não vai evitar o financiamento paralelo”. Também é contra a lista com cotas para mulheres e algumas etnias pois “engessaria o processo”. Sobre a democratização da informação, “ela está ocorrendo através da internet”. Ele também critica os comitês e conselhos, que “são uma forma de censura”.

23h02 – Na questão feita pela Associação Brasileiras de ONGs, sobre a radicalização da democracia, Serra demonstra dificuldades para compreender a pergunta. O entrevistador quer saber se o candidato concorda com quatro propostas: financiamento público de campanha, lista fechada, democratização da informação e a realização de mais plebiscitos.

22h58 – Serra lamenta o resultado do plebiscito do desarmamento, em 2005, e defende a criação do ministério da Segurança, para principalmente reforçar a segurança das fronteiras e combater o tráfico de drogas.

22h55 – Plínio responde sobre segurança. Segundo ele, os problemas no setor são frutos da desigualdade social. O socialista critica o preparo da polícia. Para Plínio, a segurança depende da educação dos polícias, da presença da segurança sem violência e a subordinação dos soldados. Ele critica o ministério da Segurança proposto por Serra. “Quando eu era menino… rapaz, faz tempo! Os policiais de São Paulo andavam desarmados”, diz Plínio o mais velho dos candidatos, com 80 anos.

22h55 – Plínio responde sobre segurança. Segundo ele, os problemas no setor são frutos da desigualdade social. O socialista critica o preparo da polícia. Para Plínio, a segurança depende da educação dos polícias, da presença da segurança sem violência e a subordinação dos soldados ao comando civil. Ele critica o ministério da Segurança proposto por Serra.

22h51 - Dilma comenta a resposta. Diz que Lula por duas vezes encaminhou um projeto de reforma tributária ao Congresso, infelizmente “não adotado na íntegra”. Ela cita a criação do regime para as micro e pequenas empresas como um avanço e classifica o ProUni como uma política tributária. “Políticas públicas são uma obrigação do Estado”, rebate Marina que critica a concessão dessas políticas como um favor. Serra pede um colírio para um assessor e pingou nos olhos enquanto Marina Silva estava falando.

22h46 - O próximo bloco contará com perguntas de entidades da sociedade civil. A primeira será feita pelo presidente da Associação Brasileira Justiça e Paz. A pergunta é para Marina Silva, sobre a política tributária da candidata. “Eu tenho percebido que não deve ser fácil, porque durante 16 anos dois partidos não conseguiram.” A questão, segunda ela, tem sido um “debate bem lamentável nos últimos anos”. Segundo ela, PT e PSDB tiveram dois mandatos cada um para fazer a reforma tributária e não a fizeram. A candidata verde defendeu a reforma tributária baseada em três pilares: progressão; simplificação; e transparência. “Se paga esses tributos e se recebe muito pouco em saúde, educação, segurança. Cerca de 80% da população não tem acesso a esgoto tratado”, disse a candidata verde. Ela afirma estar comprometida com a progressividade dos impostos. “De fato, é uma realidade. As pessoas que ganham mais pagam menos, e as que ganham menos pagam mais”. “É fundamental a simplificação em relação aos recursos.”

22h42 - Depois de Plínio dizer que vai desapropriar a Universidade Católica se eleito, Marina rebate: “Tenho a convicção num modelo de coexistência de universidades públicas e as universidades privadas”. O mediador esqueceu de dar os 30 segundos de réplica para Plínio e a plateia chiou. Depois de um abraço entre os dois, Plínio disse que, enquanto existir ensino público e privado, não será possível investir 10% do PIB em Educação. Segundo ele, a própria mensalidade da Universidade Católica “é cara pra burro”.

22h35 – A próxima pergunta é para Plínio, sobre educação. O entrevistador não consegue concluir sua pergunta no tempo estabelecido. Plínio diz que o programa do PSOL defende a educação “inteiramente financiada pelo Estado”. O candidato do PSOL é aplaudido ao dizer que as escolas privadas que quiserem continuar abertas serão desapropriadas. “Hoje, com a escola pública sucateada pelos governos dessa turma, você arruma um emprego ruim”, diz. Plínio também critica programa do Banco Mundial de apoio às universidades e afirma que tanto Lula quanto Fernando Henrique Cardoso vetaram proposta para empenho de 10% do orçamento na educação.

22h31 - “A vida é um valor que nós, seres humanos, temos que respeitar”, diz Dilma em seu comentário. “Eu pessoalmente não sou favorável ao aborto”, continua. A candidata do PT afirma que irá defender as mulheres e que se trata de uma questão de saúde pública. “Não vejo muito sentido em ampliar os casos”, afirma Dilma sobre as possibilidades em que o aborto é permitido. Marina reafirma sua posição e diz que não fará discursos diferentes para plateias diferentes. Ela é ovacionada no auditório. São os primeiros aplausos na plateia desde que o bloco de perguntas começou.

22h28 – Marina Silva é confrontada com a questão do abordo, criticado por ela mas defendido pelo partido dela, o PV. “Eu tenho a vida como princípio”, respondeu Marina Silva, ao defender a realização de um plebiscito popular “para que a sociedade possa debater com clareza”. “Eu digo que a defesa da vida é feito por uma questão filosófica, por uma questão moral”, diz Marina. A candidata do PV afirma taxativamente ser contrária ao aborto, mas ressalta que fará um plebiscito para “ampliar para outras modalidades” a questão do aborto. Marina defende que a sociedade está pronta para debater o aborto, ao contrário do que muitos afirmam. “Nenhuma mulher quer passar por um aborto”, diz.

22h24 – Serra diz que irá investir na alimentação dos menores e cita o Bolsa Alimentação, criado, segundo ele, durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde. Sera diz que foi o programa deu início ao Bolsa Família. O tucano cita ainda outros programas. “Na prática no Brasil não se fez nada”, diz Serra sobre o crack. Dilma volta a citar a dissolução da família em sua tréplica, a qual atribui ao “processo de exclusão social” do governo passado.

22h19 – A próxima pergunta é para Dilma Rousseff. “Qual será sua política de atendimento pleno das crianças? A Sra. se compromete a tirar todas as crianças da rua?” A réplica será de Serra. Dilma introduz sua resposta dizendo que “um país será sempre julgado pelo tratamento que dá aos jovens e crianças”. “Eu me comprometo com várias coisas”, diz Dilma. Ela afirma que a proteção deve se estender às mulheres grávidas: “atenção a criança, ao bebê e a gestante.” Segundo a candidata é nos primeiros anos de vida que as crianças tem o estímulo para ter um aprendizado melhor. “O filho do trabalhador tem uma diferença em relação ao filho do mais rico”, continua. A petista afirma que irá erradicar o trabalho infantil e diz que a dissolução da família é o problema central do consumo de drogas.

22h16 - “No México, 1.800 metros, vocês viram no que deu. Imagina a 6 mil metros”, diz Plínio, convidado a comentar. O candidato do PSOL diz que ainda há dúvidas sobre como a questão será explorada. “Nossa posição é contrária que se comesse já a exploração”, diz. “Devagar para que o povo possa saber e decidir.”

22h14 – A primeira pergunta para José Serra foi sobre a descoberta de vastas reservas de petróleo na camada do pré-sal e as prioridades de investimento que ele faria, caso eleito, com os rendimentos. Serra respondeu que investiria em educação, ciência e tecnologia e nos aposentados, como o Chile fez com o lucro da exploração de cobre. O tucano critica a forma como a descoberta do recurso foi propagandeada pelo governo. Diz que irá criar um fundo para os recursos advindos do pré-sal, com foco na educação. “Nós devemos ter muita preocupação com a forma como vamos explorar o pré-sal”, diz. Ele cita o impacto ambiental da exploração. “É uma questão ambiental também.” “O pré-sal não vem antes do final da década”, pondera o tucano, ao dizer que nenhum país da América Latina teve experiência bem sucedida com a exploração de petróleo.

22h13 – No Twitter, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, alfineta Serra: “Fui colega do Serra no senado por 8 anos. NUNCA ele fez qualquer referência a Deus ou ao cristianismo em qualquer discurso”.

22h06 – Serra introduz sua participação lembrando que sempre foi católico e critica “os católicos de ocasião, os católicos de boca de urna”. “Jesus Cristo representa a verdade e representa a Justiça, e é nisso que eu acredito profundamente. Se a nossa política estivesse embebida nesses princípios, não teríamos tanta mentira, tanta enrolação.” Serra elegeu três as prioridades: segurança, a saúde (“que têm a ver com a vida”) e a educação (“que tem a ver com a vida e com o futuro”). O mediador anunciou intervalo de três minutos. João Santana, marqueteiro da Dilma, subiu logo em seguida ao palco e conversa agora com a candidata.

22h01 - Dilma inicia sua fala cumprimenta a CNBB “por sua trajetória nas lutas sociais”. “Eu represento o projeto de continuidade e avanço do projeto do presidente Lula”, diz Dilma. A candidata do PT destaca três aspectos de seu programa. “A qualidade da educação”, diz, relacionando o avanço a uma melhor remuneração aos professores e “continuação na educação” dos professores. O segundo ponto lembrado pela petista é a Saúde.

21h58 - Marina abre sua fala parabenizando a organização. “Nós estabelecemos uma plataforma de governo mesmo antes de começar a campanha”, diz Marina, que se contrapõe a Serra, que deve lançar seu programa nos próximos dias. A candidata afirma que sua plataforma está dividia entre “o País que temos e o País que queremos”, e discursa sobre suas propostas. Educação e programas sociais são o foco do discurso da candidata verde. Marina ressalta que só está aqui graças à oportunidade que teve de estudar. A candidata foi analfabeta até os 16 anos. “O Brasil tem hoje uma forte contradição entre avanços econômicos e avanços sociais e um grande retrocesso na política”, encerra. Na plateia, Palocci disse esperar “um bom debate”. “Ficou bem organizado”, disse.

21h54 - Plínio é o primeiro a falar. Ele é convidado a apresentar seu programa de governo e lembra que sempre militou ao lado da Igreja. “Eu fui o único a fazer a opção preferencial pelos pobres”, diz Plínio, que reitera suas propostas para a reforma agrária. Plínio afirma que a candidatura do PSOL é diferente das outras três, que privilegiam os ricos ao invés dos pobres. O palco ficou dividido entre meninos e meninas: Plínio e Serra de um lado; Marina e Dilma do outro.

21h50 – Marina Silva e Dilma Rousseff sobem no palco e são aplaudidas. ”Agora só falta o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio.”

21h48 – A transmissão volta do primeiro intervalo. O mediador convida Serra para subir ao palco e é aplaudido. Os outros candidatos continuam ausentes. “Enquanto aguardamos os outros candidatos, candidato Serra, vamos ver quais são as emissoras que participam da transmissão”, diz Beto Almeida constrangido.

21h43 - O mediador do encontro, Beto Almeida, aproveita a ausência temporária dos participantes para apresentar as regras do encontro. O público continua a chegar para o debate. O auditório ainda não está cheio.

21h41 - Mônica Serra, esposa do presidenciável tucano, está circulando pelo auditório. Do lado petista destaque para o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o coordenador jurídico da campanha, José Eduardo Cardozo.

21h36 – O mediador do encontro lê uma série de notas “enquanto esperamos os candidatos”. Ele reafirma que a posição da CNBB sobre as eleições só pode ser atribuída a uma carta sobre o “momento eleitoral” divulgado pela entidade. Em julho, o bispo de Guarulhos divulgou nota pedindo que os fiéis não votassem em Dilma. O texto foi reproduzido pelo site da CNBB, gerando constrangimento para a entidade.

21h33 - Começa a transmissão do debate. Os quatro candidatos já chegaram à universidade. Dilma Rousseff chegou de helicóptero. A Universidade Católica fica a 20 km do centro deo Brasília.


Todos os principais candidatos participaram do confronto


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Aborto e Ficha Limpa pautam debate de presidenciáveis da CNBB

Aborto e Ficha Limpa pautam debate de presidenciáveis da CNBB

Regras do encontro promovido pela Igreja Católica em Brasília impediram confronto direto entre os candidatos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem na noite desta quinta-feira, das 21h30 às 23h30, mais um debate entre os candidatos à Presidência da República. Os quatro principais concorrentes participam: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Antes da realização do debate, o iG flagrou a Polícia Federal fazendo uma varredura antibomba no local do debate. A vistoria foi feita a pedido de Dilma, de acordo com confirmação dada por um dos três policiais responsáveis pelo serviço. Antes mesmo de iniciado o confronto, a movimentação na porta do local do debate também era intensa, com direito a protestos de grupos conservadores contra a petista.

As regras do encontro dificultaram o confronto direto, já que nenhum candidato podia fazer perguntas ao outro. Em função disso, o evento teve tom morno e não foi marcado por discussões mais acirradas entre os presidenciáveis. Assim, ganharam destaque alguns temas escolhidos pelos próprios organizadores do debate, como a lei da Ficha Limpa e a descriminalização do aborto.


Todos os principais candidatos participaram do confronto
Foto: Agência Estado
Todos os principais candidatos participaram do confronto

 

Golpe midiático

Partidos e entidades fazem ato 'contra golpismo midiático'

Ato no sindicato dos jornalistas de SP reuniu 500, segundo a organização.
Participaram integrantes de CUT, MST, UNE, CGTB, PT, PCB, PSB e PDT.

Do G1, em São Paulo
Ato realizado na sede do Sindicato dos Jornalistas de São PauloAto realizado na sede do Sindicato dos
Jornalistas de São Paulo (Foto: G1)
Representantes de partidos políticos e entidades fizeram nesta quinta-feira (23), em São Paulo, um ato intitulado "Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático". Participaram integrantes de centrais sindicais como CUT e CGTB, de movimentos sociais como MST, UNE e dos partidos PT, PCB, PSB e PDT. Nenhum presidente de central sindical esteve no evento, realizado na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.
De acordo com a organização, o ato reuniu 500 pessoas. Começou às 19h e terminou por volta das 21h.
Na abertura, Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, leu um documento "Pela ampla liberdade de expressão", no qual defende a mídia alternativa e propõe solicitar a abertura dos contratos e contas de publicidade de grandes empresas de comunicação.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Augusto Camargo, também leu uma nota, intitulada "Em defesa dos jornalistas, da ética e do direito à informação".
 
g1.com

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Em debate católico, Serra baixa o tom e Dilma diz que não governaria com "fichas-sujas"


No debate organizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nesta quinta-feira (23), os presidenciáveis baixaram o tom das críticas das últimas semanas e evocaram valores cristãos diante do público católico. Na morna discussão, o destaque dos blocos iniciais se deu quando a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT) prometeu não ter em seu governo, se eleita, políticos sem “ficha limpa”.

O encontro reúne Dilma, José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio em Brasília. O tucano e o socialista militam em organizações católicas há décadas; a presidenciável verde trocou o catolicismo pelo protestantismo e a petista, que estudou em colégio católico, assumiu a fé em sua pré-campanha, depois de dizer que se equilibra na questão sobre a existência de Deus.

Serra, que acirrou as críticas contra a gestão petista após denúncias envolvendo a Casa Civil e o vazamento de dados sigilosos da Receita Federal, evitou ataques mais duros à principal rival, ao contrário do que fez nos debates anteriores. Marina buscou se distanciar dos dois líderes nas pesquisas e fez críticas pontuais aos dois. Plínio novamente se portou como franco-atirador no encontro.

O tucano, que tenta evitar a vitória de Dilma já no primeiro turno, como indicam as pesquisas de intenção de voto, deixou as alfinetadas para o início do debate. Mas não citou a petista nenhuma vez. “Compartilho dos princípios cristãos do ponto da minha vida pessoal e da minha vida política. Não sou cristão de véspera de eleição nem de boca de urna para agradar eleitores”, disse.

“Se estivesse a política brasileira embebida nesse conceito de justiça e ética, não teríamos tanta mentira, tanta enrolação”, afirmou Serra. Mesmo quando comentou uma das respostas de Dilma no encontro, o tucano evitou críticas mais duras. No domingo (25), os presidenciáveis voltam a se reunir na TV Record, que deve dar a eles audiência maior do que a do debate desta quinta-feira.

Única candidata a avançar nas últimas sondagens, Marina não teve trocas de ataques entre os principais rivais para justificar com mais ênfase um dos seus bordões. “Está havendo retrocesso na política. É só olhar para o que está acontecendo”, disse ela, a presidenciável mais aplaudida pelo barulhento grupo que acompanha o debate no local.

Mesmo nos temas espinhosos, como aborto, os presidenciáveis se limitaram a repetir posições declaradas anteriormente, condenando a prática pessoalmente, mas admitindo a hipótese por “questão de saúde pública”. Marina, que defende um plebiscito sobre o assunto, voltou a discordar de Serra. Dilma repetiu que o “aborto é uma violência final”

Ficha limpa
Na noite em que o STF (Supremo Tribunal Federal) julga a Lei da Ficha Limpa, Dilma se comprometeu a não ter nenhum político nessa condição em seu governo, caso seja eleita. Questionada por um aluno, respondeu: “Não, eu não permitirei. Além disso, eu considero que essa questão é muito séria. Principalmente neste momento, porque sei que as entidades que participam aqui são responsáveis pelo projeto”.

“Acho muito oportuno reafirmar que é um avanço da democracia essa questão sobre a ficha suja”, afirmou a presidenciável, que recebeu a única pergunta sobre corrupção no debate. Ao tratar do tema, ela aproveitou para alfinetar Serra, referindo-se ao apelido que adversários davam ao procurador-geral da República do governo Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Brindeiro.

“Não tivemos engavetador-geral da República. Tivemos procurador-geral da república, que investigou todos os casos que teve conhecimento”, disse ela, que repetiu avanços da Polícia Federal no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

uol.com.br

20ª Festa do Ancião

Encerrou neste domingo dia 19, a tradicional festa em prol ao asilo Cidade dos Velhinhos, durante as duas noites e um dia, aconteceram apresentações culturais e shows.

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Censo e religião: algumas interrogações




Em tempos de tolerância religiosa e pluralidade, parece justo e até sadio e positivo que o Censo 2010 que já se encontra em curso no Brasil ofereça como opção para a pergunta: Qual a sua religião? dezessete opções de resposta. Na verdade, dezoito, se contarmos aqueles que não se auto-identificam com nenhuma pertença e são convidados a responder: sem religião.

O dado permite constatar não só a existência e consistência de uma diversidade imensa na pertença religiosa brasileira como a sadia convivência entre as diversas confissões, tranquilamente reconhecida pelo censo.  No entanto, alguns matizes na maneira como está elaborada o questionário permitem perceber que não há tanta neutralidade assim na proposta do censo.

Existem dois questionários: o 'básico' e o 'da amostra'. No questionário básico não existe a pergunta: "Qual é a sua religião ou culto?".  Esta, por outro lado, está presente no questionário "da amostra".  Este segundo questionário será aplicado apenas em um número reduzido de domicílios, na proporção de um para cada dez. A religião será, portanto informada por amostragem, como acontece com as estatísticas e desde ai constará do quadro geral do censo.

Porem, há outros detalhes, que dizem respeito sobretudo ao cristianismo histórico, religião que ainda congrega a maioria do povo brasileiro. Segundo artigo do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, para quem e católico, não basta afirmar isto.  O recenseado será imediatamente colocado diante de uma lista de 27 opções e subdivisões da religião católica. Dom Odilo aponta aí uma distorção, que na verdade existe.  Pois das 27 alternativas pelo menos 12, ou seja, quase a metade não é de outras igrejas, confissões ou religiões, mas de grupos e associações que existem dentro da confissão católica romana.

Por outro lado, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, uma das mais importantes denominações protestantes históricas existentes no Brasil, que representa três quartos dos luteranos brasileiros, se queixa de haver sido excluída das opções do censo. Em meio a 48 designações com o termo “luterano”, não se encontra a IECLB.  Em longa entrevista ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, o pastor presidente Walter Altmann, declara que tomou conhecimento da exclusão através de fiéis de sua Igreja, os quais, ao receber os recenseadores, constatavam confusos que a única sugestão específica quanto a luteranos empregava a expressão “luterano pentecostal”, designação que nenhum luterano emprega ou reconhece para si.

Tanto o cardeal quanto o pastor presidente se preocupam com a confusão que isso possa gerar e na verdade já está gerando entre os fiéis de uma e outra igreja. Os subgrupos internos a organização da Igreja Católica não são “outras” confissões, mas a mesma, na expressão de seus diversos carismas, agremiações, associações e movimentos. Há aí uma imprecisão que é grave não só pelo erro explícito que apresenta, mas pela confusão que pode gerar e a falta de clareza a qual pode induzir. Igualmente,  reconhecer e apresentar mais de quarenta denominações protestantes, sem mencionar aquela que agrupa três quartos dos fiéis existentes no país é no mínimo aberrante. “E mais ainda ao colocar lado a lado as palavras “luterano” e” pentecostal”. Quem tem um mínimo conhecimento do protestantismo sabe que o movimento pentecostal difere bastante da corrente histórica, não sendo portanto, as duas expressões intercambiáveis.

Enquanto, por um lado, é altamente positivo que todas as pertenças religiosas do nosso imenso e variegado país apareçam no censo, de maneira que todas as pessoas se encontrem contempladas na medida do possível, certamente não o é a nebulosidade em que parece que fica a questão do cristianismo histórico devido à maneira como são formuladas as questões aos brasileiros recenseados.

A importância do censo e inegável, mas o quesito religião parece que deixa muito a desejar em termos de clareza e precisão. É compreensível, portanto que o cardeal e o pastor, responsáveis pelas igrejas em questão, estejam empenhados em esclarecer o povo quanto a isto.  Pois com tal distorção, o dado corre o risco de ser deturpado e uma parte do censo perde seu objetivo e sua razão de ser, que é apresentar uma radiografia o mais exata possível do povo brasileiro.
Autor: Maria Clara Lucchetti Bingemer

Mensagem para você!

A Pedra


O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. Quando a sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.
Autor Desconhecido

Portofelicenses ainda insistem na queimada

DSCF0713 Enquanto o tempo continua ruim, portofelicenses ainda insistem em atear fogo sobre lixo, terrenos baldos, a Santa Casa de Porto Feliz bate recorde de atendimentos em crianças, idosos e alérgicos, asmáticos, entre outros.

É dificil combater o fogo, a poeira, ar seco, pior é combater a ignorância das pessoas, a prefeitura não tem multado, e também não temos visto a polícia encontrar e punir os responsáveis.

Santo do Dia: São Pio de Pietrelcina

Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.

Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento.

Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.

Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo.

Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul".

Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.

Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.

Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.

Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.

Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.

Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"



São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

Terceiro Milênio na TV


Desde a semana passada a TVV CANAL 10 - Votorantim, vem exibindo no intervalo de sua programação a chamada gravada pelo Diácono José da Cruz , do noticiário Terceiro Milênio na TV , UMA versão eletrônica do jornal TM . A equipe de produção ez uma ótima montagem utilizando como ilustração o próprio informativo, além de imagens da Catedral de Sorocaba, do Papa Bento XVI e do Arcebispo Metropolitano D. Eduardo Benes de Sales Rodrigues.

Prosseguem os contatos da área comercial do programa, coordenada pela Silmara Cuchi e o programa ainda não tem data definida para a estréia, onde a primeira edição deverá acontecer em um clima festivo com os conmvidados falando sobre o programa, entre eles o próprio Arcebispo Dom Eduardo. 

A expectativa é muito grande tanto por parte dos telespectadores como pela própria direção da TV onde o Diretor Werington Kermes acolheu com muito carinho o projeto da Pascom Arquidiocesana.



Assista agora em vídeo a chamada que está no ar na emissora Votorantinense:


      http://www.youtube.com/watch?v=l_Ryh28b94I

É hoje: debate eleitoral católico para presidenciáveis!


Discutir amplamente as propostas de Governo entre os candidatos ao cargo de Presidente da República é o objetivo do debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSol). O evento acontece na quinta-feira, 23, na Universidade Católica de Brasília (UCB), às 21h30min, no Auditório Central da Universidade, Campus de Taguatinga.

O debate é uma iniciativa da Universidade Católica de Brasília (UCB), Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e Associação Nacional de Educação Católica (Anec), com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O jornalista Beto Almeida será o mediador e presidirá o evento controlando o tempo, a intervenção dos candidatos e as manifestações de participantes e plateia. O debate será organizado da seguinte forma: abertura pelo mediador; apresentação dos participantes, pelo nome do candidato e do seu vice, seu partido e coligação. A ordem de apresentação e de resposta às perguntas será realizada mediante sorteio.

O evento será dividido em quatro blocos. No primeiro, cada candidato terá três minutos para se apresentar e indicar as três prioridades do seu Programa de Governo. Em seguida, os presidentes das entidades promotoras farão uma pergunta e o candidato sorteado irá respondê-la. Logo depois, representantes da sociedade farão os questionamentos. Todas as respostas serão comentadas por outro candidato e haverá o direito de réplica. Poderá ser concedido “direito de resposta” ao candidato que sofrer calúnia, difamação ou injúria. No último bloco, todos responderão a uma única pergunta, decidida pouco antes, entre as entidades organizadoras. Após todas serem respondidas, cada um fará seu pronunciamento final.

O debate terá duração de duas horas, incluindo o tempo destinado às perguntas. A definição da posição de cada candidato no cenário do debate foi escolhida por meio de sorteio, que aconteceu na sede da CNBB no último dia 14 de setembro.

O evento será transmitido ao vivo pelo portal da Universidade Católica de Brasília (www.ucb.br), pelas TVs e rádios de inspiração Católica, incluindo o Sistema Canção Nova de Comunicação, e pela Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU).


Acompanhe pela Canção Nova


O Portal Canção Nova produzirá matérias, fará cobertura minuto a minuto no Twitter e disponibilizará os vídeos ao término do debate.

Também será possível acompanhar ao vivo pela tv.cancaonova.com e radio.cancaonova.com.

Em agosto, o Sistema Canção Nova promoveu, em parceria com a Rede Aparecida, o primeiro debate entre presidenciáveis com discussão de temas pertinentes à Igreja Católica, como defesa da vida, uso de células tronco embrionárias e utilização de símbolos religiosos em locais públicos. Na ocasião, estiveram presentes os candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda (PSOL). A estimativa é de que 100 milhões de pessoas tenham acompanhado o programa.