
Paz e Bem!!!
Parabéns à Nossa Querida Cidade de Porto Feliz
| O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos. | |||
| Oliver W. Holmes | |||
Marcos Pontes esteve nesta segunda em Aparecida, no interior de SP.
Ele participou de uma das missas em homenagem à padroeira do Brasil.
O astronauta brasileiro Marcos Pontes afirmou que a viagem que fez ao espaço em 2006 aumentou sua fé em Deus. Primeiro brasileiro a sair do planeta, Pontes participou na manhã desta segunda-feira (12) de uma das missas na basílica de Aparecida, a 180 km de São Paulo, onde acontece a tradicional Festa da Padroeira.
“Para mim, ir ao espaço, ver o planeta lá de cima, imaginar o que somos, isso aumentou muito meu relacionamento com Deus”, disse o astronauta. Durante a viagem, Pontes levou em seu macacão um broche com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Essa pequena imagem foi fundamental para sua tranquilidade durante a missão. “Ela passou uma sensação de segurança. É algo que transcende o corpo”, lembrou.
A devoção a Nossa Senhora foi passada por sua mãe, Zuleica. De grande importância para sua formação, ela foi a responsável por incentivá-lo a crescer profissional e pessoalmente. “Lembro quando era eletricista em Bauru, e dizia que sonhava em ser piloto. Ninguém acreditava, mas minha mãe sempre dizia, com seus olhões azuis: ‘Se você estudar, se trabalhar e persistir, consegue’”, lembrou.
Morta em 2002, ela não teve a chance de ver o filho alcançar as estrelas. “Mas quando vi a Terra, azul, lembrei dos olhos de minha mãe e de sua frase”, afirmou, emocionado, o astronauta.
Durante todo o dia, serão realizadas missas na Basílica de Aparecida. A expectativa é de que até o fim do dia 137 mil pessoas passem pelo local.
Carta João Paulo II aos Jovens:
Carta aos jovens:
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia.


Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Entre os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo corre o Rio Paraíba. Em meio às suas curvas há um trecho onde seu caminho forma um grande “M”, muito visível do alto de uns morros que se erguem por perto.
Na segunda quinzena de outubro de 1717 o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, nomeado Governador da Capitania de Minas Gerais e São Paulo, veio tomar posse da terra de Piratininga. Depois da posse partiu para Minas Gerais, devendo passar por Guaratinguetá. A Câmara local tomou as providências para a recepção ao Governador. Foram enfeitadas as casas e convocados os pescadores para que arranjassem muito peixe para a caravana do Conde.
Domingos Martins Garcia, João Alves e Filipe Pedroso eram alguns dos pescadores responsáveis pela pesca. Os três estavam juntos em suas canoas. Começaram a lançar as redes no porto de José Correa Leite e foram rio acima, até o porto de Itaguaçu. Foi uma longa distância percorrida, mas não pegaram um só peixe. Nesse porto, onde o Paraíba forma o “M”, João Alves lançou sua rede de arrasto, certo de que ela não voltaria vazia. Para surpresa dos três, no fundo da rede havia um objeto de cor escura, com pouco mais de um palmo e aparência de uma pequena imagem. Lavada, viram uma escultura, representando Nossa Senhora da Conceição. Infelizmente, a imagem não tinha cabeça. Atirada novamente a rede e arrastando-a no fundo do Rio, João Alves conseguiu, com muita alegria, encontrar a cabeça da estatueta. Talvez a pesca do corpo e da cabeça da mesma imagem tenha sido o primeiro “sinal” de algo de extraordinário para João Alves. Ele tomou os pedaços, corpo e cabeça da imagem, envolveu cuidadosamente em um pano e guardou. Até então não haviam pescado peixe algum. Mas não desistiram. Lançaram novamente a rede e... que maravilha! Em pouco tempo pescaram tão grande quantidade de peixes que ficaram com medo de naufragar. Por isso retornaram às suas casas admirados. Seria esse o segundo “sinal” de algo estaria por suceder?
A imagem era, de fato, de Nossa Senhora da Conceição, medindo, no total,
Chegando ao Porto, Filipe Pedroso levou a imagem para sua casa, perto de Lourenço de Sá, onde a conservou por uns seis anos, mais ou menos. Já no dia seguinte, Filipe iniciou a construção de um oratório onde se colocaria a imagem. Depois, passando para a Ponte Alta, continuou com ela, em sua casa, por mais uns nove anos. Passou a morar no Itaguaçu, onde deu a imagem a seu filho Atanásio Pedroso.
Atanásio, então, fez uma capelinha e, sobre um altar de pau, colocou a imagenzinha da Senhora. Indício de que a devoção à imagem da Senhora começava a tomar conta das pessoas foi a construção da capelinha para abrigá-la. Aí, todos os sábados, a vizinhança se juntava para cantar o terço e mais devoções diante daquela a quem, por não saberem o nome, passaram a chamar simplesmente de “Aparecida”. Foi nessa capelinha que fatos estranhos e prodigiosos começaram a acontecer.
Em certa ocasião, o povo estava reunido e rezando. Duas velas de cera da terra iluminavam a Senhora. A noite era serena e sem vento. Repentinamente, as duas velas se apagaram. Silvana da Rocha correu para acendê-las. Mas, sem a intervenção de qualquer um deles, as velas se acenderam novamente. Este foi o primeiro prodígio e o terceiro “sinal” de que algo mais estava para acontecer. Esses fatos provocaram grande alarde e a fama da pequena imagem começou a se espalhar rapidamente. O vigário da vila, Padre José Alves Vilela resolveu, então, oficializar o culto, construindo uma capela maior. Em 05 de maio de 1743, o Bispo do Rio de Janeiro concedeu autorização exigindo a construção com material durável e proibindo o pau-a-pique. Recursos não faltaram, pois já era grande o afluxo de pessoas.
Entre os inúmeros devotos de Nossa Senhora Aparecida, crentes de seu poder de sua magnanimidade, que se ajoelharam aos seus pés, conta-se que esteve o próprio Dom Pedro, quando de sua viagem a São Paulo, em 1822. Afirma-se que ele fez as suas preces e o voto de proclamar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, se tudo acontecesse segundo seu desejo,
A construção da nova e linda capela se deu em pouco tempo, assim como rapidamente se espalharam os prodígios e a fama de Nossa Senhora Aparecida. Ao longo das paredes da nova capela, foram sendo afixadas as lembranças de curas e milagres.
No ano de 1868, dois ilustres romeiros vieram visitar a Capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida: a imperatriz, Princesa Isabel, e seu esposo, o Conde Dom Luiz D´Eu. A velha Capela, situada no alto do Morro dos Coqueiros, revestiu-se de uma nova pintura. A festa de Nossa Senhora era celebrada, então, unicamente no dia 08 de dezembro. A notícia da visita das Altezas Imperiais foi recebida com muito entusiasmo. A Princesa Isabel e o Conde D´Eu assistiram ao último dia da novena e à própria festa de Nossa Senhora, nos dias 7 e 8 de dezembro de 1868. Era costume a Mesa Administrativa nomear os festeiros para o ano seguinte da festa e, devido à presença singular da Princesa e do Conde, houve sessão da Mesa no próprio dia 08 de dezembro de 1868, deliberando, por unanimidade, as Altezas Imperiais como festeiros para o ano de 1869. Assim, a Princesa Isabel e o Conde D´Eu foram os últimos festeiros da festa tradicional de Nossa Senhora, pois a partir de
Está registrado no jornal Santuário de Aparecida, de 12 de fevereiro de 1921, que Dona Isabel e o Conde d’Eu chegaram à Capela às seis horas da tarde para assistirem à novena da festa de Nossa Senhora. Vieram a cavalo com uma grande comitiva. Dizem que Dona Isabel deu naquela ocasião a Nossa Senhora um riquíssimo manto com vinte e um brilhantes no valor de 18 contos de réis. A Princesa foi recebida no alto da colina, solenemente, por crianças vestidas com todo o mimo, que a saudaram com pétalas de rosas. A Princesa entrou na Igreja, orou e na Praça foi saudada por um escravo de nome Antônio, que ficara aos serviços do Padre Joaquim Pereira Ramos e que tocava perfeitamente o trombone, daí ser conhecido por Antonio trombonista. A Princesa Isabel esteve ainda mais uma vez em Aparecida, no dia 06 de novembro de 1884.
A história de Aparecida tem uma outra ligação profunda com a Princesa Isabel. No ano de 1857, um escravo fugiu de Curitiba e veio para Bananal, cidade de São Paulo, sendo preso e algemado. Ao passar pela Capela de Aparecida, pediu ao feitor licença para ver Nossa Senhora Aparecida. O feitor, renitente, negou - porém, condoído, consentiu. E ao fazer o seu pedido de clemência, de liberdade, o escravo se ajoelhou e ergueu os braços algemados e fez a prece - e a corrente caiu, tinindo no chão! Foi um dos primeiros milagres conhecidos de Nossa Senhora Aparecida a correr pelas vilas vizinhas e pela província. Hoje está pintado no forro da Basílica Nacional, em artístico trabalho de madeira, feito em estilo da época, pelo artista Chico Santeiro, para o “Museu Nossa Senhora Aparecida”. Uma grande corrente se encontra na parede da Sala dos Milagres. Quando aconteceu o milagre da libertação do escravo Zacarias, todos os escravos tinham a esperança, também, de serem libertos. Um outro escravo conseguiu autorização do feitor para entrar na Capela. Rezou e fez o mesmo pedido, mas a corrente não se abriu. Ele rezou tristemente e cheio de Fé. Levantou-se e descendo a antiga rua da Calçada, hoje ladeira Monte Carmelo, viu a comitiva da Princesa. O escravo ajoelhou-se e pediu a bênção e misericórdia. Dona Isabel ordenou, então, que o escravo fosse posto
Nas Atas da Capela de Nossa Senhora Aparecida, de 04 de janeiro de 1750, há o registro de um órgão, um relógio de parede, uma caldeirinha de cobre e o escravo Boaventura, mulato, com cerca de 44 anos, organista. Esse registro indica que o primeiro organista da Capela Nossa Senhora Aparecida foi um escravo. Quando houve o milagre do escravo descrito acima, o capanga que o acompanhava pediu ao Capelão de Nossa Senhora Aparecida, Padre Antonio Luiz de França Reis, que lhe desse um atestado sobre o acontecido e o levou ao fazendeiro
Como não parava de aumentar o número de romeiros, julgou-se necessário a construção de um templo maior. Supervisionada por Frei Monte Carmelo, em 08 de dezembro de 1888 foi inaugurada a Igreja por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de São Paulo, onde é hoje a “Basílica Velha”.
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
O jornal Santuário de Aparecida, de 19 de novembro de 1921, registrando o falecimento da Princesa Isabel, diz que ela era “muito piedosa, um exemplo vivo para seu povo. Ela também foi muito devota de Nossa Senhora Aparecida. Aqui esteve uma vez, cumprindo nessa ocasião uma piedosa promessa a Nossa Senhora; doou também uma coroa de ouro, em
Decreto papal de 29 de abril de 1908 concedeu à igreja de Aparecida o título de Basílica. A consagração de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ocorreu em 31 de maio de 1931, em uma celebração que reuniu, já naquela época, um milhão de pessoas. Os padres redentoristas, responsáveis pelo Santuário Nacional de Aparecida, foram os grandes animadores da construção da Basílica que hoje abriga a imagem da Senhora. Em 1936 começaram estudos para a construção de uma nova sede do Santuário. Em forma de cruz e entrecortada por um “X”, a planta foi aprovada em 1949. Desde essa data até hoje, operários se revezam na construção. O conjunto total abrange
Em 1967, ano da comemoração do jubileu dos 250 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o Papa Paulo VI ofertou ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil uma Rosa de Ouro, que era um presente oferecido pelo Papa em sinal de particular estima e para distinguir personalidades que prestavam relevantes serviços à Igreja, ou para honrar cidades, ou ainda para realçar Santuários extraordinários, como centro de grande devoção. Essa Rosa era artisticamente elaborada segundo o estilo da época. A entrega da honraria aconteceu na manhã do dia 15 de agosto daquele mesmo ano, com a presença de diversas autoridades civis e religiosas, entre elas o presidente Artur da Costa e Silva. Atualmente, a Rosa de Ouro encontra-se exposta na Exposição Rainha do Céu, Mãe dos Homens: Aparecida do Brasil no Museu Nossa Senhora Aparecida, no 1º andar da Torre Brasília.
No dia 04 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em missa celebrada no Santuário, consagrou a Basílica, que recebeu o título de Basílica Menor.
Hoje, multidões de peregrinos chegam para visitar aquela que um dia “apareceu” das águas do Paraíba. Apareceu para ficar para sempre.

Categoria Elite: 1º Claudemir dos Santos / S a l t o; 2º Cleiton dos Santos / S a l t o; 3º Moises de Lima / S a l t o; 4º Lucas Azevedo / Santa Bárbara e 5º Erik Fagundes Souza / Suzano.
Categoria Junior: 1º Felipe Velásquez Aranha / Americana; 2º Caio Moreto Buone / Americana; 3º Rodrigo dos Santos / Itapetininga; 4º Heitor Ferrari / Mogi Guaçu e 5º Vitor Gusmão / Campinas.
Categoria Feminino: 1º Naiara Rodrigues / Santa Bárbara; 2º Helen Beatriz Valente / Campinas; 3º Cleide Raimundo / Santa Bárbara; 4º Claudinei Rosa / Indaiatuba e 5º Juliana Risatto / Santa Bárbara.
Categoria Juvenil: 1º Lucas Barbosa / Rio Claro; 2º Matheus Samelha /Cordeirópolis; 3º Henrique Augusto / Indaiatuba; 4º Jéferson / Itu e 5º Douglas Benegati / Indaiatuba.
Categoria Sênior A: 1º André Barbosa / Mogi Guaçu; 2º Daniel Toledo / Limeira; 3º Carlos Eduardo Icasatti / Itapira; 4º André Santana Argentim / Santa Bárbara e 5º Adriano Camilo Santos / A r a r a s.
Categoria Sênior B: 1º Elcio Alexandre / Cordeirópolis; 2º Gilberto Martins / Cordeirópolis; 3º Valien Garcia Junior / Cordeirópolis; 4º Paulo Vicente Boriero / Jundiaí e 5º Niwton Souza Leite / Mogi Guaçu.
Categoria Máster A: 1º Marcelo Ariani / Cordeirópolis; 2º Januário dos Santos / Santa Bárbara; 3º Armando Reis Camargo / Indaiatuba; 4º Augusto Gardineli Filho / Indaiatuba e 5º Sebastião Rodriguez / Santa Bárbara.
Categoria Máster B: 1º Neider Caram / Limeira; 2º Murilo Jorge Selmi / Artur Nogueira; 3º Ariovaldo Inácio / Santa Bárbara; 4º Miquel Stocco / Americana e 5º Santino Ventura Machado / Sorocaba.
Das 9 às 12 hs – Oficinas, filmes, praça de alimentação (Peixe na Taquara), artesanatos, apresentações, músicas
12 hs – Ato político de caráter ecológico
13:30 – Saída barco do passeio
14 hs – Saída Imagem grande do Santuário e dos romeiros do clube.
15 hs Celebração da Vida – Ato Inter-Religioso
16 hs Encerramento
Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente!
Tende compaixão do vosso povo!
Socorrei os pobres!
Consolai os aflitos!
Iluminai os que não têm fé!
Convertei os pecadores!
Curai os nossos enfermos!
Protegei as criancinhas!
Lembrai-vos dos nossos parentes e benfeitores!
Guiai a mocidade!
Guardai nossas famílias!
Visitais os encarcerados!
Norteai os navegantes!
Ajudai os operários!
Orientai o nosso Clero!
Assisti os nossos bispos!
Conservai o Santo Padre!
Defendei a Santa Igreja!
Esclarecei o nosso Governo!
Ouvi os que estão presentes!
Não vos esqueçais dos ausentes!
Paz ao nosso povo!
Tranqüilidade para a nossa terra!
Prosperidade para o Brasil!
Salvação a nossa Pátria!
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia!
Senhora Aparecida, o Brasil tudo espera de vós!
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama!
Salve, Rainha!
Amém!
A aversão a pessoas homossexuais, chamada homofobia, desencadeia diversas formas de violência física, verbal e simbólica contra estas pessoas. No Brasil são freqüentes os homicídios, sobretudo de travestis. Há também o suicídio de muitos adolescentes que se descobrem gays, e mesmo de adultos. Eles chegam a esta atitude extrema por pressentirem a rejeição hostil da própria família e da sociedade. Há pais que já disseram: ‘prefiro um filho morto que um filho gay’. Esta hostilidade gera inúmeras formas de discriminação, e, mesmo que não leve à morte, traz freqüentemente tristeza profunda ou depressão.
Tamanha repulsa tem raízes históricas. Por muitos séculos, as relações entre pessoas do mesmo sexo foram consideradas como o pecado de Sodoma, que resultou no castigo divino destruidor (Gênesis, cap.19). Este pecado foi a tentativa de estupro feita aos hóspedes do patriarca Ló. Até o início do século 19, a lei civil classificava as relações homoeróticas como um crime grave, sujeito a pena de morte. Por muito tempo a medicina tratou a homossexualidade como doença e transtorno. No entanto, mudanças importantes ocorreram recentemente. Nos anos 90, a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu as terapias de reversão da orientação sexual. Portanto, a homossexualidade não é doença e nem tem ‘cura’.
Uma lei estadual fluminense, do ano 2000, penaliza instituições que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual. Agentes do Poder Público, estabelecimentos comerciais ou industriais, entidades, associações, sociedades civis ou de prestação de serviços não podem discriminar, adotar atos de coação ou violência contra pessoas em função de sua orientação sexual.
As mudanças na sociedade e nas mentalidades também repercutem na Igreja Católica. Seus documentos doutrinais reconhecem a existência de pessoas com tendências homossexuais profundamente enraizadas, ou mesmo de nascença. Estas pessoas devem ser tratadas com respeito e delicadeza. Em 1986, uma carta do Vaticano aos bispos afirma que toda violência física ou verbal contra elas é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. E acrescenta que nenhum ser humano é mero homo ou heterossexual. Ele é acima de tudo criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna. A oposição doutrinária às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano.
Em 1997, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais. O título é: Always Our Children (Sempre Nossos Filhos). Para eles, Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual de seus filhos, nem por suas escolhas. Os pais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão para torná-los héteros. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E dependendo da situação dos filhos, observam os bispos, o apoio da família é ainda mais necessário.
* Padre jesuíta e historiador

Guardas da Santa protegem espaço onde fica berlinda
Católicos participam neste domingo do Círio de Nazaré, em Belém (PA), maior manifestação religiosa do país. Considerada patrimônio imaterial cultural do Brasil, a festa é tão importante quanto o Natal para os paraenses.
Pela manhã, houve uma missa celebrada pelo arcebispo emérito de Belém, Dom Vicente Zico, no palco montado na frente da Catedral Metropolitana, na praça Frei Caetano Brandão. A procissão da imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas ruas de Belém começou por volta das 6h40. Da Catedral da Sé, a imagem da santa percorre até a Basílica de Nazaré.
A referência ao tema do Círio 2009, "Em Maria, a palavra se fez carne", marcou o início da missa campal, aberta pelo monsenhor Raimundo Possidônio, administrador arquidiocesano de Belém. Dom Orani João Tempesta, ex-arcebispo de Belém e atual arcebispo do Rio de Janeiro, além de grande parte do clero local, arcebispos e padres de outros Estados, acompanharam a celebração.
Os religiosos entraram pela frente do palco ao som da música dos 42 integrantes da Escola Cantorum, da Arquidiocese, que convidou cinco músicos, entre eles o pianista Paulo José Campos de Melo.
Para proteger a imagem da santa e os fiéis, o governo de Estado preparou um esquema de segurança, que conta com o apoio de homens da Guarda Municipal e da Força Nacional, além do reforço dos 1.300 homens da Guarda de Nazaré e dos 40 guardas de Nossa Senhora de Santa Maria de Belém.
Embarcações
Mais de 400 embarcações participaram neste sábado da romaria fluvial chamada de "Círio das Águas", em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré, na na Baía do Guajará, em Belém.
Segundo a assessoria de imprensa do governo do Pará, após celebração de missa, um navio da Marinha conduziu a imagem de Nossa Senhora do trapiche do distrito de Icoaraci até o cais, na área portuária da capital.
A embarcação foi recebida com orações, aplausos, queima de fogos e chuva de pétalas de flores.
Após as homenagens nas águas, a imagem seguiu até a capela do Colégio Gentil Bittencourt, onde fica até a hora da Trasladação --procissão noturna que antecede o Círio de Nazaré.
História
A devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em Portugal. A imagem original da pertencia ao Mosteiro de Caulina, na Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de 361, tendo sido esculpida por São José.
No Pará, em 1700, às margens do Igarapé Murutucu (onde hoje se encontra a Basílica Santuário de Nazaré), o caboclo Plácido José de Souza encontrou uma pequena imagem da santa, que passou a ser reverenciada. Em 1792, foi autorizada pelo Vaticano a realização da primeira procissão oficial, em Belém, em homenagem à Virgem de Nazaré.
O Círio de Nossa Senhora de Nazaré acontece em Belém desde o dia 8 de setembro de 1793, quando ainda era realizado nas tardes de quarta-feira. De lá pra cá, são mais de 200 anos de devoção e homenagens à padroeira dos paraenses.
Com a passagem do flutuador pelo rio Tietê foi acompanhado o percurso do rio pela região para saber mais sobre a qualidade da água. Infelizmente, na cidade que recebe o nome do rio, Tietê, apenas 5% do esgoto é tratado. Em Laranjal Paulista, o problema é ainda pior, já que não há tratamento de esgoto. Tudo é despejado diretamente no rio Sorocaba, que desagua no Tietê. As duas cidades têm projetos para mudar esta realidade e beneficiar o meio ambiente.
Em Tietê, o rio faz parte da paisagem urbana. Há duas semanas ele recebeu uma visita especial: uma expedição que tinha o objetivo de avaliar a qualidade da água por meio da quantidade de oxigênio nela. Tudo medido pelo flutuador.
A equipe foi coordenada pelo aventureiro Dan Robson. Foram 31 dias de viagem. O equipamento mediu a qualidade da água em mais de quinhentos quilômetros do rio Tietê. Na região de Itapetininga passou por quatro municípios: Tietê, Jumirim, Laranjal Paulista e Conchas.
Ele chegou ao trecho entre Porto Feliz e Tietê no dia 23 de setembro. Nas margens do rio havia muito lixo. O índice de oxigênio da água ficou na marca dois, o que é considerado ruim. Significa que nem os peixes conseguem sobreviver. No dia seguinte, o equipamento passou pelo centro da cidade e o índice foi ainda pior: de 0,9.
Tietê tem quase quarenta mil habitantes. 95% do esgoto é coletado e apenas 5% é tratado. O resultado é o esgoto a céu aberto sendo jogado direto no rio. Para acabar com o problema, cinco estações de tratamento de esgoto serão construídas. A primeira delas deve ficar pronta no fim do mês.
No dia 25 de setembro o flutuador chegou à Laranjal Paulista. O município, com cerca de 25 mil habitantes, não tem tratamento de esgoto. Todo o lixo é jogado diretamente no rio Sorocaba que deságua no rio Tietê.
Nas margens, o lixo dá espaço à mata. As tubulações de esgoto estão submersas, debaixo da água. Em um trecho a quantidade de oxigênio subiu para 2,4. Índice ainda considerado ruim. Segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Antônio Carlos Barijan, a poluição é resultado das indústrias localizadas perto dos rios.
A passagem do flutuador por Laranjal Paulista confirmou o que habitantes já sabiam: a cidade precisa de uma estação de tratamento de esgoto e ela já está sendo construída.
No dia 28 de setembro a expedição chegou a Conchas e teve uma boa surpresa: a qualidade da água variou entre boa e ruim. No rio tinham peixes. E o guardião do flutuador pode, enfim, tirar parte da roupa especial que o protegia da poluição.